Quinta-feira, 30.05.13

Dedução do IVA passa de 5% para 15%

Dedução do IVA passa de 5% para 15%

O limite máximo que cada contribuinte pode deduzir mantém-se nos 250 euros.

 

O Governo anunciou nesta quinta-feira que irá passar de 5% para 15% o valor do IVA de compras em restaurantes, reparação de automóveis, alojamento e cabeleireiros que poderá ser deduzido no IRS este ano.

 

A medida está incluída na proposta de Orçamento do Estado rectificativo aprovada nesta quinta-feira em Conselho de Ministros e altera o decreto-lei criado pelo Governo no ano passado para incentivar o pedido de facturas por parte dos consumidores. O executivo informou que só entregará o Orçamento ao Parlamento na sexta-feira.

 

O limite máximo que cada contribuinte pode deduzir mantém-se nos 250 euros, mas torna-se mais fácil atingir esse valor. Considerando compras sempre com IVA à taxa normal, com os 5% do IVA actualmente em vigor, um contribuinte teria de acumular facturas em compras com restaurantes, reparação de automóveis, alojamento e cabeleireiros num valor total de 26.740 euros, um montante superior ao rendimento anual médio de um português.

 

Agora, com a passagem para 15%, o valor de compras necessário para chegar à dedução de 250 euros passa para 8913 euros.

 

Retirado do Público

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Domingo, 26.05.13

Actor Ruy de Carvalho acusa fisco e Governo de "rapina"

Actor Ruy de Carvalho acusa fisco e Governo de

Numa mensagem no Facebook, queixa-se de ataque ao “músculo da cultura portuguesa” e denuncia que as Finanças não lhe reconhecem direitos consagrados na lei.

 

O actor Ruy de Carvalho está indignado com o Governo, em particular com o ministro das Finanças, que acusa de executar uma “rapina” ao “músculo da cultura portuguesa”.

 

Numa longa mensagem colocada no Facebook na sexta-feira dirigida o Governo, o actor indigna-se por o estarem a obrigar a refazer o IRS de três anos e de não lhe garantirem os direitos enquanto actor.

 

Ruy de Carvalho lembra o seu passado, enquanto artista e cidadão, e, aos 86 anos, diz ter honrado o país sem pedir nada em troca. “Hoje, para o Fisco, deixei de ser Actor…e comigo, todos os meus colegas Actores e restantes Artistas destes país - colegas que muito prezo e gostava de poder defender. Tudo isto ao fim de setenta anos de carreira! É fascinante”, afirma.

 

E pergunta: “Francamente, não sei para que servem as comendas, as medalhas e as Ordens, que de vez em quando me penduram ao peito?”

 

Ruy de Carvalho fala na “raiva miudinha” do Ministério das Finanças, que que “insiste em afirmar, perante o silêncio do Primeiro-Ministro e os olhos baixos do Presidente da República”, que não é actor, que não tem “direito aos benefícios fiscais, que estão consagrados na lei”, e que o seu “trabalho não pode ser considerado como propriedade intelectual”.

 

“Tenho pena de ter chegado a esta idade para assistir angustiado à rapina com que o fisco está a executar o músculo da cultura portuguesa. Estamos a reduzir tudo a zero... a zeros, dando cobertura a uma gigantesca transferência dos rendimentos de quem nada tem para os que têm cada vez mais”, acusa.

 

O actor diz ainda ser “lamentável e vergonhoso que não haja um único político com honestidade suficiente para se demarcar desta estúpida cumplicidade entre a incompetência e a maldade de quem foi eleito com toda a boa vontade, para conscientemente delapidar a esperança e o arbítrio de quem, afinal de contas, já nem nas anedotas é o verdadeiro dono de Portugal: nós todos!”.

 

“Acima de tudo, Senhores Ministros, o que mais me agride, nem é o facto dos senhores prometerem resolver a coisa, e nada fazer, porque isso já é característica dos governos: o anunciar medidas e depois voltar atrás”, acrescenta.

 

Ruy de Carvalho diz também sentir nojo o nojo pela forma como os serviços do fisco “se dirigem aos contribuintes, tratando-nos como criminosos, ou potenciais delinquentes, sem olharem para trás, com uma arrogância autista que os leva a não verem que há um tempo para tudo”.

 

“Permitam-me do alto dos meus 86 anos deixar-lhes um conselho: aproveitem e aprendam rapidamente, porque não tem muito tempo já. Aprendam que quando um povo se sacrifica pelo seu país, essa gente, é digna do maior respeito”, termina.

 

Retirado do Público

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Segunda-feira, 08.04.13

Governo distingue cinco mulheres da Cultura

Governo distingue cinco mulheres da Cultura

A distinção "Mulheres Criadoras da Cultura" será entregue esta segunda-feira pelo secretário de Estado da Cultura. Tanto a criação da distinção como o nome das distinguidas foram anunciados este domingo.

A bailarina Anna Mascolo, a actriz e encenadora Germana Tânger, a arquitecta Inês Lobo, a artista plástica Joana Vasconcelos e a maestrina Joana Carneiro receberão esta segunda-feira a distinção “Mulheres Criadoras de Cultura” numa cerimónia a presidir pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, às 12h, no Antigo Refeitório do Mosteiro dos Jerónimos, com a presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CCIG), Fátima Duarte.

 

A Secretaria de Estado da Cultura (SEC) anunciou às 19h30 deste domingo por comunicado tanto a criação da dintinção como o nome das distinguidas. Segundo esse comunicado, o reconhecimento das galardoadas "baseia-se em três critérios principais: relevância/ coerência da obra, inovação e carácter pioneiro da actividade artística e impacto social e cultural da obra produzida".

 

Apesar de referir que se trata de uma atribuição conjunta da SEC e da CCIG, o comunicado não esclarece qual o processo de escolha das distinguidas nem qual a periodicidade da distinção. Em cinco breves textos, explica apenas o motivo da escolha de cada distinguida.

 

A bailarina e pedagoga Anna Mascolo surge descrita como uma "personalidade forte, com uma carreira invulgar": "Distinguiu-se como intérprete e soube depois trazer para o ensino a essência e a excelência da sua arte transmitindo-a a gerações de bailarinos. [...] No domínio da formação, em particular, tem uma acção pioneira em Portugal ao fundar, em 1958, a Estúdio-Escola de Dança Clássica de Anna Mascolo."

 

Já a actriz e encenadora Germana Tânger "distingue-se na 'arte de dizer'” bem como pelo seu papel como "divulgadora de poesia, arte ao serviço da qual percorreu Portugal inteiro e muitos outros países".

 

Joana Carneiro, maestrina convidada da Orquestra Gulbenkian e directora musical da Sinfónica de Berkeley, tem-se destacado "brilhantemente numa profissão onde escasseia a representação feminina". Exactamente como a arquitecta e professora Inês Lobo, "que desde jovem se apresenta com uma assinatura firme e com projeção internacional [...] num meio ainda predominantemente masculino".

 

À frente de uma "carreira fulgurante", Joana Vasconcelos, que foi, recorda o comunicado, a primeira mulher a expor no âmbito do programa de arte contemporânea do Palácio de Versalhes, é distinguida por uma "obra de projeção global, e pela visibilidade que traz à condição da mulher".

 

O regulamento da distinção publicado no site da CCIG esclarece que "a decisão sobre a atribuição da distinção será da competência da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e da Secretaria de Estado da Cultura" sem avançar, porém, quaisquer outros detalhes do processo de escolha ou periodicidade da atribuição. Segundo explicou ao PÚBLICO Rui Boavida, assessor da SEC, a distinção deverá ser anual, mas poderá noutros anos não ser para a Cultura.

 

Retirado do Público

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Terça-feira, 26.02.13

Eram só dois, mas cantaram Grândola ao ministro em Londres

Eram só dois, mas cantaram Grândola ao ministro em Londres

Álvaro Santos Pereira ouviu protesto na capital inglesa.

Dois portugueses cantaram nesta segunda-feira em Londres Grândola, Vila Morena ao ministro da Economia e do Emprego, e Álvaro Santos Pereira trocou com eles breves palavras sobre a situação em Portugal e no Reino Unido.

 

O ministro abordou os dois manifestantes, à saída de uma palestra, na capital britânica, no Fórum Oficial das Instituições Monetárias e Financeiras sobre "O Novo Programa para o Dinamismo Económico de Portugal", perguntando-lhes o que faziam e "como estão as coisas por aqui?"

 

"Más. E em Portugal ainda pior. Queremos mudanças. Queremos um novo governo. Está na hora de mudança", disse Raimundo Teresa, 38 anos, chefe de cozinha.

 

O manifestante português segurava um cartaz onde se lia "Grandolar por Portugal" e "Fight the Fascism and Sing Grandola [Luta contra o Fascismo e Canta o Grândola]".

 

Álvaro Santos Pereira despediu-se dizendo "apesar de tudo, boa sorte", e partiu no carro do embaixador de Portugal no Reino Unido, João de Vallera.

 

Embora lamente não ter sido um protesto maior, Miguel Pimenta, estudante de doutoramento em Psicologia de 40 anos, mostrou-se satisfeito.

 

"É importante 'grandolar' o(s) ministro(s) onde quer que eles vão. Nós sabemos das iniciativas que estão a decorrer por todo o país: onde quer que vá falar um membro do Governo, há pessoas que começam a cantar o Grândola, Vila Morena. Nós já cantámos outras vezes em outras acções de protesto, numa manifestação junto à embaixada num grande comício com os sindicatos [britânicos] e quisemos estar presentes nesta iniciativa", disse à agência Lusa.

 

Avisou ainda que, mesmo em Londres, "quantos mais ministros vierem, mais irão ser 'grandolados'", em alusão ao tema emblemático de José Afonso, um dos símbolos da revolução de 25 de Abril de 1974.

 

O ministro da Economia tinha admitido, durante a palestra, que "as pessoas têm o direito de se manifestar" e de "cantar canções revolucionárias".

 

Porém, congratulou-se com o facto de o Governo ter "conseguido manter a paz social" no país durante o programa de ajustamento imposto pela troika (Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional).

 

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Quarta-feira, 20.02.13

Grândola viral

Os protestos dispersos que recebem governantes ao som de Grândola Vila Morena contêm em si a semente do incontrolável. Já não são organizados com antecedência, nem por uma estrutura conhecida e previsível. Não. Têm o poder atómico e viral da Internet, porque se reproduzem em átomos múltiplos, dispersos e imprevisíveis. De boca em boca, de ecrã em ecrã, usando apenas o poder da palavra, da rede e da imaginação.


É por isso que o Governo está tão preocupado. Como se controla uma manifestação assim? Não se controla. Uma só voz que se levante numa sala cheia tem a capacidade de criar um coro que cala quem está habituado apenas a ser ouvido. Agora é o cidadão comum que quer ser ouvido.

 

Podemos tentar encontrar razões para estes protestos, mas parece um exercício inútil. Não estamos todos a viver neste país neste momento? Não sabemos todos o ponto em que estamos, mesmo que sejam diversas as opiniões sobre as causas e as consequências?

 

Como se controlam manifestações avulsas, espontâneas e desenquadradas politicamente? Não se controlam. Evitam-se. Não fechando as portas dos palácios, porque elas não serão suficientes para conter a indignação. Nem evitando os contactos com as pessoas, porque a sua voz virá sempre pelas ondas hertzianas e electrónicas.

 

Os políticos têm agora de aprender a falar uma linguagem de dois sentidos: falar como quem sente e ouvir como quem aprende. Reconhecer. E terão de o fazer depressa. Ou ainda vão ter saudades das manifestações em que se atiravam pedras. Contra essas, bastonada basta.

 

Leonete Botelho

 

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Segunda-feira, 18.02.13

Proposta de lei da cópia privada “dificilmente” chega este mês à AR

Proposta de lei da cópia privada “dificilmente” chega este mês à AR

Secretário de Estado diz que é preciso ter em conta o relatório que António Vitorino elaborou para a Comissão Europeia sobre o assunto.

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, admitiu que a proposta de lei da cópia privada “dificilmente” chegará ainda este mês à Assembleia da República.

 

Em Janeiro, Jorge Barreto Xavier disse que contava ter o processo legislativo já avançado em Fevereiro, mas entretanto foi divulgado em Bruxelas umrelatório do ex-comissário europeu António Vitorino sobre cópias privadas e protecção de direitos de autor.

 

“Temos que ter em conta o relatório”, reconheceu Jorge Barreto Xavier à agência Lusa, sem adiantar se a proposta de lei será susceptível de sofrer muitas alterações.

 

A actual proposta do Governo também já foi submetida para análise em Janeiro pelo Conselho Nacional de Cultura – cujas conclusões não terão carácter vinculativo –, enquanto a tutela continuou as audições de várias associações envolvidas no processo da cópia privada.

 

Na cópia privada, em causa está uma legislação que pretende proteger e compensar financeiramente autores, editores ou produtores pela reprodução a título privado de obras protegidas. Genericamente, propõe-se, por exemplo, a aplicação de taxas para equipamentos que reproduzem música e vídeo, como leitores de MP3, telemóveis, discos rígidos, cartões de memória e pens USB.

 

A proposta anterior – feita entre PS e PSD e que acabou por ser abandonada – foi bastante contestada por parte de algumas associações do sector, por considerarem que a imposição de novas taxas sobre equipamentos iria prejudicar os fornecedores e os consumidores. Já o relatório elaborado por António Vitorino abre “pistas de reflexão” sobre a forma como os consumidores armazenam as suas cópias privadas, sobretudo em formato digital, com sistemas associados à Internet.

 

Foi tida em conta “uma trajectória que me parece irreversível, que é de passar de um sistema onde o pagamento da cópia privada é feito com base na capacidade de armazenamento dos equipamentos, para um outro modelo onde o que conta é o acesso aos conteúdos, onde a capacidade de armazenamento deixa de ser tão relevante porque a cópia não está no equipamento individual de cada um, mas está num serviço, na 'nuvem', como se pode agora dizer”, explicou na altura o ex-comissário europeu.

 

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Quinta-feira, 17.01.13

Governo não concede tolerância de ponto no Carnaval

Governo não concede tolerância de ponto no Carnaval

No ano passado já tinha sido anunciado que continuaria a não haver tolerância de ponto no Carnaval e na tarde de Quinta-Feira Santa.

 

O Governo confirmou nesta quinta-feira que não será concedida tolerância de ponto no Carnaval este ano, adiantando que esse princípio vai manter-se, pelo menos, durante a aplicação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.

 

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o secretário de Estado da Presidência, Luís Marques Guedes, disse que o mesmo princípio se aplicará à tarde da Quinta-Feira Santa, repetindo-se a decisão de não conceder tolerância de ponto aos funcionários públicos.

 

Este ano, a terça-feira de Carnaval é no dia 12 de Fevereiro.

 

Em Fevereiro do ano passado, o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, anunciou que este ano o Governo voltaria a não conceder tolerância de ponto no Carnaval.

 

"Naturalmente que a decisão deste ano no próximo ano se repetirá", afirmou Miguel Relvas, em entrevista à TVI24, considerando que "não passa pela cabeça de ninguém que um Governo que tem coerência, uma linha orientadora e um denominador comum andasse a saltitar de ano para ano".

 

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Terça-feira, 01.01.13

O que muda em 2013 nos impostos

O que muda em 2013 nos impostos

 

Quando em 2011 se olhava para 2012, esse era “o ano de todos os medos”. Um ano de austeridade num país habituado a viver em crise. Este ano volta a ser de aperto de cinto. Das mais pesadas às menos abrangentes, um breve retrato de medidas que vão pesar no bolso dos portugueses em 2013.

 

1. Menos escalões de IRS, taxas mais pesadas O número de escalões do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) foi reduzido, passando a haver mudanças nas respectivas taxas à colecta. Em vez dos actuais oito escalões, há apenas cinco. Todos sofrem um agravamento.

Até aos 7000 euros de rendimento colectável, é aplicada uma taxa de 14,5%. Dos 7000 aos 20 mil euros, a taxa normal é de 28,5% e a taxa média de 23,6%. No terceiro escalão, dos 20 mil aos 40 mil euros de rendimento, a taxa normal é de 37% e a média de 30,3%. Para quem tem um rendimento dos 40 mil aos 80 mil euros, é aplicada uma taxa de 45%, sendo a taxa média de 37,65%. Para os rendimentos mais altos, superiores a 80 mil euros, a taxa sobe para 48%.

Com as mexidas nos escalões, há também mudanças nos limites de deduções à colecta, por exemplo, de despesas com saúde e educação. A somar a isto há que contar com a introdução da sobretaxa de 3,5% e uma taxa adicional de 2,5% para o escalão mais elevado, a chamada “taxa de solidariedade”.
 
2.A sobretaxa de 3,5%
O agravamento de IRS não se limita à recomposição dos escalões. Além destas mexidas, é preciso ter em conta o facto de todos os meses ser aplicada uma sobretaxa de 3,5% na retenção na fonte. Este agravamento é sentido no bolso dos contribuintes a partir desta terça-feira, na mesma altura em que esta receita começa a entrar nos cofres do Estado.
 
3.Subsídios diluídos ao longo do ano
Para aliviar o impacto do aumento da factura fiscal, o Governo decidiu uma modalidade diferente para o pagamento dos subsídios de férias e Natal – embora em termos anuais as mudanças não compensem a perda de rendimento mensal. Isto tanto para os funcionários públicos e os trabalhadores do privado como para os pensionistas.
 
À função pública é cortado o subsídio de férias, enquanto o de Natal é diluído pelos 12 meses do ano (o subsídio de férias é cortado na totalidade para quem recebe mais de 1100 euros brutos mensais e parcialmente para quem recebe mais de 600 euros).
 
Quem trabalha no privado recebe os dois subsídios. Metade do 13.º mês é entregue em duodécimos e o mesmo acontece com metade do 14.º. Os restantes 50% de cada um deles são pagos nos períodos habituais.
 
No caso dos reformados que sofrem corte (pensões acima de 600 euros), o subsídio de Natal também é pago em duodécimos, enquanto o de férias é pago integralmente no período habitual. Em todos os casos, a tributação dos subsídios pagos em duodécimos é feita em separado em relação ao salário mensal
.
4.Taxa de 28% sobre os rendimentos de capital
O agravamento da carga fiscal para nível-recorde, que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, reconheceu tratar-se de um “enorme aumento de impostos”, não se fica por aqui. Se já em Setembro passado o Governo subiu a tributação sobre os rendimentos de capitais de 25% para 26,5%, agora em 2013 estes voltam a subir para 28%. A mesma taxa é aplicada às mais-valias mobiliárias, nomeadamente as que são obtidas em bolsa.
 
5.Subida de imposto sobre imóveis mais valiosos
Foi posta em marcha como medida extraordinária em 2012 e mantém-se em 2013: os impostos a cobrar sobre os imóveis com o valor de um milhão de euros ou mais sofrem um agravamento de 1%. À taxa do IMI aplicada ao imóvel, soma-se uma nova taxa aplicada em sede de Imposto de Selo.
 
6.O IMI e a cláusula de salvaguarda
No meio de uma crise política na coligação quando o Orçamento do Estado ainda estava em aberto, o Governo acabou por ceder, em Outubro, nas mexidas no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que agora entram em vigor. A cláusula de salvaguarda mantém-se, mas não trava o aumento do imposto acima dos 75 euros para muitos proprietários que sofrem reavaliação patrimonial em curso.
Fica isento de aumento quem tem rendimentos mais baixos. Para os restantes, porém, quando é aplicada a cláusula, os proprietários podem ficar sujeitos ou a esses 75 euros ou a um terço do aumento que decorre da reavaliação do imóvel.
 
7.Electricidade aumenta 2,8%
O aumento do preço da electricidade não decorre de decisão do Governo, mas da entidade reguladora do sector, a ERSE, a quem cabe decidir as tarifas em função de uma série de variáveis. Para cerca de 5,6 milhões de consumidores, haverá um aumento médio do preço de 2,8% já a partir deJaneiro (podendo haver mais ao longo de 2013).
Nesta fase de transição, enquanto os consumidores podem começar a mudar de fornecedor de electricidade, as tarifas fixadas pela ERSE aplicam-se a quem está no chamado mercado regulado, ou seja, a larga maioria de consumidores que ainda não escolheu o novo operador. O agravamento traduz-se num aumento de 1,24 euros para quem paga, em média, 46,5 euros de electricidade por mês.
 
8.Tabaco
Mais uma fonte onde o Governo conta ir buscar receita fiscal é através do aumento do imposto sobre o tabaco. No caso dos cigarros, a subida fica próxima dos 10%, menos do que no tabaco de enrolar, que terá uma subida de 19%. Com estas mexidas, o Executivo aponta para uma receita adicional de 36,4 milhões de euros, para 1386,4 milhões de euros.
 
9.Novo imposto sobre os jogos da Santa Casa
Euromilhões, Totoloto, Joker, Totobola, Lotaria Clássica, Lotaria Popular e Lotaria Instantânea (a famosa “raspadinha”): quem, a partir de agora, ganhar um prémio de um jogo social com um valor igual ou superior a 5000 euros terá de pagar um imposto de 20%.
A nova taxa é aplicada em sede de Imposto de Selo. A medida abrange todos os jogos sociais geridos pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Com o novo imposto, o Governo estima um encaixe de 55 milhões de euros.
 
10. Os automóveis de alta cilindrada
O Imposto Único de Circulação é actualizado de acordo com a inflação. O Governo espera arrecadar 198,6 milhões de euros com este imposto em 2013. Já os veículos ligeiros e motociclos de alta cilindrada, embarcações de recreio e jactos particulares têm um agravamento de 10%.
Noticia do Público

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Quinta-feira, 29.11.12

Função pública com tolerância de ponto a 24 e 31 de Dezembro

Função pública com tolerância de ponto a 24 e 31 de Dezembro

O Governo decidiu dar tolerância de ponto aos funcionários públicos a 24 e 31 de Dezembro, durante todo o dia.

 

O Governo decidiu esta quinta-feira dar tolerância de ponto aos funcionários públicos na véspera de Natal e de Ano Novo durante todo o dia.

 

“Relembro que a prática das tolerâncias de ponto é dar o dia 24 por inteiro e a tarde do dia 31”, frisou Luís Marques Guedes, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. Contudo, acrescentou, como o Natal e o Ano Novo são a uma terça-feira, não faria sentido determinar tolerância de ponto apenas na tarde de dia 31.

 

“Em 2007 [o último ano em que o Natal e o Ano Novo calharam a uma terça-feira], a decisão foi também dar o dia 31 por inteiro”, justificou.

 

Já este ano, o Governo escusou-se a dar tolerância à função pública na terça-feira de Carnaval, uma decisão que causou muita polémica.

 

Noticia do Público
 

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Segunda-feira, 26.11.12

VALETE: «CALHOU-NOS UM DOS PIORES GOVERNOS DE SEMPRE»

VALETE: «CALHOU-NOS UM DOS PIORES GOVERNOS DE SEMPRE»

«Homo Libero», o novo álbum de Valete, não vai ser indiferente à atual situação económica, social e política em Portugal e no mundo. O rapper mantém um olhar atento sobre os mais recentes acontecimentos no país e lamenta a pouca sorte do povo português por ter «um dos piores governos de sempre».

«Num dos piores momentos ao nível de situação económica e social calhou-nos um dos piores governos de sempre. Não só a nível do caráter - tens ministros de um caráter muito duvidoso, sem escrúpulos, como o Miguel Relvas - e ao nível da competência - tens ministros muito incompetentes», disse o MC em entrevista ao IOL Música.

Para além do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Valete dá ainda o exemplo do ministro das Finanças: «Eu creio que o Vítor Gaspar não acertou em nenhuma previsão até agora. Nenhuma. Fez várias e falhou todas».

Rapper critica o caráter e a incompetência dos ministros Miguel Relvas e Vítor Gaspar e lamenta a pouca sorte do povo português num momento tão sensível«Como é que uma pessoa que está num cargo há quase dois anos, que faz uma data de previsões e falha todas, ainda está naquele lugar?», questiona o rapper.

«Acho que Portugal teve muito azar a esse nível. Calhou-nos um governo de pessoas de caráter duvidoso, muito incompetentes, num momento de grande sensibilidade [para o povo português]. E obviamente que as pessoas têm de responder a isso», disse acerca das mais recentes manifestações, cada vez mais violentas, contra as políticas de austeridade do governo.

Valete: «Gosto que os álbuns sejam retratos da vida»

Valete não quer ser um profeta da desgraça, mas acredita que «vai tudo acabar num colapso económico, social e político».

«Estás com este problema agora das dívidas soberanas, que obrigam os governos a terem estas políticas de austeridade, mas vais ter outro problema muito grave daqui a uns anos com a questão da segurança social. Se calhar, daqui a dez anos, não vai haver reformas para ninguém», avisou.

O rapper acredita ainda que «daqui a 15, 20 anos» o desemprego tecnológico, com a substituição do trabalho humano por máquinas e computadores, vai levar muitos países europeus a terem taxas de desemprego de «50 ou 60 por cento».

«É muita coisa que se vai acumular e numa altura em que tens os piores estadistas de sempre. São políticos que não tomam decisões de médio-longo prazo, são políticos com muita incompetência. Eu acho que vamos colapsar, vamos chegar a momentos pré-caóticos e vamos ter de passar para outra coisa.»

 

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