Quarta-feira, 22.05.13

Skype, Windows e Spielberg na nova Xbox

Skype, Windows e Spielberg na nova Xbox

A nova consola da Microsoft tem um sistema operativo para jogos e outro que permite usar aplicações, como o Internet Explorer.

Os jogos ficaram para o fim na revelação da terceira consola da Microsoft, que decorreu na tarde desta terça-feira nos EUA e foi transmitida em directo na Internet. A empresa começou por apresentar a Xbox One como um aparelho de entretenimento “tudo em um” para a sala de estar, com o objectivo de alterar a relação dos utilizadores com a televisão.

 

Os executivos da Microsoft demonstraram como é possível ver um filme e, ao mesmo tempo, estar a falar no Skype (que a Microsoft comprou em 2010 e que tem estado a integrar nos seus produtos). Ou como é possível durante uma partida desportiva pedir à consola para mostrar estatísticas e outros dados sobre o jogo.

 

Uma das novidades foi mesmo uma série televisiva, produzida por Steven Spielberg (que apareceu no evento numa entrevista gravada), com base em Halo, um dos mais populares jogos da consola (não foram divulgados pormenores, mas o conteúdo foi classificado como “premium”, pelo que deverá ser posto à venda na plataforma da Microsoft).

 

A nova consola está equipada com três sistemas operativos: o sistema da Xbox, usado para os jogos, uma versão do Windows, que serve para usar aplicações (como o Internet Explorer) e para consumir outro tipo de conteúdos, e ainda um terceiro sistema, que permite ao utilizador trocar rapidamente entre os outros dois. O aparelho tem 8GB de memória, leitor de blu-ray, um disco rígido de 500GB e um processador de oito núcleos. O preço não foi revelado.

 

Muitas das funcionalidades da Xbox One podem ser controladas por voz (em inglês, pelo menos) e por gestos, graças a uma nova versão do Kinect, o acessório que permite jogar sem recurso a comandos físicos (por exemplo, é possível ligar a consola com a instrução “Xbox on”). Segundo a Microsoft, o novo Kinect é capaz de detectar as batidas cardíacas dos utilizadores.

 

A apresentação mostrou também alguns dos jogos para a consola, entre os quais o FIFA14 (o futebolista Lionel Messi foi outra personalidade cuja entrevista gravada surgiu no evento) e Call of Duty.

 

O lançamento de uma nova consola doméstica é um acontecimento muito espaçado no tempo e cada modelo tem por missão durar vários anos no mercado. A One vem completar o leque da chamada oitava geração de consolas, que começou com o lançamento da Nintendo Wii U, em finais do ano passado. A Sony revelou em Fevereiro detalhes da PlayStation 4.

 

Porém, muito mudou desde a estreia da geração anterior de consolas. Para além de competirem entre si, os novos modelos enfrentam a concorrência dos jogos online e dos jogos em tablets smartphones.

 

As vendas da Wii U têm indicado que se trata de um terreno difícil: tinham sido vendidas até 31 de Março 3,45 milhões de unidades, cerca de 37% abaixo das estimativas da empresa aquando do lançamento.

 

Contrariamente ao que acontece com a Nintendo, os videojogos não são o centro do negócio da Microsoft, embora sejam uma área de negócio lucrativa e com peso nas contas da multinacional. Nos primeiros três meses deste ano, a divisão de entretenimento da Microsoft facturou 2531 milhões de dólares. Já a divisão do Windows teve receitas de 5703 milhões e a divisão que integra o Office e outros produtos e serviços de produtividade fez 6319 milhões.

 

retirado do Público

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Sexta-feira, 15.03.13

Quatro alternativas para substituir o Google Reader

Quatro alternativas para substituir o Google Reader

Cerca de oito anos depois do lançamento, o serviço de RSS do Google vai fechar, lançando muitos utilizadores na busca de outra opção. Uma análise a quatro serviços alternativos.

 

Dependendo da pessoa a quem se fizer a pergunta, a grande notícia desta semana pode não ter sido a nomeação do Papa: a decisão do Google de fechar o Google Reader, um serviço de leitura de feeds RSS, tornou-se um dos temas mais debatidos no Twitter, motivou um número incontável de artigos, gerou protestos, paródias (como mais uma adulteração do já conhecido excerto do filme A Queda) e deu azo a petições.

 

De forma simples, RSS é uma tecnologia que permite receber os conteúdos de um site, ordenados cronologicamente – o utilizador pode lê-los num num serviço online, em aplicações móveis ou em aplicações no computador. O PÚBLICO, por exemplo, disponibiliza um feed com todos os artigos. Muitos sites permitem aos leitores seguirem apenas o que lhes interessa: secções específicas ou as notícias da primeira página. Praticamente todos os blogues incorporam esta tecnologia.

 

O facto de não haver uma alternativa óbvia ao Google Reader diz muito da promessa por cumprir em que a tecnologia RSS se tornou. Há uns anos, chegou a ser um símbolo de modernidade nos media que procuravam adaptar-se ao mundo digital. Na prática, foi difícil convencer muitos utilizadores da utilidade do RSS (e o facto de ter uma sigla de significado algo crítptico não ajudou). Mais recentemente, a prática de partilhar notícias e artigos nas redes sociais veio retirar importância ao RSS como forma de disseminação de conteúdos. Sem revelar números, mas explicando ter cada vez menos utilizadores no Reader, o Google decidiu pôr um fim ao serviço a 1 de Julho.

 

Há mais sites a escreverem sobre as alternativas do que alternativas propriamente ditas. De todas as sugestões que circulam na Web, seleccionámos quatro, considerando como critérios serem gratuitas, poderem ser usadas num browser no computador e também num telemóvel ou tablet, e terem um conceito de utilização pelo menos próximo do Reader. Desta lista, escolhemos um que nos pareceu, ao fim de um curto período de quatro horas de comparações, o melhor.

 

A lista de finalistas


The Old Reader


É uma espécie de clone do que o Google Reader era há algum tempo. Inclui funcionalidades sociais de partilha de artigos e permite seguir utilizadores e ser seguido – mas, pelo menos por ora, é pouco provável que um utilizador lá encontre os seus contactos.

 

Durante a tarde desta quinta-feira, o desempenho deixou algo a desejar, o que pode ser explicado pelo número de pessoas que presumivelmente estão a testar o serviço na sequência do anúncio de fecho do Reader. Segundo um aviso no site, foi precisamente o grande número de novos utilizadores que tornou impossível importar o ficheiro com todos os feeds do Google Reader (este ficheiro pode ser obtido através desta ferramenta e possibilita a transferência dos feeds para outro serviço).

 

The Old Reader não tem aplicações móveis, mas o site pode ser consultado num browser e ajusta-se ao ecrã pequeno dos telemóveis. Nestes casos, a experiência não é a melhor, mas o serviço é usável (excepto no browser do Windows Phone, onde não foi possível abrir os artigos dos feeds).

 

Feedly


O Feedly apressou-se a aproveitar a decisão do Google. Anunciou que, se os utilizadores importarem agora os seus feeds e se começarem a usar o serviço, não precisam de se preocupar com mais mudanças. O Feedly assenta no próprio Google Reader, mas está a trabalhar para poder em breve funcionar de forma independente.

 

O acesso ao site pode ser feito com a própria conta do Google e os sites seguidos ficam imediatamente disponíveis. Uma página chamada “Today” mostra artigos destacados com base na repercussão nas redes sociais.  Clicando em “All”, obtém-se uma mais tradicional listagem de artigos (é possível especificar qual destas duas páginas é exibida quando se entra no site).

 

Inicialmente, o Feedly mostra os artigos acompanhados de imagem e dispostos numa grelha, mas é possível escolher várias visualizações, incluíndo uma lista simples, como no Google Reader.

 

O serviço é mais complexo do que o do Google Reader e tem imensas opções de configuração (tipo de letra,  cores, acções de empresas cujo desempenho em bolsa pode ser seguido), mas a maioria destas opções podem ser ignoradas e o Feedly está praticamente pronto a usar sem ser preciso tocar nestes parâmetros.

 

O site activa ainda uma ferramenta (que pode ser desligada) e que surge em todos os outros sites, no canto inferior direito, permitindo partilhar a página aberta nas redes sociais ou guardá-la para ler mais tarde no próprio Feedly.

 

Está disponível como aplicação nativa para Android e iOS.

 

Skimr


O Skimr leva a simplicidade ao limite. É fácil importar os feeds do Reader, embora estes tenham demorado cerca de dez minutos até finalmente aparecerem na página.

 

O Skimr não permite fazer mais nada para além de ler o título, um excerto e continuar a leitura no site de origem. Não lista sequer a quantidade de itens por ler (o que até pode ajudar a reduzir o stress de ter a leitura em atraso), não inclui funcionalidades de partilha, nem opções sofisticadas de visualização.

 

O site pode ser acedido no browser do telemóvel sem problemas e, dada a simplicidade, foi o que se revelou mais rápido. Este é o maior trunfo do Skimr, um serviço que só apelará a quem procurar uma experiência muito minimalista ou a quem queira uma forma rápida e prática de carregar os feedsno telemóvel sem instalar uma aplicação nativa.

 

Netvibes


O Netvibes é um veterano no campo dos serviços de informação personalizada. Permite ter uma página com várias “caixas”, onde é possível listar vários tipos de informação, desde notícias a meteorologia. Saltando esta funcionalidade, porém, o Netvibes pode ser configurado e usado como um leitor simples de RSS.

 

É uma boa alternativa ao Reader. Para começar, porque permite usar praticamente todo o espaço de ecrã para a leitura de feeds: do lado esquerdo está uma barra com os sites seguidos e a área principal oferece uma listagem simples. Tal como acontece também no Feedly, cada artigo pode ser aberto e lido no serviço, guardado para ler mais tarde e partilhado em redes sociais.

 

O Netvibes tem, ainda em versão alfa, um site desenhado especificamente para iPhone, outro para telemóveis Android (ambos funcionaram bem) e um terceiro site para iPad.

 

A recomendação


A possibilidade de uma configuração apurada, a par de uma interface intuitiva e um design elegante levam-nos a recomendar o Feedly para quem esteja à procura de substituto para o Google Reader.

 

retirado do Público

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Quinta-feira, 03.01.13

Google cria mapa de resoluções de ano novo

Google cria mapa de resoluções de ano novo

A resolução de alguém em Portugal: "Viver com o meu namorado" D.R.


Deixar de fumar (Rússia), encontrar uma namorada (Brasil), percorrer os caminhos de Santiago, em Espanha (Singapura) - são algumas das resoluções para 2013 partilhadas num mapa criado pelo Google.

 

mapa permite aos utilizadores inscreverem as suas próprias metas para o ano que agora começa. Cada uma é representada por um círculo colorido sobre o país do utilizador. A cor do círculo identifica o tipo de resolução (amor, saúde, carreira, finanças).

 

As resoluções podem ser inseridas em qualquer língua e, para além da língua original, são apresentadas em inglês - de forma nem sempre perfeita - graças à tecnologia de tradução automática do Google.

 

À hora de publicação deste artigo, Portugal tem apenas uma resolução: “Viver com o meu namorado”.

 

O mapa é acompanhado por um vídeo em que o Google ilustra os principais momentos de 2012: desde o salto estratosférico de Felix Baumgartner aos protestos anti-austeridade na Grécia.

 

Noticia do Público

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Sexta-feira, 14.12.12

Como escolher um Tablet?

A oferta é muita e as marcas estabelecidas têm todas bons produtos. Mas há alguns que valem mais o dinheiro gasto.

 

No outro dia, estive na NPR [cadeia de rádios públicas norte-americanas], a participar numa rubrica acerca de prendas de Natal na área das tecnologias. Discorri sobre máquinas de filmar, telemóveis, computadores portáteis, aparelhos de áudio e consolas de jogos. Estava preparado para falar acerca de limitar o tempo à frente de um ecrã, vícios digitais, ciberviolência. Sabia onde se consegue os melhores negócios.

Mas todos os seis ouvintes que telefonaram para o programa tinham a mesma questão: “Que tablet devo comprar?”

Havia variações, claro. “… para o meu filho?”, “… para o meu pai idoso?”, “… apenas para ler?”, “… e que não seja muito caro?” Mas, em geral, era bastante claro: o dispositivo que tem mais probabilidades de encontrar debaixo da sua árvore de Natal este ano é fino, opera com bateria e é plano.

Não admira que as pessoas andem confusas. Os locais de venda enlouqueceram com o tablet. Existe praticamente um modelo diferente para cada homem, cada mulher e cada criança.

Existe o venerável iPad, claro. E agora o iPad Mini. Existem novos tablets do Google, também em tamanho pequeno e grande. Existem tablets Note da Samsung, numa grande variedade de tamanhos e estilos. Existem, por 200 dólares, leitores de vídeos e livros electrónicos coloridos, com ecrã sensível ao toque. Existe uma nova vaga de leitores de livros electrónicos a preto e branco. Existem modelos de plástico assombrosamente baratos de que você nunca tinha ouvido falar. Existem tablets para crianças (e com isto não queremos dizer uma tablete de minichocolates).  

Assim, como é que você, o consumidor confuso, conseguirá manter o rasto a todos estes tablets? Seguindo-me nesta conveniente excursão pela selva dos tablets de 2012. Mantenham as mãos e os pés sempre dentro da carruagem. 

Cópias baratíssimas

Consegue encontrar tablets de marca branca por 100 euros, ou até menos. Também encontra tablets chineses de marcas misteriosas em lojas de brinquedos, destinados às crianças.

Não os compre. Não possuem as aplicações, as funcionalidades, os acabamentos ou a apresentação dos melhores. A gaveta do lixo já está a chamar por eles. 

Leitores de livros electrónicos

Os tablets mais pequenos e leves, menos caros, mais fáceis de ler, são os leitores de livros electrónicos a preto e branco. Se a sua intenção é simplesmente ler – e não, digamos, ver filmes ou jogar –, estes meninos são uma delícia. 

Não se preocupe com as marcas menores; se vai ficar comprometido com um formato de livro com proprietário e protegido contra cópias ilegais, então reduza as suas hipóteses de ter uma biblioteca obsoleta, ficando fiel à Amazon Barnes&Noble.

Cada companhia oferece uma grande gama de modelos. Mas nos modelos mais recentes, o fundo das páginas ilumina-se suavemente, para que possa ler no escuro sem ter que utilizar uma lanterna. (Estes modelos a preto e branco também ficam fantásticos à luz directa do Sol – agora consegue o melhor das duas condições de iluminação.)

O mais aconselhável para si é o Kindle PaperWhite (120 dólares), cuja iluminação é mais uniforme e agradável do que a do equivalente Nook.

É verdade que Kindles simples, sem ecrã sensível ao toque, sem iluminação, e com anúncios no screen saver, vendem-se a partir de um míseros 70 dólares. Mas vale realmente a pena ter a iluminação e o ecrã sensível.  

Leitores de livros electrónicos a cores

Tanto a Amazon como a Barnes&Noble vendem um tablet com ecrã de sete polegadas que, a nível de funcionalidades, fica algures entre um leitor de livros electrónicos e um iPad. Têm ecrãs sensíveis ao toque, muito bonitos e de alta definição. Tocam música, programas de televisão, filmes e livros electrónicos. Podem surfar na Internet. Até podem correr algumas aplicações Android escolhidas a dedo, como o Netflix e o Angry Birds.

Não têm, nem nada que se pareça, capacidades como os tablets completos, tipo computador, do género do iPad/Nexus, essencialmente porque têm muito poucas aplicações, acessórios e add-ons. Mas custam 200 dólares, pelo que vocês está apenas a pagar uma fracção do preço.

Aqui, os dois maiores são, mais uma vez, a Amazon e a Barnes & Noble. Se ainda não estiver comprometido com os livros e vídeos de uma destas companhias, por ter comprado um modelo anterior, o Nook HD é o que deve adquirir. É muito mais pequeno e leve do que o Kindle Fire HD. Tem um ecrã muito mais definido. E o preço de 200 dólares inclui um carregador (o Fire, não) e nada de anúncios (o Fire, sim). Ou compre o Google Nexus 7, cheio de classe, a 249 euros. Apesar de o seu catálogo de livros/música/filmes ser muito mais reduzido, o catálogo de aplicações Android é muito maior (mas veja “iPad contra Android”, mais em baixo neste texto).

Grandes leitores a cores

Este ano, tanto a Amazon como a Barnes & Noble apresentaram as versões de ecrã gigante (nove polegadas) dos seus tablets de alta definição. Aqui, e mais uma vez, a Barnes & Noble oferece um melhor valor do que o Kindle Fire HD de nove polegadas da sua rival. Por 270 dólares, o Nook HD+ oferece um ecrã mais definido, menos peso, nada de anúncios, uma entrada para cartão de memória e um carregador.

O “nove-polegadas” da Amazon também não é nada mau, mas custa mais 30 dólares (ou mais 50 dólares, se se quiser livrar dos anúncios). Tem o dobro da memória mas não entrada para cartão, e tem uma câmara na parte da frente para falar pelo Skype vídeo; os modelos Nook HD não têm câmaras. 

IPad contra Android

O Google está mesmo a perseguir a Apple. Esta companhia vende agora dois tablets, o Nexus 7 (ecrã de sete polegadas) e o muito rápido e bem fornecido Nexus 10 (ecrã de dez polegadas), produzidos pela Asus e pela Samsung sob supervisão do Google. 

O modelo de dez polegadas tem um ecrã lindo. A nível técnico, contém ainda mais pontos por polegada do que a resolução Retina do iPad, apesar de não se conseguir realmente ver qualquer diferença.

Os tablets do Google também têm mais elementos de hardware do que os iPads, como seja uma saída de vídeo e altifalantes estéreo – e custam menos. O Nexus 10 custa 400 dólares, o que é menos 100 dólares do que o iPad equivalente (de 16GB de memória). 

A Samsung também está a colocar tablets Android em campo. Os seus “tablets” Galaxy Note vêm com uma caneta e um punhado de aplicações destinadas à caneta que lhe permitem desenhar ou tirar apontamentos, por exemplo.

Mas as partes de trás dos tablets Android são de plástico, e parecem rascas quando comparadas com o metal do iPad. As câmaras não são tão boas como as do iPad. As baterias geralmente também não duram tanto.

E, acima de tudo, o catálogo de aplicações do tablet Android continua a desapontar, e muito. As aplicações que existem são, muitas vezes, versões alteradas à pressa de aplicações Android para telemóveis, e não tanto aplicações pensadas especificamente para um ecrã maior. Por exemplo, as aplicações Android para Twitter, Yelp, Pandora, Vimeo, eBay, Spotify, Rdio, Dropbox, LinkedIn e TripAdvisor são recuperadas de aplicações Android para telemóveis – basicamente, são apenas listas. No iPad, o ecrã está recheado de informações visuais úteis acerca do que quer que esteja seleccionado.

Não interessa quantos progressos façam os tablets a nível de hardware e preço, aquelas 275 mil aplicações pensadas para tablets apenas conseguem tornar o iPad mais atraente. (O Google não diz quantas aplicações existem para os tablets Android, e não existe uma zona para tablets na loja de aplicações Android.)

E isso aplica-se ainda mais ao novo tablet Surface da Microsoft. É um aparelho com estilo, mas exige aplicações totalmente novas – e ainda não existem muitas dessas por aí. 

iPad contra iPad mini

O iPad Mini corre todas as mesmas aplicações que o iPad grande, sem modificações. Mostra os mesmos conteúdos no ecrã, apenas em mais pequeno.

 

O ecrã do iPad grande é muito mais definido. Aposto que a resolução Retina apenas aparecerá no Mini no modelo do próximo ano. Mas, tirando isto, o Mini faz todo o sentido. Pode levá-lo numa carteira de mão ou no bolso de um casaco. Pode manipulá-lo durante muito mais tempo sem cansar os dedos (é muito leve e fino). E pode pagar apenas 339 euros, em vez de 509 euros.

 

Lembra-se do velho adágio dos fotógrafos, “A melhor câmara é aquela que temos connosco?”. A mesma coisa pode ser dita em relação ao seu tablet.

 

Agora, ouça: se não encontrar debaixo da sua árvore de Natal um dos tablets que recomendei neste texto, não se ponha a chorar em cima das filhoses. Nos dias que correm, a competição é intensa e a qualidade é elevada. Não existem porcarias entre os tablets das marcas estabelecidas.

Mas se desembrulhar um Kindle PaperWhite, um Nook HD ou um iPad Mini – ou se embrulhar um destes para dar a outra pessoa – terá à sua volta uma aura extra de satisfação. Saberá que, pelo menos neste exacto momento do tempo de compras, você ou a pessoa de que gosta acabou por receber o melhor que o dinheiro pode comprar, na mais desejada categoria de presentes na Terra.

 

No próximo ano, o presente mais na moda poderá ser uma câmara, um telemóvel, um computador portátil, um leitor de música ou uma consola de jogos. Mas neste ano o mercado de vendas já se pronunciou: pelo menos no que toca à tecnologia, o mundo é plano.

 

Alguns dos aparelhos referidos no artigo não estão à venda em Portugal. Os aparelhos à venda em Portugal têm o preço indicado em euros.

Tradução: Eurico Monchique

©2012 The New York Times. Distributed by The New York Times Syndicate.


Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 16:40 | link do post | comentar
Domingo, 18.11.12

Windows 8, o difícil equilibrismo da Microsoft

O Windows 8 foi concebido para ser usado com gestosO Windows 8 foi concebido para ser usado com gestos (Mario Tama/Getty Images/AFP)


O novo Windows caminha na linha difícil de querer servir para quase todos os ecrãs, numa altura em que o mercado dos computadores pessoais, que tornou a Microsoft num gigante, está a enfraquecer. A estratégia tem riscos.

 

Numa prática habitual na Microsoft, o Windows 8 desdobra-se em várias versões: a mais simples (que ainda não está à venda), a intermédia (chamada Pro) e uma terceira para empresas. O Pro pode ser comprado em Portugal por 70 euros e os utilizadores de computadores com Windows 7 podem fazer uma actualização por 15 euros, com vários fabricantes de computadores a reembolsarem este valor.

Para além destas, há o Windows RT, à primeira vista igual ao 8. Foi concebido para ser usado em dispositivos com processadores ARM – isto significa que servirá sobretudo para tablets. Contrariamente ao 8, não permite correr programas desenvolvidos para o Windows anterior. Mas traz um bónus com potencial para cativar utilizadores: uma versão gratuita, e mais limitada, do Office. Só pode ser comprado já instalado em aparelhos.

As experiências do PÚBLICO com o Windows 8 foram feitas, ao longo das últimas semanas, num sistema híbrido: um tablet com ecrã de quase 12 polegadas, que, uma vez montando num suporte e ligado a um rato e teclado, poderia servir de computador, mantendo a funcionalidade de ecrã sensível ao toque.

Modo tablet

Usar o novo Windows num tablet é uma experiência eficaz. A interface é intuitiva e não esconde que foi concebida com a preocupação urgente de ter o Windows finalmente a funcionar de forma satisfatória em ecrãs sensíveis ao toque, algo que a Microsoft esteve anos sem conseguir fazer. Bill Gates já mostrara tablets no início da década e a empresa tinha um sistema para telemóveis lançado em 2000 (o Windows Mobile), mas tanto os esforços num campo como no outro redundaram em fracasso (o Mobile durou dez anos e acabou substituído pelo Windows Phone, cuja chegada relativamente tardia ao mercado ajuda a explicar a pouca expressão nas vendas; nos tablets, a Apple tomou uma folgada dianteira graças ao iPad, com o qual só agora a Microsoft começa a concorrer).

Muito semelhante ao Windows Phone, o novo sistema oferece um primeiro ecrã (chamado ecrã Iniciar) onde é possível navegar por grandes mosaicos coloridos e com ícones estilizados, que servem para lançar as aplicações e também para mostrar informação útil (informação meteorológica, as últimas notícias, os compromissos na agenda) sem ter de abrir a respectiva aplicação.

Os poucos utilizadores do Windows Phone sentir-se-ão em casa e é nesta uniformização da experiência de uso entre os vários tipos de aparelhos – telemóveis, tablets, computadores e equipamentos híbridos – que assenta a delicada estratégia da Microsoft.

A legibilidade e grande quantidade de informação dos mosaicos tornam-nos mais eficazes do que os ícones dos sistemas rivais, o iOS e o Android (o Android também tem as widgets, que podem exibir muita informação sem necessidade de abrir uma aplicação). Em regra, a personalização do ecrã Iniciar é mais flexível do que personalizar os ecrãs de um iPad e mais linear do que as múltiplas opções do Android (que, por vezes, surgem com interfaces variadas, consoante o fabricante do aparelho).

Embora as diferenças de utilização de um tablet com o Windows face aos rivais sejam substantivas, optar pela experiência de utilização de uma das três plataformas será sobretudo uma questão de preferência pessoal.

Porém, o Android e o iOS têm o trunfo de um muito maior número de aplicações. Para além disto, o iOS equipa apenas os iPad, enquanto os Android, tal como os tablets com o novo Windows, estão no mercado num leque vasto de marcas.

Como antigamente

O Windows 8 permite alternar entre a nova interface de mosaicos e uma interface tradicional, facilmente acessível a partir do ecrã Iniciar como se de outra aplicação se tratasse.

Esta interface é semelhante aos anteriores Windows, embora com a já muito notada (e frequentemente lamentada) ausência do menu Iniciar, a que os utilizadores se foram habituando desde o Windows 95 – na verdade, quem não dispensar esta funcionalidade, pode fazer um clique direito no canto inferior esquerdo para fazer surgir um menu com acesso a muitas das funcionalidades do antigo menu.No ambiente de trabalho continua a haver a metáfora das pastas para guardar ficheiros, janelas dos vários programas que podem ser minimizadas numa barra e locais bem conhecidos de quem está habituado ao Windows, como o painel de controlo.

Ao ligar o computador, o utilizador depara-se sempre com o ecrã de mosaicos e nunca com o ambiente de trabalho. É uma das mudanças mais radicais, mas há poucas razões para que a adaptação seja difícil, até porque qualquer aplicação, independentemente da interface em que corra, pode ser lançada a partir de um mosaico.

Por vezes, a convivência entre os dois ambientes é surpreendentemente bem conseguida. Por exemplo, usar o Internet Explorer na nova interface para descarregar uma aplicação que só corre na interface tradicional é um processo simples (já as aplicações para a nova interface têm de ser descarregadas de uma loja própria).

Noutros casos, contudo, os riscos de ter duas interfaces em paralelo fazem-se sentir. Por exemplo, se um utilizador descarregar um browser (como o Chrome, que corre apenas na interface tradicional) e decidir torná-lo o browser padrão, o Internet Explorer da nova interface desaparece estranhamente.

Outros solavancos na experiência surgem porque muitos dos menus e funcionalidades a que se acede com um gesto não estão acessíveis exactamente da forma correspondente quando se usa um rato, o que exige alguma paciência para um processo de tentativa e erro – e, em regra, recorrer aos gestos é mais simples do que utilizar o rato, tornando o sistema menos atractivo quando usado num dispositivo sem ecrã sensível ao toque. Quem pretender apenas a experiência clássica de utilização de um computador e não estiver disposto a passar por uma fase de adaptação, encontrará poucas razões para avançar para o 8.

Curiosamente, usar um sistema misto de tablet e computador significou estar, por vezes, de braço estendido a traçar gestos no ecrã enquanto se usava o rato ou o teclado com a outra mão. No quotidiano, torna-se menos estranho do que a descrição possa fazer crer – o que é um sinal encorajador para o equilíbrio que a Microsoft está a tentar fazer na adaptação a um mundo em que o PC perde importância.

 

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Segunda-feira, 22.10.12

Microsoft Windows 8 chega esta semana

O novo Windows é a resposta da Microsoft ao desafio dos tablets

O novo Windows é a resposta da Microsoft ao desafio dos tablets (David McNew/Reuters)

A Microsoft lança esta semana a nova versão do sistema operativo Windows, bem como os tablet Surface, desenhados para concorrer com o iPad. O sistema traz mudanças radicais e a aposta é crítica para a empresa.

Na sexta-feira, o Windows 8 passará a estar disponível para compra. Nesse mesmo dia, a Microsoft fará chegar os Surface às mãos dos primeiros compradores. Já para quinta-feira, a empresa agendou uma grande conferência de lançamento em Nova Iorque.

Em Portugal, a Microsoft tem prevista, também para quinta-feira, uma apresentação em que irá mostrar o sistema operativo, os novos tablets e ainda algumas aplicações portuguesas para o novo Windows (o que inclui uma aplicação do PÚBLICO). Retalhistas como a FNAC, a Worten e a Staples já avançaram este mês com uma campanha de pré-encomenda online do Windows 8.

O Windows 8 traz uma interface completamente redesenhada, com um ecrã inicial de grandes mosaicos coloridos, semelhantes ao que a Microsoft tem no Windows Phone, o sistema que equipa telemóveis. É o primeiro sistema operativo da empresa concebido para ser usado tanto em tablets como em computadores e inclui suporte para toques e gestos, o que abriu caminho para alguns fabricantes desenvolverem computadores com ecrãs que suportam esta funcionalidade.

A mudança é radical face aos anteriores Windows e desaparecem muitos dos menus e lógicas de uso com que os utilizadores do sistema estavam familiarizados. Isto faz com que esta seja uma aposta com riscos para a Microsoft, apesar de o Windows 8 permitir também o uso de uma interface semelhante à tradicional e que é capaz de correr os programas desenvolvidos para a anterior versão do sistema.

Uma “nova era”
Na semana passada, o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, classificou a mudança como uma “nova era” e os novos produtos chegarão ao mercado poucos dias depois de a empresa ter comunicado resultados trimestrais abaixo das expectativas, ressentindo-se da quebra da procura de computadores pessoais, que foi provocada pela crise financeira e pela procura de dispositivos móveis.

O novo sistema tem várias versões. O Windows 8 é a versão mais básica e destina-se à generalidade dos consumidores domésticos. O Windows 8 Pro é para os entusiastas de tecnologia e para utilizadores profissionais. Há ainda uma versão Enterprise, destinada ao mercado empresarial e que tem de ser comprada através de um canal de vendas para empresas. 

Para além destas, há o Windows RT, que apenas tem a nova interface e não permite correr programas desenvolvidos para o anterior Windows. Esta é a versão concebida para processadores ARM, que tipicamente equipam tablets e smartphones, e inclui uma versão gratuita e mais limitada do Office. Numa primeira abordagem, o RT e o 8 são muito semelhantes, o que já levou a que surgissem na Internet críticas sobre a confusão que os dois sistemas poderão gerar nos consumidores.

A Microsoft desenvolveu duas linhas de tablets Surface com base nestes dois sistemas. A que chegará na sexta-feira aos consumidores é a versão equipada com RT, que é mais fina, mais leve e mais barata, mas tem especificações técnicas inferiores (menor resolução de ecrã e menor capacidade de armazenamento, por exemplo). Nos EUA, a versão mais barata do Surface com RT (que não inclui a capa protectora que é um teclado quando aberta) foi disponibilizada para pré-encomenda por 499 dólares. Segundo a Microsoft, as pré-encomendas deste modelo esgotaram as reservas.

Na sexta-feira, a única versão disponível será a Pro. A Microsoft ainda não anunciou datas e preços para a versão mais básica e o Windows RT não pode ser comprado em separado dos equipamentos.

Quem tiver um computador com Windows 7 comprado entre 2 de Junho e o final de Janeiro do próximo ano poderá fazer a actualização para o Windows 8 Pro a um preço promocional de 15 euros. Em Portugal, e à semelhança do que também fizeram noutros países, várias marcas de computadores comunicaram que vão reembolsar este valor aos consumidores.

Já na terça-feira, a Apple prepara-se para tentar roubar algum protagonismo à rival. Está agendada uma conferência sobre a qual não são conhecidos pormenores, como habitual, mas é amplamente esperado que seja apresentada uma versão mais pequena do iPad. 

 

Noticia do Público

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Sexta-feira, 05.10.12

FACEBOOK TEM MAIS DE MIL MILHÕES DE UTILIZADORES

Facebook tem mais de mil milhões de utilizadores

Marca animou os investidores da empresa em bolsa

O Facebook atingiu um marco histórico, ao registar pela primeira vez mais de mil milhões de utilizadores ativos. A marca foi estabelecida na segunda-feira de manhã, tendo sido depois partilhada pelo fundador num post de blog.

«Esta manhã, há mais de um mil milhão de usuários ativos a utilizar o Facebook todos os meses», disse Mark Zuckerberg, segundo cita a Lusa.

«Obrigado por nos darem, a mim e à minha pequena equipa, o prazer de servi-los. Ajudar na ligação de mil milhões de pessoas é incrível, uma lição de humildade e, de longe, a coisa que mais me orgulho na minha vida», acrescentou.

O jovem milionário prometeu ainda continuar a trabalhar para tornar a plataforma social melhor e maior, com o objetivo de ligar o mundo.

Os últimos números oficiais foram revelados em junho de 2012, altura em que o Facebook registava 955 milhões de utilizadores, dos quais 83 milhões eram perfis falsos.

Depois do anúncio oficial dos mil milhões de utilizadores ativos - que usam a rede social pelo menos uma vez por mês - as ações da empresa seguiam a valorizar quase um por cento, para os 22,03 dólares.

 

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Terça-feira, 18.09.12

IPHONE 5 COM MAIS DE DOIS MILHÕES DE ENCOMENDAS EM 24 HORAS

IPHONE 5 COM MAIS DE DOIS MILHÕES DE ENCOMENDAS EM 24 HORAS

Número representa mais do dobro do registado com o seu antecessor

A multinacional norte-americana Apple anunciou esta segunda-feira que o seu novo modelo de telemóvel iPhone 5 recebeu em 24 horas cerca de dois milhões de pré-encomendas, mais do dobro do que foi registado no iPhone 4S.

De acordo com a Lusa, a tecnológica, co-fundada por Steve Jobs, adianta que embora a maioria das reservas de telemóveis sejam entregues até sexta-feira, a procura do iPhone 5 ultrapassou a oferta inicial, pelo que há telemóveis que só chegarão aos seus clientes em outubro.

O novo iPhone 5, que se segue ao iPhone 4S, tem um ecrã maior, com cerca de 10,16 centímetros medidos na diagonal, o que cria maior espaço para colocar mais linhas de ícones de aplicações e permite um maior qualidade de leitura do vídeo.

 

Noticia do Push

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Sexta-feira, 20.07.12

Windows 8 posto à venda a 26 de Outubro

Uma das imagens do vídeo de promoção do Windows 8
Uma das imagens do vídeo de promoção do Windows 8 (Microsoft)
A Microsoft anunciou esta quarta-feira que o seu Windows 8 será oficialmente lançado no mercado no próximo dia 26 de Outubro.

Os novos computadores pessoais com o novo sistema operativo serão colocados à venda no mesmo dia, anunciou o porta-voz da Microsoft Brandon LeBlanc, num post colocado online no blogue oficial da empresa.

O Windows 8 foi desenvolvido para ser usado tanto em computadores convencionais como em tablets e é o primeiro sistema da Microsoft desenhado para se adaptar a este género de aparelhos – a interface tanto suporta o uso de rato e teclado como toques e gestos no ecrã.

O novo sistema operativo da Microsoft permitirá igualmente ao utilizador armazenar e partilhar informações entre vários dispositivos, graças ao serviço de cloud-computing SkyDrive, funcionalidade já oferecida pelas concorrentes Apple e Google. 

A empresa lançara no fim de Maio a versão release preview do Windows 8 – uma última versão de teste do novo sistema antes do seu lançamento oficial – que representa a maior reformulação daquele sistema operativo da Microsoft desde o lançamento do Windows 7.

O novo Windows terá uma versão optimizada para aparelhos com ecrãs tácteis, na tentativa de competir com a Apple e respectivos iPad. 

A linha Surface, de marca própria, apresentada há cerca de um mês, quer precisamente disputar mercado com o iPad e competir com laptops de menor porte. 

Os tablets Microsoft Surface têm um ecrã de 10,6 polegadas (um pouco maior do que o do iPad) e estão equipados com portas USB. Há dois modelos. Uma versão é mais fina e leve e está equipada com o Windows RT (a versão do Windows 8 para os processadores ARM, que tipicamente são usados em dispositivos móveis) – será vendida com 32GB e 64GB. 

Um modelo superior oferece um ecrã de mais qualidade, mais conectividade (três portas USB em vez de duas), surge em 64GB e 128GB e está equipado com o Windows 8 Pro e processador Intel. A Microsoft não deu detalhes sobre a câmara que equipa os aparelhos. Os preços também não foram divulgados.

 

Noticia do Público

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Sábado, 30.06.12

Televisão, porque é que os meus vizinhos Vêem os golos primeiro que eu?

TV: Por que há delays nos jogos?
TV: Por que há delays nos jogos?

Ainda a bola não tinha chegado à área do adversário, no televisor da sala, e já Célia gritava golo na cozinha. Varela acabara de marcar, no relato da TSF, e quem assistia à emissão da SIC não imaginava sequer que a jogada fosse terminar em golo. E na vitória da Selecção Nacional contra a Dinamarca.

 

O atraso entre a emissão de rádio e de televisão – e mesmo entre canais – existe, mas a questão levanta-se sempre que há jogos de futebol. «Não é simpático saber pelo vizinho que Portugal marcou um golo», repara fonte oficial da ZON, que justifica este delay com os processos de codificação e descodificação da informação. No caso dos clientes desta operadora, o atraso na recepção do sinal é de cerca de cinco segundos. Mas aumenta quando o espectador opta por ver o jogo na SportTV, chegando aos oito.

 

«Temos consciência de que há uma diferença entre quem vê um jogo do Euro numa generalista e quem o vê na SportTV, mas não contabilizamos o tempo. Isso não tem relevância para nós, porque tecnicamente estamos a enviar um sinal de qualidade muitíssimo superior», explica Pedro Magalhães, coordenador técnico do conjunto de canais desportivos. O sinal original emitido por estes canais é sempre em HD, por isso, «três vezes mais pesado do que o sinal standard», acrescenta.

 

Sem justificação técnica


Mesmo quem não assiste à competição europeia através destes canais premium, nota diferença entre a emissão da RTP1, SIC e TVI, por subscrição – em que a transmissão é feita por sinal analógico –, e o sinal emitido pelos mesmos canais via TDT. E este delay pode chegar aos segundos verificados com a transmissão de um sinal de alta definição.

 

«É normal existir algum atraso, mas de seis ou oito segundos é um exagero», afirma Eliseu Macedo, engenheiro de telecomunicações, para quem não existe justificação técnica para o problema.

 

Segundo este especialista, a passagem do sistema analógico para o digital – que se deu com a introdução da TDT em Portugal – levaria necessariamente a uma diferença de dois segundos entre emissões, que correspondem ao tempo «da digitalização e, depois, da descompressão do sinal, para que as pessoas o possam ver em imagem, no televisor». Isto, tendo em conta alguma «tolerância».

 

Os restantes segundos poderiam ser explicados com o ‘caminho’ que é percorrido pelo sinal desde a sua digitalização até aos transmissores, mas esse percurso é feito pela mesma rede «que todos os dias leva milhares e milhares de chamadas telefónicas no país e durante as quais não existem oito segundos de atraso», aponta um especialista em TDT, ao SOL.

 

Fonte oficial da ZON lembra, no entanto, que ao serem introduzidas etapas no percurso do sinal desde a sua emissão até à casa do cliente «mais segundos leva o processo de descodificação».

 

Só que, em Portugal, mesmo na simples passagem do sinal analógico para o digital, verifica-se um atraso muito maior, por exemplo, ao de Espanha – cerca de três vezes superior. «Isto é televisão em diferido, não em directo», lamenta Eliseu Macedo.

 

O SOL sabe que esta questão dos atrasos é levantada há pelo menos três anos junto da Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações) por empresas do sector, em consultas públicas. Mas fonte oficial do regulador diz que, das queixas recebidas durante o Euro 2012 e já analisadas, «não houve reclamações sobre delays na emissão». A Anacom diz ainda que não está definido qualquer limite máximo para os atrasos das emissões em directo.

 

Quem ouve e vê primeiro?


1.º Rádio

 

2.º Televisão analógica (canais generalistas por subscrição ou todos os canais da ZON, de quem não tem box)

 

3.º Televisão digital sem HD

 

4.º Televisão digital com HD

 

5.º Tecnologias de IPTV (que incluem os mecanismos utilizados para se ter funcionalidades, como maior velocidade no zapping, na televisão paga)

 

Noticia do Sol

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