Segunda-feira, 20.01.14

As relações ioiô e o Poliamor

Poliamor

 

As relações ioiô

 

Para o psicólogo clínico e sexólogo Quintino Aires, a incapacidade de assumir o compromisso é um reflexo da falta de maturação que se verifica nos jovens adultos atuais. Um estudo recente, citado pelo especialista, revelou que «46% dos portugueses até aos 35 anos, ainda não amadureceu». E é também esta imaturidade, segundo o especialista, a causa principal dos relacionamentos ioiô, que ora terminam, ora recomeçam.

 

 

Ana, de 38 anos, manteve uma relação deste género durante sete anos, que terminou recentemente, mas agora, garante que «é mesmo definitivo». Ao longo dos últimos anos, perdeu a conta ao número de vezes que terminou esta relação. «Sempre foi uma relação muito complicada. Desde o início, que, no máximo, estávamos duas semanas, sem discussões. Depois, surgia sempre um conflito qualquer e decidíamos terminar», recorda.

 

 

O psicólogo Nuno Amado alerta que «nunca é um bom fator de previsão de qualidade de uma relação que as pessoas já se tenham separado e reconciliado várias vezes». Quintino Aires é mais radical e diz que os relacionamentos ioiô são mantidos por pessoas que não gostam verdadeiramente uma da outra.

 

 

«Reconciliam-se porque, quando estão separadas, sentem saudade, desejo e angústia por estarem sós, mas depois voltam a terminar, porque, na verdade, não se amam. Duas pessoas que não olham da mesma forma para o mundo e/ou que não toleram a opinião uma da outra não se amam», sublinha o especialista.

O poliamor

A derrubar totalmente a estrutura tradicional de um relacionamento amoroso aparece o poliamor, um tipo de relacionamento em que cada pessoa tem a liberdade de manter mais do que um relacionamento ao mesmo tempo. Quem é adepto do poliamor defende que «não se trata de infidelidade, nem de promiscuidade, mas sim de uma honestidade total, em que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com elas».

 

 

Maria e Bernardo, ambos na faixa dos 30 anos, estão casados há um ano e assumem, com naturalidade, que tanto um como outro estão livres para se envolverem com outras pessoas. Já tiveram algumas relações extraconjugais, desde que estão juntos, mas, não passaram de encontros sexuais e, até ao momento, nunca se apaixonaram. No entanto, não excluem essa hipótese.

 

 

Vir a gostar de outra pessoa não implica, para eles, o fim do sentimento que os une. «Acima de tudo, privilegiamos a comunicação. Sempre que aparece uma pessoa nova que nos desperta interesse, consultamo-nos um ao outro para definir a melhor estratégia a adotar», conta Bernardo. E é precisamente essa honestidade que sossega Maria.

 

 

«Um dia pode surgir uma pessoa por quem nos venhamos a interessar amorosamente, mas isso não tem de afetar o que sentimos um pelo outro», diz. Para os psicólogos entrevistados, este formato de relacionamento materializa a incapacidade de criar vínculos emocionais, decorrente da imaturidade psicológica. Na opinião de Quintino Aires, «quem cria um vínculo emocional com uma pessoa rejeita naturalmente o envolvimento com outras pessoas».

 

 

Nuno Amado não acredita na sustentabilidade deste modelo a longo prazo e acha que, mais cedo ou mais tarde, o casal acaba por desistir dele. No entanto, ressalva que, «há exceções», como faz questão de sublinhar.

 

Retirado do Sapo Mulher

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Sábado, 18.01.14

Emoções - As amizades coloridas

Amizade Colorida

 

As amizades coloridas

 

 

Luísa, com 42 anos, um dos nomes fictícios, criados para garantir o anonimato dos testemunhos, foi apresentada a Miguel, numa saída à noite com amigos. Ficaram amigos, mas com o tempo, perceberam que havia algo mais do que amizade. «Fomos ficando mais íntimos e, assim, as coisas aconteceram», recorda Luísa. E, apesar da distância física (Miguel trabalha noutro país), ainda se encontraram, durante seis meses.

 

«Hoje, mantemos apenas a relação de amizade. Com a idade, tornamo-nos mais exigentes. Acho que não vale a pena investir em relações que estão condenadas a não resultarem. Neste caso, tínhamos a distância que nos separava. E, além disso, neste momento, tenho um estilo de vida que me deixa livre para fazer o que quero e não me agrada a ideia de perder essa liberdade», confessa Luísa, que há um ano terminou um casamento de dez anos.

 

O psicólogo e investigador Nuno Amado confirma que «com o aumento do divórcio e o adiamento do casamento e/ ou da maternidade, existem mais pessoas que não querem precipitar-se em relações sérias». No entanto, alerta para o perigo deste tipo de relacionamentos.

 

«É sempre um terreno escorregadio porque há uma probabilidade forte de haver um desencontro de expectativas. Qualquer tentativa de separação da vida sexual da afetiva pode falhar», alerta o especialista, aconselhando que «a melhor forma de gerir as expectativas é através de uma conversa franca. Quanto mais fica por dizer, mais espaço fica para o desencontro», realça.

 

O sex buddy

 

As amizades coloridas estão na moda. Existe amizade, intimidade e exclui-se o compromisso. Mas há casos em que só há espaço para a intimidade física. Não são amigos, nem consideram ter algum tipo de relacionamento, encontram-se em busca do prazer físico e nada mais. São encontros pontuais que ocorrem cada vez mais.

 

«Porque além de haver mais pessoas fora de uma relação, quer pelo adiamento do casamento e maternidade, quer pelo aumento crescente do número de divórcios, há uma aceitação social de que o ato sexual não tem que acontecer entre membros de um casal», refere o psicólogo Nuno Amado. «São pessoas que não querem ter um relacionamento sério mas que têm desejo», acrescenta o especialista.

 

É o caso de Carolina, de 33 anos, que assume com clara descontração que nunca teve um relacionamento amoroso e ter um companheiro nunca fez parte dos seus ideais de vida. Ao longo destes anos, tem conhecido homens a quem chama de amantes, com quem foi tendo encontros, meramente sexuais. Alguns casos não passam de um encontro de uma noite, outros mantêm-se durante algumas semanas e, raramente, duram mais do que um mês.

 

«Sou uma mulher de paixões, não gosto da monotonia e da rotina das relações de longo prazo e, normalmente, canso-me dos homens, depois de dois ou três encontros. Talvez nunca tenha conhecido alguém que me despertasse sentimentalmente», desabafa.

 

Retirado do Sapo Mulher

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Sexta-feira, 17.01.14

Emoções - As (novas) relações amorosas

As (novas) relações amorosas

Estaremos mais exigentes e independentes ou, simplesmente, mais imaturos?

Os conceitos mudaram irreversivelmente. Nos relacionamentos modernos, procura-se viver o momento, sem fazer planos para o futuro e o casamento tradicional deixou de ser visto como o caminho certo para a felicidade.

 

O foco na qualidade das relações, o aumento díspar do número de divórcios, o adiamento do casamento e da maternidade marcam os dias que correm. 

 

E, aos olhos da psicologia, a falta de maturação psicológica que caracteriza a nova geração de adultos fizeram surgir, nas duas últimas décadas, novos formatos de relacionamento amoroso. São relações informais, onde não existe compromisso e a felicidade não passa pelo casamento tradicional, nem, em alguns casos, tão pouco, pela partilha do mesmo espaço e das mesmas rotinas. Surgem assim, com mais frequência, as chamadas amizades coloridas, os encontros sexuais esporádicos, mas também, as relações ioiô que vivem no drama constante da separação e da reconciliação.

 

A lista também abrange as relações poliamorosas que consideram ser possível amar várias pessoas ao mesmo tempo e ainda casais com relacionamentos sólidos mas que preferem manter o seu espaço e recusam-se a partilhar a mesma casa. Reunimos alguns casos reais e conversámos com os especialistas que nos ajudaram a descodificar estas novas relações e as suas verdadeiras motivações. Estaremos mais exigentes e independentes ou, simplesmente, mais imaturos?

 

Uma mudança cultural e psicossocial

 

Na última década, o número de divórcios por cada 100 casamentos duplicou, passando de cerca de 15 para mais de 30. «Em 2001, por cada dez casais que deram o nó, houve três que o desfizeram», aponta Sofia Aboim, investigadora, especialista em Sociologia da Família, no seu livro «Conjugalidades em Mudança» (Instituto de Ciências Sociais). A socióloga alerta também para as percentagens de casais a viverem juntos, antes do casamento, que quase duplicou, nestes dez anos.

 

Registos que constatam «o crescimento da informalidade na formação do casal», analisa a investigadora. Os psicólogos reconhecem esta mudança cultural e social e a sua influência na formação destas novas relações mas falam também do retardamento da maturação que faz adiar o compromisso ou, até mesmo, rejeitá-lo. «Hoje, tornamo-nos adultos muito mais tarde em vários aspetos psicológicos e um deles, muito importante, é a capacidade de assumir um compromisso», sublinha Quintino Aires.

 

«Se, há 40 anos, essa capacidade aparecia aos 20/25 anos, hoje vai aparecer aos 40/50 anos», refere o psicólogo clínico e sexólogo, acrescentando que «isso é visível noutras áreas». E exemplifica. «Também assisitimos a uma dificuldade das pessoas se comprometerem com um curso ou uma profissão», refere o especialista.

 

Retirado do Sapo Mulher

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Sábado, 04.01.14

Aumenta a procura da alma gémea na Internet

Aumenta a procura da alma gémea na Internet

Estudo realizado nos Estados Unidos conclui que muitos internautas visitam sites de relacionamentos

 

Um estudo realizado nos Estados Unidos concluiu que são cada vez mais as pessoas que procuram a sua alma gémea na Internet, nomeadamente em sites dedicados a relacionamentos.

 

O Instituto Pew avança que, no total, 11% dos utilizadores de Internet nos Estados Unidos, ou cerca de 9% dos adultos, disseram ter visitado essas páginas. O estudo mostra que 66% desses utilizadores encontraram par graças a esses sites e 23% deles iniciaram uma relação de longo prazo ou casaram-se com a pessoa que conheceram no ciberespaço.

 

"Há dez anos, quando realizámos o nosso primeiro estudo sobre estes encontros digitais, os utilizadores tinham pouco acesso a este tipo de site e encaravam-nos com uma boa dose de cepticismo", afirmou Aaron Smith, diretor do estudo. "Apesar de ainda persistirem dúvidas, agora é culturalmente mais aceitável sair com alguém que se conheceu na Internet", acrescentou.

 

Cerca de 53% afirmam ainda que encontrar a alma gémea na web é muito mais fácil do que na vida real, porque a Internet permite conhecer melhor as pessoas. Os dados desse estudo coincidem com os de um estudo de junho, feito pela Universidade de Chicago, que indicou que mais de um terço dos casamentos americanos entre 2005 e 2012 teve início em encontros online. 

 

Retirado do Sapo Mulher

 

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Segunda-feira, 09.12.13

A dificuldade de ter um pipi

Não é preciso ir buscar a velha e gasta conversa do papel preponderante que o homem sempre teve na história. Se o teve foi porque o deixaram e se deixaram se calhar é porque elas estavam cansadas de serem elas a fazer tudo e passaram a bola a outro. As que restaram, foram todas queimadas na fogueira.

 

Passado este episódio da história, e o dos sistemas matriarcais também, isto de ser-se mulher e de explicar esta "energia" feminina não é fácil. Não é mesmo.

 

Essa coisa de que elas são complicadas e que nunca se sabe como é que se há-de lidar com elas é mesmo verdade. Ser mulher é uma experiência maravilhosa, é tudo e bom. A roupa é muito mais gira do que a dos homens, há mais acessórios e pode-se ter filhos dentro da barriga e tudo. Assim num nível mesmo de gaja, ser mulher é isto. É bom. Eu falava mesmo era de ser mulher, mas de ser mulher assim lá mais dentro. Essa coisa de se sentir mulher de dentro para fora. De ter uma série de coisas que nem a própria sabe explicar, (sem ser o "período" que está para chegar, sim?!) e sem se saber explicar, "tem" que se agir, falar e ter uma vida que não se sente sem se poder explicar porque ninguém vai perceber... São poucos os que sabem, porque são poucos, também, os que conseguem ver o mesmo que se sente sem ter que se explicar. E às vezes explicar tudo o que não se saber explicar... Gaita!

 

É difícil porquê?

 

Para algumas mulheres, ter que apaziguar a efervescência de uma energia que nem sempre controlam é de facto muito complicado. É o mesmo que levar um tigre selvagem para uma tenda de circo e estar à espera que ao estalar do chicote ele saiba que tem que rebolar para o lado, e para que lado. É estar em pleno Chiado à hora de ponta e sentir o vento na cara, os cabelos soltos, as passadas largas e lobos a correm-lhe ao lado. É ter toda a sabedoria ancestral de todos os antepassados a correrem também dentro delas. As avós, as tetravós, as bisavós e essas avós todas do mundo ali presentes, a nascer, a parir, a morrer e voltar a nascer a parir e a morrer em minutos enquanto de leva uma vida.

 

E então?

 

E então estas são mulheres que revelam uma confiança que não é construída, nem instruída. É uma confiança e uma força de origem. Da origem da terra, da mãe, da avó, da tia, das mulheres todas que viveram antes dela, condensadas nelas só. E enquanto correm, com o vento e com os lobos, não sabem se o coração que ouvem é o seu, se dos lobos, dos seus antepassados ou da Terra. Sim, o coração da Terra que trazem mesmo debaixo dos pés. Dessa Terra que lhes grita para serem sempre bravas e fortes, doces e meigas, guerreiras e pacificadoras, amantes, mães, rameiras, amigas, fortes, frágeis, singelas e arrebatadoras. Dessa que todos os dias lhes pede que nasçam, procriem, gerem, morram e o façam de novo mais uma vez e outra. Todos os dias. E às vezes só a Terra as faz parar, quando as chama ao chão de tanto dançarem.

 

Aquela que se esquecer que transporta consigo todos estes corações, arrisca-se a deixar secar o seu. Enquanto isso, eu...

 

Eu desbravei uma tijela de marmelada caseira.

 

Marta Ramalho



Retirado de A Vida de Saltos Altos

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Sábado, 07.12.13

"A dor de corno é lixada"

Maria Kang

 

Esta semana foi introduzido n'A Vida de Saltos Altos o termo selfie , a palavra que designa as pessoas que se fotografam a si mesmas e disseminam os registos pelas redes sociais. Mas o que parece ser a moda de ódio do momento são as mães que se fotografam, em corpos esculturais, após o nascimento da criança. E que de acordo com algumas reacções online já não cabem nesta classificação: "This is not a selfie. This is an act of war."

 

Contextualizando: Caroline Berg Eriksen publicou a foto, aqui reproduzida, quatro dias depois de ser mãe, com o intuito de refutar a tão celebrada tese de que o corpo da mulher nunca mais será o mesmo depois de uma gravidez. Este comportamento foi tido como o de uma "exibicionista sem vergonha", de alguém que "não podia pertencer à mesma espécie" e sempre em crescendo.

 

 Se as redes sociais são um espaço privilegiado para exibicionistas também se revelam o mecanismo por excelência para aqueles que são incapazes de lidar com diferentes opções, opiniões e acima de tudo com as suas frustrações. Pequenos ditadores que navegam livremente na web querendo fuzilar, nalguns casos conseguindo, aquilo que os ameaça. Uma reacção primária, portanto. O mais recorrente nestes casos é retirar as situações do contexto e por vezes entrar no esquema de que uma mentira dita muitas vezes se torna verdade, onde o espaço para o contraditório fica sempre a perder em shares e em likes vs o estalar da polémica.

 

Para além de uma genética favorecedora, Caroline dedica a sua actividade profissional ao Fitness e à aparência física. Fez exercício físico durante a sua gravidez e ganhou 9kg. E para aqueles que considerarem que a reacção inflamada possa ter a ver com o timmig, apenas 4 dias, desenganem-se: Maria Kang recebeu o mesmo tratamento quando colocou uma foto intitulada What's your excuse? onde posa com os seus 3 filhos, o mais novo com 8 meses e com abdominais trabalhados, num incentivo ao exercício físico. A sua página foi alvo da ira dos estômagos flácidos e a sua conta de Facebook bloqueada por três dias por denúncia de conteúdo ofensivo.

 

A inveja e a cobiça são coisas feias. Se as mães se preferem concentrar na criança e não em si é uma opção, se preferem fazer o contrário também e se preferem fazer as duas coisas ao mesmo tempo continua a ser a sua escolha. E todos temos que viver com as escolhas que fazemos. A figura pós-maternidade não tem que pairar como terror na cabeça das futuras mães e pode ser uma preocupação estética para as que a valorizam. Ninguém disse que era fácil nem fruto de milagre, as mães que posam orgulhosas dos seus corpos esculturais trabalharam para chegar a esse resultado, recorrem a uma alimentação saudável e são uma inspiração para as que querem e para as que estão a percorrer o caminho para lá chegar, a sua mensagem é que no seu próprio tempo também elas são capazes.

A preguiça, essa, é que é pecado mortal.


Retirado de A vida de saltos Altos

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Terça-feira, 26.11.13

Ups… Afinal sou lésbica!

Ups… Afinal sou lésbica!

 

Lidar com a sexualidade não é um assunto particularmente fácil e assumir que se é gay, lésbica, bissexual ou transformista é difícil em qualquer idade.

 

A orientação sexual traduz a forma como se atrai romanticamente e sexualmente por outras pessoas. No caso da homossexualidade, tanto feminina como masculina, a atração é sentida por pessoas do mesmo sexo. 

 

Para a maioria das pessoas, ser homossexual não é uma escolha, faz parte daquilo que são, sendo que esta descoberta pode ser feita ao longo do tempo. Muitas pessoas ficam a par da sua orientação sexual durante a adolescência ou no período da pré-adolescência, sendo que esta etapa pode ser marcada por várias experiências que só por si não significam que certo adolescente será homossexual.

 

Nalguns adolescentes a atracção pelo mesmo sexo desvanece-se, enquanto que noutros se torna mais forte. Por outro lado, também é comum assumir a sexualidade mais tardiamente, como no caso recente da cantora brasileira Daniela Mercury, que passou por dois casamentos heterossexuais e que em 2013 se assumiu como gay perante a sociedade, apresentando a sua companheira.

 

Como lidar com a sua sexualidade


Ter a certeza daquilo que quer e sentir-se confortável com a sua escolha é o primeiro passo. Será mais fácil fazer compreender às outras pessoas aquilo que é e o que sente se primeiro se sentir confortável e com segurança, estando menos vulnerável à rejeição. «Manter relações sexuais e assumir uma identidade sexual são processos que não se associam como etapas sequenciais de um curso de vida organizado», sublinha Andrea Moraes Alves, investigadora brasileira, autora do estudo «Envelhecimento, trajetórias e homossexualidade feminina».

 

Desabafar com alguém em quem confie totalmente pode revelar-se uma ajuda fundamental nesta fase. «Escolha alguém de confiança para fazer a sua primeira revelação, um amigo ou um familiar que saiba que não vai criticar as suas decisões e que lhe prestará todo o apoio que precisa».

 

Este está, no entanto, longe de ser o único conselho destes especialistas. «Não se sinta pressionado(a). Cada pessoa leva o seu tempo. Se não se sente seguro(a) da sua decisão, por vezes é melhor esperar até o momento se tornar mais oportuno. Reações intempestivas tendem a ser mal recebidas, pelo que deve preparar o momento com calma para que a sua conversa seja bem aceite», sublinham.

 

Ter paciência também integra a lista de recomendações. «Seja paciente, provavelmente levará algum tempo até que as pessoas à sua volta aceitem a sua orientação sexual. A homossexualidade é um processo para si e para a sua família e amigos, pelo que requere um período de ajustamento», alertam os especialistas.

 

Viver (mais) feliz


Se é gay, é importante compreender que não está sozinha. Existem pessoas que partilham as mesmas questões e os mesmos receios, quer já tenha assumido a sua homossexualidade ou não. Pode ser útil falar com outras pessoas sobre aquilo que está a sentir e procurar aconselhamento se for caso disso. Na internet, encontra sites de associações de defesa dos direitos homossexuais e de grupos de apoio que a poderão ajudar.

 

O stress e a ansiedade de lidar com a discriminação podem ter repercussões na sua saúde psicológica e levar à depressão. É bom que esteja preparada para isso. As pessoas que continuam a manter a sua orientação sexual em segredo têm uma maior preocupação relativamente à descoberta deste facto por parte dos outros.

 

É muito stressante esconder um segredo desta importância, podendo este facto ter consequências na sua saúde e na sua relação com as outras pessoas. Ninguém escolhe a sua sexualidade, sendo impossível saber o que faz das pessoas gays, lésbicas, bissexuais ou heterossexuais. Se sente atração por alguém do mesmo sexo, o mais importante é identificar as suas emoções, para que possa tomar decisões futuras que conduzam à sua felicidade.

 

Retirado do Sapo Mulher

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Sábado, 23.11.13

O amor está a mudar?

O amor está a mudar?

O amor é uma forma poderosa de estimular as nossas vidas, mas a sua ausência pode motivar diferentes estados de espírito como a tristeza e a depressão. Por isso é importante que haja humildade, diálogo e entendimento e se conheça bem o perfil do seu amado, só assim uma relação terá sucesso. Faça a sua autoavaliação e perceba qual o seu estilo de amar.

 

O amor é um sentimento multifocal. é, segundo a psicologia, uma confluência de paixão, intimidade e união. Está ligado a numerosas emoções e influencia os comportamentos. O amor, ele próprio, combina-se com sentimentos de fundo como a excitação, o bem-estar, o entusiasmo e a harmonia.

 

O amor influencia também o estado do nosso Eu (nas suas dimensões espiritual, psíquica e física) e pode contribuir para o enriquecimento da autoestima. o que quer dizer que, na ausência do sentimento do amor, ou na sua falta de correspondência, o nosso psiquismo pode falhar, sofrer ruturas e provocar sentimentos de frustração, desânimo, tristeza e depressão.

 

O ser humano está predisposto geneticamente para amar e ser amado porque é um animal profundamente social, envolvido em múltiplas redes de relações (familiares, comunitárias, laborais, etc.). Os sentimentos têm servido ao homem para o influenciar na sua perceção de si e do mundo e levá-lo a agir no e sobre o mundo. O amor, em particular, é um estimulante poderoso (motivador) da ação. Já a falta de amor conduz à inação.

 

O desenvolvimento da capacidade de amar depende de fatores históricos, culturais e familiares. O amor, hoje, é diferente do que era em épocas passadas. por exemplo, no período do Romantismo (final do século XVIII e grande parte do século XIX) o amor estava associado à paixão - um sentimento intenso, contemplativo e subversivo. Ele era sentido como emancipador mesmo que trágico, como na história de Romeu e Julieta.

 

Atualmente, o amor é mais dominado pela racionalidade. O amor já não provoca escravidão como antes da época do Romantismo. O sofrimento é mais limitado nas suas consequências e, não amar para toda a vida já não constitui um drama para a maioria das pessoas. O amor romântico, por exemplo, ainda que procurado por muitas pessoas, não passa agora de um mito. «A paixão de hoje é mercadoria de consumo. Não tem nada a ver com o destino, com os riscos, com o enfrentamento» - escreveu Renato Ribeiro, professor titular de ética e filosofia política.

 

O amor em tempos de divórcios


As transformações sociais modificaram um pouco a forma como o amor é percebido, sentido e gerido. O modo de amar depende muito das aprendizagens sociais nos primeiros anos de vida. Num mundo em que aumentam os divórcios entre casais, os filhos ficam menos preparados para relacionamentos amorosos duradouros.


Por outro lado, nas escolas, ensina-se mais sobre as relações sexuais do que sobre as relações amorosas. Os jovens sabem mais sobre sexo do que sobre amor. E isto influência o seu comportamento no mundo.

 

Como é que o ser humano ama?


Data dos anos 70 o primeiro estudo sobre os diferentes estilos de amor. As conclusões do sociólogo John Alan Lee, ainda hoje são consideradas válidas. Homens e mulheres podem amar-se de forma diferente e não complementar. As pesquisas mostram que os relacionamentos amorosos entre eles assentam em estilos diferentes e que essa não complementaridade pode explicar o fracasso de muitas ligações sentimentais. A falta de recompensa mútua devido às diferenças de estilo pode pôr em risco uma relação, criando conflitos frequentes e, finalmente, rupturas.

 

A forma como uma pessoa ama o seu parceiro depende de muitos fatores: personalidade, autoconceito, cultura, educação, etc. Dessa confluência resulta um estilo preferencial de amar. Alguns são compatíveis com o estilo do parceiro. Outros não.

 

O sucesso da relação vai depender de como os dois amantes forem capazes de superar as lacunas e as diferenças. O egoísmo pode ser, porém, um fator impeditivo de uma relação bem-sucedida se ambos não abdicarem das suas exigências e posturas.

 

O amor bem sucedido depende também da humildade e da franqueza. Conversar sobre as diferenças e as expetativas de cada um em relação ao outro pode facilitar o sentimento.

 

Retirado do Sapo Mulher

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Domingo, 30.06.13

Estímulos - Ter intimidade emocional é o maior desejo a nível sexual

Ter intimidade emocional é o maior desejo a nível sexual

 

Embora os casais possam discordar em muitos aspetos da sua vida sexual, tais como a frequência ou as fantasias sexuais, um novo estudo revela qual o desejo comum ao ser humano: ter intimidade emocional.

 

Numa pesquisa realizada junto de mil pessoas, pelas empresas Durex e Your Tango, 96 por cento disseram que o melhor sexo que já tiveram foi com pessoas a quem estavam emocionalmente ligadas. E 92 por cento disse ser estimulante ter um parceiro que mostra vulnerabilidade a esse nível.

 

Ou seja, no que toca ao sexo, os cinco sentidos e o cérebro têm um papel muito importante, mas o coração é o protagonista da relação. Porém, a audiência questionada também disse que não pode haver bom sexo sem atração física. Além destes dois pontos – atração física e ligação emocional -, estar bem com a sua sexualidade, complementaridade sexual e sensação de segurança são também itens considerados importantes para uma boa relação sexual.

 

Apesar de a passagem do tempo refrear o ímpeto sexual do casal, 90 por cento dos inquiridos acreditam que o sexo sobrevive à passagem do tempo e pode até melhorar. Como manter então a chama acesa? 

 

Retirado do Sapo Mulher

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Quinta-feira, 20.06.13

Redes sociais e sexualidade

Redes sociais e sexualidade

 

Os perigos que não deve correr e as armadilhas a evitar a todo o custo

 

Na atualidade, as redes sociais podem ser mais do que uma ferramenta para manter o contacto com conhecidos.

 

Se, por um lado, as redes sociais fornecem a mais variadíssima informação, também são utilizadas por muitos para encontrar parceiros e estabelecer contacto com desconhecidos no que toca ao romance e ao sexo.

 

Ao ser uma das atividades mais comuns do dia a dia da grande maioria, algumas pessoas acham mais fácil revelar informação sobre si online, por não exigir o contacto directo, principalmente após ganharem uma certa confiança com a pessoa que se encontra do outro lado. Apesar de a socialização e comunicação relacionadas com as redes sociais serem um benefício, as desvantagens de ser um utilizador destas redes também são conhecidas, especialmente no que diz respeito a relações amorosas.

 

Os perigos das relações online


O facilitismo de estabelecer relações online está associado a vários riscos. Nomeadamente, a forma como as redes sociais são utilizadas pode aumentar os comportamentos de risco sexuais, por facilitarem o encontro com novos parceiros. As redes sociais podem ajudar a descobrir informação sobre outra pessoa que apenas teria acesso após algum convívio.

 

Porém, essa informação nem sempre é confiável e deve ter em atenção que na maioria dos casos, aquilo que sabe é aquilo que a outra pessoa quer que saiba. Um dos maiores riscos do acesso online a redes sociais é colocar a sua privacidade em jogo, ao partilhar demasiada informação sobre si, especialmente com pessoas que não conhece pessoalmente.

 

Corre, por isso, o risco de fornecer demasiados detalhes sobre a sua vida pessoal. A sedução por mensagem instantânea é muito mais fácil, do que o contacto pessoal ou até por chamada telefónica, permitindo uma relação casual muito mais rapidamente.

 

Comportamento preventivo


As redes sociais são um dos principais alvos dos predadores sexuais, pelo que é importante ter certas precauções antes de tentar o relacionamento com alguém online. O sexting caracterizado por enviar, receber ou reencaminhar mensagens, fotografias ou imagens de carácter sexual, quer seja por telemóvel computador ou outro aparelho digital é um fenómeno cada vez mais comum entre a população, nomeadamente entre os mais jovens.

 

O risco de qualquer uma das suas imagens ou vídeos ir parar a mãos alheias ou até a sítios da internet de cariz sexual é, por isso, elevada. Evite, assim, partilhar informação, imagens ou vídeos com desconhecidos ou pessoas que não conhece pessoalmente, principalmente se estes tiverem um carácter mais íntimo. E não acredite em tudo o que lê.

 

A maioria dos perfis das pessoas interessadas em relações nas redes sociais correspondem exactamente àquilo que procura e servem para isso mesmo. Mas a realidade é, por vezes, bem diferente. Quando conhecer alguém online, vá com calma. Pode achar que conhece a pessoa por ter trocado alguma informação, mas deve ter atenção a alguns sinais de alarme, nomeadamente se a outra pessoa exerce pressão sobre si, se lhe fornece informação inconsistente, se se recusa a falar ao telefone ou se demonstra um comportamento agressivo.

 

Se decidir encontrar-se com alguém pela primeira vez, escolha um sítio seguro como um restaurante movimentado ou um local público. Informe um amigo ou amiga onde vai e a que horas pretende regressar, fornecendo-lhe informação sobre a pessoa com quem se vai encontrar. E não combine encontrar-se perto do seu local de trabalho ou habitação e leve o seu próprio meio de transporte.

 

Se dúvida das intenções da outra pessoa ou sente insegurança, invente uma desculpa para sair do local ou chame a polícia se achar que pode corre perigo. Se tal acontecer, não tem de sentir vergonha. A sua segurança está em primeiro lugar e correr riscos desnecessários seria uma irresponsabilidade que não vale a pena infringir.

 

Retirado do Sapo Mulher

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