Quarta-feira, 10.05.17

Filme “4 Your Eyez Only” de J. Cole já disponível no YouTube

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Filme “4 Your Eyez Only” de J. Cole já disponível no YouTube

O filme, corealizado por Scott Lazer e J. Cole, traça o contexto do seu último álbum, “4 Your Eyez Only”

O filme da HBO da estrela de hip hop J. Cole, “J. Cole: 4 Your Eyez Only”, já está disponível no YouTube, através do canal da editora Dreamville. O filme, corealizado por Scott Lazer e Cole, oferece um contexto para seu mais recente álbum, com o mesmo título, captando as frustrações dos residentes com baixos rendimentos de Baton Rouge, Atlanta, Ferguson, Jonesboro e Fayetteville, cidade natal de Cole. No fundo, o filme mostra como os habitantes destas cidades são afetados pelo atual contexto social.

quarto álbum de Cole, e o primeiro editado com a chancela da sua editora Dreamville, “4 Your Eyez Only”, já atingiu a marca de Platina nos EUA por vendas equivalentes a um milhão de álbuns, incluindo streams e downloads, em menos de quatro meses.

O álbum, lançado a 9 de dezembro de 2016, entrou diretamente para o n.º 1 da tabela Billboard 200, vendendo 363 mil cópias na primeira semanas (492 mil com unidades de álbuns equivalentes). Todos os álbuns de J. Cole já atingiram a marca de Platina no mercado norte-americano. A digressão de promoção a “4 Your Eyez Only” arranca a 1 de junho, nos EUA, e termina a 9 de dezembro, na Austrália.

 

 

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Terça-feira, 12.05.15

PEPSI®, USHER E URTHECAST CRIAM FILME ÉPICO DE AVENTURA

PEPSI®, USHER E URTHECAST CRIAM FILME ÉPICO DE AVENTURA

 

Porto Salvo, 12 Maio de 2015#PEPSICHALLENGE – Pela primeira vez, a Pepsi® produz uma curta-metragem que incluirá imagens gravadas do UrtheCast - o primeiro sistema de vídeo a cores Ultra High-Definition localizado a bordo da Estação Espacial Internacional (International Space Station, ISS) apresentando os consumidores Pepsi de todo o mundo, com a direção artística e criativa de Usher já oito vezes vencedor de Grammys. Como parte da campanha Pepsi® Challenge™, esta curta metragem espacial combina vídeo, música, tecnologia e storytelling, com os consumidores da Pepsi de todo o mundo que têm um papel ativo nesta experiência.

 

“Por um lado, a ambição desta curta metragem é alucinante porque é um argumento original que apresenta filmagens em tempo real feitas do espaço”, diz Frank Cooper III, Chief Marketing Officer, Global Consumer Engagement, PepsiCo Global Beverages Group. “Mas, ter estes criadores visionários, tecnologias de ponta como a UrtheCast e um artista de referência como o Usher tornam realista e emocionante esta colaboração entre tecnologia, filme, música e cultura pop.”

Lançada neste outono, a curta-metragem será gravada a partir de múltiplas localizações e perspetivas – desde a terra até ao espaço. Desenhada para ser única e para inspirar gerações de todo o mundo como parte do #PepsiChallenge, a Pepsi convida os seus consumidores a participarem neste filme único. A filmagem terá lugar em mais de 10 países de 4 continentes onde milhares de consumidores se juntarão para serem captados pela câmara de vídeo HD UrtheCast – deixando assim a sua marca na história como parte de uma experiência única.

 

 

Enquanto a UrtheCast capta a poderosa perspetiva do espaço que poucos experimentaram, Usher, por sua vez, convidará os fãs a captar uma fotografia que inspire os outros a olharem para o mundo de uma forma diferente. A começar no dia 2 de Junho, fãs de todo o mundo poderão submeter uma foto por dia no PepsiChallenge.com. O Usher selecionará a imagem mais poderosa e convidará o talento por detrás da câmara para estar presente também no set de filmagens do filme, com fotografia vencedora também a ser apresentada na curta-metragem. Para ver as regras do concurso e para ver a selecção das melhores imagens em todo o mundo visite www.PepsiChallenge.com  .

“Ao longo da minha carreira, já tive oportunidade de fazer parte de algumas experiências impressionantes”, disse Usher. “Tentei sempre ultrapassar os limites e inspirar os outros a irem mais além dos seus próprios limites. Sinto-me feliz por ter a oportunidade de colaborar com a Pepsi e UrtheCast e fazer parte desta intergaláctica curta-metragem filmada desde o espaço e estou muito entusiasmado para entrar neste desafio e nesta experiencia única na vida.”  

Com um lançamento que marcou o #PepsiChallenge como o #1 trending topic mundial do Twitter, e com os embaixadores mundiais da Pepsi Global, como intelectuais de todo o mundo, as maiores marcas de moda e celebridades desportivas, o Pepsi Challenge continua, durante 2015, com desafios locais e globais construídos para entusiasmar consumidores a transformarem cada momento em épico. Os desafios são lançados nas redes sociais da Pepsi, em Pepsichallenge.com e via embaixadores locais e globais. Visite www.pepsichallenge.com e as redes sociais da Pepsi de todo o mundo, para mais informação e detalhes.

 

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Terça-feira, 28.10.14

Filme “África Abençoada” em estreia mundial no Cine-Teatro de Estarreja

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Filme “África Abençoada” em estreia mundial no Cine-Teatro de Estarreja

É a primeira exibição de um novo documentário coproduzido por Portugal e Guiné-Bissau. “África Abençoada” realizada por Aminata Embaló, foi produzido pelo Cine-Clube de Avanca, Filmógrafo (Portugal) e Água Triangular (Guiné-Bissau), depois de uma rodagem que atravessou a Guiné-Bissau, o Senegal, a Gâmbia e chegou à Mauritânia. A estreia de “África Abençoada”, com início marcado para as 21h30 de quinta-feira, 30 de outubro, no Cine-Teatro de Estarreja, tem duração de uma hora, numa sessão que conta ainda com a exibição de “Só” (curta-metragem de animação assinada por Nuno Fragata).

 



Na sua bicicleta, repetidamente, ao longo de 4 anos, Quintino Na Pana percorreu cerca de 1000 quilómetros, atravessando 4 países para apelar à paz no seu continente africano. Ciclista, guineense de 29 anos, pai de cinco filhos, professor de educação física no ensino secundário e estudante na faculdade, Quintino tenta viver entre os sucessivos e longos atrasos do ordenado e o sonho e desejo de paz, pedalando em nome de uma sociedade africana mais justa e equilibrada. Quintino Na Pana é de uma geração de jovens guineenses pós independência sem memórias da presença colonial portuguesa e da guerra colonial. Uma geração que cresceu assistindo à degradação do país, quer ao nível do Estado, quer ao nível do património sócio cultural e das infraestruturas.

Geração que presencia e participa nos fluxos migratórios de zonas rurais para a capital, Bissau, que provocou uma exponencial e desordenada construção de bairros de lata, acentuada com a guerra civil de 1998/99. Como Quintino muitos são os jovens que sofrem hoje de um sistema educativo deficitário e de uma elevada taxa de desemprego. Ainda que o sonho da geração Amílcar Cabral tenha desvanecido, a verdade é que hoje muitos destes jovens alimentam um sonho de uma vida melhor e de um país estável, sem conflitos ou instabilidade política. “África Abençoada” é mais do que uma viagem por quatro países africanos, é sobretudo uma viagem pela precariedade em que têm vivido os jovens adultos guineenses.

Realizado por Aminata Embaló, numa autoria conjunta com Monica Musoni, este filme reuniu uma equipa conjunta de portugueses e guineenses. António Bento, Mamadú Sello, Nené e António Valente percorreram todo o percurso do filme, onde a produção executiva esteve a cargo de Aliu Nhamajo, Carlos Lobo, Catarina Almeida, Joaquim Baldé, João Serras Pereira e Júlia Rocha.

Com montagem de Carlos Silva, som e música de Fernando Augusto Rocha, a equipa técnica foi ainda completada por Álvaro Marques, António Fonseca, António Osório, Cláudia Ferreira, Eunice Castro, Hamilton Trindade, Rita Capucho e Sérgio Reis. Paulo Rebocho e António Costa Valente produziram, com o apoio da RTP, da SEC/ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual, do Governo da Guiné-Bissau e das Embaixadas de ambos os países.

A primeira exibição de “África Abençoada” insere-se no ciclo Quintas de Cinema, promovido pelo Município de Estarreja e pelo Cine-Clube de Avanca. Com lugar no Cine-Teatro de Estarreja, este ciclo garante sessão dupla de filmes, com uma curta-metragem seguida de uma longa-metragem, e assume-se como plataforma de divulgação do cinema lusófono e europeu.

+

http://www.cineteatroestarreja.com
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Terça-feira, 04.03.14

Frozen: Filme da Walt Disney Studios ganha dois óscares

Frozen

 

Frozen – Reino do Gelo

Filme da Walt Disney Studios ganha dois óscares na categoria de melhor filme de animação e melhor canção

O filme de animação “Frozen – Reino do Gelo”, da Walt Disney Studios, acaba de ganhar dois óscares na categoria de melhor filme de animação e melhor canção original - “Let It Go”.

 

A banda sonora de “Frozen – O Reino do Gelo”, editada pelaUniversal Music Portugal, já liderou a Billboard durante 5 semanas e conta com 1,1 milhão de cópias vendidas em todo o mundo.

 

O filme lançado em Portugal no dia 28 de Novembro retrata a aventura de Anna, filha mais nova do rei e rainha de Arendelle, que parte, ao lado de Kritoff, um destemido homem da montanha e a sua leal rena, Sven, em busca da sua irmã Elsa que fugiu após condenar o seu reino a um inverno eterno.

 

“Frozen – Reino do Gelo” é realizado por Chris Buck (“Tarzan”) e Jennifer Lee (argumentista, “Força Ralph”) e produzido Peter Del Vecho (“Ursinho Pooh”) e conta com as músicas de Robert Lopez, que já foi galardoado com um Tony Award (“Livro de Mórmon” e “Avenue Q”) e Kristen Anderson-Lopez (“In Transit”).

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Sexta-feira, 13.09.13

As Linhas de Wellington é o candidato português aos Óscares

As Linhas de Wellington é o candidato português aos Óscares

Filme português é o candidato à nomeação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

 

As Linhas de Wellington, de Valeria Sarmiento, é o filme seleccionado para concorrer aos Óscares na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, anunciou esta sexta-feira a Academia Portuguesa de Cinema.

 

Estreado no Festival de Veneza do ano passado, As Linhas de Wellington, o último projecto de Raoul Ruiz (1941-2011), foi assim o escolhido para representar Portugal nos prémios mais cobiçados do mundo do cinema, os Óscares, que acontecem em Março de 2014. No entanto, o filme português é ainda um candidato à nomeação aos Óscares.

 

O filme recebeu a maioria dos votos da Comissão de Selecção que foi este ano composta pela actriz Anabela Teixeira, a produtora Pandora da Cunha Telles, o argumentista Possidónio Cachapa, o realizador Vicente Alves do Ó e os directores de fotografia Luís Branquinho e Tony Costa.

 

Produzido por Paulo Branco e com argumento de Carlos Saboga, As Linhas de Wellington conta no elenco com Nuno Lopes, Soraia Chaves, Marisa Paredes, John Malkovich, Carloto Cotta, Mathieu Amalric e Adriano Luz. Este começou por ser um projecto pessoal do realizador Raoul Ruiz.

 

Porém, depois da sua morte a 19 de Agosto de 2011, já em fase de pré-produção, foi Valeria Sarmiento, a sua viúva, quem completou o trabalho. O filme chegou aos cinemas portugueses no primeiro fim-de-semana de Outubro de 2012 e foi visto por 50.750 pessoas.

 

Rodado em Torres Vedras, o filme retrata a história das Linhas de Torres que tiveram um papel preponderante na retirada das tropas francesas comandadas pelo marechal André Masséna, durante a Terceira Invasão do território.

 

No ano passado, o filme de João Canijo, Sangue do Meu Sangue, foi o candidato português, mas acabou por não conseguir a nomeação aos Óscares.

A cerimónia de entrega dos Óscares, que será apresentada pela norte-americana Ellen DeGeneres, está marcada para o dia 2 de Março de 2014 no Dolby Theatre, em Los Angeles. As nomeações são anunciadas entre Janeiro e Fevereiro, cerca de um mês antes da cerimónia.

Esta semana, As Linhas de Wellington recebeu também nove nomeações para os prémios Sophiaorganizados pela Academia Portuguesa de Cinema, e que vão ser entregues no dia 6 de Outubro, em Lisboa.

 

 

 

Retirado do Público

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Quinta-feira, 12.09.13

Woody Allen regressa com “Blue Jasmine”

Woody Allen regressa com “Blue Jasmine”


Woody Allen regressa com “Blue Jasmine”

Woody Allen autor do argumento, criou um personagem, Jasmine, uma mulher que acaba por ser a negação de viver.

Jasmine, uma mulher de porte aristocrático para quem o “faz de conta” é a base da sua vida, que gira fundamentalmente à sua volta, perde o nível de vida a que se acostumara ao perder o marido preso por burla e roubo e vê-se obrigada a buscar abrigo junto da irmã, Ginger que vive em São Francisco. 


Psiquicamente abalada, até porque a dose de anti depressivos que toma de mistura com o muito álcool que bebe não ajuda à melhoria da sua sanidade mental, Jasmine mantém a sua postura altiva desaprovando o novo namorado da irmã, que acaba por arranjar um namorado novo, um pouco mais “distinto”.

Jasmine, arranja um emprego de que não gosta, vai dizendo que é decoradora de interiores quando é recepcionista num consultório dentário, e todo este acumular de mentiras, um jogo difícil quando conhece Dwight, em quem vê uma saída para a sua situação quase miserável, se  vai desmoronando até que o seu desequilíbrio mental se torna por demais evidente.

Woody Allen leva-nos com Jasmine na sua viagem pela tentativa de “sobreviver” num mundo dos outros e que recusa conhecer, permanecendo numa vida em função dela própria e do que pensam sobre ela, incapaz de olhar à sua volta.


No meio desta violência de emoções, Cate Blanchett é uma Jasmine delicada, frágil cujo definhar nos assusta e amargura porque nos deixa impotentes. 

Cate Blanchett, a quem não têm sido poupados elogios pela sua interpretação, afirmou numa entrevista ao “Australian”, que aceitou o papel mesmo sem ter lido o guião, bastou-lhe saber que era de Woody Allen. 

Para ela todos os actores gostariam de trabalhar com o realizador e esta era a sua oportunidade. Era o seu primeiro trabalho com o realizador e quase bloqueou quando ao terminarem as filmagens da primeira parte, Woody Allen exclamou: “Está péssimo. Não está a resultar”! 

 

Mas parece que resultou. Woody Allen depois de dois passeios pela Europa, "Meia Noite em Paris" e "Para Roma Com Amor", regressou aos Estados Unidos, a uma cidade também carismática, São Francisco, mas não para um passeio turístico. Calhou. é onde Woody Allen colocou a irmã de Jasmine, é aí que Jasmine se via refugiar, depois de perder o luxo em que vivia.

 

Woody Allen é um realizador, escritor, argumentista, músico tocador de jazz. E o seu gosto pelo jazz está patente na banda sonora do "Blue Jasmine" e até no título. "Blue Jasmine"!

 

Estará nas salas de cinema a partir de 12 de Setembro e acreditem que valerá a pena o tempo e o dinheiro que gastarem a ver "Blue Jasmine".


Retirado do HardMúsica

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Terça-feira, 02.07.13

Raquel Freire - Vida Queima

A vida Queima

 

CARTA DA REALIZADORA

 

“É provável que coisas improváveis aconteçam”     

                                       Aristóteles. 

1ª parte

 

Eu sou uma realizadora de cinema portuguesa, sou uma filha da revolução dos cravos e da democracia.  A crise política e económica que atravessamos fez com que o meu país ficasse refém de políticas de austeridade para as quais a cultura é um luxo. No meu país, com intervenção da troika (FMI, bce, UE) acabaram com o Ministério da Cultura e o ICA (Instituto de Cinema e Audiovisual) paralisou com       os cortes orçamentais.Se um povo deixa de criar as suas imagens, a sua cultura e sua arte deixam de se ver, desaparecem do conjunto das imagens globais.

 

E se deixam de existir estão condenadas à morte. E o que é um povo sem cultura e sem arte, um povo sem identidade? Um povo escravo. “Nenhuma arte dá tanto a medida da cultura e da liberdade como o cinema” (Walter Silveira).


No meio da crise e da depressão que tomou conta do meu país e da Europa eu senti que tinha que agir. Mas vi-me na impossibilidade de trabalhar.

 

Para mim, não filmar não é uma opção. Ser realizadora é uma necessidade vital, mas também política, social e, principalmente, existencial. Filmo, logo existo. Podem-nos tirar tudo: a liberdade, a vida, o conforto, tudo menos o sonho, o ponto de vista, o olhar próprio, o impulso que nos faz sair de nós e criar - o meu impulso é filmar.


2ª parte

 

Para FILMAR tive que optar por técnicas radicais de sobrevivência. 


Tentei obter financiamento para filmar. Não encontrei quaisquer apoios. Confrontei-me diariamente com a impossibilidade de continuar a fazer filmes. Foi desta impossibilidade que fiz “Vida Queima”: decidi filmar a minha própria impossibilidade de filmar, através duma docuficção, ou seja, introduzindo elementos de ficção num quotidiano que era o meu e o dos meus amigos, filhos que somos dum sonho de Europa de progresso social que as gerações antes de nós construíram e que nos é agora negado. É esta geração sacrificada de jeunes diplome precaire que eu desafio para fazer este filme, sob a forma misturada de ficção e documentário: filmo-os e filmo-me (sob a forma duma actriz que me representa) durante 2 meses. 

 

No início chamava-se “filme sem câmara” porque eu não tinha câmara. 

 

Depois de várias tentativas consegui através duma fundação dinheiro para comprar material para filmar ao propor-me fazer exactamente um retrato das pessoas que deste grupo eram encenadores de teatro - cena que vemos no filme. A montagem desse documentário no estúdio onde eu estava a montar, vemo-la também em “Vida Queima” sob a forma de montagem do próprio filme que estamos a ver, no final. 

 

No início deste filme, vemos Sara a escrever uma cena dum filme e ao mesmo tempo que escreve, a realidade ultrapassa-a e ela está nesse limbo entre a realidade e a ficção. É essa a história da origem deste filme.

 

O velho cinema em ruínas que vemos no filme é o cinema da minha infância, do “Porto da minha infância” (diferente do de Manoel de Oliveira). Eu ia todos os Sábados às sessões do cineclube onde me inscrevi quando tinha 5 anos e como fui obrigada a ir para o Porto ao passar diante do cinema vejo que o estão a destruir para o transformar num shopping. Decido entrar clandestinamente  com a actriz que me representa e a equipa (éramos 3) e filmamos imediatamente. Como ela teve que sair porque protagonizava uma espectáculo no teatro em frente, eu fiz nessa cena a docuficção completa: vesti a roupa dela ( que era o a minha) e continuamos a filmar. metade da cena é ela, metade sou eu, que comecei em 1999 a filmar em película, fiz 1 curta e 2 longas metragens e me confronto com a impossibilidade de o continuar a fazer.

 

Eu trabalhei durante 9 anos com um dos maiores produtores independentes europeus, um velho pirata do cinema de autor, que também ele afectado pela crise se tornou alguém com quem foi impossível continuar a colaborar. Esse processo está retratado no filme.

 

A mercearia onde Sara vai comprar para pagar o pão, o leite, a fruta, a os legumes e depois não tem dinheiro para pagar é o mini-mercado onde eu me via confrontada com a minha precariedade quando ia comprar comida e a dona da loja faz dela mesma: verifica se eu não levei uma migalha a mais do que aquilo que eu conseguia pagar.

 

A lista é interminável.

 

Não há cena neste filme que não seja puro docu-ficção.

Raquel Freire

 

Ajuda a financiar a finalizaçao deste filme

ajuda

 

Retirado de Vida Queima

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Quinta-feira, 02.05.13

O filme mais pequeno do mundo

Não é o filme mais pequeno do mundo por nem chegar a durar dois minutos mas sim por ser uma história contada por átomos, isto é, são estas partículas invisíveis ao olho humano que fazem o filme. O desafio foi levado a cabo pela IBM e só foi possível graças ao recurso a um microscópio especial.

Utilizando técnicas de animação em stopmotion e recorrendo a um microscópio especial que opera a uma temperatura de -268 graus Celsius, a IBM conseguiu, através de uma agulha, posicionar os átomos um a um, de forma a criar figuras. E para que fosse possível visualizar todo o processo, foi preciso ampliar 100 milhões de vezes a imagem. Foi tudo feito sobre uma pequena placa de cobre, como é explicado num outro vídeo da empresa.

 

O filme chama-se A Boy and his Atom e, graças a este processo, vê-se a forma de um menino criado pelos átomos. Num filme normal, estas imagens são criadas por computador. Para chegar ao resultado final foram feitas 250 fotografias que, ao serem unidas, formaram a animação.

 

A técnica da manipulação de átomos, segundo a IBM, está em desenvolvimento para se tentar encontrar meios mais eficientes de armazenamento de dados. A capacidade de armazenar informações em átomos individuais pode, no futuro, permitir guardar grandes quantidades de dados, como todos os filmes já produzidos, em apenas um objecto do tamanho de uma unha, explica a empresa.

 


Retirado do Público 
 

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Sexta-feira, 19.04.13

The Congress, o novo filme do realizador de Valsa com Bashir, abre a Quinzena dos Realizadores

The Congress, o novo filme do realizador de Valsa com Bashir, abre a Quinzena dos Realizadores

Um híbrido de animação e imagem real, adaptado de um romance de Stanislaw Lem, com Robin Wright, Harvey Keitel e Paul Giamatti, na secção paralela de Cannes

 

The Congress, do israelita Ari Folman, vai abrir a Quinzena dos Realizadores de Cannes, secção paralela, alternativa, mesmo, do Festival. Isto , cinco anos depois de Valsa com Bashir, que esteve em competição na Croisette. Esperava-se, aliás, tento em conta o hype, que o filme fizesse mesmo parte da selecção oficial do festival, que foi divulgada na quinta-feira.

 

The Congress é um híbrido de imagem real e animação, que adapta The Futurological Congress, romance do polaco Stanislaw Lem (1921-2006), autor de ficção científica, filósofo e ensaísta (são um híbrido, também, os seus livros) que escreveu o celebrado Solaris, várias vezes adaptado ao cinema (por Andrey Tarkovsky, que por esse filme receberia o Prémio Especial do Júri em Cannes 1972; por Steven Soderbergh). 

 

The Congress tem no cast Robin Wright, Harvey Keitel ou Paul Giamatti. Robin interpreta uma actriz a quem um grande estúdio de Hollywood, Miramount, paga para que se deixe digitalizar.

 

Retirado do Público

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Domingo, 10.03.13

Lance Armstrong, estrela de Hollywood?

Lance Armstrong, estrela de Hollywood?

A Warner Bros. e a Paramount Pictures estão a preparar dois filmes com a história do ciclista norte-americano.

 

Não há história que fuja às atenções de Hollywood. Quando em Janeiro, Lance Armstrong admitiu que venceu, recorrendo ao doping, as sete Voltas à França, quantas pessoas não terão pensado que o caso era digno de um filme? Pois bem, agora vai mesmo chegar aos cinemas. E não será apenas com um filme, mas dois.

 

Os dois grandes estúdios de Hollywood não querem perder a oportunidade de contar a história da ascensão e queda daquele que já foi o herói do ciclismo e, por isso, cada um terá o seu filme. Segundo o Deadline, a Warner Bros. adquiriu os direitos para avançar com o projecto mas a Paramount Pictures já tinha revelado a intenção de adaptar a história de Armstrong ao cinema.

 

A Warner Bros. tem o ciclista norte-americano Tyler Hamilton, colega de equipa de Armstrong e que também admitiu o uso de doping do seu lado; e a Paramount Pictures tem a jornalista Juliet Macur, autora do livro Cycle of Lies: The Fall of Lance Armstrong, do qual comprou os direitos para adaptar ao cinema.

 

Ainda não são conhecidos muitos detalhes de nenhum dos projectos mas, de acordo com o site Deadline, o filme da Warner Bros. será produzido por Charles Roven e Alex Gartner, da Atlas Entertainment, e o argumento vai ser da responsabilidade de Scott Z. Burns, argumentista do novo filme de Steven Soderbergh Efeitos Secundários.

 

A realização vai ficar entregue a Jay Roach, realizador de comédias comoAustin Powers ou Um Sogro do Pior. Além do cinema, o percurso de Roach ganhou destaque também na televisão, tendo vencido três Emmys com os filmes Recount (2008) e Game Change (2012), ambos sobre temas políticos.

 

O estúdio protegeu os direitos de Tyler Hamilton, garantindo assim que este não participará de forma alguma no filme da Paramount.

 

Por seu lado, a Paramount já garantiu o apoio na produção da Bad Robot, produtora de J.J. Abrams. E foi já a pensar neste filme que comprou os direitos do livro de Juliet Macur, jornalista que acompanhou a carreira de Lance Armstrong, especialmente nos últimos anos, desde a recuperação do cancro até à revelação final.

 

Cycle of Lies: The Fall of Lance Armstrong só chegará às lojas em Junho com o selo da Harper Collins, que em Novembro assegurou o projecto depois de ter pago um adiantamento à jornalista de cem mil dólares (cerca de 77 mil euros).

 

Mas estes não são os únicos projectos em curso. Alex Gibney, que em 2007 venceu o Óscar para o melhor documentário com Taxi to the Dark Side, já estava a trabalhar num documentário sobre o ciclista e as constantes acusações de uso de doping antes de tudo se ter descoberto.

 

A queda de Lance Armstrong aconteceu no início deste ano quando o próprio admitiu o uso de doping, depois de anos a negar. O ciclista contou, numa entrevista a Oprah, como ao longo destes anos conseguiu esconder e enganar toda a gente e pediu desculpa pelas suas acções.

 

Retirado do Público

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