Terça-feira, 30.10.12

Sporting continua a descer

Sporting continua a descer

E pronto, foi a última exibição em Alvalade de “Ocean’s Eleven”, filme de fraca qualidade e que nunca acabou bem. Nesta segunda-feira, em Alvalade, o Sporting orientado por Oceano Cruz voltou a não conseguir vencer, ficando-se por um empate sem golos com a Académica de Coimbra.


O saldo do antigo capitão desde que ocupou o lugar de Ricardo Sá Pinto no banco “leonino”: três derrotas e um empate em quatro jogos, deixando a equipa fora da Taça, quase fora da Liga Europa e no décimo lugar da liga portuguesa, a dez pontos dos dois primeiros e a dois da linha de água. Nas bancadas, Francky Vercauteren, o senhor que se segue, terá ficado com a sensação que vai ter de começar do zero.

O que o técnico belga viu foi uma equipa que parecia estar a jogar junta pela primeira vez, sem saber o que fazer em nenhum aspecto do jogo, orientada por um interino que não deixou a sua marca nem melhorou o que quer que fosse em relação à gestão anterior. Nem um “flash” de criatividade, uma jogada individual de ruptura, um passe com critério para uma desmarcação intencional. Pelo contrário, passes que nunca encontravam bom destino, remates que nunca causavam perigo e a Académica, mesmo com mais de meia equipa nova em relação ao jogo da Liga Europa, era quem estava mais tranquila no jogo.

Oceano foi para lá de conservador a escolher a equipa. Havia, desde logo, um défice de criatividade naquele meio-campo, com Rinaudo, Schaars e Adrien, mais Pranjic a surgir pelo flanco esquerdo. Apenas Viola e Wolfswinkel eram jogadores marcadamente de ataque. Mas, se a ideia era defender com eficácia, objectivo também falhado. E, aos 20 minutos de jogo, já só se ouviam assobios. À formação de Coimbra, só lhe bastava posicionar-se bem, nem era preciso nenhum autocarro para travar as débeis tentativas atacantes dos “leões”, mas também, verdade seja dita, pouco contribuiu para elevar a qualidade do jogo acima do mau.

Entre os dois guarda-redes, quem teve mais trabalho foi mesmo Rui Patrício, o único do Sporting que vai mantendo um nível elevado. Foi ele o protagonista do momento do jogo, aos 60’, quando Marinho, que marcara o golo que derrotara o Sporting na final da Taça, lhe tentou fazer um “chapéu” após um passe errado de Gélson Fernandes. O guarda-redes da selecção compensou o seu adiantamento com uma defesa quase impossível.

Em desespero, Oceano foi lançando no jogo Izmailov e Betinho, o avançado que vem da equipa B, mas pouco mudou. Viola e Wolfswinkel foram os mais inconformados e o holandês esteve mesmo perto do golo aos 76’, com um remate a que o guardião academista Ricardo se opôs bem. O Sporting ainda reclamou um atraso de Júnior a Ricardo e tinha razão, mas não for por isso que não conseguiu bater ontem a Académica. Foi porque não mostrou nada que se recomende e, nesta altura do campeonato, mais de dois meses depois do primeiro jogo oficial (e um saldo de duas vitórias, seis empates e cinco derrotas em 13 jogos), é muito mau sinal. A Vercauteren, o presidente Godinho Lopes pediu uma classificação para o Sporting ir à Liga dos Campeões no próximo ano. Pelo que se viu ontem e pelo que se tem visto, parece um objectivo demasiado ambicioso.

POSITIVO
Rui Patrício
No meio do desastre que é, actualmente, a equipa do Sporting, é o guarda-redes da selecção nacional quem vai evitando males maiores. Ontem, salvou um golo quase certo.
Meio-campo da Académica
A formação de Coimbra não foi muito ambiciosa no ataque, mas foi um exemplo de eficácia a preencher os espaços que lhe permitiu interromper sem grandes problemas os ataques desorganizados do Sporting. Cleyton foi o homem em maior destaque.

NEGATIVO
Sporting
Quase um mês depois da saída de Sá Pinto, o Sporting continua na mesma. Oceano falhou na recuperação anímica e resta saber o que Vercauteren vai conseguir fazer. Tem de fazer milagres, se quiser ir à Champions como lhe pediu Godinho Lopes (que ontem ouviu alguns adeptos, com muito vernáculo pelo meio, exigir que se demita).

Ficha de Jogo
Sporting, 0
Académica, 0

Jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

Assistência 25.056 espectadores


Sporting Rui Patrício; Arias (Gelson, 46’), Boulahrouz (Betinho, 70’), Rojo, Insúa; Rinaudo, Schaars, Adrien (Izmailov, 59’), Pranjik, Viola, Wolfswinkel. Treinador Oceano.

Académica Ricardo; Rodrigo Galo, Flávio, Júnior Lopes, Nivaldo; Keita, Makelele, Cleyton (Ogu, 90’+3’); Marinho, Afonso (Wilson Eduardo, 66’) e Salim Cissé. Treinador Pedro Emanuel.


Árbitro Bruno Esteves (Setúbal) Amarelos Flávio (16’), Galo (34’), Adrien (44’), Rinaudo (73’), Pranjik (79’), Viola (81’), Wolfswinkel (88’), Júnior Lopes (89’), Izmailov (90’).


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Segunda-feira, 29.10.12

Será desta que Ronaldo quebra o domínio de Messi na Bola de Ouro?

Será desta que Ronaldo quebra o domínio de Messi na Bola de Ouro?

Já são conhecidos os 23 candidatos à edição de 2012 da Bola de Ouro FIFA. O prémio será entregue no início do próximo ano, a 7 de Janeiro, em Zurique. E Cristiano Ronaldo, como seria de esperar, é o único português no lote dos candidatos.


O internacional português do Real Madrid ganhou o troféu em 2008. Mas, nos últimos três anos, o prémio foi sempre para Lionel Messi. Será desta que Cristiano Ronaldo quebra o domínio do argentino?

Do grupo de 23 eleitos constam três guarda-redes (Gianluigi Buffon, Iker Casillas e Manuel Neuer). Quatro futebolistas são sul-americanos: os argentinos Sergio Agüero e Lionel Messi, o brasileiro Neymar e o colombiano Radamel Falcao, ex-FC Porto.

A Espanha, campeã europeia e mundial em título, domina a lista com sete futebolistas nomeados: Xabi Alonso, Sergio Busquets, Iker Casillas, Andrés Iniesta, Gerard Piqué, Sergio Ramos e Xavi.

Destaque ainda para a presença de dois africanos na lista de candidatos à Bola de Ouro FIFA 2012. São eles Didier Drogba e Yaya Touré, ambos da Costa do Marfim.

Foram também divulgados os nomes dos dez candidatos ao prémio de treinador do ano. José Mourinho consta da lista, ele que conquistou o galardão em 2010.

O lote de nomeados é dominado por alemães e italianos, com três treinadores cada. Jupp Heynckes, Jürgen Klopp e Joachim Löw representam a Alemanha, e pela Itália estão presentes Roberto Di Matteo, Roberto Mancini e Cesare Prandelli.

Os 23 candidatos à Bola de Ouro FIFA 2012
Sergio Agüero (Argentina)
Xabi Alonso (Espanha)
Mario Balotelli (Itália)
Karim Benzema (França)
Gianluigi Buffon (Itália)
Sergio Busquets (Espanha)
Iker Casillas (Espanha)
Cristiano Ronaldo (Portugal)
Didier Drogba (Costa do Marfim)
Radamel Falcao (Colômbia)
Zlatan Ibrahimović (Suécia)
Andrés Iniesta (Espanha)
Lionel Messi (Argentina)
Manuel Neuer (Alemanha)
Neymar (Brasil)
Mesut Özil (Alemanha)
Gerard Piqué (Espanha)
Andrea Pirlo (Itália)
Sergio Ramos (Espanha)
Wayne Rooney (Inglaterra)
Yaya Touré (Costa do Marfim)
Robin van Persie (Holanda)
Xavi (Espanha)

Os 10 candidatos ao prémio de treinador do ano
Vicente del Bosque (Espanha/Selecção)
Roberto Di Matteo (Itália/Chelsea)
Alex Ferguson (Escócia/Manchester United)
Pep Guardiola (Espanha/Ex-Barcelona)
Jupp Heynckes (Alemanha/Bayern Munique)
Jürgen Klopp (Alemanha/Borussia Dortmund)
Joachim Löw (Alemanha/Selecção)
Roberto Mancini (Itália/Manchester City)
José Mourinho (Portugal/Real Madrid)
Cesare Prandelli (Itália/Selecção)


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Os portugueses são os europeus que mais confiam nas forças de segurança

Entre inquiridos de 16 países europeus os portugueses são os que mais confiam nas forças de segurança

Entre inquiridos de 16 países europeus os portugueses são os que mais confiam nas forças de segurança (Enric Vives-Rubio)


Os portugueses são, entre os europeus, aqueles que mais confiam nas forças de segurança no caso de colapso financeiro ou catástrofe natural e os únicos que não confiam em primeiro lugar em si próprios, revela um estudo feito pelo centro de sondagens GfK para a National Geographic em 16 países europeus.

 

Dos inquiridos, apenas 0,6% entre os portugueses disseram confiar nos partidos políticos para sair da crise ou no caso de uma catástrofe natural. Mas 18,2% responderam confiar na Igreja e 40,3% em organizações não-governamentais. Em primeiro lugar surgem o Exército e polícia, com 44,3%.

Aos olhos dos portugueses, como do resto dos Europeus, a Alemanha é, de resto, o país mais seguro no caso de um colapso financeiro.

Os maiores medos dos portugueses são, em primeiro lugar, o desemprego (35%) e o colapso financeiro (25%), conclui o estudo realizado a propósito do programa “Preparados para o Fim do Mundo”, que estreia na segunda-feira em Portugal. A política e a corrupção entre políticos foi referida apenas por 10%, ao mesmo nível que as questões de saúde. Apenas 4,5% dos referiram a austeridade.

E se o mundo acabasse daqui a um ano? Grande parte dos portugueses (45,9%) respondeu que nada mudaria no seu dia-a-dia. Dos restantes, quase dois terços disseram que viajariam (62,2%) ou que aproveitariam para estar com a família (60,5%). Apenas 26,2% deixariam o emprego.

O estudo foi feito a propósito do programa “Preparados para o Fim do Mundo”, uma série documental que mostra os medos dos americanos e de que forma se preparam para o fim do mundo. Depois de realizado nos Estados Unidos, foi replicado em 16 países europeus, com inquéritos online. A amostra é de 4000 pessoas com idades entre os 18 e os 49 anos, de ambos os sexos, em Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Estónia, Polónia, Rússia, Grécia, Turquia e Bulgária.

 

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João Salaviza distinguido na Suécia com Prémio em Memória de Ingmar Bergman

O júri de Uppsala destacou a

O júri de Uppsala destacou a "cinematografia de sensibilidade" deRafa (DR)


Depois do Urso de Ouro em Berlim, outra distinção de peso. Se não por tudo o resto, pelo simbolismo: Rafa, curta-metragem de João Salaviza, foi distinguida hoje com o Prémio Uppsala em Memória de Ingmar Bergman, um dos mais relevantes do Festival Internacional de Curtas Metragens que termina hoje na cidade natal do histórico realizador sueco.

 

O júri da competição internacional, onde estava integrado Rafa, é constituído por Joakim Blendulf, Jacob Lundstrm, Frédéric Pelle, Anita Svingen e Insa Wiese. O Prémio em Memória de Ingmar Bergman, que se destina a destacar um “realizador jovem e promissor que alargue as fronteiras da arte cinematográfica”, foi atribuído a Salaviza pela “cinematografia de sensibilidade” de Rafa, que “capta o silêncio de um jovem rapaz numa missão solitária na Lisboa moderna”. No site do festival destaca-se ainda uma “interpretação emotiva mas subtil que prenuncia um bom futuro”.

O prémio consiste em 50 mil coroas suecas (cerca de 5800 euros) e uma obra do artista Jin Jiang.

João Salaviza é um dos rostos da encruzilhada em que vive actualmente o cinema português, onde o sucesso e reconhecimento internacional de realizadores como Miguel Gomes, João Canijo ou Salaviza, convive com um desinvestimento estatal que os agentes do meio consideram pôr o futuro em perigo. Antes da distinção em Uppsala, Rafa ganhara em Fevereiro o Urso de Ouro para melhor curta no Festival de Cinema de Berlim. Já em Maio, no Indie Lisboa, Cerro Negro, uma encomenda da Fundação Gulbenkian, valeu a Salaviza o Prémio para Melhor Realizador Português de Curta-Metragem.

Três anos antes Arena, a sua primeira obra, foi distinguida com o prémio de melhor curta no Indie Lisboa 2009. Poucas semanas depois o país inteiro ficou a conhecer o realizador, então com 25 anos, quando Arena venceu o Grande Prémio da competição de curtas-metragens no Festival de Cannes.

O novo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, teve nas felicitações a Salaviza o seu primeiro acto público depois da tomada de posse sexta-feira, substituindo Francisco José Viegas. Lê-se num comunicado enviado à Lusa: “O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, enviou hoje as suas felicitações em nome do Governo português ao realizador João Salaviza na sequência do galardão obtido pelo filme Rafa no 31.º Festival Internacional de Curtas Metragens em Uppsala.

 

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Jackson ajuda FC Porto a dar a volta ao jogo no Estoril

Jackson ajuda FC Porto a dar a volta ao jogo no Estoril

 

O FC Porto chegou a estar em desvantagem frente ao Estoril, mas deu a volta ao marcador (1-2) e voltou a colar-se ao Benfica na liderança do campeonato, com 17 pontos.


Entrou melhor a equipa do Estoril, que se colocou na frente do marcador aos 9’. Na sequência de um pontapé de canto, Licá desviou de cabeça ao primeiro poste, a bola embateu na base do poste contrário e sobrou para Steven Vitória, que se limitou a empurrar.

O FC Porto acusou um pouco o golo e, nos minutos seguintes, teve dificuldades em acercar-se com critério da baliza adversária. De resto, a verdadeira reacção dos “dragões” chegaria apenas na segunda parte.

Aos 56’, Jackson descobriu espaço no lado direito do ataque e tirou um cruzamento sem mácula para a cabeça de Varela, que não teve dificuldade em fazer o empate. 

Os visitantes apertaram o cerco ao Estoril e, quatro minutos mais tarde, deram a volta ao jogo. Livre indirecto de João Moutinho e cabeceamento oportuno de Jackson Martínez, que aproveitou para fazer o sexto golo na competição.

Pouco depois, Jackson poderia ter bisado, novamente num lance aéreo, mas não acertou na baliza deserta depois de um roubo de bola e de uma assistência primorosa de Fernando.

Voltaram a equilibrar-se as operações quando o Estoril serenou, mas a equipa da casa já não teve arte nem engenho para voltar a marcar.


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Domingo, 28.10.12

Azealia Banks, A 'rapper' de quem todos falam

Azealia Banks, A 'rapper' de quem todos falam

O disco de estreia só é lançado em Fevereiro, mas Azealia Banks já conquistou tudo e todos com apenas um single. A revista NME elege-a a jovem artista mais 'cool' do ano e o mundo da moda também já se rendeu ao seu talento.

 

Azealia Banks tem 21 anos e ainda não lançou o disco de estreia, mas já é um fenómeno no mundo da música. Tal como Lana Del Rey no ano passado – que com apenas o single ‘Video Games’ atingiu o sucesso mundial –, a popularidade de Azealia começou a crescer no final de 2011, quando divulgou ‘212’ na internet. Em poucas semanas, a canção atingiu milhões de visualizações no YouTube.

 

Além da recompensa do público, o tema também suscitou a atenção dos media especializados e a jovem americana, natural do bairro nova-iorquino Harlem, acabou 2011 a encabeçar a lista dos artistas mais cool do ano para a revista New Music Express. A aceitação repetiu-se em Janeiro, quando a BBC Radio 1 a incluiu na corrida para o Sound of 2012, prémio anual da rádio britânica que elege o músico revelação do ano que se inicia.

 

Apesar ter ficado em terceiro lugar (atrás de Michael Kiwanuka e Frank Ocean), Azealia conseguiu destaque suficiente para lançar a sua carreira. O mediatismo de ‘212’ chamou a atenção das grandes editoras, que começaram a assediá-la com um contrato. Acabou por assinar com a Interscope, da Universal Music.

 

Apostando no rap como forma de expressão, o estilo musical não foi, porém, a sua primeira paixão. «Não me lembro com que idade me interessei por musicais, mas devia ter uns dez anos quando descobri o Tada! Youth Theater [uma companhia de teatro de Manhattan com programas especiais para crianças] e decidi que ia trabalhar na Broadway», disse à BBC.

 

Para perseguir esse sonho, Azealia inscreveu-se igualmente na LaGuardia High School of Music & Art, dedicada à formação de jovens actores e músicos. «Aquele liceu preparou-me para o que estou a fazer agora. No LaGuardia todos os alunos lutam por um papel no musical que encerra o ano lectivo. É muito parecido com o mundo real, quando se começa a fazer audições», disse ainda à BBC.

 

Curiosamente foi essa experiência no ‘mundo real’ que a afastou dos musicais. «Quando comecei a fazer audições percebi que aquele ambiente competitivo não era para mim», referiu ao jornal britânico The Guardian, revelando que as primeiras canções que escreveu resultaram dessas rejeições. «No início escrevi canções R&B, mas depois transformaram-se em temas rap. Como não tinha muita confiança no que estava a fazer, mostrava a poucos amigos, mas foram eles que me encorajaram a continuar».

 

A música de Azealia reflecte as influências multiculturais que se sentem no Harlem, mas também o ambiente socialmente degradado do bairro. E a experiência individual da cantora explica, muitas vezes, algumas das suas letras mais agressivas. «Tínhamos algum dinheiro, mas cresci na ‘escuridão’. A minha mãe tinha problemas. Depois de o meu pai morrer tornou-se violenta e ofendia-me, tanto verbal como fisicamente. Batia-me com tacos de basebol e estava sempre a dizer que era feia», revelou ao site That Grape Juice, mencionando que saiu de casa aos 14 anos para ir viver com a irmã mais velha.

 

A música é, então, uma maneira da cantora «expressar» os seus «medos e desejos». «Há muita gente que acha ‘212’ deselegante, mas eu não quero ofender ninguém. A música é só uma forma de comunicar», mencionou ao Guardian.

 

Com o disco de estreia Broke With Expensive Taste agendado só para Fevereiro, Azealia tem revelado o que se vai poder ouvir no álbum com os EP ‘Esta Noche’, ‘Fantasea’ e ‘1991’. As amostras já lhe valeram elogios públicos de personalidades como Kanye West. Mas as vénias não vêm só do mundo da música.

 

Na moda, Karl Lagerfeld foi o primeiro a manifestar devoção por Azealia, chegando mesmo a convidar a rapper para actuar numa festa privada na sua casa. Depois do criador da casa Chanel, foi a vez de os estilistas Nicola Formichetti, designer de Lady Gaga, e Alexander Wang elogiarem o estilo da cantora e mostrarem interesse em trabalhar com ela.

 

Questionada sobre o assunto, Azealia diz que não está a tentar ser a cantora «mais mediática, sexy e estilosa do planeta», embora compreenda que a imagem «é uma componente» daquilo que faz. Talvez por isso, mais uma vez, tal como aconteceu com Lana Del Rey (que protagoniza a campanha desta estação da H&M), o assédio do universo da moda a Azealia Banks pode funcionar como mais um empurrão para a sua música, que promete levar a rapper muito longe.

 

Noticia do SOL

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Um galo tenrinho em Barcelos para o Benfica

Um galo tenrinho em Barcelos para o Benfica

O Benfica venceu este sábado o Gil Vicente, em Barcelos, por 3-0 e isolou-se, provisoriamente, na liderança da Liga. O jogo ficou resolvido na primeira parte.


Jorge Jesus não poderia ter pedido um melhor arranque de partida. Aos 2’, na primeira vez em que o Benfica chegou à área minhota, Lima inaugurou o marcador, de cabeça, após um cruzamento de Maxi Pereira.

O Gil acusou o toque, começou a falhar passes atrás de passes e mostrou grande dificuldade nas marcações, o que facilitava a vida a Enzo Pérez e Ola John, com muito espaço nas alas.

Aos 27’, Enzo Pérez descobriu Lima na área, o brasileiro assistiu Luisinho e o lateral esquerdo fez golo no primeiro remate à baliza de Adriano.

O Benfica passou, então a jogar ainda mais à vontade. E aos 45+2’ chegou ao 3-0, por André Gomes. O médio que habitualmente representa a equipa B ganhou um ressalto na área e desviou com subtileza para as redes.

No segundo tempo, os “encarnados” tiraram o pé do acelerador e esperaram que o Gil se expusesse mais na defesa. Lima poderia ter feito o 4-0 na cara de Adriano, mas o guarda-redes brasileiro levou a melhor.

Pouco depois, Enzo Pérez viu o segundo amarelo e o Benfica ficou a reduzido a dez. A partir desse momento, os minhotos ganharam algum ascendente e estiveram perto de marcar, quando Yero atirou à trave na sequência de um canto.

Com este resultado, o Benfica passou a somar 17 pontos em sete jogos, mais três do que o FC Porto, que só no domingo entra em campo, no terreno do Estoril.


Noticia do Público

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Posso comer alimentos fora de prazo?

Posso comer alimentos fora de prazo?

O fundamental é que se perceba a diferença entre as duas indicações que aparecem nas etiquetas (Foto: Paulo Pimenta)

 

Alimentos fora do prazo de validade não aparecem habitualmente nas lojas em Portugal, diz a DECO-Proteste. Mas, depois de a Grécia ter anunciado que os supermercados vão poder vender alimentos não perecíveis fora do prazo a preços mais baixos, é importante saber que nem todos os alimentos fora de prazo representam riscos para a saúde.

 

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), em resposta ao PÚBLICO, diz que cumpre rigorosamente a lei, não vendendo produtos fora do prazo, mas acrescenta que “se o Governo entender flexibilizar a legislação, garantindo a segurança alimentar, o sector está disponível para encontrar soluções que ajudem o consumidor nesta conjuntura tão adversa”.

O fundamental, explicou ao PÚBLICO Dulce Ricardo, engenheira alimentar daquela organização de defesa dos direitos dos consumidores, é que se perceba a diferença entre as duas indicações que aparecem nas etiquetas: “consumir até” ou “consumir preferencialmente antes de”. No primeiro caso, o consumo depois da data indicada pode ter riscos para a saúde. No segundo, pode haver alteração das características dos alimentos, mas não um risco para a saúde.

No primeiro grupo estão os alimentos perecíveis, como a carne picada, as salsichas frescas, o queijo fresco, o leite do dia, os bolos com creme. Aí, diz Dulce Ricardo, “a data deve ser rigorosamente cumprida”, caso contrário corre-se o risco de uma toxinfecção alimentar. A lei proíbe claramente a venda depois da data indicada, e se os produtos não forem retirados dos estabelecimentos ficam em “incumprimento legal”. A técnica deixa um aviso: “Um alimento contaminado pode ter um aspecto perfeitamente normal”. A presença de salmonelas, por exemplo, não é detectável nem pelo aspecto nem pelo cheiro do alimento.

Lei omissa

Quanto aos alimentos não perecíveis, a decisão cabe sobretudo ao consumidor. “Se a data indicada em ‘consumir preferencialmente antes de’ for ultrapassada pode haver implicações a nível nutricional que fazem com que o alimento não esteja em condições perfeitas – pode, por exemplo, ter ranço se for um produto com gordura, ou podem verificar-se alterações na coloração ou na textura. Nestes casos, “a lei é omissa”, explica a técnica da DECO. “O produto não deve estar à venda, mas poderá estar”. 

Em Portugal, não é prática da distribuição pôr alimentos à venda depois do prazo, quer num caso quer no outro. “Há um respeito por essas datas”, diz Dulce Ricardo. O que pode é haver promoções quando os produtos estão já próximos do fim do prazo, e o que a DECO aconselha é que os consumidores estejam atentos às datas nessas promoções e “não comprem para além da quantidade necessária”. As informações recolhidas pela DECO indicam que em Portugal os consumidores estão bastante atentos aos prazos de validade e distinguem entre o “consumir até” e o “consumir preferencialmente antes de”. 

A revista da Tetra Pak, que publicou recentemente um número dedicado ao desperdício de alimentos, cita um estudo da Food Standarts Agency (FSA) britânica segundo a qual “apenas 36 % das pessoas sabem que os alimentos cujo prazo de validade expirou podem, na maior parte dos casos, ser consumidos”. Os mais jovens revelam “mais confiança nessas indicações [das embalagens] do que no seu próprio julgamento e deitam fora produtos sem primeiro os cheirar ou provar”.

Data definida pelo produtor

A data colocada na embalagem é definida pelo produtor. Mas, diz ainda a revista, “não é incomum que o fabricante coloque uma determinada data sabendo que o produto se manterá em perfeitas condições de consumo durante muito mais tempo sem se deteriorar”. Isto pode levar a um enorme desperdício de produtos em bom estado – dados da FAO (a Agência para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas) indicam que a quantidade de alimentos desperdiçados na Europa e Estados Unidos é de 95 a 115 quilos per capita por ano. 

Uma medida como a que foi tomada na Grécia (e que abrange apenas os produtos não perecíveis) seria ou não possível em Portugal? “Não podemos dizer que há um risco”, afirma Dulce Ricardo. Mas a posição da DECO é a de que o cliente “tem o direito de consumir o produto nas condições devidas”. A organização dos direitos dos consumidores defende que para estes “é mais vantajoso que o produto seja à partida colocado à venda a um preço mais baixo”, o que permitira um escoamento mais rápido e evitaria que se chegasse perto dos prazos de validade. António Salvador Barreto, coordenador do mestrado em Segurança Alimentar da Universidade Técnica de Lisboa, lembra também que “a indicação do tempo de vida útil é da responsabilidade do agente económico”, ou seja, do produtor, e que este não está interessado em correr riscos dando prazos muito alargados. Mas, reconhecendo que em muitos casos há produtos que se mantêm em boas condições depois do prazo, Barreto admite a eventualidade de poderem ser usados desde que sujeitos a supervisão até serem consumidos.

Servir em cantinas?

Isto significa que poderiam ser servidos por exemplo em cantinas (onde seria possível inspectores sanitários verificarem o seu estado até ao prato) mas não serem vendidos aos consumidores para que estes os levem para casa e avaliem, sem terem os conhecimentos técnicos necessários, as condições desses alimentos. 

A FSA britânica disse recentemente que a crise está a fazer com que no Reino Unido haja cada vez mais pessoas a consumir alimentos passada a data, correndo riscos para a saúde. Um terço das pessoas ouvidas num inquérito disse estar a recorrer mais à análise cheiro/aspecto para decidir se consumia ou não um alimento. Para ajudar nessa decisão, a FSA tinha já, em Dezembro de 2011, indicado que os ovos podem ser consumidos até dois dias depois da data da embalagem, “desde que devidamente cozinhados”. 

Em Portugal, sublinha ainda a APED, a distribuição tem tomado medidas para tentar reduzir o desperdício alimentar, investindo “na eficiência da cadeia de frio, num controlo rigoroso da gestão de stocks e das validades dos produtos e em técnicas avançadas de conservação”. 

 

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Sábado, 27.10.12

As cidades mais mortais do mundo são...

Ciudad Juárez ganhou a sua sinistra reputação em resultado da guerra entre os cartéis de droga de Juárez e de SinaloaCiudad Juárez ganhou a sua sinistra reputação em resultado da guerra entre os cartéis de droga de Juárez e de Sinaloa (Reuters)


Os municípios latino-americanos somam 40 das 50 capitais mundiais do crime, e só quando chegamos ao número 21 é que uma cidade fora da América Latina surge na lista.

Viver na América Latina, ao que parece, pode ser mau para a saúde. Uma combinação de drogas, crime organizado e governos que estão, às vezes, mal equipados para enfrentar os desafios mostrou ser letal, deixando um rasto de violência um pouco por toda a América Latina. Do Brasil às Honduras, passando pelo México, concluiu o think tank mexicano Conselho de Cidadãos para a Segurança Pública e a Justiça Criminal. 

Segundo o seu ranking, as dez cidades com as taxas mais altas de homicídios do mundo situam-se todas na América Latina. O estudo só inclui cidades onde existem estatísticas de homicídios, o que significa que cidades que enfrentam sangrentas guerras civis para as quais é impossível recolher estatísticas fiáveis - como Alepo, na Síria, por exemplo - não foram incluídas na lista.

Segue-se um olhar sobre a violência que se tornou rotina na vida destas cidades, tendo sido incluídas algumas fora da América Latina que entraram no top 50 para se perceber como os factores por trás da violência diferem em alguns casos - e noutros permanecem infelizmente os mesmos.

1. San Pedro Sula, Honduras
Quando a Colômbia atacou o infame narcotráfico no final dos anos 1980, o negócio da droga mudou-se para norte, para o México. Mas desde que o Presidente mexicano, Felipe Calderón, declarou guerra aos cartéis da droga em 2006, a paragem seguinte para os traficantes foi as Honduras. Quase 80% da cocaína que viaja da América do Sul para a América do Norte agora pára nas Honduras, trazendo com ela uma vaga de violência relacionada com os gangs e as drogas. A taxa de homicídios das Honduras é actualmente a mais alta do mundo e a taxa de homicídios de San Pedro Sula é a maior das Honduras, com 159 assassinatos por cem mil habitantes em 2011. Por comparação, a taxa de homicídio de Detroit é de 48 por cem mil habitantes. Localizada no Noroeste das Honduras, San Pedro Sula é o principal centro industrial e a segunda maior cidade do país. Mas, ultimamente, o papel económico da cidade foi largamente ensombrado pela violência. 

2. Ciudad Juárez, México
Esta cidade fronteiriça - é um ponto de partida da droga que entra nos Estados Unidos - tem estado sempre no topo das tabelas das cidades mais perigosas do mundo. Juárez ganhou a sua sinistra reputação em resultado da guerra entre os cartéis de droga de Juárez e de Sinaloa, que matou seis mil pessoas entre 2008 e 2010. Os cartéis e a corrupção entre a polícia e o governo local transformaram Juárez numa cidade-fantasma. Este ano tem havido sinais de que a violência está a diminuir: durante o seu auge, a guerra dos cartéis chegou a produzir 300 corpos por mês, mas nos primeiros sete meses deste ano o número de homicídios foi de 580, segundo o jornal The Washington Post. Os observadores atribuem este declínio ao triunfo do cartel de Sinaloa sobre o de Juárez na guerra pelo controlo da cidade. Ainda assim, com uma taxa de 148 homicídios por cem mil habitantes, Juárez assegura o segundo lugar desta lista.

3 Maceió, Brasil
As autoridades brasileiras querem transformar este antigo porto e produtor de açúcar num destino turístico, apostando na sua linha costeira de areias macias. O esforço, porém, tem sido destruído por uma taxa de 135 homicídios por cem mil habitantes. As autoridades de Maceió - a capital do nordestino estado de Alagoas - dizem que o aumento da violência (a taxa de assassínios subiu 180% em dez anos) se deve à crescente presença de crack e cocaína nas favelas à volta da cidade. Talvez para assegurarem que o dinheiro dos turistas continua a entrar, as autoridades também dizem que a maior parte das vítimas são toxicodependentes que são mortos por não pagarem as suas dívidas. 

4. Acapulco, México
Conhecida em tempos pelas suas praias, hotéis de luxo e clubes nocturnos que atraíam clientes como Frank Sinatra e Elizabeth Taylor, Acapulco não escapou à violência relacionada com o tráfico de droga que abocanhou todo o México e é hoje a segunda cidade mais violenta do país. Tem 128 homicídios por cem mil habitantes. A luta pelo domínio do estado de Guerrero levou a que houvesse tiroteios na zona que, outrora, foi a principal área de resorts de Acapulco. E em vários dos lugares mais selectos da cidade foram encontradas cabeças decepadas. Inevitavelmente, o turismo foi afectado: o dirigente da associação de agências de viagens de Guerrero estima que em Novembro de 2010 o turismo proveniente do Canadá e EUA caiu entre 40% e 50%. 5. Distrito Central, Honduras
É constituído pela capital, Tegucigalpa, e pela cidade vizinha de Comayaguela, e foi engolido pela mesma dinâmica da violência - droga, gangs, desigualdade - de San Pedro Sula, a norte do país. A morte é de tal forma um lugar-comum que, este ano, o presidente da câmara começou a oferecer enterros aos pobres; cansou-se de ver tantos corpos dentro de sacos de lixo. Os gangs, a corrupção e a pobreza estão há muito presentes nas Honduras, mas o que fez escalar a violência para níveis nunca vistos foi o novo papel das Honduras - é uma das principais artérias no contrabando de drogas entre o Sul e o Norte. Um golpe de Estado em 2009 gerou o caos político e deu força aos traficantes. No mesmo ano, o responsável pela guerra ao narcotráfico foi morto dentro do seu carro em Tegucigalpa. O Distrito Central tem uma taxa de cem homicídios por cem mil habitantes.

6. Caracas, Venezuela
Os chamados "malandros" - gangs de jovens que, como galos ao poleiro, guerreiam entre si pelo controlo da venda de drogas e das apostas - transformaram a capital da Venezuela num palco de guerra. Em 2011, Caracas assistiu a 3164 homicídios - um número vertiginoso que fica ligeiramente aquém do número de fatalidades sofridas pela coligação que esteve no Afeganistão durante os dez anos de conflito naquele país. As autoridades venezuelanas têm sido acusadas de falsificar o número de homicídios, e o número actual é bastante superior ao que está nas estatísticas oficiais. Para piorar a situação, mais de 90% dos crimes de morte da Venezuela ficam por solucionar. Não admira, pois, que a escalada na violência tenha sido o tema principal da campanha de Henrique Capriles, que concorreu contra Hugo Chávez nas eleições presidenciais e acusou este de não conseguir parar o derramamento de sangue. (Chávez foi reeleito; desde que chegou ao poder, em 1998, a taxa de homicídios duplicou.) Os especialistas dizem que a combinação do fácil acesso a armas, da cultura de violência entre os jovens e da falta de acção policial e judicial criou uma tempestade perfeita e deixou a Venezuela com uma taxa de 99 homicídios por cem mil habitantes.

7. Torreón, México
Vítima da guerra do narcotráfico, a cidade de Torreón é palco de lutas de morte constantes, à medida que os barões da droga guerreiam pelo controlo de uma lucrativa rota de escoamento de produto na fronteira norte do México. No ano passado, a cidade teve 88 homicídios por cem mil habitantes. Num só domingo de Julho, dez pessoas foram mortas na cidade. A guerra tem-se vindo a intensificar e tornou-se cada vez mais difícil para o cidadão comum escapar dela.

8. Chihuahua, México
Situada na fronteira do México com o Texas, é uma zona-chave no transporte da cocaína para os Estados Unidos da América. Por isso, é um campo de batalha dos cartéis interessados em controlar as rotas da droga. A violência em Chihuahua tornou-se imparável, chegando a 83 homicídios por cem mil habitantes. No dia 15 de Abril, por exemplo, dez homens com fardas de combate entraram num bar e abriram fogo, matando 15 pessoas, entre elas dois jornalistas, Francisco Javier Moya, antigo director de informação da estação de rádio da Ciudad Juárez, e Hector Javier Salinas Aguirre, proprietário de um site de notícias. Quase 50 jornalistas foram mortos no México desde que o Presidente [em fim de mandato] Felipe Calderón chegou ao poder, em 2006. Os cartéis aumentaram os ataques contra jornalistas que ousaram noticiar a guerra da droga.9. Durango, México
Em 2011, a violência da guerra do narcotráfico no México atingiu a sua máxima expressão com a descoberta de uma série de valas comuns (fossas, chamam-lhe os mexicanos) no Norte da cidade de Durango. As autoridades descobriram uma delas nas traseiras de uma casa de luxo e outra no parque de estacionamento de um pequeno supermercado abandonado. No total, continham 340 corpos e os habitantes da cidade tiveram de se submeter a testes de ADN para saberem se os seus familiares desaparecidos estavam entre os mortos. Mas descobrir os crimes é uma coisa, outra muito diferente é punir os responsáveis. "Qualquer pessoa que saiba o que se passou nunca falará, por medo", disse a um jornalista o porta-voz do promotor público estadual. Pressionado a dizer de quem é a casa de luxo, perguntou ao jornalista: "Quer que eu ainda esteja vivo amanhã?" Em 2011, Durango tinha uma taxa de homicídios de 80 mortes por cem mil habitantes.

10. Belém, Brasil
Com a cocaína a chegar da Bolívia, da Colômbia e do Peru, Belém tornou-se um posto de trânsito natural para os traficantes sul-americanos. A droga entra na cidade através da densa floresta amazónica. Viaja primeiro de avião, depois de barco e, finalmente, é distribuída para outras cidades brasileiras, europeias e norte-africanas. O que torna Belém - onde a taxa de homicídio é de 78 mortos por cem mil habitantes - uma naco de terra muito atractivo, com a violência a aumentar na mesma proporção da importância da cidade para o narcotráfico, à medida que o Brasil enriquece, os seus habitantes consomem mais cocaína. O Financial Times chamou ao aumento de consumo de cocaína no Brasil - ali se consome 18% do produto disponível em todo o mundo - o "dano colateral mais preocupante do boom de consumo" neste país.

21. Nova Orleães, EUA
Esta cidade fez um esforço colossal para se reconstruir depois da devastação provocada pelo furacão Katrina, em 2005. Mas a taxa de homicídios - 50 por cem mil habitantes - teima em manter-se a mais alta dos EUA. A cidade sofre da mesma pobreza e do fácil acesso a armas que outras capitais de assassínios, mas não é conhecida por ter os gangs organizados que existem nas outras. Um relatório do governo de 2011 concluiu que os assassínios em Nova Orleães se devem a disputas pessoais que ficam incontroláveis. "Fins extraordinários para conflitos banais", disse o superintendente da polícia local, Ronal Serpas. O governo local tentou travar esta matança enviando agentes com a missão de arrefecer o ambiente nas ruas depois de tiroteios, evitando retaliações. Porém, no que toca a homicídios, a cidade continua a destacar-se de todas as outras dos EUA.

33. Kingston, Jamaica
Kingston tem a mais elevada taxa de homicídios das Caraíbas. A cidade é, há décadas, refém dos gangs - sobretudo os bairros de West Kingston e Grants Pen. Mas as atenções voltaram-se novamente para a violência quando o governo local decidiu adoptar uma política de confronto aos gangs. A caça ao homem feita contra um dos mais conhecidos criminosos, Christopher Coke, foi notícia em todo o mundo em 2010, tendo deixado 70 pessoas mortas nos Tivoli Gardens, onde Coke estabelecera a sua praça forte. As autoridades dizem que a nova abordagem está a resultar e que se deve a ela a descida do crime em 60%. Outros consideram que o resultado da iniciativa foi o aumento do número de mortes. Os EUA continuam a advertir os viajantes com destino à Jamaica, sublinhando que, "apesar de a maior parte dos crimes ocorrer em zonas pobres, os actos de violência como tiroteios podem ocorrer em qualquer parte". Por cada cem mil habitantes, há 47 homicídios em Kingston.


44. Mosul, Iraque


Mosul - a cidade com a taxa de homicídios mais alta do Médio Oriente, 35 por cem mil habitantes - é a morada de uma volátil luta sectária entre curdos e sunitas. Tendo sido um dos últimos bastiões urbanos da Al-Qaeda, Mosul, que integra uma vasta região rica em petróleo, tem sido palco de constantes ataques terroristas e é uma das cidades de mais difícil acesso do Iraque desde a retirada dos EUA em 2011. Militantes continuam a realizar ataques contra o governo xiita da cidade. As divisões obrigam as forças de segurança a lutarem, volta e meia, para controlarem a cidade - em Abril de 2011 cinco soldados iraquianos e três outras pessoas morreram num ataque suicida. No mesmo ano, a taxa de homicídios foi de 35 por cem mil habitantes.

 

Noticia do Público

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benfiquistas escolheram mais do mesmo

Luis Filipe Vieira ganhou eleições do Benfica

Vieira reeleito presidente do Benfica com 83% dos votos

Os sócios do Benfica apostaram na continuidade e reelegeram ontem Luís Filipe Vieira como presidente do clube para o seu quarto mandato. Vieira voltou a ter uma maioria esmagadora (83,02%), mas inferior em relação a outras votações (95,6% em 2006, 91,7 em 2009 e 90,5 em 2003), enquanto Rui Rangel, o líder da Lista B, obteve apenas 13,83%. Votaram 22.676 sócios, o que corresponde à maior votação de sempre da história do clube, ultrapassando o anterior recorde fixado em 2000, quando Manuel Vilarinho bateu Vale e Azevedo, com 21.804 sócios votantes.

Vieira recolheu a preferência de 18.139 sócios votantes, o que corresponde a um total de 383.988 votos. Em Rangel votaram 3.744 sócios que valeram 64.299 votos. Foi a primeira vez que o agora reeleito presidente ficou abaixo dos 90% dos votos, sendo, ainda assim, a sexta maior diferença em eleições do clube.

Serão quatro anos (a primeira vez que tal acontece) de um mandato que irá durar até 2016 e que transforma Vieira, de 63 anos, no presidente há mais tempo no cargo, ultrapassando Bento Mântua, que dirigiu o clube entre 1917 e 1926. Acabou por não se fazer sentir nas urnas o acto de contestação que ocorrera no início do mês com o chumbo das contas do último exercício em Assembleia Geral, após o qual foi anunciada a candidatura de Rangel. Vieira vai ter a oportunidade de prosseguir o seu modelo de gestão, apostando mais no investimento e mantendo o passivo consolidado inferior a 370 milhões de euros sob controlo.

O juiz desembargador de 54 anos lançou a candidatura a menos de duas semanas do acto eleitoral e, apesar das intervenções públicas diárias, não conseguiu convencer os benfiquistas com o seu discurso de ruptura com uma gestão que considera ruinosa. A Rangel, que pretendia ser um presidente remunerado caso fosse eleito, restará ficar como um rosto de oposição a Vieira e pensar numa eventual candidatura em 2016.

Nos últimos dias de uma campanha em que não houve debate entre os dois candidatos, mas muitas acusações de parte a parte, Vieira lançou um dos seus grandes trunfos, o corte de relações com a Olivedesportos no que diz respeito aos direitos televisivos. Depois da última proposta da empresa de Joaquim Oliveira, 111 milhões divididos por cinco anos, o presidente “encarnado” avançou para a solução de transmitir os jogos na Benfica TV, mas não esclarecendo exactamente em que moldes, com que parceiros ou que receitas espera obter com este modelo.

Terá, porém, a seu lado José Eduardo Moniz, um especialista no audiovisual, que entrou na lista vencedora depois de, em tempos, ter sido uma voz muito crítica. Foi uma lista para a qual Vieira chamou muitos dos seus fiéis (Rui Gomes da Silva, Rui Cunha) e também antigos opositores (Moniz e Varandas Fernandes).

No que diz respeito ao futebol, que continuará a ter Rui Costa como um dos rostos, Vieira traçou objectivos ambiciosos para o mandato: três títulos nacionais e a presença numa final europeia, sendo que o ideal para os “encarnados” seria estar na final da Liga dos Campeões de 2014, que se realiza no Estádio da Luz — nos três primeiros mandatos do actual presidente, o Benfica conquistou dois campeonatos e não foi a qualquer final europeia. Quanto ao futuro de Jorge Jesus, Vieira não se comprometeu com a continuidade do técnico para lá da próxima época.

A lista vencedora

DIRECÇÃO
Presidente: Luís Filipe Ferreira Vieira 
Vice-Presidente: Rui Manuel Frazão Henriques da Cunha 
Vice-Presidente: Rui Gomes da Silva 
Vice-Presidente: Domingos José Soares d’Almeida Lima)
Vice-Presidente: José Eduardo Soares Moniz 
Vice-Presidente: Nuno Ricardo Gaioso Jorge Ribeiro 
Vice-Presidente: João Manuel Varandas Fernandes 
Vice-Presidente (suplente): Alcino Morgado António
Vice-Presidente (suplente): Sílvio Rui Neves Correia Gonçalves Cérvan 

ASSEMBLEIA GERAL
Presidente: Luís Filipe Nunes Coimbra Nazaré 
Vice-Presidente: Virgílio Duque Vieira 
1.º Secretário: Jorge Ascensão de Mendonça Arrais 
2.º Secretário: Bernardo Soares de Albergaria e Sousa 
Secretário (Suplente): Ricardo Fortuny Martorell 

CONSELHO FISCAL
Presidente: Nuno Afonso Henriques dos Santos 
Vice-Presidente: Rui António Gomes do Nascimento Barreira 
Vogal: Gualter das Neves Godinho 
Vogal: João de Castro e Quadros da Costa Quinta 
Vogal: José Manuel da Silva Appleton 
Vogal Suplente: João Carlos L Simões Paço 


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