Quarta-feira, 01.01.14

Novo Código da Estrada já está em vigor

Mais de 60 alterações ao Código da Estrada entram hoje em vigor, abrangendo a redução da taxa de álcool para condutores profissionais e recém-encartados, novas regras para ciclistas e para quem circula nas rotundas.

Entre as novas regras que entram hoje em vigor estão também a obrigatoriedade do uso do cartão de contribuinte, caso o condutor não tenha o cartão do cidadão, e a proibição de auriculares duplos durante a condução.

 

Nas rotundas a circulação também sofre alterações, passando a estar regulamentada e os automobilistas que ocupem a faixa da direita sem terem intenção de usar a saída imediatamente a seguir arriscam-se a uma coima entre 60 e 300 euros.

 

O novo Código da Estrada reduz a taxa de álcool permitida para 0,2 gramas por litro de sangue, para os condutores em regime probatório (com menos de três anos de carta de condução) e de veículos de socorro ou de serviço urgente, de transportes colectivos de crianças, táxis, automóveis pesados de passageiros e de mercadorias perigosas.

 

Estes condutores, quando apresentarem uma taxa de álcool igual ou superior a 0,2 gramas por litro de sangue, serão multados.

As mexidas no Código da Estrada prevêem também a criação das "zonas residenciais de coexistência", áreas partilhadas por peões e veículos, onde vigoram regras especiais de trânsito, tais como limites reduzidos de velocidade, nomeadamente a velocidade máxima de 20 quilómetros por hora.

 

As cadeirinhas passam a partir de hoje de ser obrigatórias para crianças com 1,35 metros ou mais, quando até agora a altura era de 1,50 metros. Já a idade, 12 anos, mantém-se inalterada.

 

Em caso de acidente, além dos habituais testes ao álcool, será também obrigatório o despiste de consumo de drogas.

 

Os ciclistas ganham novos direitos com as regras que entram hoje em vigor, passando a ser equiparados aos veículos motorizados.

 

Os polícias são obrigados a informar o condutor que tem a possibilidade de pagar a coima em prestações, quando for superior a 200 euros. As prestações não deverão ter um valor inferior a 50 euros e não exceder os 12 meses.

 

Retirado do Sol

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Terça-feira, 19.11.13

Cristiano Ronaldo coloca Portugal Mundial

Cristiano Ronaldo

 

Pela sexta vez no seu historial, a selecção portuguesa qualificou-se para a fase final do Mundial de futebol, após ter nesta terça-feira derrotado a Suécia por 3-2 em Estocolmo, no jogo da segunda mão do playoff de apuramento, depois do triunfo por 1-0 em Lisboa.

 

Tal como acontecera no jogo na Luz, foi Cristiano Ronaldo a decidir para a selecção portuguesa. Foi o avançado do Real Madrid os três golos portugueses e a confirmar a presença da selecção no Mundial que se realiza no próximo ano no Brasil.

 

Tudo parecia estar encaminhado para um resto de jogo sem sobressaltos quando Ronaldo fez o 1-0 aos 50’, numa jogada de contra-ataque. A Suécia precisava de marcar três golos para anular a desvantagem e Zlatan Ibrahimovic, a sua principal arma ofensiva, parecia desinspirado.

 

O avançado do PSG complicou as contas portuguesas ao marcar dois golos em três minutos. Primeiro, aos 68’, cabeceou sozinho na área portuguesa e fez o empate. Depois, aos 71’, colocou os suecos na frente com um livre directo.

 

Mas a resposta de Ronaldo foi a melhor possível. Aos 77’, Ronaldo fez o empate em mais uma jogada de contra-ataque e, aos 79’, acaba, em definitivo com a eliminatória, ao fazer o 3-2 numa jogada semelhante.

 

Foi o segundo hat-trick de Ronaldo ao serviço da selecção, ele que já tinha marcado três golos frente à Irlanda do Norte e, com esta proeza, o madeirense igualou Pauleta na lista dos melhores marcadores da história da selecção, passando a somar 47 golos em 109 internacionalizações.

 

Retirado do Público

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Sábado, 12.10.13

Por que Portugal ainda não está matematicamente no play-off

Por que Portugal ainda não está matematicamente no play-off

A selecção portuguesa de futebol ainda não assegurou matematicamente um lugar no play-off de apuramento para o Mundial de 2014, embora seja altamente improvável que Portugal não tenha essa segunda oportunidade de chegar ao Brasil.

 

Os primeiros classificados de cada um dos nove grupos apuram-se directamente para o Mundial. E os oito melhores segundos classificados disputam um play-off.

 

Portugal soma presentemente 18 pontos, mas como joga num grupo com seis equipas terá de descartar os pontos obtidos com o último classificado do grupo – é esta a forma definida pela FIFA para o segundo classificado do Grupo I, que só tem cinco formações, não ser prejudicado.

 

Assim, Portugal tem actualmente 15 pontos nas contas dos segundos classificados (deita fora três pontos ganhos ao Luxemburgo). Mas, se perder com o Luxemburgo na terça-feira e o Azerbaijão cair para último, a formação das “quinas” passa a somar apenas 12, no somatório com primeiro, terceiro, quarto e quinto classificados do seu grupo.

 

Ficando pelos 12 pontos, a selecção lusa arrisca-se a ser o pior segundo, entre os nove grupos de apuramento, já que há a possibilidade de todos fazerem pelo menos essa pontuação.

 

A Bulgária, segunda classificada do Grupo B, não pode fazer mais do que 10 pontos nestas contas, mas a Arménia, presentemente no quinto posto, ainda pode saltar para o segundo e chegar a 12, uma vez que só descarta três pontos com Malta, garantidamente a última classificada desse grupo.

 

De qualquer forma, para a Arménia ser uma melhor segunda classificada do que Portugal é necessária uma conjugação de resultados (bastante improvável): a selecção portuguesa perder com o Luxemburgo, a Arménia derrotar a Itália, a Dinamarca perder com Malta e a República Checa empatar com a Bulgária – e mesmo que Portugal perca e esta conjugação de resultado se verificar, a equipa de Bento estaria no play-off se for a Irlanda do Norte (e não o Luxemburgo) o último classificado do grupo. Isto porque só descartaria quatro dos 18 pontos já somados.

 

No que respeita aos outros agrupamentos, a Turquia (Grupo D) pode atingir os 13 pontos, a Ucrânia (H) os 15, a Islândia (E) os 16, a Croácia (A), a Suécia (C) e a França (I) os 17 e a Grécia (G) os 19.

 

José Manuel Ribeiro

 

Retirado do Público

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Sexta-feira, 13.09.13

As Linhas de Wellington é o candidato português aos Óscares

As Linhas de Wellington é o candidato português aos Óscares

Filme português é o candidato à nomeação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

 

As Linhas de Wellington, de Valeria Sarmiento, é o filme seleccionado para concorrer aos Óscares na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, anunciou esta sexta-feira a Academia Portuguesa de Cinema.

 

Estreado no Festival de Veneza do ano passado, As Linhas de Wellington, o último projecto de Raoul Ruiz (1941-2011), foi assim o escolhido para representar Portugal nos prémios mais cobiçados do mundo do cinema, os Óscares, que acontecem em Março de 2014. No entanto, o filme português é ainda um candidato à nomeação aos Óscares.

 

O filme recebeu a maioria dos votos da Comissão de Selecção que foi este ano composta pela actriz Anabela Teixeira, a produtora Pandora da Cunha Telles, o argumentista Possidónio Cachapa, o realizador Vicente Alves do Ó e os directores de fotografia Luís Branquinho e Tony Costa.

 

Produzido por Paulo Branco e com argumento de Carlos Saboga, As Linhas de Wellington conta no elenco com Nuno Lopes, Soraia Chaves, Marisa Paredes, John Malkovich, Carloto Cotta, Mathieu Amalric e Adriano Luz. Este começou por ser um projecto pessoal do realizador Raoul Ruiz.

 

Porém, depois da sua morte a 19 de Agosto de 2011, já em fase de pré-produção, foi Valeria Sarmiento, a sua viúva, quem completou o trabalho. O filme chegou aos cinemas portugueses no primeiro fim-de-semana de Outubro de 2012 e foi visto por 50.750 pessoas.

 

Rodado em Torres Vedras, o filme retrata a história das Linhas de Torres que tiveram um papel preponderante na retirada das tropas francesas comandadas pelo marechal André Masséna, durante a Terceira Invasão do território.

 

No ano passado, o filme de João Canijo, Sangue do Meu Sangue, foi o candidato português, mas acabou por não conseguir a nomeação aos Óscares.

A cerimónia de entrega dos Óscares, que será apresentada pela norte-americana Ellen DeGeneres, está marcada para o dia 2 de Março de 2014 no Dolby Theatre, em Los Angeles. As nomeações são anunciadas entre Janeiro e Fevereiro, cerca de um mês antes da cerimónia.

Esta semana, As Linhas de Wellington recebeu também nove nomeações para os prémios Sophiaorganizados pela Academia Portuguesa de Cinema, e que vão ser entregues no dia 6 de Outubro, em Lisboa.

 

 

 

Retirado do Público

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Terça-feira, 30.07.13

OS NOVOS DESAFIOS DOS CAMINHOS DE SANTIAGO EM PORTUGAL

OS NOVOS DESAFIOS DOS CAMINHOS DE SANTIAGO EM PORTUGAL


Esta quarta-feira, dia 31 de Julho, pelas 21h30, o Museu de Arte Sacra da Covilhã recebe a conferência “Os Caminhos de Santiago”, promovida pela Câmara Municipal da Covilhã, em parceria com o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHADB). O historiador de arte José António Falcão, director deste organismo fundado em 1984, usará da palavra para explicar os novos desafios que os Caminhos de Santiago enfrentam em solo nacional.


No Alentejo, o Caminho tem vindo a ser alvo, durante a última década, de um intenso trabalho de redescoberta por parte do Departamento do Património Histórico e Artístico, precisamente sob a direcção de José António Falcão, conservador de museus e professor universitário, que é um dos peritos internacionais do tema, frequentemente ouvido pelas entidades responsáveis pelas rotas jacobeias em Espanha, França, Irlanda ou Itália. A recuperação dos antigos itinerários de peregrinação, a redescoberta de pontos-chave do Caminho, a interpretação do património cultural e natural a ele associado e a qualificação do acolhimento dos peregrinos são algumas das prioridades deste projecto-piloto, que tem vindo a alargar a sua rede de parcerias, num acesso diálogo com as instituições e entidades locais que possam prestar apoio, ao nível local ou regional. Esta cooperação envolve já diversas autarquias, paróquias, associações, corporações de bombeiros e confrarias, com realce para as Santas Casas da Misericórdia, que contam, entre as suas valências históricas, a ajuda aos peregrinos.

 

Prova deste empenhamento por parte do DPHADB, foi a recente assinatura do Protocolo de Colaboração com a Ordem Soberana e Militar de São João do Hospital, de Rodes e de Malta, no passado dia 25 de Julho, coincidente com as festividades de Santiago Maior. São ainda levadas a cabo inúmeras actividades e encontros em torno do Caminho, de Norte a Sul, inscrevendo-se, esta quarta-feira, Covilhã no ciclo de conferências Jacobeias de 2013. Beja e Covilhã estão, aliás, há muito ligadas pelo Caminho, numa sequência de rotas que cruzam transversalmente o país e seguiam amiúde em paralelo às canadas reais, os caminhos próprios da transumância, outro património comum do Baixo Alentejo e da Beira Interior.

 

Os Caminhos de Santiago em território nacional


O Caminho de Santiago, designação das diferentes vias utilizados pelos peregrinos que seguem em direcção à catedral de Santiago de Compostela, remonta ao século IX e atravessa toda a Europa, desde os confins da Rússia e da Escandinávia até à bacia do Mediterrâneo e às costas das Ilhas Britânicas. Constitui, igualmente, o primeiro Itinerário Cultural Europeu, de acordo com uma prestigiosa classificação do Conselho da Europeu, em 1987. Alguns anos mais tarde, a UNESCO outorgou-lhe o estatuto de Património Cultural da Humanidade, sucessivamente em Espanha (1993) e em França (1997) – algo que se pretende alargar a outros países europeus.

 

Portugal é, desde o início da nacionalidade, um segmento privilegiado desta vasta rede cultural, que se encontra presente ao longo de quase todo o seu território continental. No Alentejo, o Caminho tem vindo a ser alvo, durante a última década, de um intenso trabalho de redescoberta por parte do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, sob a direcção de José António Falcão. Trabalho que conta com a participação de especialistas de universidades e museus portugueses, franceses, irlandeses, espanhóis e alemães e está a produzir frutos significativos, permitindo trazer à luz do dia monumentos, obras de arte e documentos de arquivo há muito esquecidos.

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Segunda-feira, 10.06.13

Como é feita a doação de óvulos e esperma?

 Como é feita a doação de óvulos e esperma?

Existem pré-requisitos obrigatórios para mulheres e homens se tornarem candidatos.

 

Antes de uma mulher ou um homem serem considerados dadores, há um processo para avaliar as suas condições físicas e psicológicas. Em ambos os casos, existem pré-requisitos obrigatórios para se tornarem “candidatos”: têm que ter entre 18 e 35 anos e serem saudáveis, sem antecedentes de doenças de transmissão genéticas ou infecciosas.

 

No caso da mulher é feita uma avaliação psicológica. À candidata são colocadas questões sobre o que a levou a considerar ser dadora, se tem conhecimento do processo médico que irá iniciar e restantes informações relacionadas com a doação.

Ultrapassado este ponto, a mulher inicia a fase de exames médicos, que passam por um exame ginecológico e análises sanguíneas destinados a confirmar se do ponto de vista reprodutivo a potencial dadora não tem quaisquer problemas.

É também nesta fase que o centro onde será feita a doação procura características físicas e genéticas na dadora que sejam o mais compatíveis possível com as de uma mulher candidata a receber a doação, como seja a etnia, estatura, pele, cor de olhos e/ou de cabelo e grupo sanguíneo.

No seu site, a Associação Portuguesa de Fertilidade explica que “o emparelhamento entre as características da dadora e as da paciente do casal permite actualmente uma igualdade de 70% entre os genes maternos e os da dadora”. “Como o contributo materno para o bebé é de 50%, o ovócito doado leva 50x70=35% de genes maternos e 15% de genes externos. Se juntarmos os 50% do contributo paterno, dá um bebé com 85% (35%+50%) de identidade genética dos pais e só 15% de genes exógenos [que ficam limitados aos orgãos internos, e que não interferem nem no aspecto físico nem no tipo de sangue]”.

Considerada apta para doar, a mulher inicia um tratamento de hiper-estimulação dos ovários destinado a provocar uma produção de óvulos superior ao que seria habitual num ciclo. Este processo é feito através de injecções que deverão ser administradas durante nove a 12 dias, um procedimento que pode ser feito pela própria dadora. Durante este período a dadora é sujeita a ecografias para acompanhar a resposta à estimulação dos ovários. Confirmada a presença de ovócitos é feita a recolha dos mesmos. A mulher é sedada e procede-se ao que tecnicamente se chama de punção, ou seja, são aspirados os óvulos produzidos. Findo este processo, a dadora deverá ser vigiada durante algumas horas no centro onde foi feita a recolha e depois pode regressar a casa no próprio dia. As mulheres podem fazer três ciclos com doação de ovócitos, com pelo menos seis meses de intervalo entre cada um.

Os ovócitos da dadora são depois inseminados com os espermatozóides do membro masculino do casal em tratamento. A transferência dos embriões que resultaram da inseminação para a mulher receptora acontece ao terceiro ou quinto dia do desenvolvimento embrionário.

Processo mais simples para os homens
No caso da doação de espermatezóides, o processo é mais simples. O potencial dador passa pelo mesmo processo de análise psicológica e física e emparelhamento físico e genético com o elemento masculino do casal infértil. Depois de entregue uma amostra de esperma é feita uma selecção do semén doado através de um espermograma.

Perante resultados que comprovem que são respeitados os parâmetros obrigatórios, o esperma fica criopreservado para quarentena durante seis meses. Nesta fase, os homens são considerados dadores provisórios até ter passado esse período.

Ao fim dos seis meses, o dador é sujeito a novos exames clínicos para confirmar que continua com um quadro clínico saudável. A partir deste momento, o seu esperma é considerado apto para ser utilizado em técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA). No caso dos homens, as suas doações não podem dar origem a mais de oito gravidezes de termo.

A doação de ovócitos e de espermatozóides é feita de forma anónima e os dadores não têm qualquer responsabilidade sobre as crianças que nasçam com a ajuda da sua dádiva.

As doações de óvulos são aceites na esmagadora maioria dos centros médicos de reprodução assistida do país. No caso das doações de esperma, essa lista é mais reduzida.

O Banco Público de Gâmetas recebe os dois tipos de doação. O contacto pode ser feito por telefone (915676551) ou por email (bancodegametas@chporto.min-saude.pt), mas deverá ser estabelecido apenas de segunda a quinta-feira entre as 14h30 e as 17h30.

 

Retirado do Público

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Domingo, 02.06.13

Portugal tem mais praias com "qualidade ouro" este ano

Portugal tem mais praias com

Associação Quercus distinguiu 355 praias pela excelente qualidade da água. No estuário do Tejo, uma praia passou a integrar lista oficial de zonas balneares.

As praias portuguesas estão numa maré positiva: a associação ambientalista Quercus atribuiu medalha de ouro a 335 zonas balneares, mais 40 do que em 2012. E até o estuário do Tejo quebrou um enguiço com mais de dez anos e voltou a ter uma zona balnear classificada.

 

Com base na informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Quercus procurou as praias que cumprem três requisitos: tiveram qualidade da água com a classificação máxima nos últimos cinco anos.

Segundo a lista divulgada neste domingo, a qualidade da água das praias está a melhorar. De um total de 543 praias classificadas pela APA como zonas balneares este ano (mais 17 do que no ano passado), 335 têm qualidade de ouro, com destaque para Albufeira. Neste concelho algarvio há 20 praias que cumprem os critérios da Quercus. A seguir na lista está Vila Nova de Gaia com 16, Almada com 15, Vila do Bispo com 12, Torres Vedras com 11 e Grândola com dez.

 

A tendência positiva é visível também nas praias interiores, que no ano passado tinham obtido piores resultados. Na época balnear deste ano, que começou oficialmente neste sábado, há 20 praias interiores com qualidade de ouro. Macedo de Cavaleiros, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei são os concelhos com mais distinções, com duas praias cada um.

 

As restantes seis premiadas são águas de transição, ou seja, onde se mistura a água do mar com a dos rios.

 

Ainda assim, nem tudo é ouro. Ainda há quatro praias com qualidade “má”, menos uma do que na época balnear passada. São elas a praia de São Roque, em Machico, na Madeira, a do Pontilhão da Valeta, em Arcos de Valdevez, Fragas de S. Simão, em Figueiró dos Vinhos, e Agroal, em Ourém. Além disso, 23 praias têm o uso limitado por situações de risco associado à estabilidade das arribas.

 

Em comunicado, a Quercus sublinha uma boa notícia: a praia dos Corvos, no Seixal, também conhecida como “praia dos Tesos”, integra a lista das zonas balneares assim classificadas este ano pela APA. Esta praia no esuário do Tejo estava interdita a banhos desde 2001 devido à má qualidade da água, mas nem por isso os banhistas deixaram de a frequentar, apesar de não ter vigilância.

 

O regresso da praia dos Corvos ao mapa das zonas balneares classificadas “é sem dúvida resultado do esforço de tratamento de efluentes domésticos que tem sido feito em ambas as margens do estuário nos últimos anos”, diz a Quercus em comunicado. Desde 2005, foram construídas 22 estações de tratamento de efluentes nas margens norte e sul do Tejo e na zona de Cascais, num investimento de 600 milhões de euros.

A classificação oficial de uma praia como zona balnear significa que ela é reconhecida como uma área muito frequentada por banhistas, e por isso tem de estar sujeita a uma série de normas e cuidados, sobretudo a análises regulares à qualidade da água durante o Verão.

A distinção de ouro da Quercus junta-se à classificação da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), que este ano atribuiu 277 bandeiras azuis. Destas, 262 são costeiras e 15 são fluviais. Veja a infografia com o mapa das praias premiadas aqui.

 

retirado do Público

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Segunda-feira, 13.05.13

Governo japonês atribui bolsas de estudo a portugueses

Estudantes

Bolsas para mestrado, investigação ou curso profissional no Japão disponíveis para portugueses. Até 21 de Junho

O Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia do Japão está a recrutar licenciados portugueses que queiram realizar um projecto de investigação, um mestrado, um doutoramento ou um curso superior profissional em universidades do país.

 

O programa de bolsas não tem um número definido de vagas ou cursos disponíveis. O processo assemelha-se àquele que um estudante teria de fazer no seu próprio país de origem. Ou seja, escolhe uma área de estudo, a instituição que gostaria de frequentar e candidata-se.

 

A bolsas atribuídas incluem todas as despesas com propinas, inscrição e viagens, bem como uma remuneração mensal, de 143 000 ienes (cerca de 1098 euros) para bolseiros de investigação, 144 000 ienes (cerca de 1106 euros) para alunos de mestrado ou curso superior profissional, e 145 000 ienes (cerca de 1113 euros) para alunos de doutoramento.

 

Candidaturas até 21 de Junho

Os interessados devem apresentar, até 21 de Junho, o boletim de inscrição, certificado de licenciatura, carta de recomendação e restante documentação exigida no regulamento junto da Embaixada do Japão. Depois deverão ainda fazer uma entrevista e um exame em japonês. Ainda que o domínio da língua japonesa não seja exigido, a realização do exame é obrigatória, sendo ainda possível fazê-lo também em inglês.

 

Mediante os resultados desta primeira fase, a Embaixada do Japão e o Governo Português fazem uma selecção preliminar dos candidatos. Os escolhidos deverão então contactar universidades e envidarem esforços para obter uma carta de admissão. A selecção final dos bolseiros, bem como a escolha da universidade onde serão colocados cabem às autoridades japonesas.

 

A data de partida é diferente para os diferentes cursos e instituições, mas todas têm vista a frequência durante o ano lectivo de 2014. As bolsas de investigação terminam em 2016, e as restantes no final do curso.

 

Os bolseiros que não falam japonês terão direito a um curso intensivo da língua nos primeiros seis meses, e só começam os estudos quando este terminar. No caso de não conseguirem resultados satisfatórios, perdem o direito à bolsa.

 

O regulamento, bem como morada e contactos, podem ser consultados online na página da Embaixada do Japão

 

Retirado do P3

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Sexta-feira, 12.04.13

Ogier entra em força no Rali de Portugal

 

Primeiro dia da 47ª edição do Rali de Portugal ficou marcado pelo abandono de Mads Ostberg e pela liderança de Sébastien Ogier.

O francês Sébastien Ogier (Volkswagen) assumiu-se hoje como o principal candidato à vitória na 47ª edição do Rali de Portugal, liderando a prova após os quatro primeiros troços cronometrados, depois do abandono de Mads Ostberg. 

 

No entanto, depois de um início em que prometia um rali dominador, Ogier,  líder destacado do mundial de pilotos, viu as suas pretensões serem contrariadas, primeiro pelo norueguês Mads Ostberg (Ford), que, com um andamento muito forte, arrebatou a primeira posição na especial seguinte.  
 
Mas Ostberg, vencedor da última edição após a desclassificação do finlandês Mikko Hirvonen, viu o seu desejo de repetir o triunfo, desta feita em competição, ser desfeito na terceira prova cronometrada, quando capotou com o seu Ford, ficando afastado da luta pela vitória.  
 
Enquanto Ostberg ficava de fora da luta - pode ainda retomar a prova no sábado em super-rali, mas já muito afastado em termos de tempo -, o espanhol Dani Sordo atacou e, depois de vencer as terceira e quarta especiais, ameaça agora a liderança de Ogier, que comanda com apenas 2,4 segundos de vantagem sobre Sordo. 

 

Açoriano Ricardo Moura em 18.º 

 

Numa altura em que falta disputar a superespecial de Lisboa para que termine a primeira etapa, a dúvida agora coloca-se em saber se os pilotos irão atacar nos apenas 3,27 quilómetros de extensão daquele troço, ou se optarão por deixar-se atrasar para evitar ter de abrir a estrada no sábado.
 
Com a previsão de tempo seco para os restantes dias do rali, os pilotos podem tentar partir o mais atrás possível. Com piso seco, quem parte à frente é penalizado, porque há muita terra solta nos troços e a aderência dos carros não é a ideal. À medida que alguns carros passam, a trajetória começa ficar desenhada e aqueles que passam a seguir já não perdem tanto tempo.  
 
Este ano, com apenas oito equipas inscritas, o lote português está longe de dar nas vistas, sendo liderado pelo açoriano Ricardo Moura, bicampeão nacional de ralis, que conduziu o seu Mitsubishi ao 18.º lugar da geral, com mais 4.48,8 minutos do que o comandante e apenas com 2,3 segundos de vantagem para Bruno Magalhães (Peugeot), que o secunda na classificação dos lusos.  

 

Retirado do Expresso

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Segunda-feira, 01.04.13

O maestro francês que gosta de ensinar em Portugal

O maestro francês que gosta de ensinar em Portugal

O maestro Jean- Marc Burfin a dirigir a Orquestra Académica Metropolitana ANDRÉ NACHO

Jean-Marc Burfin Professor na Academia Superior de Orquestra e maestro titular da Orquestra Académica Metropolitana, veio a Portugal há 20 anos e acabou por ficar.

 

São 17h15 em ponto. No anfiteatro-auditório do ISCTE as cadeiras vão sendo preenchidas no lado da plateia. No palco, ao fundo, estão dispostas em semicírculo dezenas de cadeiras, instrumentos, pautas de música. Os músicos que compõem a Orquestra Académica Metropolitana de Lisboa entram de forma ordeira e calma. Por fim, e acompanhado pelo violinista, Jean-Marc Burfin ocupa o seu lugar. O de maestro.

 

A saudação ao público é rápida e, num ápice, o som interrompe o silêncio na sala. Nesse breve momento, o maestro parece ter também orquestrado a completa ausência de ruídos do lado que não lhe compete orientar. A sala ficou parada dividindo atenções entre o violinista e os gestos duros e ritmados do homem de cabelo grisalho e fato escuro que coordena cada nota musical. A expressão facial pouco diz da pessoa que fala à orquestra. Como consegue um maestro falar a tanta gente em simultâneo? O segredo é o domínio da música. Um maestro deve estar sempre informado, saber o que quer, conhecer a partitura e saber na perfeição como pedir e obter o que quer. Aquilo que para o público é o espectáculo, para a orquestra é o produto final de um grande trabalho de bastidores. "Se eu falhar à frente do público, este talvez nem perceba, mas se eu falhar com o meu verdadeiro público, que é a orquestra, aí é pior", explica ao PÚBLICO o maestro titular da Orquestra Académica Metropolitana, Jean-Marc Burfin, para quem a "autoridade mais eficaz é a autoridade natural".

 

Este maestro francês que vive em Portugal há 20 anos já não fica nervoso antes de subir ao palco, a não ser quando os ensaios não correm bem (e isso já é raro acontecer). Entre aqueles que mais o influenciaram está o maestro russo Ievgueni Svetlanov. "Vi-o com três orquestras e obras diferentes e fiquei sempre impressionadíssimo. Há qualquer coisa que não tem a ver com a mecânica da direcção, há qualquer coisa que ultrapassa a questão técnica do maestro. É uma emoção muito forte", recorda o músico, que também foi aluno de Leonard Bernstein, a quem reconhece igualmente essas características transcendentes.

 

Goddard Lieberson, o compositor, disse um dia: "Mostra-me uma orquestra que goste do seu maestro e eu mostro-te um maestro preguiçoso." Mas Burfin não concorda. "Não é tudo branco, nem tudo preto, tem muito a ver com o percurso da orquestra, que é uma entidade com muitas pessoas, mas com um corpo único", defende. Na sua opinião, o maestro deve passar uma imagem de seriedade, não pode ser demasiado duro, mas também não deve ser brando. A exigência é uma forma de ser respeitado entre os músicos que podem ficar frustrados perante um maestro mais permissivo e descontraído. "Uma orquestra profissional não gosta de um maestro que não faz um trabalho sério", afirma.

 

"O sangue das obras"

 

A primeira coisa que Jean-Marc Burfin pede aos seus alunos de Direcção de Orquestra é uma demonstração de parte de uma obra onde "o próprio [aluno] vai criando a sua orquestra imaginária e mostra com gestos como é que acha que deve funcionar". O maestro-professor não segue um método uniforme para com todos alunos, tenta adaptar-se às capacidades e dificuldades de cada um. "Não há dois alunos iguais, é preciso respeitar a personalidade de cada um, no fundo o professor tem que ser diferente também", explica. Numa aprendizagem difícil de ministrar, em que o instrumento é a orquestra, "o reportório escolhido é acessível, do ponto de vista da estrutura e da forma, e concentrado em obras do período clássico, início do romantismo, de Haydn até Schubert". Há códigos comuns a todos os maestros, "um compasso a três é um compasso a três e um compasso a dois é um compasso a dois", explica. "Devo ter cuidado e actuar em conformidade com as orientações, pois os alunos têm uma disposição natural para imitar a minha regência e tem de haver coerência entre aquilo que peço e aquilo que eu faço", acrescenta. Tenta manter a simplicidade do gesto e impor a ideia de que à frente da orquestra tem de estar o melhor músico para "transmitir o sangue das obras".

 

Uma vez por semana, Constança Simas tem aulas de Direcção de Orquestra com este músico francês. "É um grande maestro e é humilde. Alguns maestros não gostam de ensinar, estão ocupados com a sua grandeza pessoal, mas ele não", diz a aluna, que quando fala do professor o faz com orgulho. "É muito sincero, às vezes até dói, mas quando são coisas boas, dá até vontade de dançar."

 

A Direcção de Orquestra aprende-se em público e por isso há uma pressão que não existe noutras aprendizagens, mais solitárias. Jean-Marc Burfin considera a lucidez, a humildade e a honestidade intelectual características importantes no aprendiz que tem de ter a perfeita noção de que está "perante obras e criadores que são muito superiores a ele". Brahms, Tchaikovski, Beethoven, Mahler, Ravel e Debussy são alguns dos nomes que destaca entre as suas preferências, admitindo-se mais sensível a determinadas estéticas ou períodos da música, como o fim do classicismo ou o início do romantismo. "Há sempre obras que gostaríamos de tocar, de apalpar e saborear melhor, é um poço sem fundo", observa.

 

Nos seus antigos alunos, apesar de não ser visível, sente alguns dos seus ensinamentos. "A Joana Carneiro dirige de uma forma completamente diferente da minha; significa que encontrou o seu próprio caminho, mas sei que se faz uma coisa completamente diferente daquilo que na altura fazia enquanto aluna, o faz sempre no sentido de corresponder aos critérios que lhe inculquei."

 

Já teve alunos a quem reconheceu falta de talento, mas também já foi surpreendido por alunos de quem não tinha grandes expectativas. Muitas vezes é uma questão de maturidade e de muita vontade. O que nota actualmente é que muitos dos alunos têm "dificuldades para aguentar, sob o ponto de vista económico, as exigências de um curso" e isso reflecte-se na forma como encaram a arte musical. "Sinto que há 20 anos havia mais ingenuidade no estudo da música, havia uma certa despreocupação, não havia tanta angústia, nem tanto calculismo na organização dos estudos." Sente que entre os alunos a ideia de que a música é uma segunda opção, paralela a outro rumo profissional que à partida assegura um futuro mais estável, é hoje mais comum.

 

O teste das notas erradas

 

Ao fim de tantos anos a viver em Portugal Jean-Marc Burfin não se sente português nem francês. O facto de ter família em França e na Polónia, e de ter estudado na Áustria e na Rússia, fá-lo sentir-se "um cidadão do mundo". Jean-Marc nasceu perto de Paris, em 1962, mas percorreu vários países da Europa por causa da profissão dos pais, que não tinham qualquer ligação à música. Foi na escola primária, onde havia muitas actividades, entre elas o coro, que se apaixonou por esta arte. Graças a um professor que reparou no seu talento e falou com os seus pais, aos seis anos iniciou o seu caminho na música. Começou a estudar piano em Lyon e prosseguiu os estudos em Nancy. "Tinha uma certa facilidade de assimilação, quer ao nível do ouvido, quer ao nível da leitura da música", recorda. No entanto, nessa altura ainda não pensava fazer daquela a sua profissão e só se começou a dedicar intensamente à música quando tinha 14, 15 anos. "O que é bastante tarde", lembra. "Normalmente para se chegar a um determinado patamar tem de haver um treino regular a partir dos sete, oito anos. Aos dez já é muito tarde." Apesar disso, em 1987, conquistou o 1º prémio de Direcção de Orquestra na classe de Jean-Sébastien Béreau, por unanimidade dos jurados, e depois foi convidado para dirigir a Orquestra de Paris. Foi finalista no Concurso Internacional de Jovens Directores de Orquestra de Besançon e recebeu o prémio especial da Orquestra da Rádio-Televisão de Moscovo.

 

No início da sua carreira foi posto à prova por alguns dos músicos mais velhos. "Os músicos mais velhos e experientes, que já têm 20, 30 anos de orquestra, acham que sabem tudo e, às vezes, nos ensaios alguns tocavam notas erradas para me testar, isso faz parte", recorda.

 

Desde essa época, o maestro já dirigiu inúmeras orquestras em França e no estrangeiro, como a Potsdam Phillarmonie, Württembergische Phillarmonie ou a Sinfónica de Oviedo. Mas quando terminou a sua formação não lhe foi fácil encontrar trabalho. "É um mundo muito fechado. Quando se sabe que determinada orquestra está a precisar de um maestro, normalmente já está alguém previsto", afirma.

 

Aos 30 anos soube de um projecto em terras lusas e rumou a Portugal, apesar de este não ser "um centro musical muito forte", perto das grandes referências como Paris, Londres ou Viena. Mas aqui tem "uma qualidade de vida" dificilmente alcançável noutros países. "O mar, o sol, a comida, o tempo, a serra de Sintra...", diz. Foi também aqui que conheceu a polaca Bogumila Burfin, sua mulher há 20 anos. No início trabalhavam em orquestras separadas, mas a música uniu-os e, "por culpa dele", acabaram por ficar. Têm um filho, que já toca piano.

 

Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 22:47 | link do post | comentar

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