O Povo saiu à rua

Faixas de protesto na manifestação em LisboaFaixas de protesto na manifestação em Lisboa (Enric Vives-Rubio)

 

O dia de protestos visto pelos jornalistas do PÚBLICO.

22h00, Lisboa O ambiente acalma na manifestação frente à Assembleia da República. Alguns manifestantes começam a dispersar. Chega ao fim uma das maiores manifestações de protesto realizadas em Portugal desde o 25 de Abril de 1974. Os portugueses saíram à rua para dizer “basta” à medidas da troika e do Governo em 40 cidades do país. Luciano Alvarez

Lisboa, 21h25 Manifestantes lançam várias bombas de fumo contra a polícia frente à Assembleia da República. O ambiente aquece. PÚBLICO

21h15, Lisboa Protestos intensificam-se frente à Assembleia da República. Manifestantes rebentaram uma bomba de fumo. Luciano Alvarez

21h13, FunchalOs promotores da manifestação anti-troika na Madeira não decidiram se vão repetir a iniciativa a 22 de Setembro. No final do protesto que concentrou cerca de cinco mil madeirenses na Praça do Município, depois de cantarem o Hino Nacional e proclamarem vivas a Portugal, os manifestantes reuniram-se numa espécie de assembleia popular que foi consultada sobre a realização ou não de nova manifestação no próximo sábado. Face à dificuldade de tomar uma decisão no local, Duarte Rodrigues, um dos promotores da mobilização de hoje, anunciou aos presentes que a decisão será tomada oportunamente, após ouvir a opinião das pessoas, nomeadamente através das redes sociais, e conhecer o que vier a ser acordado relativamente a outras manifestações noutras cidades do país.Tolentino de Nóbrega

20h47, Lisboa Largo fronteiro à Assembleia da República já está completamente cheio de manifestantes. Luciano Alvarez

20h26, Lisboa Houve breves desacatos frente à Assembleia da República. As grades de contenção dos manifestantes chegaram a ser derrubadas, mas foram entretanto repostas.PÚBLICO

20h16, Funchal Milhares de madeirenses manifestaram-se este sábado na baixa do Funchal. Os manifestantes entoaram palavras de ordem contra as medidas anunciadas pelo Governo. “Abaixo a mamadeira, Jardim para a rua” e “A luta continua, Alberto João para a rua”, protestaram no final da concentração, no Largo do Município. “Troikem o Passos”, “A incompetência tem limites”, “Presidente da Republica procura-se, ”Eles roubam e o povo é quem paga”,” Passos ladrão, o vosso lugar é na prisão"e "Quem semeia miséria colhe fúria", foram algumas das inscrições em cartazes e faixas exibidas no protesto. Tolentino de Nóbrega

19h56, Lisboa Alguns dos manifestantes que participaram na marcha alfacinha, que acabou na Praça de Espanha, rumaram para a praça frontal à Assembleia da República, onde vão continuar os protestos. Luciano Alvarez

19h54, Portimão Cerca de um milhar de pessoas manifestaram-se em Portimão contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo e pediram a demissão do executivo de coligação PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho. Os manifestantes concentraram-se às 16h, em frente da Câmara de Portimão, e desfilaram depois pelas ruas da baixa da cidade até à marginal, onde quem quis tomou a palavra para dizer o que entendia e protestar contra as medidas de austeridade, como as alterações à Taxa Social Única, que disseram estar a agravar o nível de vida dos portugueses. Com palavras de ordem como “Passos ladrão, não vales um tostão” ou “Passos atenção, não queremos exploração” e cartazes com frases como “Troika que os pariu”, os manifestantes deram voz ao seu desagrado pelo novo pacote de medidas de austeridade anunciadas e contra a situação difícil que o Algarve e o país atravessa em termos de desemprego. Lusa

19h48, Lisboa Manifestação também é oportunidade de negócio: na Av. de Berna vendem-se cornetas no meio da rua. "Duas, cinco euros! Duas, cinco euros!" Hugo Torres


19h44 Corre nas redes sociais um apelo a uma manifestação na sexta-feira, à porta do Palácio de Belém, durante a reunião do Conselho de Estado. PÚBLICO


19h20, Coimbra A manifestação desagua no Parque Verde, junto ao Mondego. O comissário da PSP aponta para 20 mil pessoas. Graça Barbosa Ribeiro


19h14, Viseu O Rossio de Viseu foi hoje palco de uma das maiores manifestações desde o 25 de Abril de 1974 na cidade, com mais de 2.000 pessoas a participar no protesto nacional. A partir das 16h já se contava mais de uma centena de pessoas na praça do Rossio (praça da República), onde se situa a câmara municipal de Viseu, mas, por volta das 17h, foi perceptível que esta seria uma das maiores manifestações de sempre na cidade. Num pequeno palco improvisado sucederam-se as intervenções de populares, cujo mote que a todas tocou foi a influência da austeridade na vida das pessoas, tendo o poeta António Gil sublinhado a ideia de as forças de segurança e as Forças Armadas “também estarem com este protesto”. Lusa


19h02, Funchal Milhares de pessoas desfilaram hoje no Funchal. Tolentino de Nóbrega


18h50, LisboaSegundo a SIC-notícias na cauda da manifestação, um grupo de militantes de extrema direita desfila cercado por um cordão de protecção policial. PÚBLICO


18h47, LisboaUma pessoa foi hoje detida na manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!”, em frente aos escritórios do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Lisboa, na Avenida da República. A Lusa presenciou a detenção, feita por polícias à paisana, depois de vários manifestantes terem arremessado tomates, petardos e garrafas de cerveja contra a porta do edifício nº 57, onde o FMI tem escritórios no 9.º andar. Lusa


18h46, Coimbra Os manifestantes não chegaram a encher o ponto de concentração, a Praça da República. Mas foram muitos os que incorporaram o cortejo quando, às 17h45, as pessoas começaram a descer a avenida Sá da Bandeira, em direcção à baixa da cidade. "Há muito que não via tanta gente na rua", disse um elemento da PSP, que admitiu que o número de manifestantes ultrapassasse os cinco mil. A mancha humana estava pontuada por bandeiras de Portugal. "Não é pelo pais que lutamos?", justificou Lurdes Nunes, que, aos 46 anos, participava pela primeira vez numa manifestação de rua. O filho de 28 anos regressou a casa, desempregado. Ela e o marido são funcionários públicos e sentem que depois de "uma vida a trabalhar para não dever nada a ninguém" estão a "pagar o que os outros gastarram". Graça Barbosa Ribeiro


18h42, Lisboa Hugo Guerra, 18 anos, estudante-trabalhador, é um dos que empunha cartazes. "É terceira ou quarta manifestação a que venho. Como jovem, conheço bem as dificuldades". Também Francisco Salpico, 49 anos, engenheiro na Câmara Municipal de Lisboa, é um assíduo destes protestos: "Tenho participado em muitas [manifestações] nos últimos dois anos. O que é grave é que é um suicídio do país". Enquanto desembocavam na Praça de Espanha, alguns manifestantes cantavam "A troika não manda aqui" e havia quem apelasse a uma greve geral. João Pedro Pereira


18h32, Porto “Ladrão”, “Gatuno” e “O povo unido já mais será vencido”, são as palavras mais gritadas. Sara Dias de Oliveira


18h30, Beja Beja “ tem avondo” (está farta) da política do Governo A palavra de ordem da manifestação de ontem (hoje) em Beja, recuperou um termo do vocabulário local “tem avondo” para realçar a saturação que os mais de meio milhar de manifestantes expressaram contra a política do Governo. O número de pessoas que se concentraram na Praça da República em Beja numa tarde de intenso calor surpreendeu cada um dos presentes. “Há muito que não se via tanta gente junta numa luta em defesa dos seus direitos” exultou um dos organizadores da manifestação de Beja e que se estendeu a mais 23 cidades portugueses. Uma bandeira portuguesa e outra espanhola simbolizaram um objectivo comum num contexto social em que “já não há tempo para mais compassos de espera” avisou um dos oradores. O reconhecimento de que “andávamos todos adormecidos” realçou um dos oradores perante o invulgar número de pessoas presentes e de todos os quadrantes políticos, da direita à esquerda radical “irmanados” num mesmo objectivo: “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!”.Ficou patente que se esperava menos gente e que as pessoas se deslocavam na expectativa de um fiasco. Advogados, professores, quadros superiores da Função Pública, médicos, estudantes, trabalhadores rurais e operários davam conta de como o problema de fundo que os levou à manifestação é transversal.Carlos Dias


18h,28, Berlim Cerca de 40 pessoas manifestaram-se hoje diante da Embaixada de Portugal em Berlim contra a “troika” e a política de austeridade do executivo PSD/CDS, solidarizando-se com idênticos protestos marcados para numerosas cidades portuguesas. Os manifestantes, a sua maioria jovens estudantes portugueses recentemente emigrados por causa da crise no seu país empunhavam cartazes em português, inglês e alemão, com inscrições como “Trabalho Indigno Não É Trabalho”, “Emigração Não É erasmus? F... Troika”, “Menschen Statt Banken” (Pessoas em vez de Bancos) e “Austerity Labs no Pasaran”. (Laboratórios da Austeridade não Passarão). Lusa 


18h20, Lisboa Grande concentração à frente da troika. Arremessadas garrafas de água, uma garrafa de cerveja, tomates e papéis. Insultos constantes. Foram também lançadas duas garrafas de vidro contra a porta de vidro. Polícia sem reacção. Hugo Torres


18h05, PortoAvenida dos Aliados está cheia. A manifestação começa a subir a Rua Sá da Bandeira Sara Dias Oliveira


18h, Lisboa Manifestação chegou à Praça de Espanha. A coluna de manifestantes enche, pelo menos, toda a Av. de Berna. João Pedro Pereira


17h48, BruxelasA acção de protesto contra a austeridade convocada para hoje em Bruxelas reuniu algumas dezenas de manifestantes diante da representação permanente de Portugal junto da União Europeia, entre os quais as eurodeputadas Marisa Matias (BE) e Inês Zuber (PCP). Com cartazes onde se podia ler “Povo para a rua! Governo para a rua!” e “Contra os ladrões marchar, marchar”, as cerca de meia centena de manifestantes concentraram-se à hora marcada (17h locais, 16h de Lisboa), no quarteirão das sedes das instituições europeias, em frente ao edifício da representação diplomática portuguesa junto da União Europeia (encerrada por ser sábado), e, apesar do ambiente pacífico, a manifestação mereceu um forte dispositivo policial.Lusa


17h43, Lisboa A cabeça da manifestação está a chegar à Praça de Espanha e ainda há gente a sair do Saldanha. João Pedro Pereira


17h35, Paris Cerca de 30 portugueses, todos jovens, formados, indignados e solidários com a situação que o país atravessa, juntaram-se em frente da embaixada de Portugal em Paris para contestar as políticas do Governo e pedir um país “com oportunidades”. Lusa


17h30, Lisboa SIC Notícias transmite imagens via helicóptero. A coluna de manifestantes em Lisboa é impressionante. Luciano Alvarez


17h22, Lisboa Uma multidão compacta começa a avançar muito lentamente para fora da Praça José Fontana em direcção ao Saldanha. Para além dos muitos cartazes, há bandeiras de Portugal e um ocasional cravo. Ouve-se "Governo para a rua".João Pedro Pereira


17h15, Porto Milhares de pessoas estão na Avenida dos Aliados, no Porto, gritando palavras de ordem como “Passos ladrão, pede a demissão” e “O povo não quer gatunos no poder”.Lusa


17h00, Lisboa Os manifestantes decidiram ser criativos com os cartazes: "Frita-se o Coelho, deixa-se feliz o país inteiro", "O que queres ser quando fores grande? Ministro para ajudar os ricos", "Estado ladrão, Democracia prostituição". Há quem use bidões como uma espécie de bombos de improviso. A manifestação assobia, aplaude, gritou em uníssono "gatunos, gatunos" e "O povo unido jamais será vencido". E prepara-se para arrancar para um percurso atípico nestes protestos e que terminará na Praça de Espanha. João Pedro Pereira


16h59, Lisboa Centenas de pessoas deslocam-se ainda na Av. Fontes Pereira de Melo e ruas próximas em direcção à Praça José Fontana, onde está marcado o início da manifestaçãoLuciano Alvarez


16h45 A 15 minutos da hora marcada para o início da manifestação, a Praça José Fontana está a encher. No coreto no centro da praça foi afixada uma faixa com o mote dos protestos deste sábado:
"Que se lixe a troika. Queremos as nossas vidas". As colunas que estavam a lançar música sobre a multidão foram desligadas e começam a ouvir-se as primeiras palavras de protesto.João Pedro Pereira


16h36, Braga Começa a ser difícil quantificar o número de participantes na manifestação de Braga. Quando começa uma assembleia popular num palco instalado na Avenida Central, há cerca de 6000 pessoas a participar no protesto, mas, a cada momento, vai chegando mais pessoas ao centro da cidade. Samuel Silva


16h06, Braga O percurso da manifestação contra as medidas de austeridade feito pelas principais ruas da cidade fez com que mais pessoas se juntassem ao protesto. Neste momento são já cerca de 5000 pessoas que cruzam o jardim de Santa Bárbara, novamente em direcção a Avenida Central. Samuel Silva


15h47, Braga A manifestação já conta com cerca de 2000 pessoas, muito acima do registado nas ultimas manifestações de indignados na cidade. O protesto segue agora em cortejo pelas principais ruas bracarenses, acompanhado por um dispositivo policial de cerca de 15 agentes da PSP fardados. O euro deputado Rui Tavares é presença notada na manifestação, dizendo-se "emocionado" com a mobilização popular na cidade. "Não tenho muito mais a dizer do que as outras pessoas que aqui estão. Estamos todos a fazer a mesma reivindicação contra uma luta de classes dos ricos contra os pobres", destacou, em declarações aos jornalistas. Samuel Silva


15h30, Braga Cada vez mais pessoas juntam-se ao protesto. Sao já perto de mil pessoas. Os jovens estão na fila da frente, mas reuniram-se também reformados, professores, pequenos empresários e desempregados. As palavras de ordem dirigem-se sobretudo ao primeiro-ministro e ao ministro das Finanças, mas há também cartazes de protesto com a cara de Paulo Portas e críticas ao PS. Samuel Silva


15h15, Braga À hora marcada, a manifestação no centro de Braga conta com cerca de 200 participantes. Reunidos junto à esplanada da Avenida Central o grupo, maioritariamente constituído por jovens, empunha faixas pedindo a "suspensão do pagamento da divida" e grita repetidamente a frase "Passos, ladrão, teu lugar é na prisão". Samuel Silva


14h16, Funchal A realização do rali Município do Funchal e do concerto Banda Panda marcada para o Parque da Santa Catarina obrigaram os promotores da manifestação anti-troika a alterar o percurso do protesto. A concentração dos manifestantes não ocorrerá no topo do parque, como estava previsto, mas na praceta do Infante. Ao apelo para a manifestação "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!" aderiram já mais de 2500 madeirenses. Tolentino de Nóbrega 

 

Noticia do Público

olhar para o mundo às 11:18 | link do post | comentar | favorito