Sábado, 01.02.14

SEPA entra hoje em vigor

Sepa

 

A legislação que implementa transformações na forma como os pagamentos electrónicos são processados na Europa entram hoje em vigor, apesar de a Comissão Europeia ter alargado recentemente o prazo para a sua implementação total por mais seis meses.

 

A SEPA (Single Euro Payments Area, na sigla em inglês) visa facilitar as transacções em euros dentro do espaço europeu, criando um mercado doméstico único ao nível dos pagamentos, face à actual situação de fragmentação nos vários mercados nacionais.

 

As novas regras abrangem todos os utilizadores, sejam particulares, empresas, associações e autarquias, com as operações bancárias comuns, como as transferências, os débitos directos, os pagamentos de salários, de quotas, as cobranças por débito directo em conta, entre outras, terão de passar a ser feitas de acordo com os requisitos e procedimentos estabelecidos pela União Europeia.

 

Deste modo, e em virtude do prazo adicional de seis meses que foi concedido pelas autoridades europeias de forma a possibilitar que tudo esteja a postos para o processamento das operações dentro dos modelos de pagamento SEPA, a partir de 1 de Agosto, o Banco de Portugal vai descontinuar os actuais sistemas das transferências electrónicas interbancários e dos débitos directos nacionais.

 

Assim, a partir dessa data, apenas será possível utilizar os modelos de pagamento SEPA para a realização dessas operações de pagamento.

"As instituições e utilizadores que não tenham procedido à migração para estes novos mecanismos deixam de poder realizar essas operações", alertou recentemente em comunicado a Associação Portuguesa de Bancos (APB).

 

Segundo Hugo Oliveira, responsável pelas vendas do segmento de médias empresas da Sage, uma das empresas europeias de desenvolvimento de 'software' de pagamentos electrónicos SEPA, este sistema "significa mais rapidez, logo, mais negócio e mais lucro" para as empresas, explicando que "os benefícios não são iguais para todas as empresas, pois depende se se tratam de empresas que apenas operam no mercado local ou em mercados estrangeiros, bem como se têm um negócio com cobrança por débitos directos ou não".

 

Na prática, são as empresas com operações internacionais na área do euro as principais beneficiadas com a SEPA, já que verão os seus custos com pagamentos electrónicos significativamente reduzidos, além da simplificação dos processos.

 

Já as empresas que concentram a sua actividade exclusivamente nos seus mercados nacionais não terão, num primeiro momento, grande percepção das vantagens da SEPA, ainda que o director da Sage Portugal saliente que esta pode ser uma oportunidade para apostarem nos seus próprios processos de internacionalização.

 

Este responsável, fez, a pedido da Lusa, uma lista das principais novidades:

-> Estandardização dos processos que ficam optimizados

-> Maior informação transmitida entre os vários intervenientes

-> Facilidade de centralização de tesourarias (fábricas de pagamento)

-> Redução de custos com as operações de pagamentos (pagamentos ao estrangeiro com o mesmo custo dos pagamentos locais)

-> Acesso a mercados novos no espaço SEPA

-> Globalização dos bancos locais

-> Menor complexidade nos pagamentos

-> Maior transparência nos processos de pagamentos

-> Melhor gestão nos processos de gestão de fluxos financeiros das empresas

-> Melhoria da gestão de tesouraria e liquidez

-> Redução do número de bancos com que uma empresa trabalha

-> Redução drástica dos prazos de pagamento

 

Returado do Sol 

 

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Quarta-feira, 29.01.14

Carta de uma filha lésbica ao pai milionário e inconformado

Carta de uma filha lésbica ao pai milionário e inconformado

Cecil Chao, um multimilionário de Hong Kong, oferece 90 milhões de euros ao homem que conseguir conquistar o coração da sua filha.

 

O que faria se fosse uma mulher lésbica e felizmente casada e o seu pai oferecesse dinheiro a um homem para a convencer a casar-se com ele? Gigi Chao escreveu uma carta: “Irei sempre perdoar-te por pensares como pensas porque te conheço e sei que estás a fazer isto a pensar no meu bem. Mas no que diz respeito a relações afectivas, as tuas expectativas não são coerentes com a minha realidade”.

 

A carta aberta ao pai foi publicada na terça-feira nos dois principais jornais de Hong Kong, a região da China onde moram Gigi e o pai, Cecil Chao, o empresário do imobiliário e da construção de navios multimilionário inconformado com a opção sexual da filha. Em Abril de 2012, quando Gigi se casou em França — os casamentos gay não estão legalizados em Hong Kong e só desde 1991 a homossexualidade foi descriminalizada —, com a namorada, Sean Eav, o pai deu um passo arriscado. Ofereceu dinheiro ao homem que conseguisse casar-se com a filha.

 

Na semana passada, Cecil Chao ofereceu 90 milhões de euros, duplicando o valor inicial do que diz ser “um dote”. “Não me interessa se [o homem] é rico ou pobre. A minha única preocupação é que tenha bom coração”, disse o pai aoSouth China Morning Post. Antes, já tinha sugerido que Gigi gostava de mulheres porque não lhe tinha aparecido um homem aceitável. “Do que ela precisa é de um bom marido.”

 

Cecil, de 77 anos, explicou que não quer obrigar a filha a casar-se com um homem escolhido por ele. Os jornais de Hong Kong dizem que chegou a fazer entrevistas a homens candidatos (apareceram 22 mil interessados), e que duplicou o "dote" porque o tempo está a passar sem progressos.

Se nas primeiras declarações Cecil parecia não aceitar a sexualidade da filha, as que fez agora, nas vésperas de aumentar a "recompensa", têm uma leitura dúbia. "Não quero interferir na vida privada da minha filha. Mas desejo que tenha um bom casamento e que tenha filhos e que herde os meus negócios", disse o pai.

Gigi, numa entrevista recente, também levantara a possibilidade de poder existir um homem na vida dela, caso ela se desse bem com ele e este doasse "muito" dinheiro à organização de caridade dela. "E desde que ele não se importasse que eu já fosse casada", disse, revelando ainda que recebeu muitas chamadas telefónicas de homens que resumiam a conversa a uma frase: "Quero tornar-me milionário".

 

Os 90 milhões de euros fizeram Gigi reaparecer nas capas dos jornais chineses, europeus, americanos, pelas razões erradas. E a empresária decidiu que já bastava. Não quer ver o seu casamento tratado como um fait divers e em textos que nem sempre têm o melhor dos tons. A mulher, empresária de 33 anos (e socialite, é figura habitual das festas de Hong Kong e não só), decidiu responder ao pai.

 

Já tinha feito declarações, antes da carta. Esta, por exemplo: “Eu sei que ele me ama, mas é de outro tempo e é-lhe difícil perceber a questão LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e transgénero]. Quando estamos a trabalhar, trabalhamos, quando estamos em casa, abraçamo-nos e dançamos... concordamos em discordar na questão do que é um casamento e uma família”, disse Gigi.

 

statu quo que pensara ter atingido, porém, não existia e os 90 milhões de euros vieram provar que Cecil Chao não o aceita e não desiste.

 

Gigi Chao ignorou as opiniões nos media — houve quem acusasse o pai de estar a vender a filha. Ultrapassou a palavra “dote”, de que não gostou: “Estou preocupada com a utilização da palavra num país asiático, quando é sabido que os ‘dotes de morte’ constituem um problema de direitos humanos na Índia”. (Anualmente morrem na Índia centenas de mulheres recém-casadas, assassinadas pelos maridos ou família destes — outras cometem suicídio devido aos maus tratos — que pretendem ficar com os dotes mas não com a mulher.) E, na carta, volta a deixar claro que gosta do pai.

 

Nem sequer lhe pede para aceitar a sua mulher. “Não espero que sejam bons amigos.” Apenas deseja que o pai trate Sean Eav “como um ser humano normal e que merece ser tratado com dignidade” — “Isso significaria tudo para mim.” "Amo a minha parceira, Sean, que me trata bem, cuida de mim, certifica-se de que me alimento, de que tomo banho todos os dias e de que estou confortável, e que em geral faz de mim uma rapariga feliz. Ela é parte da minha vida e eu sou uma pessoa melhor por causa dela."

 

Também pede desculpa ao pai por, de alguma forma, o ter levado a pensar que se casara com uma mulher por não existirem “homens bons e dignos em Hong Kong”. Não é disso que se trata, tenta dizer-lhe. “Irei sempre perdoar-te por pensares como pensas”, escreve Gigi Chao, que por conhecer o pai deixa também a ideia de que um dia, mais longínquo do que próximo, talvez Cecil entenda a homossexualidade e esta filha (tem três, de mulheres diferentes com quem viveu ou namorou mas com quem nunca se casou). Diz que “há muitos bons homens”, só “não são” para ela, e despede-se: “Pacientemente tua”, Gigi.

 

Retirado do Público

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Quinta-feira, 30.05.13

Dedução do IVA passa de 5% para 15%

Dedução do IVA passa de 5% para 15%

O limite máximo que cada contribuinte pode deduzir mantém-se nos 250 euros.

 

O Governo anunciou nesta quinta-feira que irá passar de 5% para 15% o valor do IVA de compras em restaurantes, reparação de automóveis, alojamento e cabeleireiros que poderá ser deduzido no IRS este ano.

 

A medida está incluída na proposta de Orçamento do Estado rectificativo aprovada nesta quinta-feira em Conselho de Ministros e altera o decreto-lei criado pelo Governo no ano passado para incentivar o pedido de facturas por parte dos consumidores. O executivo informou que só entregará o Orçamento ao Parlamento na sexta-feira.

 

O limite máximo que cada contribuinte pode deduzir mantém-se nos 250 euros, mas torna-se mais fácil atingir esse valor. Considerando compras sempre com IVA à taxa normal, com os 5% do IVA actualmente em vigor, um contribuinte teria de acumular facturas em compras com restaurantes, reparação de automóveis, alojamento e cabeleireiros num valor total de 26.740 euros, um montante superior ao rendimento anual médio de um português.

 

Agora, com a passagem para 15%, o valor de compras necessário para chegar à dedução de 250 euros passa para 8913 euros.

 

Retirado do Público

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Quinta-feira, 23.05.13

A lista de desejos de Mourinho no Chelsea

A lista de desejos de Mourinho no Chelsea

Falcao, Mangala, Isco, Schurrle, Hulk e Fellaini são os alvos do Chelsea para a próxima temporada.

Desde que foi anunciado a saída de José Mourinho do comando técnico do Real Madrid, cresceram os rumores sobre o regresso do Special One a Stamford Bridge. 

A imprensa inglesa tem especulado sobre os jogadores que o treinador português poderá levar para o Chelsea. Hoje o Daily Mirror fez uma lista de estrelas que poderão reforçar o clube londrino, eles Mangala do FC Porto e Hulk do Zenit, num total de seis jogadores.

De acordo com o Daily Mirror, Mourinho quer três defesas, dois médios e um avançado, com Falcao no top da lista do Special One.

O treinador português quer fortalecer o sector defensivo dos londrinos mas quer também um avançado com créditos firmados no futebol mundial, capaz de resolver jogos. A contratação de Falcao não se avizinha fácil, com Mónaco e Manchester City na corrida pelo avançado colombiano.

Caso falhe Falcao, o brasileiro Hulk do Zenit será a alternativa. Schurrle, médio alemão do Bayer Leverkusen de 22 anos, também está na lista de Mourinho.

Na zona intermédia, o treinador terá pedido a contratação do espanhol Isco, estrela do Málaga, e ainda do belga Marrouane Fellaini do Everton, também ele desejado pelo Manchester United.

Na defesa o alvo principal do Chelsea é Mangala. Mourinho terá ficado impressionado com a rápida ascensão do jovem central que já foi convocado para a principal seleção francesa. O jogador de 21 anos foi pedra fundamental no título do FC Porto em Portugal, tendo contribuído para que os "dragões" só sofressem 14 golos. Mangala é um jogador muito poderoso fisicamente, forte no jogo aéreo e com muita margem de progressão.

Mourinho terá cem milhões de libras (116 milhões de euros) para gastar no verão, no reforço da equipa do Chelsea.

 

Retirdo do SAPO

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Sábado, 30.03.13

Anúncios de emprego recrutam cúmplices para redes de phishing

Falsos anúncios de emprego estão a ser usados por criminosos para angariar pessoas que ajudem a fazer sair do país dinheiro roubado de contas bancárias através de fraudes informáticas – os chamados esquemas de phishing.

 

Quem responde a estes anúncios de emprego acaba por receber um contacto a dizer que receberá uma transferência de dinheiro e que tem de encaminhar os fundos como parte das funções do novo emprego. Deve usar sistemas de transferência de dinheiro, como o Western Union, e reter uma parte a título de pagamento. O destino é normalmente o Brasil ou a Rússia, onde estes esquemas fraudulentos têm tipicamente origem.

 

Em muitos casos, é neste ponto que as chamadas money mules (designação também usado noutros esquemas fraudulentos, como o branqueamento de capitais) se apercebem de que estão prestes a participar numa fraude. Há quem decida fazer uma denúncia às autoridades. Mas, para quem está à procura de emprego, a tentação de ganhar rapidamente algumas centenas de euros pode ser demasiado grande. "É a exploração da fragilidade humana", diz o coordenador da investigação de criminalidade informática da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro.

 

Nem todas as money mules são recrutadas através de anúncios de emprego. Algumas são simplesmente pessoas conhecidas de alguém que faz parte da rede (àqueles cuja tarefa é encontrar mulas a polícia chama angariadores). O requisito das mulas é terem uma conta bancária no mesmo banco das vítimas - assim, a transferência do dinheiro é imediata (algo que não aconteceria se os bancos fossem diferentes) e o processo de enviar o dinheiro para fora do país pode ser feito em dois dias, às vezes até em apenas num, se a operação tiver começado de manhã.

 

Casos aumentam


O fenómeno de captura de dados para aceder a contas bancárias tem estado a crescer entre 15% e 20% ao ano em Portugal desde que "houve um boomentre 2009 e 2011", explica Carlos Cabreiro. Recentemente, a PJ anunciou a detenção de sete pessoas em Portugal por phishing. "Mulas, angariadores e alguém um pouco mais acima", refere o responsável, sem adiantar pormenores. Em Portugal, houve, ao longo de 2012, 1300 inquéritos nesta área. Destes, cerca de 800 foram na região de Lisboa, onde são mais fortes as comunidades de emigrantes da Rússia e do Brasil. Ao todo, estas fraudes terão rendido aproximadamente 1,4 milhões de euros. A PJ fez propostas de acusação em 60% dos casos. Sem ter números concretos, Carlos Cabreiro diz que o historial de condenações nesta área "não é famoso".

 

Há várias formas de obter os dados das vítimas de phishing. Há abordagens sobretudo técnicas, em que é instalado software malicioso no computador das pessoas, e outras que são aquilo a que se chama engenharia social: de forma simples, as pessoas são enganadas. Por exemplo, recebem um email, formatado para parecer de um banco, onde lhes é pedido para aceder a umsite, também desenhado para parecer o de um banco. Este site pede para que introduzam dados como a palavra-passe e os números do cartão matriz. E nem só aqueles que têm menos literacia informática caem na artimanha. "Há pessoas que não tinham razão nenhuma para terem caído, há quem actue com muito descuido", assegura Carlos Cabreiro.

 

Uma vez na posse dos dados e com as mulas seleccionadas para receber o dinheiro, é preciso contornar uma outra linha de defesa: a confirmação por SMS (o chamado SMS token) que os bancos pedem para transferências de valores mais elevados. Tipicamente, os criminosos fazem transferências nos limites máximos permitidos, o que requer que quem ordena a transferência receba no telemóvel um código de segurança, cujo prazo de validade é muito limitado e que deverá ser introduzido no site do banco.

 

Para ultrapassar este obstáculo, os criminosos pedem uma segunda via do cartão de telemóvel da vítima (o número pode já ter sido obtido por via dos emails fraudulentos). Em alguns casos, simplesmente enganam o funcionário na loja do operador de comunicações e convencem-no de que são o legítimo proprietário. Noutros casos, há um cúmplice nestas lojas, que emite a segunda via.

 

Depois disto, é preciso enganar novamente a vítima. Para a segunda via do cartão ficar a funcionar, é preciso que o cartão original não esteja ligado à rede. A técnica pode então passar por enviar uma mensagem à vítima como sendo do operador de comunicações, informando que esta deve desligar e voltar a ligar o aparelho com um pretexto inventado - uma actualização de software, por exemplo (outra possibilidade é infectar o telemóvel com software que o desligue). No momento em que o telemóvel da vítima é desligado, os criminosos podem simplesmente ligar um telemóvel com a segunda via do cartão e, assim, activá-lo para depois receber o SMS de confirmação do banco. As transferências para as contas das mulas são concluídas.

 

Mesmo com a cooperação das autoridades dos países envolvidos, chegar ao topo da pirâmide criminosa é uma tarefa complicada, admite Carlos Cabreiro. As investigações esbarram frequentemente na falta de dados para identificar quem levanta o dinheiro no país para onde as mulas o enviaram. Nesta última etapa, o dinheiro é simplesmente recebido mediante a apresentação de um número de controlo por alguém que se pode apresentar com uma identidade falsa.

 

Retirado do Público

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Domingo, 20.01.13

Jesus, No Benfica, nas entradas e saídas, manda o dinheiro

Jesus garante que apenas Jesus está preparado para perder alguns jogadores no mercado de transferências MIGUEL RIOPA/AFP (ARQUIVO)

Jorge Jesus não quis ontem fazer grandes comentários sobre as eventuais saídas de Nolito, Aimar e Bruno César do Benfica neste mercado de transferências de Inverno. O tema dominou este domingo a conferência de imprensa de antecipação do jogo com o Moreirense, com o técnico a garantir que as alterações no plantel só serão determinadas pela mais-valia financeira que possam gerare não pela vontade dos empresários.

 

"Se entender que o jogador A ou B não sai, ele não sai. Pode até nem jogar uma única vez, mas tanto faz que ele fale ou não. O que será determinante para a sua saída é o cifrão e não imposta o que o empresário diz", garantiu este domingo o treinador do Benfica.

 

Em causa estão as eventuais mexidas no plantel "encarnado" até ao final do mês de Janeiro (quando encerra o mercado de transferências). Os nomes mais falados são de Nolito, Aimar e Bruno César, mas Jesus afirmou que nada está ainda decidido.

 

"Ainda não saiu nenhum jogador. Hoje ainda treinaram todos comigo e não quero falar de uma coisa que ainda não aconteceu", referiu, considerando que se vierem a sair elementos do plantel, o Benfica terá de encontrar soluções: "Temos de arranjar respostas. è para isso que trabalho todos os dias, para colmatar uma eventual saída com jogadores do clube."

 

Em relação à deslocação desta segunda-feira a Moreira de Cónegos, para encerrar a primeira volta da Liga portuguesa, Jesus considerou que irá defrontar uma equipa complicada, "num campo habitualmente difícil".

 

O técnico lamentou ainda a lesão de Garay, que continuará ausente do centro da defesa, mas espera recuperar o jogador para o jogo com o Sp. Braga, no Minho, na próxima jornada.

 

Jesus desvalorizou ainda a pressão que a vitória do FC Porto (neste sábado, por 2-0, frente ao Paços de Ferreira) possa ter provocado à sua equipa, considerando que os jogadores do Benfica estão conscientes de que têm de ganhar todos os jogos para atingir os objectivos para esta temporada.

 

"Temos sempre de jogar para ganhar se queremos ser lideres. A vitória do FC Porto não nos atrapalha em nada, não mexe com os jogadores. A pressão aqui não tem grande importância", justificou.

 

Retirado do Público

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Sexta-feira, 18.01.13

Blogues de moda chegam a render 2500 euros por mês

Ana Garcia Martins, Pépa Xavier, Tiago Miranda e Mónica Lice são alguns dos nomes conhecidos da blogosfera

 

Ana Garcia Martins, Pépa Xavier, Tiago Miranda e Mónica Lice são alguns dos nomes conhecidos da blogosfera


Nem tudo o que se lê nos blogues de moda e tendências é opinião isenta e sem interesse financeiro. Cada vez mais as marcas usam os bloggers como mensageiros dos seus produtos. Opinião e publicidade confundem-se.


O caso de 'Pépa' e da desejada mala Chanel preta clássica, que levou a Samsung a suspender uma campanha publicitária, chamou a atenção do país para o fenómeno dos bloggers de moda e tendências. Numa matéria a ser publicada amanhã na Revista, o Expresso revela quanto ganham alguns dos principais bloggers de moda nacionais num negócio que floresce e pode render muito dinheiro.

 

Às marcas interessa-lhes estar onde estão os consumidores: cada vez mais nas redes sociais. Parcerias e opiniões bem pagas pelas marcas que aos olhos dos leitores que os seguem parecem sugestões espontâneas, sem interesses comerciais. Opinião e publicidade confundem-se.

 

Todos eles dizem que escrevem sobre o que gostam. Mas alguns sabem fazer render as suas opiniões. Por exemplo, a ex-jornalista Ana Garcia Martins, 32 anos, a rainha da blogosfera e autora do blogue "A Pipoca Mais Doce" , cobra em média 500 euros por post (mínimo) e recebe cerca de 2000 euros por mês pelos bannersalojados no seu site e explorados pelo portal Clix. Isto além de receber um terço das receitas dos produtos com a marca "A Pipoca Mais Doce" que se vendem em lojas e sites nacionais.

 

Mas há mais. Muitos mais bloggers que fazem render por cada postbanner, concurso ou outras parcerias negociadas com as marcas.

Leia mais amanhã na Revista.

 

Retirado do Expresso

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Sábado, 12.01.13

Sabe o que o seu filho anda a comprar no iPhone ou no iPad?

Sabe o que o seu filho anda a comprar no iPhone ou no iPad?

Um gráfico do jogo Smurf Village DR

 

Multiplicam-se casos de pais que receberam contas astronómicas depois de terem descarregado aplicações e deixado os filhos brincar com os aparelhos logo de seguida. É que estes podem fazer compras durante 15 minutos sem que lhes seja pedida qualquer palavra-passe ou código.

 

O aviso vem do Reino Unido mas é útil para todos os que já se renderam às novas tecnologias da Apple. Especialistas em controlo parental estão a alertar os pais para que tenham cuidados redobrados quando deixam os seus filhos brincar no iPhone e no iPad, para evitarem surpresas desagradáveis quando virem a conta bancária.

 

Vários sites que ajudam os pais a controlar o acesso dos seus filhos a conteúdos impróprios têm tido conhecimento de muitos casos de pais que receberam contas no valor de 600 euros ou mais, depois de os filhos terem feito compras através das aplicações (in-app purchases – IAPs) enquanto jogavam no iPhone ou no iPad jogos como Playmobil PiratesCoin Dozer e Racing Penguin.

 

Isto acontece porque quando as crianças tentam explorar novas áreas de um jogo ou querem armas mais avançadas para evoluir nas personagens, é-lhes oferecida a possibilidade de as comprar através de um clique.

 

“Sabemos de casos em que os pais receberam contas de centenas de libras, uma vez que as aplicações estão muitas vezes ligadas aos dados dos seus cartões através do iTunes. Muitas vezes o dinheiro não é debitado logo e só dias depois descobrem que lhes foi cobrado esse valor”, explica Siobhan Freegard, fundador do Netmums, um site de controlo parental, citado pelo jornal britânico Guardian.

 

O cantor, compositor, bailarino e actor norte-americano Chris Brown é um dos que já tiveram que pagar a factura de deixar o seu filho de seis anos brincar com estes aparelhos. O artista comprou o jogo Smurfs Village para o filho e poucos dias depois descobriu que lhe tinham saído da conta cerca de 195 euros. “Primeiro pensei que a conta tinha sido alvo de um ataque informático, mas quanto fui à minha conta na Apple vi que me tinham cobrado 160 libras em créditos para o Smurf Village”, diz Chris Brown.

 

O filho do actor comprou os créditos através da janela que ficou activa durante 15 minutos enquanto ele jogava o jogo. “Contactei a Apple e descobri que não era o único pai ingénuo no mundo. É uma situação recorrente e a Apple recusou dar qualquer tipo de reembolso”, afirma.

 

Depois deste episódio, Brown aprendeu a lição: desactivou a opção para comprar através das aplicações, restringindo o acesso às IAPs. É isso que recomendam os especialistas em controlo parental.

 

A legislação permite que, depois de os utilizadores escreverem o código do seu cartão para comprar um produto, fique activa durante 15 minutos uma janela que lhes permite fazer novas compras sem voltar a escrever o código.

 

Ou seja, se os pais fizerem download de uma aplicação no iPhone ou no iPad e deixarem que os filhos usem os aparelhos logo de seguida, estes podem fazer compras livremente durante 15 minutos, até que lhes seja pedido o código novamente.

 

“Os criadores das aplicações não são muito altruístas”, ironiza Spencer Whitman, da AppCertain, uma empresa que trabalha com os sistemas de protecção das aplicações. O que acontece é que, muitas vezes, os jogos são gratuitos numa primeira fase, mas depois é preciso pagar para continuar a jogá-los, ou para evoluir no jogo, o que é tentador para as crianças.

 

Os analistas da Gartnet estimam que as IAPs representem 41% das receitas das aplicações em 2016 – em 2012 representaram 10%.

 

A Apple defende-se: “Todos os aparelhos iOS têm formas de controlo que dão aos pais a possibilidade de restringir o acesso a conteúdos, como o acesso à Internet e a conteúdo impróprio para menores”. Os pais, ou todas as pessoas que sejam responsáveis pelas crianças que podem aceder a estes aparelhos, devem desligar os IAPs e escolher a opção que exige uma palavra-passe para voltar a ligar aquela função, nas definições dos iPhones e dos IPad.

 

Retirado do Público

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Sexta-feira, 11.01.13

Vem aí uma nova nota de 5 Euros

vem aí novas notas


Banco de Portugal diz que nota renovada entrará em circulação já em maio com elementos «novos e melhorados»

 

Uma nova nota de cinco euros vai entrar em circulação em todos os países da Zona Euro já no dia 2 de maio, anunciou esta quinta-feira o Banco de Portugal (BdP), depois de o líder do BCE, Mario Draghi ter feito a sua apresentação em Frankfurt.

A nova nota vai incorporar elementos de segurança novos e melhorados, «que tiram partido do progresso tecnológico neste domínio», esclarece ainda o BdP. Ou seja, estas notas de euro da «série Europa» serão ainda mais seguras, tornando mais difícil a contrafação.

Assim, a partir de maio, as pessoas podem preparar-se: é que as as instituições financeiras vão colocar em circulação a nova nota através dos canais normais (ou seja, aos balcões e em máquinas de distribuição de notas). 

Esta será a primeira nota da nova série a ser colocada em circulação. Mas ao longo dos próximos anos, as restantes serão introduzidas por ordem crescente. A nota de 10 euros seguir-se-á à de 5 euros e assim por diante. 

«Isso significa que as notas da segunda série vão circular, durante algum tempo, a par das notas da primeira série. Estas serão retiradas de circulação gradualmente e, em datas a anunciar com bastante antecedência, deixarão de ter curso legal. Todavia, poderão ser trocadas no Banco de Portugal e nos bancos centrais nacionais do Eurosistema por um período de tempo ilimitado», remata o supervisor.

 

Reirado do Push

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Quarta-feira, 12.12.12

Futebol, dívidas dos 3 grandes acima dos 400 Milhões de euros

Futebol, dívidas dos 3 grandes acima dos 400 Milhões de euros

Benfica tem a maior fatia, mas é o Sporting que tem a situação mais preocupante. Sociedade Anónima Desportiva (SAD) "leonina" tem custos salariais superiores às receitas. FC Porto tem em marcha um empréstimo obrigacionista.

 

Os principais clubes de futebol portugueses continuam com níveis de endividamento preocupantes. Apesar da crise económica, das dificuldades de acesso ao crédito bancário e das novas regras de controlo financeiro da UEFA, os dados da última temporada mostram que Benfica, Sporting e FC Porto devem aos bancos 411,9 milhões de euros (ME), mais 59,8 milhões do que no final de 2010-11.

 

O Benfica tinha a Sociedade Anónima Desportiva (SAD) mais endividada, tendo os compromissos com a banca subido de 157 milhões em 2010-11 para quase 200 milhões de euros (199,6ME) no fim da época passada. O Sporting também viu a sua dívida bancária aumentar de 95ME para 116,4ME. Consulte a infografia.

 

A excepção foi o FC Porto, cujos empréstimos bancários desceram de 98ME para 95,9ME – os "dragões", no entanto, lançaram um novo empréstimo obrigacionista (até 30ME) em Novembro.Estes números dizem respeito apenas às operações de futebol das três SAD –, não incluindo, por exemplo, as construções dos estádios – e foram recolhidos pelo PÚBLICO e por António Samagaio, professor do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), com base nos relatórios e contas anuais, enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

O dado mais assinalável é mesmo o aumento do endividamento em 17%, numa altura em que a conjuntura económica forçaria exactamente o contrário. Surpreendente? "Por um lado, sim. Porque era expectável que houvesse racionalização de investimentos", responde António Samagaio. Mas por outro lado, a banca está a ganhar com este negócio, porque as taxas de juros são elevadas.

 

O Benfica, por exemplo, contraiu um empréstimo de 20 milhões de euros ao Investec, a uma taxa de 10,35%", aponta este professor de Economia do ISEG, acrescentando outro exemplo: "A taxa média dos empréstimos bancários do FC Porto foi de 7,62%, quando em 2011 tinha sido de 6,78%."

Na época passada, a SAD do Benfica pagou 14 milhões de euros em juros, a do FC Porto despendeu 7,9 e a do Sporting 6,8

 

O Sporting paga taxas de juros entre 3% e 9,25% (esta do empréstimo obrigacionista).O nível de endividamento das SAD traduz-se em elevadas facturas com juros. Na época passada, a SAD do Benfica (a nível individual, sem contar com outras empresas do grupo) pagou 14 milhões de euros em juros, a do FC Porto despendeu 7,9 e a do Sporting 6,8. Realidade completamente diferente tem o Sporting de Braga, cujo passivo bancário era de 7,4 milhões no final da época e cuja maior parte já foi, entretanto, liquidada. Os encargos com juros da SAD minhota foram 573 mil euros durante 2011-12.

 

Sporting, a perder no casino


Se o Benfica tem a SAD mais endividada, é, por outro lado, a sociedade com resultados operacionais mais equilibrados. A nível consolidado (todas as empresas do grupo Benfica), obteve receitas operacionais recorde (91 milhões de euros) e a nível individual supera os 76 milhões, valores muito acima dos 49,7ME obtidos pela SAD do FC Porto e dos 40,8 da SAD do Sporting.

 

O Sp. Braga é claramente de outro campeonato, com proveitos de 13,2 milhões. A SAD benfiquista foi, aliás, a única que na temporada passada obteve proveitos operacionais (todas as receitas, menos transferências de jogadores) superiores às despesas operacionais (as despesas correntes, sem contar com juros, impostos e transferências), embora também tenha acumulado prejuízos, em grande medida por causa da pesada factura dos juros e também do investimento em contratações.

 

O fosso em relação ao FC Porto aumentou, uma vez que, no exercício anterior, a SAD portista tinha registado os 15 milhões de euros da transferência de André Villas-Boas para o Chelsea como proveito operacional.Globalmente, a situação mais preocupante é a do Sporting.

 

"Quem é adepto do Sporting devia estar muito preocupado, porque o clube está a caminhar para o abismo", resume António Samagaio, usando uma metáfora. "Faz lembrar um jogador que perdeu no casino e que agora está a apostar as fichas todas para, desesperadamente, tentar recuperar as perdas." Os três "grandes" terminaram a temporada de 2011-12 em situação de falência técnica (isto é, com um passivo superior ao activo), mas o Sporting é o único que se mantém ainda nessa situação, já que durante o primeiro trimestre de 2012-13 FC Porto e Benfica voltaram a ter capitais próprios positivos.

Na época passada, a SAD do Sporting teve receitas operacionais de 40,8 milhões de euros e gastou 42,5 milhões em salários

 

Este professor de Economia salienta que nos primeiros três meses desta época portistas e benfiquistas aproveitaram as transferências de Hulk e Witsel para "reduzir a dívida financeira", enquanto o Sporting continuou a "aumentar o endividamento a um ritmo preocupante". Mas esse não é o único dado alarmante em Alvalade, onde, aponta António Samagaio, "o principal activo da SAD é uma dívida a receber do próprio clube, que levanta dúvidas ao revisor de contas".

 

Na época passada, a SAD leonina gastou 42,5 milhões de euros em salários, quando os seus proveitos operacionais (todas as receitas, menos as transferências de jogadores) foram apenas 40,8 milhões. A UEFA recomenda que os clubes não gastem mais do que 70% das suas receitas em salários, algo que só é cumprido pelo Benfica (60,9%). O Sporting é o pior neste capítulo (104%) e o FC Porto gasta 93,4% das suas receitas operacionais em salários.

 

E até mesmo o Sp. Braga, que terminou a temporada com lucros (ao contrário dos três grandes), também gasta quase a totalidade dos proveitos operacionais (95,5%) no pagamento de ordenados a jogadores e treinadores. O Sporting seguiu uma "estratégia de risco", na opinião de António Samagaio, ao aproximar-se do nível salarial de FC Porto e Benfica.

 

Só que essa aposta não teve efeitos desportivos e nem sequer conseguiu qualificar-se para a Liga dos Campeões, actualmente uma importante fonte de receita para os clubes. E no primeiro trimestre da actual temporada, quase nada mudou.

 

O Sporting aumentou custos salariais de nove para 10,3ME, algo imitado pelo FC Porto, cuja factura em massa salarial passou de 9,1 para 11,8ME nos primeiros três meses da temporada. O Benfica foi a excepção, ao baixar de 12,8 para 11,3ME.

A austeridade ainda não é um vocábulo que tenha entrado definitivamente no léxico dos gestores destas SAD. Estão numa fuga para a frente
António Samagaio

Fuga para a frente


A conjuntura económica e o facto de, no início da próxima época, entrarem em vigor novas regras da UEFA (fair play financeiro) poderiam significar uma estratégia mais cautelosa dos principais emblemas portugueses. Mas, na verdade, isso não está a acontecer.

 

Segundo as contas de António Samagaio, os clubes continuam a investir fortemente na compra de jogadores. "A austeridade ainda não é um vocábulo que tenha entrado definitivamente no léxico dos gestores destas SAD. Estão numa fuga para a frente", critica. Nos últimos quatro anos, o FC Porto gastou 213,4 milhões de euros em contratações, o Benfica 175,8 e o Sporting 97,1.

 

E olhando apenas para a temporada passada (a primeira que contará para o fair play financeiro), não se notou ainda cautela. O FC Porto despendeu 64,3 milhões na compra de futebolistas, o Benfica 47,4 milhões e o Sporting 32,5 – em qualquer dos casos, montantes superiores aos obtidos com vendas de jogadores. Este é também mais um caso em que o Sp. Braga é a excepção, já que gastou 5,2ME em contratações, menos de metade do que recebeu pela venda de futebolistas.

 

É verdade que a venda de futebolistas é algo que faz parte do negócio dos clubes de futebol, mas, por outro lado, também é certo que as condições do mercado de transferências se estão a complicar. "Será que, em condições normais, o Benfica venderia o Javi García por 20ME ou o Sporting venderia o João Pereira por 3ME?", questiona António Samagaio, resumindo: "A necessidade de gerar mais-valias na venda dos jogadores contribui para que os compradores se aproveitem da debilidade dos clubes portugueses."

 

Nas últimas janelas de transferências, já foi visível uma redução da actividade dos grandes clubes europeus. As excepções foram o PSG (fruto de investimentos do Qatar) e os clubes russos. O que leva António Samagaio a questionar, por exemplo, a aposta do FC Porto em Danilo, contratado por mais de 17 milhões de euros (incluindo comissões a empresários). "Para gerar uma mais-valia tem de o vender por muito dinheiro. É um investimento de elevado risco", aponta.

O caminho terá de passar pela redução dos custos com massa salarial e pela redução do investimento na aquisição dos jogadores
Paulo Reis Mourão

As soluções


Os economistas há muito que vêm alertando para a insustentabilidade da actual gestão das SAD e consideram que algo vai ter de mudar, mais cedo ou mais tarde. "O Sporting começou este ciclo (capitais próprios insignificantes ou negativos) há cinco anos [...], mas, sinceramente, a sustentabilidade desta gestão (incluindo FC Porto e Benfica) não é suportável nos cenários macroeconómicos mais prováveis", defende Paulo Reis Mourão, professor de Economia na Universidade do Minho.

 

"Nos relatórios e contas, os administradores referem a necessidade de gerir os clubes na vertente desportiva e financeira. Isso é dito, mas o histórico de mais de uma década mostra-nos que na prática não é assim", acrescenta António Samagaio, contabilizando quase 438 milhões de prejuízos acumulados das três SAD dos grandes clubes: 222,9ME do Sporting, 129,3M do Benfica e 85,6ME do FC Porto.

 

O que fazer, então, para sair desta situação? "O caminho parece-me claro. Terá de passar pela redução dos custos com massa salarial e pela redução do investimento na aquisição dos jogadores", responde António Samagaio. Paulo Reis Mourão segue pelo mesmo caminho, referindo "o triângulo de ouro das finanças empresariais": "Reconhecer a necessidade de formatar os custos com pessoal em função dos resultados operacionais", "restringir os custos com endividamento" e "valorizar, substancialmente, os activos intangíveis", isto é, os futebolistas.

 

Samagaio chama, aliás, a atenção para a importância da aposta na formação de jovens futebolistas e também para o recrutamento no mercado nacional. "As pessoas esquecem-se de que o FC Porto foi campeão europeu em 2004, com jogadores que vinham da União de Leiria, Vitória de Setúbal e da própria formação do FC Porto", diz o professor do ISEG. "Por que não olham mais cá para dentro? O Pauleta nunca jogou na I Divisão portuguesa e o Jimmy Hasselbaink nunca esteve num "grande" português."

 

Como Paulo Reis Mourão já tinha referido numa recente entrevista ao PÚBLICO, António Samagaio também destaca a importância de os clubes ampliarem as suas receitas. E isso, "dada a dimensão reduzida do nosso mercado", passa por experimentar novos mercados, como "Angola ou os países árabes", sugere este professor do ISEG.

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 19:22 | link do post | comentar

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