Segunda-feira, 20.01.14

As relações ioiô e o Poliamor

Poliamor

 

As relações ioiô

 

Para o psicólogo clínico e sexólogo Quintino Aires, a incapacidade de assumir o compromisso é um reflexo da falta de maturação que se verifica nos jovens adultos atuais. Um estudo recente, citado pelo especialista, revelou que «46% dos portugueses até aos 35 anos, ainda não amadureceu». E é também esta imaturidade, segundo o especialista, a causa principal dos relacionamentos ioiô, que ora terminam, ora recomeçam.

 

 

Ana, de 38 anos, manteve uma relação deste género durante sete anos, que terminou recentemente, mas agora, garante que «é mesmo definitivo». Ao longo dos últimos anos, perdeu a conta ao número de vezes que terminou esta relação. «Sempre foi uma relação muito complicada. Desde o início, que, no máximo, estávamos duas semanas, sem discussões. Depois, surgia sempre um conflito qualquer e decidíamos terminar», recorda.

 

 

O psicólogo Nuno Amado alerta que «nunca é um bom fator de previsão de qualidade de uma relação que as pessoas já se tenham separado e reconciliado várias vezes». Quintino Aires é mais radical e diz que os relacionamentos ioiô são mantidos por pessoas que não gostam verdadeiramente uma da outra.

 

 

«Reconciliam-se porque, quando estão separadas, sentem saudade, desejo e angústia por estarem sós, mas depois voltam a terminar, porque, na verdade, não se amam. Duas pessoas que não olham da mesma forma para o mundo e/ou que não toleram a opinião uma da outra não se amam», sublinha o especialista.

O poliamor

A derrubar totalmente a estrutura tradicional de um relacionamento amoroso aparece o poliamor, um tipo de relacionamento em que cada pessoa tem a liberdade de manter mais do que um relacionamento ao mesmo tempo. Quem é adepto do poliamor defende que «não se trata de infidelidade, nem de promiscuidade, mas sim de uma honestidade total, em que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com elas».

 

 

Maria e Bernardo, ambos na faixa dos 30 anos, estão casados há um ano e assumem, com naturalidade, que tanto um como outro estão livres para se envolverem com outras pessoas. Já tiveram algumas relações extraconjugais, desde que estão juntos, mas, não passaram de encontros sexuais e, até ao momento, nunca se apaixonaram. No entanto, não excluem essa hipótese.

 

 

Vir a gostar de outra pessoa não implica, para eles, o fim do sentimento que os une. «Acima de tudo, privilegiamos a comunicação. Sempre que aparece uma pessoa nova que nos desperta interesse, consultamo-nos um ao outro para definir a melhor estratégia a adotar», conta Bernardo. E é precisamente essa honestidade que sossega Maria.

 

 

«Um dia pode surgir uma pessoa por quem nos venhamos a interessar amorosamente, mas isso não tem de afetar o que sentimos um pelo outro», diz. Para os psicólogos entrevistados, este formato de relacionamento materializa a incapacidade de criar vínculos emocionais, decorrente da imaturidade psicológica. Na opinião de Quintino Aires, «quem cria um vínculo emocional com uma pessoa rejeita naturalmente o envolvimento com outras pessoas».

 

 

Nuno Amado não acredita na sustentabilidade deste modelo a longo prazo e acha que, mais cedo ou mais tarde, o casal acaba por desistir dele. No entanto, ressalva que, «há exceções», como faz questão de sublinhar.

 

Retirado do Sapo Mulher

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Sexta-feira, 17.01.14

Emoções - As (novas) relações amorosas

As (novas) relações amorosas

Estaremos mais exigentes e independentes ou, simplesmente, mais imaturos?

Os conceitos mudaram irreversivelmente. Nos relacionamentos modernos, procura-se viver o momento, sem fazer planos para o futuro e o casamento tradicional deixou de ser visto como o caminho certo para a felicidade.

 

O foco na qualidade das relações, o aumento díspar do número de divórcios, o adiamento do casamento e da maternidade marcam os dias que correm. 

 

E, aos olhos da psicologia, a falta de maturação psicológica que caracteriza a nova geração de adultos fizeram surgir, nas duas últimas décadas, novos formatos de relacionamento amoroso. São relações informais, onde não existe compromisso e a felicidade não passa pelo casamento tradicional, nem, em alguns casos, tão pouco, pela partilha do mesmo espaço e das mesmas rotinas. Surgem assim, com mais frequência, as chamadas amizades coloridas, os encontros sexuais esporádicos, mas também, as relações ioiô que vivem no drama constante da separação e da reconciliação.

 

A lista também abrange as relações poliamorosas que consideram ser possível amar várias pessoas ao mesmo tempo e ainda casais com relacionamentos sólidos mas que preferem manter o seu espaço e recusam-se a partilhar a mesma casa. Reunimos alguns casos reais e conversámos com os especialistas que nos ajudaram a descodificar estas novas relações e as suas verdadeiras motivações. Estaremos mais exigentes e independentes ou, simplesmente, mais imaturos?

 

Uma mudança cultural e psicossocial

 

Na última década, o número de divórcios por cada 100 casamentos duplicou, passando de cerca de 15 para mais de 30. «Em 2001, por cada dez casais que deram o nó, houve três que o desfizeram», aponta Sofia Aboim, investigadora, especialista em Sociologia da Família, no seu livro «Conjugalidades em Mudança» (Instituto de Ciências Sociais). A socióloga alerta também para as percentagens de casais a viverem juntos, antes do casamento, que quase duplicou, nestes dez anos.

 

Registos que constatam «o crescimento da informalidade na formação do casal», analisa a investigadora. Os psicólogos reconhecem esta mudança cultural e social e a sua influência na formação destas novas relações mas falam também do retardamento da maturação que faz adiar o compromisso ou, até mesmo, rejeitá-lo. «Hoje, tornamo-nos adultos muito mais tarde em vários aspetos psicológicos e um deles, muito importante, é a capacidade de assumir um compromisso», sublinha Quintino Aires.

 

«Se, há 40 anos, essa capacidade aparecia aos 20/25 anos, hoje vai aparecer aos 40/50 anos», refere o psicólogo clínico e sexólogo, acrescentando que «isso é visível noutras áreas». E exemplifica. «Também assisitimos a uma dificuldade das pessoas se comprometerem com um curso ou uma profissão», refere o especialista.

 

Retirado do Sapo Mulher

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Sábado, 07.12.13

"A dor de corno é lixada"

Maria Kang

 

Esta semana foi introduzido n'A Vida de Saltos Altos o termo selfie , a palavra que designa as pessoas que se fotografam a si mesmas e disseminam os registos pelas redes sociais. Mas o que parece ser a moda de ódio do momento são as mães que se fotografam, em corpos esculturais, após o nascimento da criança. E que de acordo com algumas reacções online já não cabem nesta classificação: "This is not a selfie. This is an act of war."

 

Contextualizando: Caroline Berg Eriksen publicou a foto, aqui reproduzida, quatro dias depois de ser mãe, com o intuito de refutar a tão celebrada tese de que o corpo da mulher nunca mais será o mesmo depois de uma gravidez. Este comportamento foi tido como o de uma "exibicionista sem vergonha", de alguém que "não podia pertencer à mesma espécie" e sempre em crescendo.

 

 Se as redes sociais são um espaço privilegiado para exibicionistas também se revelam o mecanismo por excelência para aqueles que são incapazes de lidar com diferentes opções, opiniões e acima de tudo com as suas frustrações. Pequenos ditadores que navegam livremente na web querendo fuzilar, nalguns casos conseguindo, aquilo que os ameaça. Uma reacção primária, portanto. O mais recorrente nestes casos é retirar as situações do contexto e por vezes entrar no esquema de que uma mentira dita muitas vezes se torna verdade, onde o espaço para o contraditório fica sempre a perder em shares e em likes vs o estalar da polémica.

 

Para além de uma genética favorecedora, Caroline dedica a sua actividade profissional ao Fitness e à aparência física. Fez exercício físico durante a sua gravidez e ganhou 9kg. E para aqueles que considerarem que a reacção inflamada possa ter a ver com o timmig, apenas 4 dias, desenganem-se: Maria Kang recebeu o mesmo tratamento quando colocou uma foto intitulada What's your excuse? onde posa com os seus 3 filhos, o mais novo com 8 meses e com abdominais trabalhados, num incentivo ao exercício físico. A sua página foi alvo da ira dos estômagos flácidos e a sua conta de Facebook bloqueada por três dias por denúncia de conteúdo ofensivo.

 

A inveja e a cobiça são coisas feias. Se as mães se preferem concentrar na criança e não em si é uma opção, se preferem fazer o contrário também e se preferem fazer as duas coisas ao mesmo tempo continua a ser a sua escolha. E todos temos que viver com as escolhas que fazemos. A figura pós-maternidade não tem que pairar como terror na cabeça das futuras mães e pode ser uma preocupação estética para as que a valorizam. Ninguém disse que era fácil nem fruto de milagre, as mães que posam orgulhosas dos seus corpos esculturais trabalharam para chegar a esse resultado, recorrem a uma alimentação saudável e são uma inspiração para as que querem e para as que estão a percorrer o caminho para lá chegar, a sua mensagem é que no seu próprio tempo também elas são capazes.

A preguiça, essa, é que é pecado mortal.


Retirado de A vida de saltos Altos

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Sábado, 23.11.13

O amor está a mudar?

O amor está a mudar?

O amor é uma forma poderosa de estimular as nossas vidas, mas a sua ausência pode motivar diferentes estados de espírito como a tristeza e a depressão. Por isso é importante que haja humildade, diálogo e entendimento e se conheça bem o perfil do seu amado, só assim uma relação terá sucesso. Faça a sua autoavaliação e perceba qual o seu estilo de amar.

 

O amor é um sentimento multifocal. é, segundo a psicologia, uma confluência de paixão, intimidade e união. Está ligado a numerosas emoções e influencia os comportamentos. O amor, ele próprio, combina-se com sentimentos de fundo como a excitação, o bem-estar, o entusiasmo e a harmonia.

 

O amor influencia também o estado do nosso Eu (nas suas dimensões espiritual, psíquica e física) e pode contribuir para o enriquecimento da autoestima. o que quer dizer que, na ausência do sentimento do amor, ou na sua falta de correspondência, o nosso psiquismo pode falhar, sofrer ruturas e provocar sentimentos de frustração, desânimo, tristeza e depressão.

 

O ser humano está predisposto geneticamente para amar e ser amado porque é um animal profundamente social, envolvido em múltiplas redes de relações (familiares, comunitárias, laborais, etc.). Os sentimentos têm servido ao homem para o influenciar na sua perceção de si e do mundo e levá-lo a agir no e sobre o mundo. O amor, em particular, é um estimulante poderoso (motivador) da ação. Já a falta de amor conduz à inação.

 

O desenvolvimento da capacidade de amar depende de fatores históricos, culturais e familiares. O amor, hoje, é diferente do que era em épocas passadas. por exemplo, no período do Romantismo (final do século XVIII e grande parte do século XIX) o amor estava associado à paixão - um sentimento intenso, contemplativo e subversivo. Ele era sentido como emancipador mesmo que trágico, como na história de Romeu e Julieta.

 

Atualmente, o amor é mais dominado pela racionalidade. O amor já não provoca escravidão como antes da época do Romantismo. O sofrimento é mais limitado nas suas consequências e, não amar para toda a vida já não constitui um drama para a maioria das pessoas. O amor romântico, por exemplo, ainda que procurado por muitas pessoas, não passa agora de um mito. «A paixão de hoje é mercadoria de consumo. Não tem nada a ver com o destino, com os riscos, com o enfrentamento» - escreveu Renato Ribeiro, professor titular de ética e filosofia política.

 

O amor em tempos de divórcios


As transformações sociais modificaram um pouco a forma como o amor é percebido, sentido e gerido. O modo de amar depende muito das aprendizagens sociais nos primeiros anos de vida. Num mundo em que aumentam os divórcios entre casais, os filhos ficam menos preparados para relacionamentos amorosos duradouros.


Por outro lado, nas escolas, ensina-se mais sobre as relações sexuais do que sobre as relações amorosas. Os jovens sabem mais sobre sexo do que sobre amor. E isto influência o seu comportamento no mundo.

 

Como é que o ser humano ama?


Data dos anos 70 o primeiro estudo sobre os diferentes estilos de amor. As conclusões do sociólogo John Alan Lee, ainda hoje são consideradas válidas. Homens e mulheres podem amar-se de forma diferente e não complementar. As pesquisas mostram que os relacionamentos amorosos entre eles assentam em estilos diferentes e que essa não complementaridade pode explicar o fracasso de muitas ligações sentimentais. A falta de recompensa mútua devido às diferenças de estilo pode pôr em risco uma relação, criando conflitos frequentes e, finalmente, rupturas.

 

A forma como uma pessoa ama o seu parceiro depende de muitos fatores: personalidade, autoconceito, cultura, educação, etc. Dessa confluência resulta um estilo preferencial de amar. Alguns são compatíveis com o estilo do parceiro. Outros não.

 

O sucesso da relação vai depender de como os dois amantes forem capazes de superar as lacunas e as diferenças. O egoísmo pode ser, porém, um fator impeditivo de uma relação bem-sucedida se ambos não abdicarem das suas exigências e posturas.

 

O amor bem sucedido depende também da humildade e da franqueza. Conversar sobre as diferenças e as expetativas de cada um em relação ao outro pode facilitar o sentimento.

 

Retirado do Sapo Mulher

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Segunda-feira, 28.10.13

Por que traímos? As razões para o crescente aumento da infidelidade nas relações amorosas

Por que traímos?

«Já não confiava no meu namorado e acabei por traí-lo», assume Raquel, 35 anos. «Um dia, conheci um amigo de uma amiga por quem senti uma química muito forte. Ele convidou-me para sair, jantámos algumas vezes juntos e acabámos por trocar alguns beijos. Namorava há quatro anos mas já não confiava no meu namorado nem acreditava no futuro da nossa relação», admite hoje.

 

«Ele mentia-me em várias circunstâncias e, mais tarde, vim mesmo a confirmar que ele me traía. Não me orgulho do que fiz e, na altura, deixei-me envolver porque estava muito carente e não me sentia amada. Mas, hoje, sei que mesmo que volte a passar pelo mesmo, não quero repetir este comportamento», considera, contudo, Raquel.

 

Um especialista revela as causas que estão na origem da infidilidade e afirma que é possível superar e até mesmo evitar uma traição. Rotina. Perda de intimidade. Desilusão. E, mais tarde, o foco excessivo nos filhos. Estes são, segundo Manuel Peixoto, presidente da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, os principais motivos que levam homens e mulheres a trair.

 

No entanto, estudos recentes têm mostrado que a prática de infidelidade pode estar relacionada com determinadas características da personalidade e, até, com uma pré-disposição genética. O especialista explica que há «um permanente conflito entre a determinante biológica, a psíquica e a cultural. Afinal, a monogamia não está na essência biológica do ser humano, é uma imposição cultural e social». Ainda assim, não deixa de alertar que prevenir uma traição é possível e encara a infidelidade como uma decisão do casal.

 

O mito de que os homens traem mais


Estudos recentes provam que entre a percentagem de homens e mulheres que admitem já terem traído, a diferença é, na verdade, muito pequena. Num estudo da Universidade de Guelph (Canadá), 19% das mulheres confessou já ter traído, face a 23% dos homens. No entanto, tanto no caso feminino como masculino, os números reais podem ser muito superiores.

 

 

 

 

Retirado do Sapo Mulher

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Terça-feira, 04.06.13

É uma questão de igualdade: em Nova Iorque as mulheres podem fazer topless

É uma questão de igualdade: em Nova Iorque as mulheres podem fazer topless

Polícia da cidade foi relembrada de uma decisão de 1992.

 

Em Central Park, o enorme espaço verde no coração da cidade de Nova Iorque, EUA, muitas pessoas aproveitam para tomar banhos de sol. Se os homens se podem despir da cintura para cima, as mulheres também podem. Seja em Central Park, seja em qualquer ponto da cidade.

 

Em Fevereiro, a memória dos polícias foi refrescada com um memorando interno e, oralmente, por dez vezes: numa decisão de 7 de Julho de 1992, no estado de Nova Iorque, foi reconhecido o direito às mulheres de fazeremtopless, em nome da igualdade.

 

Os agentes não devem incomodar "os indíviduos, homem ou mulher, que se mostrem em público sem roupa da cintura para cima", diz o memorando a que a AFP teve acesso nesta segunda-feira.

 

Uma regra que, nos últimos anos, tinha sido esquecida pelas autoridades, que o diga Holly Van Voast, 46 anos, uma artista nova-iorquina que já se passeou pelas ruas da cidade em topless e foi presa, segunda ela, "dezenas de vezes". Algemada e levada para a esquadra, detida durante horas e acusada de "exposição indecente", acrescenta.

 

A artista – que é vista com regularidade em manifestações, no metro ou em bares, em topless –, apresentou uma queixa em tribunal, no passado dia 15 de Maio, contra a polícia e a cidade. Acusa-os de "assédio" e, na queixa, diz que já esteve presa num hospital psiquiátrico, durante seis dias, depois de ter sido presa junto a uma escola de 1.º ciclo, em Março de 2012.

 

Na queixa, Holly Van Voast invoca a decisão de 7 de Julho de 1992 e lembra o memorando que foi divulgado em Fevereiro passado. A queixa teve, para já, um resultado imediato: as nova-iorquinas que quiserem fazer topless, poderão fazê-lo com toda a tranquilidade este Verão.

 

Retirado do Público

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Segunda-feira, 13.05.13

Uma fotografia por dia contra a violência de género (Vídeo)




A descrição do Youtube aparece em croata: “Jedna fotografija dnevno u najgoroj godini života”, que em tradução livre significa: “Uma foto por dia no pior ano de minha vida”.

No final, ela aparece segurando uma mensagem: “Me ajude. Eu não sei se o amanhã virá”.

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Sexta-feira, 26.04.13

Sexo - Reconquiste o prazer em sete dias

Reconquiste o prazer em sete dias

O plano de uma sexóloga que vai (re)aproximar o casal

Lembra-se da última vez que teve uma noite daquelas com o seu companheiro? Se não, siga o plano de sete dias da sexóloga Vânia Beliz e recupere o desejo sexual numa semana. A Saber Viver testou-o e conta-lhe tudo.

 

«Queres matar-me?!», retorquiu. Foi assim, em jeito de brincadeira, que o meu marido reagiu quando lhe disse que íamos entrar no programa de recuperação da vida sexual traçado pela sexóloga Vânia Beliz, autora do livro «Ponto Quê?» (Objectiva).

 

Um plano que promete, numa semana, levar a satisfação do casal aos píncaros. «Mas temos de fazer todos os dias?», questionou de imediato, denunciando algumas reticências. E, desta forma, sem mais nem menos, tínhamos identificado o que nos desviou do caminho da satisfação sexual, tal como é solicitado no primeiro dia do plano.

 

Dia 1: Refletir


«Cansaço», dissemos em uníssono. Afinal, fomos pais há nove meses e ainda não recuperámos das noites em branco. Longe disso. Ainda hoje dormimos de quatro em quatro horas e estamos sem esperança de voltar a dormir, sem interrupções, nos próximos meses. Os mais otimistas dizem que tudo passa depois do primeiro aniversário. Vamos acreditar. Após apontarmos a fadiga como razão principal por trás deste distanciamento, continuo interessada em apurar mais pormenores.

 

Das tardes inteiras de sexo no sofá da sala passámos a dias, até semanas, sem nos tocarmos. Amuados um com o outro, irritados, até. Porquê? Eu, porque passo o dia inteiro entre fraldas e biberões, ele porque chega do trabalho cansado e eu ainda lhe exijo ajuda. Isto a somar àqueles dias em que quero atenção, como mulher, e ele agarra-se ao comando da televisão.

 

Ele, porque quer sair com os amigos e eu não aprovo ou porque, muitas vezes, chega a casa e o seu lado da cama está ocupado pela filha. Nesta noite, prometi fazer um esforço e não deitei a Madalena (nome fictício) na nossa cama, também decidi controlar a minha fúria com as (poucas) saídas dele. Ele fez o seu papel e tratou dos biberões. Dormi como um anjo.

 

Dia 2: Transformar-se


Acordámos animados, como há muito tempo não acontecia. A decisão de recuperar a nossa vida sexual depressa se tornou numa prioridade. Depois de identificar o problema que, no nosso caso, foi muito fácil, cansaço, empenhei-me a cumprir as ordens da sexóloga («transforme-se») e, ao segundo dia, subi à elíptica e pedalei meia hora, no final do dia, ainda marquei uma esfoliação corporal, uma massagem e troquei o verniz das unhas. Senti-me revigorada. Cheia de vontade de recomeçar.

 

Nesse dia, sentei-me no chão do quarto com a gaveta da roupa interior espalhada. Dividi a lingerie e troquei-lhe os lugares. Para a frente passaram as cuecas de renda, com pérolas e transparências, para trás, ficaram as básicas. E, nesse mesmo dia, esperei-o com o babydoll de renda preta, que me tinha oferecido no aniversário e eu nunca tinha usado. Matámos as saudades e começamos a lidar melhor um com o outro. Afinal, já nem me lembrava da nossa última noite de sexo…

 

Dias 3 e 4: Fantasiar e brincar


O terceiro dia sugere-nos fantasiar. Foi, talvez, a parte mais difícil. A falta de tempo e de imaginação atraiçoaram-me. Lembrei-me, contudo, de um livro, da Natália Correia, que me ofereceram no meu 30.º aniversário, «Poesia Portuguesa Erótica e Satírica» (Antígona). Arrumei-o na mesa de cabeceira, em cima do «O Grande Livro do Bebé» (A Esfera dos Livros) e, depois da casa estar em silêncio, li alguns poemas para ele. Ficámos mais próximos. Ainda nos rimos e viajámos com as rimas.

 

Ao fim do terceiro dia, começámos a falar de sexo como nos velhos tempos. Renasceu a vontade de estarmos a sós e a nossa relação mostrou-se mais sólida. Até parece que a Madalena. Percebeu e começou a dar-nos mais descanso. Contudo, ao fim do terceiro dia, confesso que ainda hesitava entre uma noite de sono e uma noite de sexo. Mesmo assim, no dia 4, fui à sex shop comprar as bolas chinesas, mais conhecidas como as bolinhas do amor.

 

Há muito tempo que falava em experimentar, mas surgiam outras prioridades. Fiquei excitada com a ideia de fazer algo novo. Mais picante. Enviei-lhe uma fotografia minha, em lingerie, com uma mensagem provocadora. Eu sabia que era um dia de stress para ele e foi uma excelente maneira dele descontrair antes de chegar a casa.

 

E assim foi, chegou mais cedo do que o habitual e a reivindicar a minha promessa. Mas a nossa filha não nos deu hipótese. Foi uma daquelas noites malvadas, a chorar de hora em hora e quando conseguimos ficar sozinhos só pensámos em dormir. Esquecemos o plano, as bolinhas do amor, o sexo e a lingerie. Dormir foi mesmo a palavra de ordem.

 

Dias 5 e 6: Namorar e surpeender


No dia seguinte, antes dele ir trabalhar, já com o sono recuperado, sugeri sairmos só os dois, nessa noite. Combinei com a minha mãe ficar com a Madalena e fui buscá-lo ao trabalho. Calcei os meus botins pretos de salto alto, vesti a minha minissaia de lantejoulas e apareci pontualmente ao pé dele. Jantámos num dos nossos restaurantes preferidos e fomos dançar. Há muito tempo que não dançávamos e soube tão bem, apesar do cansaço nos ter obrigado a ir para casa mais cedo do que pensávamos.

 

O cansaço impera, é um facto, e continua a trair-nos, apesar de começarem a surgir sinais de mudança na nossa relação. Voltámos a dizer «amo-te» e a ser mais cúmplices, nem que seja pelo facto de querermos passar mais momentos juntos, ainda que, por algum motivo (o cansaço ou o choro da Madalena) não consigamos. Lidamos melhor com o facto de termos menos sexo. Mais do que fazermos amor como fazíamos antes, senti que o diálogo nos aproximou.

 

Pelo menos, para já, acho que nos aproximámos por termos assumido a existência de um problema e, posteriormente, por o termos reconhecido. Mesmo assim, o plano dos sete dias continuou. Com alguns altos e baixos, é verdade, devido à rotina. O cansaço, afinal, não desaparece em sete dias. Na véspera de terminar o programa, escrevi, de manhã, num post it «Vamos fazer o que ainda não foi feito?» e colei-o no espelho da casa de banho.

 

Se me apetecia? Não, mas achei importante. Nessa noite, não nos abraçámos e estávamos de rastos. A noitada acabou por nos alterar a vida e, se por um lado, soube muito bem, por outro, complicou-nos os horários.

 

Dia 7: Entregar-se


Comecei a sentir falta da minha filha, alguns remorsos por, nesta semana, ter passado menos tempo com ela. Deixei-a mais vezes com a avó do que é habitual e insisti para que dormisse no seu quarto sozinha, mesmo quando chorava. Mesmo assim, quis terminar o programa da sexóloga sem falhas e, ao fim dos sete dias, entreguei-me, tal como sugere Vânia Beliz. Mudei, um bocadinho, os horários das refeições da Madalena, de forma a que ela fizesse o sono maior à hora a que ele chega a casa.

 

Correu bem. Enchi a banheira de espuma e esperei-o. Uma boa estratégia para ressuscitar algum desejo adormecido, pois percebi que consigo relaxar antes do sexo e recarregar baterias para entregar-me de corpo e alma. A nossa filha colaborou e, desta vez, dormiu de seguida. Concluí que quando não se tem a mesma disponibilidade para o sexo, com dedicação e empenho a vontade surge naturalmente. E dialogar é, sem dúvida, um grande truque para recuperar o desejo, pois logo após cumprir o ponto um, o problema pareceu menor.

 

Unimo-nos e lidámos melhor com a questão, mesmo sem ter sexo. Só o desejo bastou para nos relacionarmos melhor. Afinal, queremos muito estar um com o outro, o que é bem diferente de acharmos que o outro não nos deseja. Lida-se, assim, melhor um com o outro e com os obstáculos com que nos deparamos no dia a dia.

 

A sexóloga Vânia Beliz concorda que o ponto de partida para recuperar o desejo é mesmo o diálogo. «Muitas vezes não nos apercebemos o que falta ao outro, por isso, é muito importante sair sem filhos, só os dois», para conversar e perguntar-se «Onde está o nós?», sugere a especialista. Simples mas eficaz, eu garanto!

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Quarta-feira, 17.04.13

Comprovado cientificamente: Afinal para elas o tamanho importa

A eterna questão sobre a importância do tamanho do pénis para as mulheres foi avaliada por uma equipa internacional de cientistas, que concluiu que os homens bem dotados são considerados mais atraentes.

O estudo revelou ainda que as mulheres pré-históricas, que conseguiam ver os órgãos sexuais dos seus companheiros que vestiam pouca roupa, podem ter ajudado a influenciar a evolução de genitais maiores nos seres humanos, ao escolher ter relações com parceiros com pénis grandes.

 

Os cientistas envolvidos na investigação explicaram que decidiram estudar o assunto porque os relatórios anteriores tinham apresentado dados pouco corretos, que podiam ter ficado comprometidos. Isto porque as mulheres foram confrontadas com perguntas muito diretas sobre as suas preferências.

 

"Dado que o tamanho do pénis é um tema delicado, é difícil determinar se as mulheres mentiram ou se se 'auto-enganaram' nas suas respostas", explicou por e-mail à AFP o principal autor do estudo, Brian Mautz, cientista de pós-doutorado em evolução e seleção sexual da Universidade de Ottawa, no Canadá.

 

Assim, os cientistas lançaram-se num novo tipo de estudo, recorrendo ao uso de imagens digitais de silhuetas genéricas masculinas com diferentes pesos, formatos corporais e comprimentos de pénis em repouso.

 

Foi pedido a uma amostra de 105 mulheres australianas que observassem 53 dessas imagens em tamanho real, semelhantes às de robôs, e que podiam girar para que pudessem ser vistas em diferentes ângulos.

 

As mulheres, todas heterossexuais, não sabiam que estavam a participar num estudo sobre o tamanho do pénis e seu poder de atração. Simplesmente tinham de dar notas às imagens masculinas que considerassem mais atraentes sexualmente. As respostas foram recolhidas anonimamente.

 

Os cientistas descobriram, então, que as mulheres consideraram mais atraentes os homens com pénis maiores. Demonstraram também ter uma tendência de olhar com mais atenção para os homens mais bem-dotados. Mas não por muito tempo, já que cada avaliação foi feita em cerca de três segundos. No entanto, os cientistas não conseguiram explicar qual o tamanho ideal que um pénis deve ter para ser considerado mais atraente.

 

"Nós não encontrámos um tamanho ou calibre ideal (isto é, 'mais atraente') para o pénis", explicou Mautz. Contudo, "as notas de atratividade foram crescentes em relação aos valores mais altos destes traços", emendou.

 

O estudo foi publicado esta segunda-feira na revista científica Atas da Academia Americana de Ciências (Proceedings of the National Academy of Sciences, PNAS).

 

Os resultados "contradizem diretamente as alegações de que o tamanho do pénis não é importante para a maioria das mulheres" e também sugerem uma explicação para o facto de os machos humanos terem uma genitália relativamente maior em comparação com a de outros primatas, destacou o estudo.

 

"Os nossos resultados demonstram que a escolha feminina de um parceiro pode ter desempenhado um papel na evolução de um pénis relativamente maior entre os humanos", concluíram os autores do estudo. "Antes do uso de roupas, o pénis humano não-retráctil teria sido um indicador de atração para possíveis parceiros", acrescentaram.

 

Os cientistas não avaliaram questões de ascendência racial e se isto afetaria o tamanho do pénis, mas documentaram a origem étnica e a idade das mulheres que acompanharam durante este estudo.

 

Mais de 70% das mulheres que participaram na investigação eram de origem europeia, 20% asiática e 7% tinham origens diversas. A média de idades rondou os 26 anos.

 

Retirado do Sapo Mulher

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Quarta-feira, 03.04.13

Naomi Wolf em manifesto à arte do orgasmo feminino

Naomi Wolf em manifesto à arte do orgasmo feminino

Escritora norte-americana abriu o Festival Literário da Madeira esta quarta-feira. Falou do seu mais recente livro Vagina e de política.

Chegou ao palco e disse que não estava habituada a falar de temas tão pessoais em público, mas que as 150 pessoas que ali estavam se iriam tornar em breve os “seus novos melhores amigos”.

 

É, porém, difícil acreditar que a americana Naomi Wolf não esteja já treinada a dizer em público, e perante uma plateia com pessoas de várias idades, as palavras vagina, orgasmo, prazer sexual, vulva, pénis – repetiu-as com o à-vontade de quem já o fez algumas vezes. A plateia do Teatro Municipal Baltazar Dias, na Madeira, riu-se das suas piadas e fez perguntas no fim sem pudor. 

 

Naomi Wolf, que defende o “empoderamento das mulheres”, escritora associada à chamada terceira vaga feminista, ou Naomi Wolf, a crítica política – depende dos temas que está a abordar – foi abrir o Festival Literário da Madeira, nesta quarta-feira. O festival tem como mote Manifesto à Arte

 

Esteve no palco nos dois papéis: como feminista primeiro, quando passou em revista as ideias principais do seu último livro, ainda não traduzido, Vagina – A Cultural History, que tem ideias, segundo Wolf, revolucionárias sobre a sexualidade feminina; como comentadora política depois, em conversa com o eurodeputado e historiador Rui Tavares a propósito de O Fim da América – Carta de Aviso a um Jovem Patriota, livro de 2007 mas só agora traduzido para português pela Nova Delphi, que organiza o festival. 

 

A vagina, defende, é o último tabu sobre as mulheres e aquilo que ela percebeu durante a sua investigação é que tem uma ligação directa com o cérebro – e essa ligação é única. Como é que ela torna a vagina num tema feminista? De forma simplificada, o argumento dela é assim: durante o orgasmo, as mulheres têm um descarregamento de dopamina, que provoca determinados estados de espírito, como poder e assertividade, qualidades associadas ao feminismo – e por ser tão poderosa, esta tem sido uma “história” calada. 

 

"Devia ser capa de todos os jornais"


Depois de discorrer sobre as especificidades da vagina e do orgasmo feminino, sublinhando que o que tem de singular é que cada mulher é única, Naomi Wolf defendeu que “como feminista, isto devia ser a capa de todos os jornais”: “Se quer que uma mulher faça amor consigo entusiasticamente para o resto da vida tem que ser bom/boa para ela o resto da vida.” 

 

Após o “one woman show” de Naomi Wolf sobre a “complexidade” e a “beleza” da sexualidade feminina, como ela diz, Rui Tavares juntou-se e disse para a plateia: “Vamos fazer uma transição horrível de tema, do prazer para a repressão”. 

 

De facto, a superentusiasta Naomi Wolf a falar de pé sentou-se à mesa com ele e a energia e o tom de voz abrandaram. As técnicas de repressão que Wolf acusa o Governo norte-americano de George W. Bush de ter usado, a sua visita a Guantánamo, a vigilância da sociedade que viola direitos, temas que denuncia no livro publicado em português, não provocam a mesma adrenalina, nem acendem o cérebro da mesma maneira que o sexo.

 

Ela, afinal, tinha agarrado no microfone, descido para se aproximar da plateia, para pôr todos a rir, tendo recorrido aos gestos para descrever a anatomia da vagina e do pénis. Ao lado de Rui Tavares, que recentemente publicou A ironia do projecto europeu (Tinta da China), Wolf voltou, assim, ao papel de comentadora política. Respondeu a perguntas do historiador, mas o que quis mesmo foi saber coisas sobre o sistema político português, o envolvimento dos cidadãos, as relações dos portugueses com a Europa.

 

O festival continua até dia 7, com as Conversas Cruzadas, debates que têm como base títulos de livros: A Arte de Morrer Longe (Mário de Carvalho), moderada por Cláudia Rodrigues, com João Tordo, Raquel Ochoa, Tiago Patrício e Tiago Salazar; A Arte de Lidar Com as Mulheres (Schopenhauer), moderada por Paula Moura Pinheiro, com Ana Luísa Amaral, Filipa Leal, Inês Fonseca Santos, João Paulo Cotrim e Waldir Araújo; A Arte da Guerra (Sun Tzu), moderada por Ricardo Miguel Oliveira, com Antonio Scurati, Carlos Vaz Marques, João Luís Barreto Guimarães e Pedro Mexia; A Arte da Libertação(Krishnamurti), moderada por Sílvio Fernandes, com Anselmo Borges, Gina Picart, Lídio Araújo e Tabish Kahir; e A Arte de Pagar as Suas Dívidas(Balzac), moderada por Carlos Vaz Marques, com Carlos Quiroga, Maria do Rosário Pedreira, Raquel Varela e Rui Zink.

 

O programa completo pode ser consultado aqui.

 

Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 22:09 | link do post | comentar

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