Terça-feira, 26.02.13

Manifestação de 2 de março convocada para 33 cidades

Manifestação de 2 de março convocada para 33 cidades

Até à data, a manifestação "Que se Lixe a Troika. O Povo é quem mais ordena" já foi convocada para 29 cidades portuguesas, bem como para Barcelona, Paris, Londres e Boston. Os promotores do evento propõem opor “a esta onda que tudo destrói” a “onda gigante da nossa indignação”. A convocatória da iniciativa conta com 120 subscritores. Em atualização permanente.

Os promotores da manifestação de 15 de setembro, que se tornou na maior ação popular que se viveu em Portugal desde o 1º de maio de 1974, reunindo cerca de 1 milhão de pessoas um pouco por todo o país, agendaram uma nova iniciativa para dia 2 de março.

 

No comunicado de imprensa no qual anunciam a manifestação "Que se Lixe a Troika. O Povo é quem mais ordena", os organizadores esclarecem que na origem desta nova iniciativa está a “austeridade criminosa” que se abate “sem contemplações sobre cada um e cada uma de nós, sobre a estrutura da nossa sociedade, sobre os nossos direitos, as nossas escolas, os nossos hospitais, a nossa água, a nossa cultura, a nossa arte, sobre toda a nossa vida”.

 

Os 120 subscritores da convocatória do evento, publicada no facebook, entre os quais se encontram Carlos Mendes, músico, Camilo Azevedo, porta voz da Comissão de Trabalhadores da RTP, Maria do Rosário Gama, coordenadora da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, António Avelãs, dirigente sindical, Chullage, músico, e São José Lapa, atriz, apelam “a todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança” e a “todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais” para que se juntem ao protesto.

A manifestação já foi convocada para 33 cidades, sendo que a iniciativa agendada para Lisboa conta atualmente com perto de 230 mil convidados.

 

Pode consultar aqui a lista de manifestações:

Aveiro. Ver evento no facebook.
Barcelona, Consulado Geral de Portugal, 17h. Ver evento no facebook.
Beja, 16h. Ver evento no facebook.
Boston, Boston Public Library, 18h. Ver evento no facebook.
Braga, Avenida Central, 15h. Ver evento no facebook.
Caldas da Rainha, Pç 25 de abril (Câmara Municipal), 14h30. Ver evento no facebook.
Castelo Branco, em frente à Câmara Municipal, 16h. Ver evento no facebook.
Coimbra. Ver evento no facebook.
Chaves, Lg das Freiras, 16h. Ver evento no facebook.
Covilhã, 15h. Ver evento no facebook.
Entroncamento, em frente à estação da CP, 16h. Ver evento no facebook.
Évora, Pç do Giraldo, 16h. Ver evento no facebook.
Faro. Ver evento no facebook.
Funchal, Pç do Município, 16h. Ver evento no facebook.
Guarda. Ver evento no facebook.
Horta, Pç da República, 10h. Ver evento no facebook.
Leiria, Fonte Luminosa, 15h. Ver evento no facebook.
Lisboa, Marquês de Pombal, 16h. Ver evento no facebook.
Londres, Embaixada Portuguesa15h. Ver evento no facebook. 
Loulé16h. Ver evento no facebook.
Marinha Grande, Parque da Cerca, 15h. Ver evento no facebook.
Paris, Consulado Geral de Portugal, 15h. Ver evento no facebook.
Ponta Delgada. Ver evento no facebook.
Portalegre, Pç da República, 16h30. Ver evento no facebook.
Portimão. Ver evento no facebook.
Porto, Pç da Batalha, 15h. Ver evento no facebook.
Santarém. Ver evento no facebook.
Setúbal. Ver evento no facebook.
Tomar15h. Ver evento no facebook.
Torres Novas, Pç 5 de Outubro, 14h. Ver evento no facebook.
Viana do Castelo, Pç da República, 15h. Ver evento no facebook.
Vila Real. Ver evento no facebook.
Viseu. Ver evento no facebook.

 

Retirado do Esquerda Net

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Segunda-feira, 25.02.13

PSP não larga os "Que se lixe a troika"

Alberto Frias "O Governo está a governar de costas para o povo, submisso à troika", afirmou João Gustavo, do "Que se lixe a troika"

Pelo menos dois elementos do movimento "Que se lixe a troika" foram hoje identificados pela polícia, no aeroporto de Lisboa, onde o movimento foi esperar simbolicamente os representes do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu que vêm a Portugal fazer a sétima avaliação.

 

João Gustavo, do "Que se lixe a troika", afirmou ao Expresso que "este governo foi eleito com base em promessas de não aumentar os impostos, mas não está a cumprir". Ao invés disso, "o Governo está a governar de costas para o povo, submisso à troika", acrescentou.

 

Na conferência de imprensa convocada para a zona das chegadas do aeroporto de Lisboa, o movimento recordou os motivos para participar na manifestação convocada para o próximo sábado, 2 de março.

 

Nesta avaliação ao trabalho do Governo lembraram, por exemplo, que no início do processo de ajustamento o desemprego rondava 12,7%, situando-se nos 17,5% no final de 2012. Mas "os números oficiais escondem muito desemprego, já que neste momento haverá mais de milhão e meio de pessoas sem trabalho", considera a mesma fonte. "Um relógio parado acerta mais nas horas que o nosso ministro das finanças. A austeridade não parou de aumentar e é preciso colocar um ponto final neste círculo vicioso", acrescenta.

 

Estas foram algumas das razões avançadas pelo movimento para que, no sábado, milhares de pessoas venham para a rua em mais de 40 cidades em Portugal e no estrangeiro. "Não somos figurantes de um filme rodado nos gabinetes cinzentos da União Europeia", disse ainda João Gustavo.

 

Recusando fazer futurologia, o movimento espera, contudo, uma "manifestação enorme". "Queremos que seja a manifestação que o povo tem de fazer. Ela será o que as pessoas quiserem". Em seguida cantaram a Grândola.

 

Terminada a conferência de imprensa , os agentes da PSP em seviço no aeroporto identificaram João Gustavo e Nuno Ramos de Almeida, questionando, segundo este último, a razão porque ali se encontravam e o conteúdo das suas intervenções. 

 

Esta é pelo menos a terceira vez que elementos deste movimento se vêem envolvidos com a polícia e as autoridades judiciais, depois de Mariana Avelãs ter chegado a ser constituida arguida, após a conferência de imprensa que antecedeu a manifestação de 15 de setembro.

 

Uma outra ativista, Myriam Zaluar, foi acusada de desobediência por distribuir folhetos junto de um Centro de Emprego em Lisboa numa ação do Movimento Sem Emprego. A audiência deste processo está marcada 13 de março.


Retirado do Expresso

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Quarta-feira, 20.02.13

Grândola viral

Os protestos dispersos que recebem governantes ao som de Grândola Vila Morena contêm em si a semente do incontrolável. Já não são organizados com antecedência, nem por uma estrutura conhecida e previsível. Não. Têm o poder atómico e viral da Internet, porque se reproduzem em átomos múltiplos, dispersos e imprevisíveis. De boca em boca, de ecrã em ecrã, usando apenas o poder da palavra, da rede e da imaginação.


É por isso que o Governo está tão preocupado. Como se controla uma manifestação assim? Não se controla. Uma só voz que se levante numa sala cheia tem a capacidade de criar um coro que cala quem está habituado apenas a ser ouvido. Agora é o cidadão comum que quer ser ouvido.

 

Podemos tentar encontrar razões para estes protestos, mas parece um exercício inútil. Não estamos todos a viver neste país neste momento? Não sabemos todos o ponto em que estamos, mesmo que sejam diversas as opiniões sobre as causas e as consequências?

 

Como se controlam manifestações avulsas, espontâneas e desenquadradas politicamente? Não se controlam. Evitam-se. Não fechando as portas dos palácios, porque elas não serão suficientes para conter a indignação. Nem evitando os contactos com as pessoas, porque a sua voz virá sempre pelas ondas hertzianas e electrónicas.

 

Os políticos têm agora de aprender a falar uma linguagem de dois sentidos: falar como quem sente e ouvir como quem aprende. Reconhecer. E terão de o fazer depressa. Ou ainda vão ter saudades das manifestações em que se atiravam pedras. Contra essas, bastonada basta.

 

Leonete Botelho

 

Retirado do Público
 

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Domingo, 20.01.13

Ciclistas exigem “mais respeito” e “modos suaves”

Ciclistas exigem “mais respeito” e “modos suaves”

Em protesto contra atropelamentos e situações de insegurança, foram convocadas concentrações para várias cidades.

 

Ciclistas equipados a preceito em bicicletas de todo-o-terreno enlameadas, jovens com bicicletas imaculadas de design estilizado e muitas pessoas que fazem das duas rodas o veículo do dia-a-dia – largas dezenas reuniram-se esta tarde no Terreiro do Paço, em Lisboa, para apelar ao que chamam “modos suaves” na estrada.

 

Também no Porto, cerca de cem ciclistas concentraram-se em frente à câmara municipal, para protestarem contra os atropelamentos que se têm sucedido nas últimas semanas e para pedirem “mais respeito” pelos peões e ciclistas. As concentrações foram convocadas para várias cidades pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicletas (FBCUP).

 

O deputado do PSD Pedro Roque, dirigente da federação, juntou-se ao protesto em Lisboa, numa tarde em que o mau tempo deu algumas tréguas e quase não choveu. Admitiu que “a maior parte dos automobilistas” já é sensível à circulação de bicicletas, mas defendeu serem necessárias alterações ao Código da Estrada para proteger mais quem anda em duas rodas. A perda de prioridade das bicicletas, por exemplo, é uma das regras que considera já não fazer sentido, até porque, argumenta, muitos automóveis já tendem a dar prioridade a um ciclista que se apresente pela direita.

 

Também o duo de comediantes Homens da Luta, numa bicicleta dupla (Falâncio à frente, Neto atrás) circulou pela praça lisboeta. Mas não foram apenas fazer comédia. Dizendo que ia despir o personagem tanto quanto possível, Vasco Duarte (Falâncio) juntou-se a Pedro Roque e ao presidente da FBCUP, José Manuel Caetano, num pequeno palco onde se apelou a “mais respeito” por peões e ciclistas e onde foi lido um manifesto intitulado “Basta de atropelamentos”.

 

Os manifestantes fizeram depois, em marcha lenta e com muitas bicicletas pela mão, o curto percurso até aos Restauradores.

 

Mais dez minutos, menos 240 euros


Ricardo Cruz, professor, foi um dos que esteve presente na concentração no Porto. Há três anos, andava de automóvel e achava os ciclistas “uns cromos”. Agora, do alto do selim da sua bicicleta, acredita que não podia ter feito uma escolha mais certa e garante que só há vantagens neste modo de transporte. Do Carvalhido à Maia demora 30 minutos, “mais dez do que de automóvel”, mas poupa “230 a 240 euros” por mês e anda bem menos stressado. “Tenho uma atitude zen”, brinca Ricardo.

 

O Porto não parece uma cidade feita para andar de bicicleta, mas a arquitecta Ana Brütt não concorda. O problema “não são os declives da cidade, mas sim os buracos e a falta de civismo”, retorque Ana, que lamenta que ainda haja tantos automobilistas a mandá-la subir para o passeio no seu circuito diário entre Francos e o Bolhão.

 

A concentração foi rápida, até porque o tempo não estava de feição, e os ciclistas começaram a dispersar depois de Sérgio Moura ter lido o manifesto da FPCUB, que defende “ o direito à estrada para todos os modos de transporte” e alerta para o problema dos atropelamentos. “Quem vai ao volante deve ter consciência de que está a conduzir o que pode ser uma arma letal”, rematou.

 

Retirado do Público

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Quarta-feira, 28.11.12

O DIA EM QUE AS GRADES DO PARLAMENTO NÃO FORAM DERRUBADAS

Manifestação pacifica frente ao parlamento

Era a primeira grande manifestação após a violenta carga policial de 14 de novembro. A CGTP juntava milhares de pessoas frente à Assembleia da República para afirmar o seu voto contra o Orçamento do Estado para 2013. Talvez tenha sido porque tudo aconteceu em poucas horas e antes de almoço que não houve espaço para incidentes.

Os responsáveis pela organização do protesto marcaram presença junto das grades e por lá ficaram até à desmobilização completa. Falaram com jovens e até pediram a um grupo de palhaços para só aparecer no protesto depois de concluídos todos os discursos da praxe. Desta vez as grades do Parlamento não foram derrubadas.

E até havia gente preparada para isso. Desde logo alguns jornalistas, que apareceram com capacetes e coletes identificadores (pelo menos dois casos, curiosamente de repórteres ligados a agências internacionais, a Reuters e a Associated Press). Mas desta vez as grades do Parlamento não foram derrubadas.

Protesto da CGTP acabou o mais rápido possível e nem uma ação de palhaços serviu para perturbar a PSP. Será assim na quinta-feira com os estivadores?O protesto começou cedo, pelas 10h, precisamente quando os deputados iniciaram os trabalhos. Enquanto o grosso dos manifestantes se reunia em três pontos distintos (Largo do Rato, Santos e Jardim da Estrela), alguns agricultores iniciavam os protestos à chuva à frente do Parlamento. Exibiam azeite, vinho, leite e pão enquanto se queixavam de Assunção Cristas.

Arménio Carlos acompanha o cortejo que partia do largo onde fica a sede do Partido Socialista. E com ele trouxe milhares de pessoas (também os Homens da Luta, que ajudavam a animar a malta). Entre lemas batidos e cânticos de «gatunos», sucederam-se os discursos e a informação de que estão marcadas mais duas grandes manifestações: a 8 de dezembro no Porto e a 15 do mesmo mês em Lisboa, com trajeto entre Alcântara e o Palácio de Belém.

Antes do OE2013 ser aprovado já a CGTP tinha cantado a Internacional e o hino nacional, dando como concluída a «jornada de protesto» e desejando um «bom regresso a casa». A preocupação de evitar incidentes era visível e tanto cuidado permitiu que tudo acabasse sem qualquer problema.

O único momento de tensão ocorreu quando poucas dezenas de pessoas estavam no largo e o tal grupo de palhaços decidiu entrar na dependência de um banco. A PSP teve o seu momento de ação (o único) e mobilizou o impressionante contingente de... cinco agentes para resolver o problema sem qualquer recurso à força. O exército de palhaços, aliás, não procurou o confronto, pois para lutar trouxe apenas bombos e almofadas.

No final, o Orçamento mais violento do pós-25 de Abril de 74 foi aprovado, as pedras da calçada não foram removidas e as grades do Parlamento não foram derrubadas.

Será assim na quinta-feira com o protesto internacional de estivadores?

Noticia do Push

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Sexta-feira, 12.10.12

Manifestação cultural de sábado em Lisboa estende-se a todo o país

Manifestação cultural de sábado em Lisboa estende-se a todo o país
A manifestação cultural de sábado em Lisboa, que contará com artistas de todas as áreas do espectáculo, vai estender-se a outras 17 cidades do país, com os promotores a alertarem que não é uma festa, é um protesto.

«Isto não é um festival, não é uma mostra de artistas, é um protesto», esclareceu hoje a actriz Luísa Ortigoso, uma das promotoras da manifestação, em conferência de imprensa.

 

A manifestação cultural decorrerá no sábado na Praça de Espanha, em Lisboa, com a actuação de mais de trinta artistas e bandas e a participação de vários agentes do sector, do cinema à dança e ao teatro.

 

O protesto, que se junta ao apelo ‘Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!’, estender-se-á a quase vinte cidades de todo o país, nomeadamente ao Porto, para onde está prevista, por exemplo, a actuação dos Clã, a Aveiro, Coimbra, Faro, Braga e Santarém.

 

Está ainda previsto no sábado um protesto de portugueses junto ao consulado de Portugal em Fortaleza, Brasil.

 

Em Lisboa, o protesto começará cerca das 17:00 com a actuação da Orquestra Sinfónica Portuguesa, que interpretará a quinta sinfonia de Beethoven, prosseguindo pela noite com actuações de nomes como Dead Combo, A Naifa, Camané, Peste e Sida, Diabo na Cruz, Vitorino e Janita Salomé, Coro "Acordai", Homens da Luta, Francisco Fanhais, The Soaked Lamb, Brigada Victor Jara e Farra Fanfarra.

 

«Vai ser a primeira reunião importante nesta fase das nossas vidas e na nossa cultura, que vai estar presente ali, concentrada, e a motivar e a sensibilizar as pessoas para este problema muito grave que é a destruição da cultura e a destruição dos apoios a essa própria cultura», disse Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, à agência Lusa.

 

Para o guitarrista, «um povo sem cultura é um povo vazio».

 

Os agentes do cinema, produtores, realizadores, atores e técnicos, também marcarão presença no protesto com a projecção de imagens do cinema português e imagens de outras manifestações.

 

A realizadora Margarida Gil, presidente da Associação Portuguesa de Realizadores, disse à agência Lusa que em causa está «o desaparecimento de uma cultura e de uma memória dos portugueses» com os cortes orçamentais na área da cultura e com a possibilidade de encerramento de um dos canais da RTP.

 

«As pessoas estão no desespero, não há no horizonte nenhuma hipótese de trabalho e esta ameaça de rompimento com o balão de oxigénio que era a RTP vai agravar de uma forma inaudita», disse Margarida Gil.

 

A comissão de trabalhadores da RTP irá associar-se ao protesto cultural, para alertar para a situação da RTP2, que tem sido o espaço de divulgação de várias artes da cultura portuguesa.

 

«A televisão está em casa de todos os portugueses e todos os portugueses sentem que a cultura está a sair do seu televisor de casa. O canal 2 está em extinção, porque ficou sem director, vai ficar sem orçamento, por isso vai tornar-se um canal sem relevância, apenas de tempos de antena da sociedade civil e isso não faz um canal», disse um dos representantes da CT da RTP, Camilo Azevedo.

 

O produtor de cinema Alexandre Oliveira explicou ainda à Lusa que a manifestação cultural de sábado vai associar-se ao movimento internacional Global Noise, que decorrerá em mais de 200 cidades de todo o mundo, com recursos a tachos e panelas.

 

«Nós [agentes da cultura] foram as primeiras vítimas de cortes significativos ainda no tempo do Governo de José Sócrates. Fomos apelidados de subsídio dependentes, levámos cortes de 30 e 40 por cento, mas queremos dizer que o direito à cultura é imprescindível», disse.

 

Noticia do Sol

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Quarta-feira, 26.09.12

ALBERTO, O EMPREGADO DE MESA QUE ENFRENTOU A POLÍCIA

ALBERTO, O EMPREGADO DE MESA QUE ENFRENTOU A POLÍCIA

Em Portugal as mais recentes manifestações ficaram marcadas por imagens de paz, com uma senhora a dar flores a um polícia ou mesmo uma jovem a abraçar um elemento da força de intervenção. Do cerco realizado esta terça-feira ao parlamento espanhol, em Madrid, emergem imagens de violência, de confrontos entre a polícia e os manifestantes, mas também uma figura de resistência: um empregado de mesa que defendeu os seus clientes (cerca de 200 pessoas) e não deixou a polícia entrar no estabelecimento onde trabalha para deter ou dispersar as muitas pessoas que ali se refugiaram.

Alberto Casillas, 49 anos, surge agora nas redes sociais e nas muitas notícias que já começaram a surgir como o grande defensor do povo ante a opressão, o grande herói do movimento de cidadãos 25S. Um símbolo de resistência e coragem. Casado, pai de dois filhos, é uma pessoa comum que trabalha no Restaurante Prado, no centro de Madrid, muito perto da praça Neptuno, o epicentro da manifestação.

«Não sou herói, foi um acto humano e qualquer cidadão tinha feito o mesmo», disse à imprensa espanhola, explicando que o incidente ocorreu cerca das 22:00 locais (menos uma em Portugal continental): «Ouvi um dos agentes dizer que ia entrar para proceder à identificação das pessoas. Disse-lhe que ali não entravam, porque só lá estava gente inocente. Agora, mais a frio, não sei se voltaria a fazer o mesmo, mas a verdade é que estava com muito medo porque se eles entrassem podia surgir um rio de sangue».

Uma figura emerge dos últimos protestos em Espanha. Quem defende o povo do governo e da polícia?Durante o período de resistência, que terá durado cerca de meia hora, pessoas que estavam no outro lado da rua começaram a atirar pedras à polícia e uma delas acabou por acertar no braço de Alberto. Ele gritava, pedia para não atirarem pedras e para não entrarem no seu estabelecimento. «A carga policial foi desmedida, havia mulheres feridas. Reconheço que votei no PP, mas não concordo com isto, com um Governo que se esconde atrás das pistolas».

O momento pode ser visto na galeria de fotos, com algumas imagens da agência Reuters, mas também através de uma foto de Javier Pulido, que está a circular nas redes sociais. O fotógrafo freelance escreve no seu blog que o empregado de mesa gritava: «Não podem passar, aqui está gente inocente»

Um vídeo sobre a manifestação capta os momentos de aflição de Alberto. Pode ver a partir do minuto 4,10.

 

 

Imagem do Push

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Quarta-feira, 19.09.12

Adriana Xavier: a miúda que abraçou um PSP na manifestação

Adriana Xavier: a miúda que abraçou um PSP na manif
Esta imagem está a correr o mundo. No meio da confusão da passagem dos manifestantes junto à delegação do FMI em Lisboa, uma jovem abraçou um agente da PSP que era atingido com garrafas e tomates e desafiou-o a juntar-se aos protestos.

A fotografia foi tirada por José Manuel Ribeiro, ao serviço da agência Reuters, e já circula por jornais e sites de todo o mundo como um símbolo de paz e dos conhecidos 'brandos costumes' portugueses. E agora sabemos a história por trás da imagem.

 

Segundo o jornal Público , a ruiva que abraçou o agente da PSP é Adriana Xavier, uma estudante do ensino secundário. A algarvia de 18 anos participava numa manifestação pela primeira vez na vida, e ficou incomodada ao ver o agente de «olhar triste» a ser atingido por bombas de fumo e outros objectos.

 

«Aproximei-me porque tinha curiosidade. Estava só ali, a observar a reacção dos polícias porque sei que por detrás deles há muito poder e que eles são marionetas. Estão ali porque recebem dinheiro para alimentar os filhos. Às vezes vemos os polícias partir para a violência e aproximei-me porque queria perceber o que é que eles eram capazes de fazer. Porque eles também são o povo, também estão a ser prejudicados com as medidas [do Governo]», contou.

 

Adriana olhou para um dos polícias em particular. «Já tinha olhado para ele, quando ele ainda não tinha a viseira. Tinha um olhar triste. Mas tinha um olhar aberto também. Sou muito sensível nestas coisas», conta a estudante. «Fui ter com ele e perguntei-lhe: ‘Por que é que vocês estão aqui? Para provocar alguma reacção má?’ Ele disse: ‘É o meu trabalho.’ Depois perguntei: ‘Não gostava de estar deste lado?’ E ele não respondeu. Olhou em frente».

 

E Adriana avançou então para um abraço: «Pensei uma, duas, três vezes. E aproximei-me dele. Acredito que se der amor, dou amor. E foi por isso. Queria ter um gesto de amor. Queria ter uma reacção boa naquele momento, não quero ter sentimentos maus. Aproximei-me dele, abracei-o. Ele ficou estático. Depois afastou-se suavemente. Não me afastou, afastou-se».

 

A jovem algarvia, que não acredita em partidos políticos e considera que o dinheiro «só gera maus sentimentos, só gera ódios», lembra que não é «a primeira pessoa do mundo a abraçar um polícia» mas espera que aquele e outros gestos provoquem uma «mudança espiritual» nos portugueses.

 

Noticia do Sol

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Domingo, 16.09.12

Quatro manifestantes detidos e um jornalista ferido

Quatro manifestantes detidos e um jornalista ferido
Quatro pessoas foram detidas nas últimas horas em Portugal por agressões a polícias destacados para garantirem a segurança durante as manifestações de sábado contra a troika e contra o Governo, revelou a PSP.

Num comunicado na página do Facebook da Polícia de Segurança Pública lê-se que dos «vários episódios que ocorreram nas últimas horas, de referir a detenção de quatro cidadãos nacionais por motivos ligados às agressões que promoveram contra os polícias de serviço, diverso equipamento policial danificado, um jornalista ferido e inúmeras apreensões de material pirotécnico, pedras e outros objectos que serviram de arremesso contra os polícias».

 

Depois da desmobilização – voluntária e pacífica – dos manifestantes que se encontravam a ocupar as vias da Avenida dos Aliados no Porto e o espaço fronteiro à Assembleia da República, em Lisboa, a polícia «procedeu ao levantamento do policiamento».

 

Na nota no Facebook, a PSP «agradece a todos os cidadãos que colaboraram com os polícias na manutenção da ordem que caracterizou genericamente as manifestações em todo o país» e destaca o trabalho dos agentes que «durante largas horas de serviço, souberam dignificar a farda, honrar a sua missão e dar um testemunho de profissionalismo que, ultrapassando fronteiras, prestigiou o (nosso) país».

 

Numa mensagem acessível aos cidadãos e integrada nas redes sociais que levaram à mobilização popular, a PSP termina a comunicação desejando «bom descanso para todos». 

 

Noticia do Sol

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O Povo saiu à rua

Faixas de protesto na manifestação em LisboaFaixas de protesto na manifestação em Lisboa (Enric Vives-Rubio)

 

O dia de protestos visto pelos jornalistas do PÚBLICO.

22h00, Lisboa O ambiente acalma na manifestação frente à Assembleia da República. Alguns manifestantes começam a dispersar. Chega ao fim uma das maiores manifestações de protesto realizadas em Portugal desde o 25 de Abril de 1974. Os portugueses saíram à rua para dizer “basta” à medidas da troika e do Governo em 40 cidades do país. Luciano Alvarez

Lisboa, 21h25 Manifestantes lançam várias bombas de fumo contra a polícia frente à Assembleia da República. O ambiente aquece. PÚBLICO

21h15, Lisboa Protestos intensificam-se frente à Assembleia da República. Manifestantes rebentaram uma bomba de fumo. Luciano Alvarez

21h13, FunchalOs promotores da manifestação anti-troika na Madeira não decidiram se vão repetir a iniciativa a 22 de Setembro. No final do protesto que concentrou cerca de cinco mil madeirenses na Praça do Município, depois de cantarem o Hino Nacional e proclamarem vivas a Portugal, os manifestantes reuniram-se numa espécie de assembleia popular que foi consultada sobre a realização ou não de nova manifestação no próximo sábado. Face à dificuldade de tomar uma decisão no local, Duarte Rodrigues, um dos promotores da mobilização de hoje, anunciou aos presentes que a decisão será tomada oportunamente, após ouvir a opinião das pessoas, nomeadamente através das redes sociais, e conhecer o que vier a ser acordado relativamente a outras manifestações noutras cidades do país.Tolentino de Nóbrega

20h47, Lisboa Largo fronteiro à Assembleia da República já está completamente cheio de manifestantes. Luciano Alvarez

20h26, Lisboa Houve breves desacatos frente à Assembleia da República. As grades de contenção dos manifestantes chegaram a ser derrubadas, mas foram entretanto repostas.PÚBLICO

20h16, Funchal Milhares de madeirenses manifestaram-se este sábado na baixa do Funchal. Os manifestantes entoaram palavras de ordem contra as medidas anunciadas pelo Governo. “Abaixo a mamadeira, Jardim para a rua” e “A luta continua, Alberto João para a rua”, protestaram no final da concentração, no Largo do Município. “Troikem o Passos”, “A incompetência tem limites”, “Presidente da Republica procura-se, ”Eles roubam e o povo é quem paga”,” Passos ladrão, o vosso lugar é na prisão"e "Quem semeia miséria colhe fúria", foram algumas das inscrições em cartazes e faixas exibidas no protesto. Tolentino de Nóbrega

19h56, Lisboa Alguns dos manifestantes que participaram na marcha alfacinha, que acabou na Praça de Espanha, rumaram para a praça frontal à Assembleia da República, onde vão continuar os protestos. Luciano Alvarez

19h54, Portimão Cerca de um milhar de pessoas manifestaram-se em Portimão contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo e pediram a demissão do executivo de coligação PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho. Os manifestantes concentraram-se às 16h, em frente da Câmara de Portimão, e desfilaram depois pelas ruas da baixa da cidade até à marginal, onde quem quis tomou a palavra para dizer o que entendia e protestar contra as medidas de austeridade, como as alterações à Taxa Social Única, que disseram estar a agravar o nível de vida dos portugueses. Com palavras de ordem como “Passos ladrão, não vales um tostão” ou “Passos atenção, não queremos exploração” e cartazes com frases como “Troika que os pariu”, os manifestantes deram voz ao seu desagrado pelo novo pacote de medidas de austeridade anunciadas e contra a situação difícil que o Algarve e o país atravessa em termos de desemprego. Lusa

19h48, Lisboa Manifestação também é oportunidade de negócio: na Av. de Berna vendem-se cornetas no meio da rua. "Duas, cinco euros! Duas, cinco euros!" Hugo Torres


19h44 Corre nas redes sociais um apelo a uma manifestação na sexta-feira, à porta do Palácio de Belém, durante a reunião do Conselho de Estado. PÚBLICO


19h20, Coimbra A manifestação desagua no Parque Verde, junto ao Mondego. O comissário da PSP aponta para 20 mil pessoas. Graça Barbosa Ribeiro


19h14, Viseu O Rossio de Viseu foi hoje palco de uma das maiores manifestações desde o 25 de Abril de 1974 na cidade, com mais de 2.000 pessoas a participar no protesto nacional. A partir das 16h já se contava mais de uma centena de pessoas na praça do Rossio (praça da República), onde se situa a câmara municipal de Viseu, mas, por volta das 17h, foi perceptível que esta seria uma das maiores manifestações de sempre na cidade. Num pequeno palco improvisado sucederam-se as intervenções de populares, cujo mote que a todas tocou foi a influência da austeridade na vida das pessoas, tendo o poeta António Gil sublinhado a ideia de as forças de segurança e as Forças Armadas “também estarem com este protesto”. Lusa


19h02, Funchal Milhares de pessoas desfilaram hoje no Funchal. Tolentino de Nóbrega


18h50, LisboaSegundo a SIC-notícias na cauda da manifestação, um grupo de militantes de extrema direita desfila cercado por um cordão de protecção policial. PÚBLICO


18h47, LisboaUma pessoa foi hoje detida na manifestação “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!”, em frente aos escritórios do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Lisboa, na Avenida da República. A Lusa presenciou a detenção, feita por polícias à paisana, depois de vários manifestantes terem arremessado tomates, petardos e garrafas de cerveja contra a porta do edifício nº 57, onde o FMI tem escritórios no 9.º andar. Lusa


18h46, Coimbra Os manifestantes não chegaram a encher o ponto de concentração, a Praça da República. Mas foram muitos os que incorporaram o cortejo quando, às 17h45, as pessoas começaram a descer a avenida Sá da Bandeira, em direcção à baixa da cidade. "Há muito que não via tanta gente na rua", disse um elemento da PSP, que admitiu que o número de manifestantes ultrapassasse os cinco mil. A mancha humana estava pontuada por bandeiras de Portugal. "Não é pelo pais que lutamos?", justificou Lurdes Nunes, que, aos 46 anos, participava pela primeira vez numa manifestação de rua. O filho de 28 anos regressou a casa, desempregado. Ela e o marido são funcionários públicos e sentem que depois de "uma vida a trabalhar para não dever nada a ninguém" estão a "pagar o que os outros gastarram". Graça Barbosa Ribeiro


18h42, Lisboa Hugo Guerra, 18 anos, estudante-trabalhador, é um dos que empunha cartazes. "É terceira ou quarta manifestação a que venho. Como jovem, conheço bem as dificuldades". Também Francisco Salpico, 49 anos, engenheiro na Câmara Municipal de Lisboa, é um assíduo destes protestos: "Tenho participado em muitas [manifestações] nos últimos dois anos. O que é grave é que é um suicídio do país". Enquanto desembocavam na Praça de Espanha, alguns manifestantes cantavam "A troika não manda aqui" e havia quem apelasse a uma greve geral. João Pedro Pereira


18h32, Porto “Ladrão”, “Gatuno” e “O povo unido já mais será vencido”, são as palavras mais gritadas. Sara Dias de Oliveira


18h30, Beja Beja “ tem avondo” (está farta) da política do Governo A palavra de ordem da manifestação de ontem (hoje) em Beja, recuperou um termo do vocabulário local “tem avondo” para realçar a saturação que os mais de meio milhar de manifestantes expressaram contra a política do Governo. O número de pessoas que se concentraram na Praça da República em Beja numa tarde de intenso calor surpreendeu cada um dos presentes. “Há muito que não se via tanta gente junta numa luta em defesa dos seus direitos” exultou um dos organizadores da manifestação de Beja e que se estendeu a mais 23 cidades portugueses. Uma bandeira portuguesa e outra espanhola simbolizaram um objectivo comum num contexto social em que “já não há tempo para mais compassos de espera” avisou um dos oradores. O reconhecimento de que “andávamos todos adormecidos” realçou um dos oradores perante o invulgar número de pessoas presentes e de todos os quadrantes políticos, da direita à esquerda radical “irmanados” num mesmo objectivo: “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!”.Ficou patente que se esperava menos gente e que as pessoas se deslocavam na expectativa de um fiasco. Advogados, professores, quadros superiores da Função Pública, médicos, estudantes, trabalhadores rurais e operários davam conta de como o problema de fundo que os levou à manifestação é transversal.Carlos Dias


18h,28, Berlim Cerca de 40 pessoas manifestaram-se hoje diante da Embaixada de Portugal em Berlim contra a “troika” e a política de austeridade do executivo PSD/CDS, solidarizando-se com idênticos protestos marcados para numerosas cidades portuguesas. Os manifestantes, a sua maioria jovens estudantes portugueses recentemente emigrados por causa da crise no seu país empunhavam cartazes em português, inglês e alemão, com inscrições como “Trabalho Indigno Não É Trabalho”, “Emigração Não É erasmus? F... Troika”, “Menschen Statt Banken” (Pessoas em vez de Bancos) e “Austerity Labs no Pasaran”. (Laboratórios da Austeridade não Passarão). Lusa 


18h20, Lisboa Grande concentração à frente da troika. Arremessadas garrafas de água, uma garrafa de cerveja, tomates e papéis. Insultos constantes. Foram também lançadas duas garrafas de vidro contra a porta de vidro. Polícia sem reacção. Hugo Torres


18h05, PortoAvenida dos Aliados está cheia. A manifestação começa a subir a Rua Sá da Bandeira Sara Dias Oliveira


18h, Lisboa Manifestação chegou à Praça de Espanha. A coluna de manifestantes enche, pelo menos, toda a Av. de Berna. João Pedro Pereira


17h48, BruxelasA acção de protesto contra a austeridade convocada para hoje em Bruxelas reuniu algumas dezenas de manifestantes diante da representação permanente de Portugal junto da União Europeia, entre os quais as eurodeputadas Marisa Matias (BE) e Inês Zuber (PCP). Com cartazes onde se podia ler “Povo para a rua! Governo para a rua!” e “Contra os ladrões marchar, marchar”, as cerca de meia centena de manifestantes concentraram-se à hora marcada (17h locais, 16h de Lisboa), no quarteirão das sedes das instituições europeias, em frente ao edifício da representação diplomática portuguesa junto da União Europeia (encerrada por ser sábado), e, apesar do ambiente pacífico, a manifestação mereceu um forte dispositivo policial.Lusa


17h43, Lisboa A cabeça da manifestação está a chegar à Praça de Espanha e ainda há gente a sair do Saldanha. João Pedro Pereira


17h35, Paris Cerca de 30 portugueses, todos jovens, formados, indignados e solidários com a situação que o país atravessa, juntaram-se em frente da embaixada de Portugal em Paris para contestar as políticas do Governo e pedir um país “com oportunidades”. Lusa


17h30, Lisboa SIC Notícias transmite imagens via helicóptero. A coluna de manifestantes em Lisboa é impressionante. Luciano Alvarez


17h22, Lisboa Uma multidão compacta começa a avançar muito lentamente para fora da Praça José Fontana em direcção ao Saldanha. Para além dos muitos cartazes, há bandeiras de Portugal e um ocasional cravo. Ouve-se "Governo para a rua".João Pedro Pereira


17h15, Porto Milhares de pessoas estão na Avenida dos Aliados, no Porto, gritando palavras de ordem como “Passos ladrão, pede a demissão” e “O povo não quer gatunos no poder”.Lusa


17h00, Lisboa Os manifestantes decidiram ser criativos com os cartazes: "Frita-se o Coelho, deixa-se feliz o país inteiro", "O que queres ser quando fores grande? Ministro para ajudar os ricos", "Estado ladrão, Democracia prostituição". Há quem use bidões como uma espécie de bombos de improviso. A manifestação assobia, aplaude, gritou em uníssono "gatunos, gatunos" e "O povo unido jamais será vencido". E prepara-se para arrancar para um percurso atípico nestes protestos e que terminará na Praça de Espanha. João Pedro Pereira


16h59, Lisboa Centenas de pessoas deslocam-se ainda na Av. Fontes Pereira de Melo e ruas próximas em direcção à Praça José Fontana, onde está marcado o início da manifestaçãoLuciano Alvarez


16h45 A 15 minutos da hora marcada para o início da manifestação, a Praça José Fontana está a encher. No coreto no centro da praça foi afixada uma faixa com o mote dos protestos deste sábado:
"Que se lixe a troika. Queremos as nossas vidas". As colunas que estavam a lançar música sobre a multidão foram desligadas e começam a ouvir-se as primeiras palavras de protesto.João Pedro Pereira


16h36, Braga Começa a ser difícil quantificar o número de participantes na manifestação de Braga. Quando começa uma assembleia popular num palco instalado na Avenida Central, há cerca de 6000 pessoas a participar no protesto, mas, a cada momento, vai chegando mais pessoas ao centro da cidade. Samuel Silva


16h06, Braga O percurso da manifestação contra as medidas de austeridade feito pelas principais ruas da cidade fez com que mais pessoas se juntassem ao protesto. Neste momento são já cerca de 5000 pessoas que cruzam o jardim de Santa Bárbara, novamente em direcção a Avenida Central. Samuel Silva


15h47, Braga A manifestação já conta com cerca de 2000 pessoas, muito acima do registado nas ultimas manifestações de indignados na cidade. O protesto segue agora em cortejo pelas principais ruas bracarenses, acompanhado por um dispositivo policial de cerca de 15 agentes da PSP fardados. O euro deputado Rui Tavares é presença notada na manifestação, dizendo-se "emocionado" com a mobilização popular na cidade. "Não tenho muito mais a dizer do que as outras pessoas que aqui estão. Estamos todos a fazer a mesma reivindicação contra uma luta de classes dos ricos contra os pobres", destacou, em declarações aos jornalistas. Samuel Silva


15h30, Braga Cada vez mais pessoas juntam-se ao protesto. Sao já perto de mil pessoas. Os jovens estão na fila da frente, mas reuniram-se também reformados, professores, pequenos empresários e desempregados. As palavras de ordem dirigem-se sobretudo ao primeiro-ministro e ao ministro das Finanças, mas há também cartazes de protesto com a cara de Paulo Portas e críticas ao PS. Samuel Silva


15h15, Braga À hora marcada, a manifestação no centro de Braga conta com cerca de 200 participantes. Reunidos junto à esplanada da Avenida Central o grupo, maioritariamente constituído por jovens, empunha faixas pedindo a "suspensão do pagamento da divida" e grita repetidamente a frase "Passos, ladrão, teu lugar é na prisão". Samuel Silva


14h16, Funchal A realização do rali Município do Funchal e do concerto Banda Panda marcada para o Parque da Santa Catarina obrigaram os promotores da manifestação anti-troika a alterar o percurso do protesto. A concentração dos manifestantes não ocorrerá no topo do parque, como estava previsto, mas na praceta do Infante. Ao apelo para a manifestação "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!" aderiram já mais de 2500 madeirenses. Tolentino de Nóbrega 

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 11:18 | link do post | comentar

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