Quinta-feira, 02.01.14

O "Rei Leão" já tem 20 anos: hoje em dia não seria realizado

 

Ontem percebi que o "Rei Leão" já tem 20 anos. Sim, o Simba já passou a adolescência, o que quer dizer que eu vou a caminho dos 35. Não é por acaso que os meus primos mais novos me tratam por tio. E, com esta profética idade de tio-que-é-primo, posso garantir que "Rei Leão" não seria realizado hoje em dia. No ano da graça de 2014, seria muito difícil, quase impossível, fazer um filme para crianças tão adulto, tão negro, tão shakesperiano como "Rei Leão". Se tivessem surgido com a ideia ontem e não em 1994, Roger Allers e Rob Minkoff (os realizadores) não teriam agora a liberdade criativa e o dinheiro para desenvolvê-la. No espaço de uma geração, a infantilização desceu a um nível difícil de antecipar em 1994. Se descermos até 1984, o abismo é ainda mais pronunciado. Basta rever a série da minha infância, "Era uma vez no Espaço". Parece de outra era, é lenta, dá tempo para pensar, coloca questões morais e filosóficas às crianças . Não é apenas mais complexa do que as séries e filmes de animação de hoje, é mais densa do que boa parte dos filmes para adultos de 2013.

 

É triste, mas a maioria das crianças e adolescente de hoje não consegue ver "O Rei Leão" (já fiz a experiência). Não têm a capacidade de ficarem sossegadas a ver uma história densa. Para ser visível hoje em dia, "O Rei Leão" precisaria de distracções a cada cinco minutos e a história nunca poderia ser tão trágica. O nosso ambiente infantilizado assim o exigiria. Querem um exemplo? Ontem, mesmo antes do "Rei Leão", a SIC passou um filme do Urso Pooh. O coelho do grupo empunhava um mata-moscas velho e dizia que queria um mata-moscas novo pelo Natal. Mas alguém achou que o coelhinho não podia dizer "mata-moscas" e, por isso, inventaram o termo "enxota-moscas". A palavra "mata-moscas" seria demasiada negra para as criancinhas, não é verdade? Os desenhos animados de hoje são assim: polidos "enxota moscas", histórias cobertas por uma camada higiénica que impede a entrada de questões morais como o mal, a perda, o medo, a morte. Aliás, já nem sequer há histórias. Os canais de desenhados animados que enchem a tv por cabo substituíram as histórias por programas interactivos. Os bonecos já não são personagens de narrativas com um fundo moral, são anfitriões de jogos de computador que interagem com as crianças, "olhem, vocês aí em casa, agora aprendam a contar", "agora dancem como eu".

 

No espaço de uma geração, o Ocidente inteiro esqueceu a lição dos contos de Andersen e dos Grimm: o terror e o mal existem nas histórias infantis, porque o contacto com o medo é o único caminho para a formação de entes morais. A moral não se ensina em abstracto. O mal e a tragédia do "Rei Leão" têm um papel formativo na cabecinha das crianças. E na nossa também, porque os tios também vêem o "Rei Leão", um filme para crianças de 1994 que é mais adulto do que a maioria dos filmes para adultos que Hollywood faz hoje em dia. 

 

Henrique Raposo

Retirado do Expresso

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Quinta-feira, 05.09.13

As mães não se medem às mamadas

As mães não se medem às mamadas

Dei de amamentar três meses. Isso coloca-me num meio-termo, não sou boa nem má, fico ali em purgatório matriarcal.

 

A Organização Mundial de Saúde, a pediatra, as mamãs do Google, a minha sogra, o pai e até a minha melhor amiga estão de olhos postos nas minhas mamas a ver se alimento responsavelmente a criança. Nunca me olharam tanto para as mamas e nunca antes me apeteceu tanto usar o tamanho 34.

 

Estava a dar biberão quando a empregada entra na sala e sussurra de olhos arregalados: "Já não dá de mamar?" - Não, Albertina. Apeteceu-me acrescentar, desculpe lá qualquer coisinha, as mamas são minhas. Calei-me e pedi-lhe antes que fosse lavar os biberões.

 

Só de ouvir a palavra ‘amamentar’ imagino logo uma sala cheia de recém-mamãs com as mamas ao léu a ver quem tem mais leite. É como se fosse um concurso, ganha quem esguichar mais. E elas a roerem-se todinhas para perguntar às outras: "durante quanto tempo deste?".

 

Estão-se nas tintas se o bebé da outra vai ter todos os nutrientes, querem é saber se se portaram melhor que as outras. E se sim, então ‘eu sou melhor mãe que tu’ e se calhar vou conseguir dar mesmo conta do recado. Como se as mães se medissem às mamadas. 

 

Dei de amamentar três meses. Isso coloca-me num meio-termo, não sou boa nem má, fico ali em purgatório matriarcal até decidirem que juízo dar a esta média. Contas feitas, quem amamenta seis meses é uma boa mamã, quem amamenta dois meses é uma mamã menos boazinha. As que ultrapassam os seis meses são profissionais e as que ultrapassam um ano são as minhas preferidas, são as mamãs prodígio.

 

Sou a favor da amamentação para quem o queira fazer, mas dá-me algum formigueiro toda a panóplia de dissertações que colocam a amamentação num pedestal como se isso definisse o tipo de mamã que vais ser. 

 

Nunca vi nenhum cartaz a publicitar o Dia da Mãe com uma mulher de mamas de fora.

 

Há simplesmente mulheres que não estão para isso. Não gostam, não querem e têm de se justificar tanto que até dói os ouvidos. O filho é delas mas lá têm de ir com o papelinho da justificação para não levar falta. Até se podem safar com masmites e falta de leite, mas o não-quero-ponto-final é tão válido como as gretas nos mamilos. Não amamentar é um direito, tal como não pedir desculpas, embora não caia bem a muita gente. 

 

De qualquer forma, a amamentação para lá dos 6 meses é para mulheres cujos empregos têm boas casas de banho. 

 

- Sofia, estás aí trancada há 20 minutos e estão todos à tua espera para começar a reunião.

 

- Desculpa, estava só a tirar leite. Vou ali à copa guardá-lo no frigorífico.

 

Nas empresas, ao ritmo a que todos mamam os iogurtes uns dos outros, está-se mesmo a ver que o leitinho do bebé ia acabar no bucho do Bruno da informática.

 

Gostava de ver as mamãs portuguesas a entrarem nos gabinetes dos seus chefes e explicarem que vão amamentar até a criança ter sete anos. Não vão, pois não? Então porque é que são tão picuinhas umas com as outras só por dá cá aquele mês? Mamem e deixem mamar.

 

Muitos adultos que conheço cujas mães eram trabalhadoras foram amamentados pouco mais que um mês - o tempo da licença à época -, não havia bombas de tirar leite como agora, e nem todas as mulheres gostavam de ver os seus bebés pendurados noutras tetas. Será por isso que há tantos filhos adultos ainda a mamar em casa dos pais? Mãezinha, amamenta-me aí 20 euros se faz favor.

 

Os benefícios são irrefutáveis - sinto a consciência mais levezinha por a minha bebé ter recebido o meu leite. Só que a questão da alimentação não se resume a amamentar seis meses um bebé com leite materno exclusivo para depois andarem toda a infância a anafá-lo a bolos. Cá as minhas mamas não vão ser bolas de Berlim. A verdade é que, passado o tempo dos fundamentalismos com o leite materno, os bebés tornam-se crianças pupilas da fila dos menus do McDonald's.

 

Quanto aos pais, as mães pouco os deixam mamar nesta fase, não vá os senhores roubarem o leitinho aos próprios filhos. Os homens que se tornam pais descobrem todo um novo significado para a palavra mamada. Ah, tens sede? Bebe Coca-Cola zero.

 

Deixei pois de amamentar e estou contente. Vou celebrar irresponsavelmente com um bom vinho tinto de 14 graus, uma massa picante e terminar a noite a cantar: "As minhas maminhas têm dois bicos / têm dois bicos as minhas maminhas / se não tivessem dois bicos / as maminhas não eram minhas."

 

*Sofia Anjos, 38 anos, directora de contas numa agência de comunicação, foi mãe pela primeira vez há três meses. 


Retirado do Público

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Quinta-feira, 27.06.13

DVD “AS CANÇÕES DO BAIRRO DO PANDA” DISPONÍVEL A PARTIR DE 1 DE JULHO

Bairro panda
   
DVD “AS CANÇÕES DO BAIRRO DO PANDA” DISPONÍVEL A PARTIR DE 1 DE JULHO

 

A partir de 1 de julho, os mais pequenos vão poder cantar e dançar ao som do DVD “As Canções do Bairro do Panda”, o mais recente lançamento musical do Canal Panda, baseado nas músicas que compõem a produção própria “Bairro do Panda”, que serviu de mote para o primeiro parque temático do canal que reuniu mais de 20.000 visitantes em Lisboa.

Considerado o grande sucesso de produção própria do Canal Panda com 52 episódios produzidos, “O Bairro do Panda” surge disponível num novo formato composto por doze divertidas performances musicais que marcaram presença no bairro mais famoso da televisão nacional.

‘As Canções da Maria – Maria de Vasconcelos’, Xana Toc Toc, “Panda e os Caricas” e Luísa Sobral, autora e intérprete do tema principal deste formato televisivo, formam alinhamento desta nova aposta musical composta por vídeos originais, lúdicos e pedagógicos, indicados sobretudo para crianças em idade pré-escolar.

“Bairro do Panda” é especialmente concebido para todas ascrianças em idade pré-escolar, dos 0 aos 8 anos, conciliando, em cada programa de 10 minutos, o entretenimento com a aprendizagem de conceitos e temáticas consideradas fundamentais para esta faixa etária.

“As Canções do Bairro do Panda” é um projeto com a chancela da Universal Music que os mais pequenos poderão conhecer a partir de 1 de julho, nos pontos de venda habituais.

Alinhamento DVD “As Canções do Bairro do Panda”:

1 Luisa Sobral O bairro do Panda
2 Panda e os Caricas Os sons dos animais
3 Xana Toc Toc A dança Toc Toc
4 Panda e os Caricas Pinguim
5 As Canções da Maria-Maria de Vasconcelos Contar pelos dedos
6 Panda e os Caricas Ponho-me de pé
7 Xana Toc Toc A mala cor de rosa
8 Panda e os Caricas A dança do arco
9 As Canções da Maria-Maria de Vasconcelos Os ditongos a cantar
10 Panda e os Caricas Baile olímpico
11 Xana Toc Toc A biclinha buzina
12 Panda e os Caricas Os Caricas

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Quinta-feira, 23.05.13

Os meus pais não são gays

Os meus pais não são Gays

Uma criança só quer amor. Não lhes interessa se é de um homem ou uma mulher. O importante é mesmo ser amado. É ter alguém que lhes oriente para a vida

Para começar devo deixar bem claro que sou um indivíduo instável emocionalmente. Algo que, verdade seja dita, não deve estranhar a quem lê os meus artigos. Além disso defendo coisas incrivelmente absurdas como a liberalização das drogas, do aborto ou da adopção de crianças por quem quer que seja independentemente das suas orientações sexuais.

 

Tenho amigos homossexuais. Pior, e como se ainda isso não bastasse — como portuense —, sou um apaixonado pelo Sport Lisboa e Benfica (já agora os parabéns à malta do Futebol Clube do Porto por mais um campeonato). Ou seja, tenho sérios problemas ao nível do foro psicológico.

 

A culpa, essa, é dos meus pais. Eles são, segundo os muitos psiquiatras e psicólogos que tenho consultado, a causa para todos os meus distúrbios mentais. Tudo porque são heterossexuais.

 

Como vocês também eu fiquei confuso. Vou tentar explicar de forma simples o porquê.

 

Pelos vistos o facto de, até à fase adulta, a minha mãe me ter dado demasiado carinho — abraços constantes, beijos e elogios à minha pessoa (físicos e intelectuais) — era visto por mim como uma espécie de “sedução”. Achava eu, na confusão dos meus pensamentos, que ela tinha segundas intenções. Coitado de mim…

 

Depois era a cena com o meu pai. Muitas actividades físicas (agricultura e desporto) com suor à mistura. Gajos em tronco nu a despejarem água pelo corpo… Mas o verdadeiro pânico era quando ele entrava na casa-de-banho como a vida o trouxe ao mundo. Felizmente nunca foi homem de muitos abraços. O que me deixava mais aliviado. Agora penso de outra forma…

 

Para concluir, a resposta de um psiquiatra de renome internacional: “Pá, Jorge, se tivesses sido criado por um casal de gays eras uma pessoa perfeitamente normal (quero dizer gajos e gajas)”. E eu: “Ora então porquê?”. E diz-me ele: “Não é óbvio? Eles e elas já o fazem uns com os outros. Não têm dúvidas. E sabem que se forem demasiado afectuosos com uma criança o mundo lhes cai em cima. Logo controlam as suas emoções (não o deveriam fazer). Ou seja, nunca terias estes problemas. Não te parece lógico?”.

 

Não. Claro que não. Até me soa a pura estupidez.

 

E agora falando a sério. Uma criança só quer amor. Não lhes interessa se é de um homem ou uma mulher. O importante é mesmo ser amado. É ter alguém que lhes oriente para a vida. Que os faça perceber qual a diferença entre bem e mal. Que os ensine a ser uma boa pessoa. A respeitar os outros. A ser íntegro. A amar. A ser correcto. Os meus pais fizeram isso. Mas se ambos fossem homem ou mulher fariam o mesmo. Não tenho dúvidas disso.

 

O que realmente importa é o amor que se dá e a educação. É o criar as condições para que uma criança cresça saudável e feliz. A parte da sexualidade só vem depois. E é sempre detalhe.

 

Eu não sei qual é a história de pessoas como a Isabel Pegado, a Maria Teresa Alves e muitos outros da mesma corrente ideológica. Mas incomoda-me a opinião desta gente. Tanto mais quando estão sempre a falar dos países do Norte da Europa como um exemplo a seguir em termos democráticos, económicos e sociais. Mas será que eles alguma vez pensaram que aqui se copula livremente, aborta e se é LGBT sem problema? Que se tem filhos ou se adoptam crianças independentemente do género? Ou só algumas coisas dos ditos países “desenvolvidos” é que interessam?

 

Ou são eles, como algumas pessoas que conheço, defensores daquele ditado do “olha para o que digo e não para o que faço?”. Pessoas, essas, que votaram contra a Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez apesar de terem filhas e filhos que realmente abortaram. Tudo, diziam eles, porque era escolha dos miúdos e não a “nossa convicção”. Mas pagaram e o resto é treta.

 

Resumindo: hipocrisia. Mas é disso que o nosso Portugal social ainda vive. Ainda estamos muito presos à moralidade do antigo regime. Uma pena.

 

A terminar duas questões para quem tem dúvidas sobre escolhas sexuais: os gays nascem de onde? São todos filhos de homossexuais?

 

Retirado do P3

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Sábado, 18.05.13

Filhos de homossexuais são crianças como as outras

crianças

APF diz que a adopção “é muito importante para as pessoas homossexuais, mas também para o funcionamento democrático, de cidadania e moral da sociedade portuguesa"

O secretário-geral da Associação para o Planeamento da Família (APF) apoia o direito dos homossexuais a adoptarem e a terem crianças e afirma que a ciência diz que os filhos de pais homossexuais são como os outros. “O que a ciência diz é que as crianças de pais homossexuais são crianças como as outras e não há nenhuma prova científica que possam sofrer” com isso, disse Duarte Vilar, em entrevista à agência Lusa.

 

A propósito da discussão de vários projectos de lei sobre as famílias de casais homossexuais - entre os quais a possibilidade destes adoptarem crianças e recorrerem à Procriação Medicamente Assistida (PMA) - Duarte Vilar afirmou que “hoje em dia há um consenso científico sobre esta matéria da parentalidade homossexual, a qual sempre existiu, embora não tão explícita”.

 

“A APF tem uma posição muito clara em relação à igualdade de oportunidades e à não discriminação de pessoas devido à sua orientação sexual e apoiámos, não só a possibilidade de casamento de pessoas do mesmo sexo, como também a possibilidade desses adotarem crianças e de recorrerem à PMA em nome da igualdade de direitos, da não discriminação e em nome do que a ciência diz”, adiantou.

 

Figuras de referência

Segundo Duarte Vilar, “há muito a ideia de que as crianças têm de ter um pai e uma mãe como modelos para fazerem a sua identidade de género e a sua identidade sexual, mas houve milhões de crianças que cresceram em famílias só de mulheres e algumas só de homens”. “Como nós formamos a nossa maneira de nos vermos como homens ou mulheres não tem a ver só com a nossa mãe ou pai, se eles existirem, e em muitos casos até não existem. Acabamos por ter figuras de referência que nos ajudam a formar a nossa identidade de género”, adiantou.

 

Duarte Vilar considera que a sociedade portuguesa está preparada para o debate, embora não imagine qual será o seu resultado. A este propósito, recordou que, em 2010, aquando da discussão da lei sobre os casamentos homossexuais, “o que esteve em causa era a discussão da palavra casamento”.

 

“Os que se opunham achavam que o casamento é, por definição, heterossexual. Este debate mostrou que houve um enorme avanço na sociedade portuguesa na maneira como vêem a homossexualidade”, contou. A este propósito, considerou que “as pessoas aceitaram de uma forma muito clara que existem pessoas do mesmo sexo que vivem umas com as outras, que se amam, que têm relações de casal, relações sexuais, e não podem ser discriminadas por causa disso”.

 

“Esta aceitação que existiu da conjugalidade homossexual e das relações homossexuais talvez se estenda à questão da adopção, embora nós saibamos que existem pessoas que aceitam o casamento, mas têm algumas dúvidas em relação à adopção”, adiantou. Duarte Vilar não duvida da importância do debate: “É muito importante para as pessoas homossexuais, mas também para o funcionamento democrático, de cidadania e moral da sociedade portuguesa. Vai-nos ajudar a compreender as questões dos direitos humanos, da não discriminação e da cidadania”.

 

Retirado do P3

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Quinta-feira, 14.03.13

Dia 2 de Abril - DIA MUNDIAL PARA A CONSCIENCIALIZAÇÃO DO AUTISMO

Azul contra o autismo

 

Neste DIA MUNDIAL PARA A CONSCIENCIALIZAÇÃO DO AUTISMO a Vencer Autismo e a Vencer Autismo Espanha em sinergia com a associação americana AUTISM SPEAKS vamos fazer do mundo um lugar mais azul! =)

Movimento "Ligh It Up Blue" / "Iluminar de Azul" está presenta em todo mundo e consiste em iluminar Câmaras Municipais de azul, monumentos históricos, casas, mas não só edifícios. Deixamos algumas ideias que podem utilizar para ajudar nesta causa de sensibilização do tema autismo:

- Usar roupa azul e perguntar aos seus amigos, colegas de trabalho e escolas para vestir azul também;

- Compre lâmpadas azuis para substituir a iluminação exterior de sua casa ou mais barato compre filtros iluminação azul para cobrir iluminação existente;

- Coloque o seu Facebook e Blog com cores azuis e faça um comentário no seu status "Azul para brilhar uma luz sobre o autismo.";

NA ESCOLA (se é professor ou trabalha numa escola ou faz parte dos encarregados de educação lance o desafio):

- Iluminar a escola de azul!É fácil, basta colocar uma película azul sob as lâmpadas que já iluminam a escola;

- Organizar um concurso de arte sobre o autismo e os melhores desenhos ficarem expostos na escola num lugar de honra;

- Organizar uma festa de beneficência em favor do autismo;

- Pedir a alunos e professores para se vestirem de azul neste dia.

Têm mais ideias? Vamos tornar o dia 2 de Abril ainda mais azul? Aceitam o desafio? 

Com amor,
Vencer Autismo


Retirado do Facebook 

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Quinta-feira, 14.02.13

Portugal é dos países onde mais austeridade significa mais pobreza infantil

Portugal é dos países onde mais austeridade significa mais pobreza infantil

Relatório da Cáritas Europa parte de estatísticas da Comissão Europeia e alerta governantes para o risco de uma ou várias “gerações perdidas”.


Portugal, Grécia, Irlanda não têm apenas em comum estarem incluídos num programa de assistência económica e financeira para reduzir drasticamente o peso da dívida pública e reconquistar a confiança dos mercados nas suas economias. Esses – mais Espanha, onde vigora um plano de assistência à banca, e Itália – incluem-se no grupo de países sobre o qual a Cáritas Europa lança um alerta especial para os riscos das políticas de austeridade sobre as crianças e os jovens.

 

Nestes cinco países, o número de crianças próximas da linha da pobreza ou em risco de pobreza e exclusão aumentou todos os anos, a partir de 2008, atingindo já quase de um terço nos países listados. A conclusão consta de um relatório lançado nesta quinta-feira na Irlanda, O Impacto da Crise Europeia – A Resposta da Cáritas à Austeridade, que será apresentado em Portugal a 6 de Março. 

 

“A pobreza infantil é um sintoma da pobreza crescente. Mas é inaceitável”, considera Deirdre de Burca. A responsável pelas políticas sociais da Cáritas Europa fala ao PÚBLICO a partir de Dublin, onde o relatório começou por ser publicado, antes do lançamento em cada um dos cinco países analisados, por ser a Irlanda que preside actualmente à União Europeia (UE). "Inaceitável” e “preocupante”, se olharmos para o futuro, diz a especialista, que evoca o risco de uma ou várias gerações perdidas nestes cinco países. É sobre isso que a Cáritas Europa quer pôr os governantes e as instituições que impõem a austeridade a reflectir.

 

“As políticas económicas aplicadas estão a criar imensos problemas sociais com os quais será muito difícil de lidar no futuro”, sublinha Deirdre de Burca. “Às políticas económicas e sociais tem de ser dado o mesmo peso. E não está a ser. A União Europeia tem de mostrar liderança e reequilibrar o peso entre políticas económicas e sociais.” A responsável junta a sua a outras vozes para dizer: “A austeridade não está a funcionar.”

Jovens sem esperança


A Cáritas Europa parte das estatísticas oficiais da Comissão Europeia (analisados por um instituto científico na Irlanda) e constata que é nos quatro países devedores de empréstimos da UE e do FMI e na Itália que os riscos de pobreza ou exclusão das crianças mais dispararam nos últimos quatro anos.

 

As crianças são assim identificadas (sob risco de pobreza e exclusão) se viverem em famílias com menos de 60% do rendimento mediano nacional (no meio entre os dois extremos) ou cujos pais têm pouco trabalho ou nenhum emprego ou ainda se não têm satisfeitas as necessidades básicas, como alimentos ricos em proteínas, vestuário e aquecimento em casa.

 

Sob essa definição, em Portugal, 28,6% das crianças estavam em situação de risco de pobreza ou de exclusão em 2011. Nesse ano, eram mais de 30% na Grécia e em Espanha, mais quatro pontos percentuais do que em 2005. Itália e Irlanda não tinham dados actualizados em 2011, mas, em 2010, contavam-se 37,6% na Irlanda e 28,9% em Itália.

 

O índice de pobreza infantil em Portugal baixou entre 2004 e 2007, mas está acima da média dos 27 países da UE desde 2005 e registou um aumento considerável entre 2007 e 2008 sem nunca baixar desde então. Em 2010, esse índice (diferente do risco de pobreza e exclusão) era de 22,4% quando a média da UE era de 20,5%.

 

A organização recomenda às instituições que impõem as medidas de austeridade e aos governos destes cinco países que questionem o significado destas tendências para as crianças no futuro. Crianças que, na pobreza, não terão certamente o mesmo aproveitamento escolar.

 

Não existem estatísticas para 2012, mas, com as de que dispõe, a Cáritas traça um quadro futuro sombrio em que as políticas de austeridade estão a criar uma geração de jovens sem perspectivas de futuro e sem esperança.

 

“Os jovens estão a ficar desesperados. Estão sem esperança de encontrar trabalho nos próximos anos, e sem vontade de emigrar por também terem perdido a esperança de encontrar trabalho noutros países”, continua Deirdre de Burca. Mais: ao ficarem desempregados muitos anos, e nos primeiros anos da vida activa, perdem as capacidades adquiridas e a autoconfiança e ganham uma dependência social que pode ser perniciosa. “Por isso falo em risco de uma ou várias gerações perdidas.” É como um ciclo do qual será difícil sair.

A medida da recessão


Tendo uma perspectiva global dos cinco países em análise, a responsável da Cáritas Europa considera que “a medida a que chegou a contracção da economia” é dos aspectos mais notórios da situação portuguesa. “A economia encolheu. Perderam-se os empregos e não se criaram novas oportunidades. Numa economia que se contrai assim, é difícil ver como recomeçará a crescer, quando nenhuma das políticas cria emprego”, avisa.  

Contactada pelo PÚBLICO, a Cáritas Portuguesa remeteu os comentários sobre este relatório para a sua apresentação em Portugal no próximo mês. Para já, alerta em comunicado para o facto "de as medidas de austeridade, como solução principal para o combate à crise, estarem a provocar efeitos negativos junto da população, arrastando muitas famílias para novas situações de pobreza". E sintetiza: os efeitos mais negativos da austeridade fazem-se sentir sobretudo nas famílias mais carenciadas e, neste grupo, as crianças são as mais afectadas.

 

Retirado do Público

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Sábado, 26.01.13

Apple ainda não se livrou do trabalho infantil nas suas fábricas

Apple ainda não se livrou do trabalho infantil nas suas fábricas

Empresa chinesa empregava crianças com menos de 16 anos.

 

Não é a primeira vez, mas o problema permanece por resolver. Uma auditoria interna ordenada pela Apple concluiu que continua a haver trabalho infantil na cadeia de produção da empresa norte-americana, incluindo uma fábrica chinesa, que empregava 74 crianças com menos de 16 anos.

 

Só no ano passado foram detectados 106 casos de trabalho infantil na cadeia de fornecimento da Apple, diz o mesmo relatório, citado pelo jornal Guardian.

 

Este relatório surge após suicídios de funcionários na fábrica da Foxconn, fornecedora da Apple em Taiwan, onde são montados aparelhos como o iPad e o iPhone.

 

A auditoria anual da Apple – que analisou 400 fornecedores – detectou crianças em 11 fábricas que participam na montagem de produtos da empresa norte-americana. Algumas delas foram recrutadas com recurso a documentos falsos.

 

O relatório refere ainda outras práticas ilegais, como testes de gravidez obrigatórios ou trabalhadores verem os seus salários confiscados para pagar às empresas de recrutamento.

 

A Apple quebrou o contrato com a empresa chinesa que empregava as 74 crianças.

 

O director-executuvo Tim Cook tinha qualificado o trabalho infantil como algo “detestável” e prometeu erradicar esta prática nos fornecedores da empresa.

 

Noticia do Público

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Domingo, 20.01.13

Há cada vez mais alunos com sono porque estiveram no computador até tarde

Há cada vez mais alunos com sono porque estiveram no computador até tarde

Dores nos olhos, nas costas e na cabeça podem ser sinais de alerta para uso abusivo do computador ENRIC VIVES-RUBIO

 

Passam horas a fio a jogar online. Não comem, não dormem, nem vão à casa de banho. Há crianças que vão com sono para as aulas, adolescentes que faltam à escola para jogar. Os pais chamam-nos para jantar e eles pedem sempre mais cinco minutos que se transformam numa hora. Por vezes os pais desesperam, desligam a ficha e os filhos reagem de forma agressiva. Há quem peça aos pais para lhes levarem o jantar num tabuleiro ao quarto e outros que não conseguem passar nem dez minutos sem ir ao telemóvel.

 

Estas são apenas algumas histórias relatadas ao PÚBLICO por psicólogos que estiveram no Simpósio Internacional sobre o impacto das novas tecnologias no desenvolvimento das crianças, nos jovens e nas famílias, promovido pelo CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil. À margem do encontro, procuramos também perceber de que forma pode afectar o desempenho escolar, o comportamento e a atenção das crianças.

 

A psicóloga clínica Rosário Carmona e Costa, do CADIn, explica que para diferentes situações, como dificuldades de aprendizagem, ansiedade, problemas sociais e de sono, se tem vindo “a encontrar muitas vezes um denominador comum que é o uso excessivo da Internet, das redes sociais e dos jogos virtuais”.

 

O CADIn tem desenvolvido trabalho nesta área através do projecto CADInter@tivo e, entre outras actividades, promoveu sessões de sensibilização gratuitas nas escolas. Foi durante esses meses de “digressão” que Rosário Carmona e Costa se apercebeu como “estas questões estão, de facto, a afectar o dia-a-dia das crianças e jovens” e também dos pais que “parecem não saber o que fazer”.

 

Recolheu inúmeros testemunhos como o de um menino do 6.º ano que contou que o irmão, que não largava o computador, pediu ao pai que passasse a deixar o jantar num tabuleiro à porta do quarto – o pai acedeu. Ou crianças do 5.º ano com queixas de dores nos olhos, nas costas e na cabeça, sinais que podem ser de alerta para um uso abusivo do computador. Mas também há outras que contam que os pais lhes dizem para largar o computador, quando eles próprios estão no Ipad. Uma mãe “angustiada” ainda partilhou com Rosário Carmona e Costa que não conseguia que a filha guardasse o telemóvel no bolso das calças nem por dez minutos enquanto jantava.

 

 

 

Retirado do Público

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Quinta-feira, 20.12.12

Como se fala do Natal às crianças ateias e de outras religiões?

Como se fala do Natal às crianças ateias e de outras religiões?
Reuters/ Ali-Jareki

O Natal está em todo o lado. Como se fala do Natal às crianças ateias ou que não são cristãs?

 

À entrada da escola está uma árvore de Natal bem decorada e, por baixo, o presépio. Na sala, a educadora promove uma troca de prendas entre as crianças. Na rua, as decorações lembram um menino que nasceu numa manjedoura há dois mil anos, rodeado de anjos, pastores, reis magos e há um velho com barbas que distribui prendas aos meninos que se portam bem. Esse é o mesmo personagem que aparece na televisão, em inúmeros anúncios e filmes.

“As crianças são crianças”, começa por dizer o espanhol Clemente Gª Novella, autor do livro Onde está Deus, papá? As respostas de um pai ateu, editado pela Verso de Kapa. “As crianças não são coisa nenhuma até que, passados alguns anos, graças à doutrinação, se convertem em homens ou mulheres católicos, muçulmanos ou hindus”, continua. 

Reformule-se a pergunta: Como se fala do Natal às crianças que vivem em famílias ateias ou de outras religiões que não as cristãs?
 
“Quando as crianças são muito pequenas não se dizem grandes coisas”, responde Esther Mucznik, da Comunidade Israelita de Lisboa. Mas não é fácil, afinal elas vêem os amigos entusiasmados a falar do Natal, das prendas… “Qual é a criança que não gostaria de receber brinquedos?”, pergunta o sheikDavid Munir, da Comunidade Islâmica de Lisboa. 
 
Por isso, à medida que as crianças vão crescendo, vão compreendendo que aquela festa, o Natal, é a festa que os amigos celebram e que eles têm outras como o Hanukkah, a festa das luzes judaica; uma festividade móvel que se festeja em Dezembro e onde as crianças também recebem pequenas prendas. Ou a Eid, a festa que assinala o final do jejum do Ramadão muçulmano.
 
E o menino Jesus, o que se diz sobre ele? “Explicamos quem é Jesus para os muçulmanos, mas para a maioria, o Natal não é o nascimento de Jesus mas é sinónimo de prendas”, responde o sheik Munir. “Dizemos que é uma pessoa com uma mensagem justa em muitos aspectos, mas que não acreditamos que seja filho de Deus”, acrescenta Esther Mucznik.
 
E as ateias? Clemente Gª Novella responde ao PÚBLICO com a sua experiência pessoal: “A 25 de Dezembro, o Pai Natal vai a minha casa. Há já algum tempo que os meus filhos sabem que o Pai Natal não existe, mas os presentes continuam a estar debaixo da árvore. Eles sabem que eu e a minha mulher os compramos, mas gostam de os encontrar ao pé da árvore.”
 
Entre os que não acreditam, há os que acham que as festas religiosas devem ser banidas da esfera pública e os que vivem estas festividades como um momento social para estar com a família e os amigos, define Helena Vilaça, socióloga das religiões. “As pessoas que não têm religião e que valorizam o Natal, absorveram os valores cristãos de estar com a família, mas deixaram de lhe dar essa conotação religiosa”, acrescenta.
 
“Não acredito que todas as pessoas que celebram o Natal crêem que, um dia, há dois mil anos, um ser imaterial que vive no céu (em que sítio exactamente?), desceu à terra em forma de pomba para fecundar uma mulher (virgem, mas que estava casada com outro, José), e que, nove meses depois nasceria um homem-deus que, 33 anos depois, subiria ao céu (e de novo, para que sítio do céu?)”, descreve Clemente Gª Novella. E, ainda assim, celebram o Natal. “Pois, nós também! Não aproveitaríamos esta ocasião para nos encontrarmos com tios, primos e sobrinhos uma vez por ano, só porque não acreditamos na mitologia que está por detrás do Natal?”
 
Mas nem todos o fazem, mesmo entre os que acreditam que Jesus é o Salvador. Por exemplo, as testemunhas de Jeová não festejam porque consideram que é uma festa pagã e que não há dados para precisar a data de nascimento de Jesus para dia 25 de Dezembro. Por isso, proibem os filhos de participar nos festejos, mesmo na escola.
 
Judeus e muçulmanos não celebram nem trocam prendas, mas também aproveitam para estar com a família e com os amigos, mesmo com os que acreditam que há dois mil anos nasceu um menino que era Deus. “Não podemos viver como se nada estivesse a acontecer à nossa volta”, conclui Esther Mucznik.
Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 09:01 | link do post | comentar

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