Sexta-feira, 30.08.13

O papel que mantém alimentos frescos, as auto-estradas que brilham no escuro e o computador de 25 dólares

O papel que mantém alimentos frescos, as auto-estradas que brilham no escuro e o computador de 25 dólares

Os Index, os mais valiosos prémios de design do mundo, distinguiram ainda em 2013 um simulador de partos e um plano de adaptação de Copenhaga às alterações climáticas.

Uma folha de papel que mantém frutas e legumes frescos pelo quádruplo do tempo normal, um simulador de partos para evitar a mortalidade, um computador que custa 25 dólares e dois projectos dinamarqueses que repensam as auto-estradas e as alterações climáticas são os vencedores do maior prémio de design do mundo, o Index 2013. São 500 mil euros a distribuir pelos vencedores, que conheceram quinta-feira à noite a selecção final do júri dinamarquês.

 

Os seleccionados este ano são então os projectos Smart Highway (que recebeu o prémio do público, votado no site do canal de notícias CNN), FreshPaper, o simulador The Natalie Collection, o Copenhagen Climate Adaptation Plan e o computador Raspberry Pi.

 

Um dos mais importantes prémios de design do mundo, especialmente no que toca ao design de produto, o Index distingue de dois em dois anos projectos de design que se reflictam na melhoria de condições de vida, estando dividido em cinco categorias: corpo, casa, trabalho, diversão e comunidade. Cada um dos premiados recebe 100 mil euros para aplicar na implementação e desenvolvimento das suas ideias.

 

Para o corpo, o simulador Mama Nathalie é uma proposta da Laerdal Global Health of Norway de um kit que visa a aprendizagem sobre o processo do parto de forma prática – uma espécie de simulador para parteiras pensado para atacar o problema da mortalidade infantil e materna durante o parto.  “Um piloto nunca pilotaria um avião sem treino adequado e simulação de voo. Por que é que uma parteira deve ser diferente?”, pergunta o jurado Ravi Naidoo à laia de atestado de importância do projecto. 

 

Já na categoria casa, a preocupação na base do desenvolvimento do Fresh Paper foi o desperdício alimentar vs. escassez. E um acaso: a designer e inventora Kavita Shukla ficou surpreendida pela eficácia de um chá de especiarias que a avó lhe deu quando bebeu sem querer água da torneira na Índia – que não era potável. Investigando as especiarias ao longo de anos, descobriu que aquele composto podia ser usado para manter os alimentos frescos. A patente do Fresh Paper, como explica o site dos prémios, foi fixada por Shukla aos 17 anos.

 

Feito de papel embebido em especiarias que inibem o desenvolvimento de fungos e bactérias, é hoje usado comummente em 35 países e basta colocá-lo numa prateleira do frigorífico ou numa taça de fruta. Do Fresh Paper nasceu a Fenugreen, uma empresa criada pela jovem designer para levar a sua invenção às zonas mais necessitadas do planeta.  

 

Uma experiência vinda da Universidade de Cambridge resultou no computador de 25 dólares que Eben Upton e os seus colegas de ciências de computação desenvolveram desde 2006, quando foram confrontados com a falta de experiência com hardware e software dos candidatos à sua universidade. “Se não conseguimos controlar a tecnologia, somos controlados pela tecnologia”, diz o jurado Ravi Naidoo. O prémio na categoria de jogo e aprendizagem foi para o pequeno Raspberry Pi, fabricado no País de Gales e gerido pela organização sem fins lucrativos Raspberry Pi Foundation, um computador suficientemente barato e simples para suscitar nos seus jovens (ou mais velhos) utilizadores a vontade de solucionar problemas de código e computação.

 

E da computação para as auto-estradas: o designer dinamarquês Daan Roosegaarde partiu de uma realidade que o espantava – os carros que conduzimos são cada vez mais inteligentes, mas as estradas continuam a ser cursos cinzentos sem novidades. Em colaboração com a multinacional dinamarquesa de desenvolvimento de projectos Heijmans Infrastructure, desenhou a Smart Highway, uma experiência rodoviária que espera concretizar ainda este semestre. Auto-estradas que brilham no escuro, tintas dinâmicas, tudo são ferramentas deste projecto vencedor na categoria Comunidade.

 

Trata-se então de um projecto em cinco fases para modernizar as auto-estradas europeias com nova tecnologia para agilizar formas de comunicação luminosa (para avisar quando a estrada escorregadia, por exemplo) ou mesmo de carregamento de carros eléctricos. “Não é uma estrada completamente nova, mas sim um kit de peças que podem ser aplicadas às estradas conforme o necessário”, explica Ravi Naidoo. “Não é só uma ideia engraçada – estamos a falar do futuro das estradas em todo o lado”, frisa o jurado Nille-Juul Sørensen.

 

projecto que adapta a cidade de Copenhaga às alterações climáticas foi também o vencedor na categoria comunidade, por ser uma solução integrada apoiada pela autarquia, mas também com capitais privados. “Uma cidade à prova do clima é mais atractiva como sítio onde viver e investir”, diz o presidente da câmara da capital dinamarquesa, Frank Jensen. Na prática, o plano identificou os principais desafios da cidade perante as alterações climáticas e estabeleceu uma lista de medidas a implementar para reduzir o seu impacto, dos avisos e sistemas de resposta a situações extremas à protecção especial das infraestruturas da cidade

 

Estes prémios são promovidos pela INDEX: Design to Improve Life, uma organização não-governamental dinamarquesa focada no design como ferramenta para o desenvolvimento sustentável.

 

Retirado do Público
 

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Quarta-feira, 12.06.13

Na guerra das consolas, a PlayStation 4 ganhou a batalha do preço

Na guerra das consolas, a PlayStation 4 ganhou a batalha do preço

A consola da Sony vai custar 399 euros, menos 100 do que a Xbox One, da Microsoft.

 

Depois de uma apresentação em Fevereiro que não tinha corrido bem, a PlayStation recuperou terreno. No arranque da Electronic Entertainment Expo (E3), em Los Angeles, a Sony e a Microsoft revelaram pormenores das respectivas consolas domésticas. E a empresa nipónica desferiu dois golpes na multinacional americana: a PlayStation 4 será mais barata do que a Xbox One e vai permitir jogos usados.

 

As duas empresas já tinham feito grandes eventos de apresentação, mas guardaram vários pormenores para a E3. As consolas, que estarão à venda depois do Verão ainda sem data certa, vêm competir na guerra da chamada oitava geração, que arrancou no final do ano passado, com a Nintendo Wii U, cujas vendas têm estado abaixo do esperado pela fabricante japonesa.

 

A PlayStation 4, que foi finalmente revelada, depois da conferência de Fevereiro ter sido criticada pela longa duração e por não ter sido mostrada uma única imagem do aparelho, vai custar 399 euros. A Xbox One custará 499 euros.

 

A Sony sublinhou também que os utilizadores da PlayStation 4 poderão revender ou dar os jogos que tenham em suporte físico, sem qualquer tipo de limitação. O anúncio ganha importância porque, pouco antes, a Microsoft tinha anunciado restrições ao que os jogadores poderão fazer com os seus jogos.

 

Graças a um sistema de verificação online na Xbox, as editoras poderão decidir que jogos são passados por um utilizador a outro e há limitações impostas à partida: quem recebe o jogo terá de estar há pelo menos 30 dias na lista de “amigos” da pessoa que o vende ou dá, e cada título só pode ser passado uma vez (o que significa que não há a hipótese de emprestar um jogo a alguém e recuperá-lo).

 

A Xbox One também obriga a que o jogador ligue a consola à Internet pelo menos uma vez a cada 24 horas, ao passo que a PlayStation 4 poderá ser usada sem ligação.

 

Retirado do Público

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Segunda-feira, 10.06.13

Apple redesenha plataforma móvel e lança novo serviço de música

Apple redesenha plataforma móvel e lança novo serviço de música

iTunes Radio está disponível apenas nos EUA. Empresa mostrou também novos computadores e uma nova versão do OS X.

A Apple redesenhou o sistema iOS, que equipa o iPhone, iPod Touch e iPad, e revelou, numa conferência nesta segunda-feira em São Francisco, o já antecipado iTunes Radio, um serviço para ouvir música gratuitamente, que será rentabilizado pela empresa com anúncios publicitários.

 

O iTunes Radio permite ouvir música em streaming, agrupadas em "estações", que se podem ir adaptando ao gosto do utilizador.

 

Apesar do sucesso do iTunes e do impacto que a loja teve na indústria musical, as tentativas da Apple de criar uma funcionalidade de descoberta social de música não têm tido muito sucesso. O iTunes Radio agora apresentado está integrado com o recente serviço de descoberta de música do Twitter e inclui um botão para comprar as canções directamente. Estará apenas disponível nos EUA, mas a empresa tenciona expandi-lo para outros países.

 

Já o iOS 7, uma das novidades mais aguardadas pelos entusiastas da marca, surge com um visual muito diferente e abdica de alguns dos aspectos estéticos que estavam presentes na plataforma desde o lançamento do iPhone, em 2007.

 

Parte da apresentação enfatizou as novidades estéticas, desenvolvidas sob a supervisão de Jonathan Ive, responsável pelo design de alguns dos mais icónicos produtos da marca. Entre as mudanças, estão novos ícones, transparências, uma nova tipografia. Em alguns aspectos, o sistema aproxima-se da estética do Windows Phone.

Também há mais funcionalidades para serem acedidas a partir do ecrã de bloqueio do telemóvel e a Apple estendeu a possibilidade de multi-tarefa a todas as aplicações, o que significa que o utilizador pode deixar qualquer aplicação a funcionar, enquanto usa outra.

 

Ainda antes de mostrar o novo sistema móvel, o director executivo, Tim Cook, passou vários minutos a sublinhar a fragmentação do sistema Android, que lidera o mercado. Cook notou que há várias versões de Android a serem usadas, argumentando que isso é um problema para os criadores de aplicações.

 

As acções da Apple, que caíram cerca de 37% desde Setembro, mês em que foi apresentado o iPhone 5, estiveram em subida ligeira ao longo de toda a apresentação e, no final, a cotação estava nos 445,62 dólares, uma subida de 0,86% face ao preço de sexta-feira. 

 

Antes, Philip Schiller, vice-presidente de marketing, já tinha subido ao palco para apresentar uma nova linha dos ultra-portáteis Macbook Air, afirmando que a bateria é capaz de durar “o dia inteiro”. De acordo com os dados da empresa, o modelo com ecrã de 11 polegadas tem uma bateria com duração de nove horas, e o modelo de 13 polegadas consegue 12 horas de funcionamento antes de ser carregado. Os dois modelos já estão a ser enviados para o retalho.

 

Schiller mostrou também uma nova linha de Mac Pro, a família de computadores destinada a utilizadores profissionais, tipicamente de vídeo e imagem. Para além da melhoria de desempenho, a apresentação sublinhou o novo design do computador, que ocupa um oitavo do volume do anterior Mac Pro e tem o aspecto de um cilindro preto. O executivo notou também que o computador, que estará disponível até ao final do ano, é montado nos EUA - a Apple tem sido criticada tanto pelas condições de trabalho nas fábricas que contrata na China, como pelo facto de não criar empregos na indústria americana.

 

Foi também mostrada a décima versão do sistema operativo OS X. E a Apple parece ter esgotado a lista de felinos cujo nome pode ser dado a um sistema operativo. O novo sistema chama-se Mavericks, numa referência a um local na Califórnia. É a primeira vez que uma versão do OS X não tem o nome de um felino (a versão 10.0 chamava-se Cheetah e a 10.9, Mountain Lion).

 

O novo sistema traz novas funcionalidades para a gestão de ficheiros, incluindo separadores na aplicação de gestão de ficheiros (o Finder) e a possibilidade de lhes atribuir etiquetas (por exemplo, “importante”, “rascunhos”, “trabalho”, “escola”), permitindo o acesso a todos os ficheiros categorizados com etiqueta, independentemente de onde o utilizador os tenha guardado. De acordo com a Apple, o Mavericks inclui melhorias ao nível do desempenho e do consumo de energia.

 

O novo sistema inclui ainda a aplicação iBooks, que a Apple tinha lançado para os dispositivos móveis, e que permite comprar e ler livros. O browser Safari também surge renovado, com o que a empresa diz serem melhorias de desempenho. O Mavericks estará disponível no Outono.

 

A Apple mostrou ainda uma versão do iWorks (o pacote de aplicações de produtividade da Apple para criar documentos de texto, apresentações e folhas de cálculo) que funciona online, através do browser.

 

Retirado do Público

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Domingo, 09.06.13

Apple regressa às novidades após "hibernação" que afugentou investidores

Apple regressa às novidades após

Após meses sem anúncios de monta e durante os quais as acções caíram 37%, a empresa está prestes a revelar novos produtos.

Começa nesta segunda-feira, em São Francisco, a conferência anual da Apple destinada a programadores. O evento foi usado nos anos anteriores para apresentar todo o tipo de novidades, desde novas versões dos sistemas operativos a novos computadores e serviços.

 

Na apresentação de arranque do evento (que está agendada para decorrer entre as 18h e as 20h, hora de Lisboa), a Apple vai mostrar o iOS 7, a nova versão do sistema operativo para iPhone, iPad e iPod Touch. O director-executivo, Tim Cook, confirmou numa entrevista recente que a interface do sistema tem estado a ser redesenhada pelo britânico Sir Jonathan Ive, o guru do design que está na empresa desde 1992.

 

A Apple parece ter estado em hibernação: a World Wide Developers Conference acontece após nove meses sem novidades significativas, um período anormalmente longo para a multinacional americana (o iPhone 5 foi apresentado em Setembro, juntamente com uma nova linha de iPods e um renovado iTunes; o iPad Mini surgiu em Outubro).

 

Em vésperas da conferência, a Apple tem estado também a fechar acordos com editoras de música, o que tem sido interpretado como um sinal de que quer apresentar já nesta segunda-feira um novo serviço musical, a que a imprensa tem chamado iRadio, antecipando o anúncio de uma rádio online de música ajustada aos gostos de cada ouvinte.

 

A editora Sony/ATV Music (resultado de uma parceria entre a Sony e Michael Jackson, feita na década de 1990) confirmou ter fechado um contrato de dois anos com a Apple. Vários órgãos de comunicação, incluindo o jornal The New York Times e a agência Bloomberg, noticiaram acordos semelhantes com outras grandes editoras (entre os quais, a Universal, a Warner e a Sony Music Entertainment), embora não haja confirmação oficial das empresas.

 

Os investidores têm manifestado nos últimos meses receios sobre a capacidade de inovação da Apple e sobre a ameaça dos Android no mercado dos smartphones. Números da IDC indicam que, no primeiro trimestre do ano, a Apple tinha uma fatia de mercado de 17,3%, uma redução face aos 23% do primeiro trimestre de 2012 (embora esteja a vender mais iPhones do que no ano passado, a Apple não está a acompanhar o ritmo de crescimento do mercado).

 

Desde Setembro, as acções da empresa estão em queda acentuada. Depois de atingir um pico recorde a 19 de Setembro (dia em que a cotação fechou nos 702,10 dólares), o preço foi resvalando para os 441,81 dólares da sexta-feira passada, uma queda de 37%.

 

Fotografias dos preparativos no local onde a World Wide Developers Conference vai decorrer, e que foram entretanto publicadas online, revelaram cartazes relativos ao sistema operativo para OS X, que equipa os computadores Mac. No ano passado, foi anunciado que todos os anos seria introduzida no mercado uma nova versão e é esperado que a empresa revele agora um novo OS X.

 

Retirado do Público

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Sexta-feira, 10.05.13

"Google Timelapse" mostra como o mundo mudou em 28 anos

Timelapse

 

Queres saber como era o Porto, Lisboa, Madrid, Tóquio, o mundo, há duas décadas? Já é possível fazer um “rewind” e ver a evolução do planeta ao longo dos últimos anos. A aplicação "Timelapse" do Google Maps foi anunciada esta quinta-feira e possibilita navegar no tempo e no espaço (re)visitando locais desde 1984 até 2012.

 

Perceber as mudanças morfológicas dos territórios é o principal objectivo e, simultaneamente, mais-valia deste projecto. 

 

Construído com base em mais de dois milhões de imagens de satélite Landsat, o mapa interactivo mostra, a partir de animações em HTML5, a acção da natureza e dos humanos nos mais diferentes pontos do globo.

 

Até ao momento, a "Timelapse" oferece uma pré-selecção de sete lugares do mundo, entre os quais, Las Vegas, Dubai, Xangai, Glaciar Mendenhall (Alaska) e Areias do Óleo (Athabasca), sendo que ao escrever um novo destino o motor de buscas encarrega-se de devolver a imagem.

 

Explorar e consciencializar 

A desflorestação da Amazónia, a expansão da costa do Dubai e o degelo do Alaska são três dos cenários mais flagrantes no que respeita à sua modificação.

 

E por isso mesmo, para além de ser “fascinante para explorar”, Rebecca Moore, do Google Earth Engine, espera que “as imagens possam informar o pensamento da comunidade global sobre como vivemos e as políticas que nos guiarão no futuro”, lê-se no blogue oficial da Google.

 

O projecto resulta de uma parceria entre o Google, aNASA, a revista Time e a Sociedade Geológica dos Estados Unidos.

 

Retirado do P3

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Quarta-feira, 24.04.13

Já é possível visitar alguns monumentos portugueses sem sair do sofá

Já é possível visitar alguns monumentos portugueses sem sair do sofá

Google disponibiliza a partir desta terça-feira visitas virtuais a alguns dos mais emblemáticos monumentos em Portugal.

 

Se sempre quis visitar o Portugal dos Pequenitos ou o Palácio Nacional da Pena, já não precisa de sair do conforto do sofá para o fazer. Basta ligar-se à Internet e desfrutar de uma visita virtual a estes e a mais alguns monumentos que fotografados para o projecto Street View.

 

As imagens estão disponíveis a partir desta terça-feira no site do Google e permitem que qualquer pessoa com ligação à Internet visite muitos monumentos e parques portugueses sem sair de casa.

Para além do Palácio da Pena, em Sintra, também é possível explorar o Palácio de Monserrate, na mesma vila, os jardins do Parque de Serralves, no Porto, ou os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A empresa norte-americana trabalhou com os parceiros portugueses na recolha das imagens, feitas através de um triciclo especialmente construído para locais onde os carros não possam circular.



São já 50 os países em que o Google Street View está disponível. Com esta ferramenta, é possível visitar vários países em todo o mundo – incluindo Portugal – para planear uma viagem ou até mesmo para visitar aqueles locais onde sempre se quis ir mas que nunca foi possível fazê-lo.

Em Março, o Google Street View disponibilizou imagens de uma das cidades mais afectadas pelo desastre ambiental de Fukushima, que mostraram uma cidade fantasma como aquelas vistas nos filmes de ficção.

Também já é possível visitar algumas das montanhas mais altas do mundocom esta ferramenta.

A Google só não promete que a visita virtual seja tão completa como a visita real.

 

Retrirado do Publico

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Quarta-feira, 06.02.13

O tablet Surface Pro da Microsoft muda as regras do jogo

O facto de o podermos utilizar como o computador principal é a primeira indicação de que a Microsoft tenciona que este tablet se bata directamente com verdadeiros computadores.

 

Há alguns meses, a Microsoft provocou muitas reacções de surpresa quando pôs à venda o seu primeiro computador: o tablet Surface. Pelos mesmos 500 dólares de que necessitamos para comprar um iPad, oferece melhor hardwaree mais entradas. Só tem uma desvantagem: não permite correr qualquersoftware de PC.

 

Ou, mais precisamente, não permite correr nenhum dos quatro milhões de programas para Windows normais. Em vez disso, exige um novo tipo de aplicação, uma espécie de aplicação mais limitada, que ocupa todo o ecrã, do género do iPad, e que está apenas disponível através da loja online da Microsoft. E não existem muitas dessas aplicações, apesar de a situação estar, lentamente, a melhorar.

Mas o mundo ficou a salivar, isso sim, com a intenção, anunciada pela Microsoft, de lançar uma segunda versão do Surface – o Pro – que seria, de facto, um verdadeiro PC, correndo o verdadeiro Windows e verdadeiras aplicações Windows. Conseguem imaginar quão espectacular isso seria? Ter um tablet que também fosse um PC completo?

Está quase lá. Na feira Consumer Electronics Show [8 a 11 de Janeiro], em Las Vegas, a Microsoft não tinha um stand tradicional e não teve direito, como é habitual, a preencher a conferência de abertura (em vez disso, foi a Qualcomm que ficou com esse horário, o que foi embaraçoso e hilariante). Mas representantes da Microsoft estavam lá, num quarto de hotel longe da feira, concedendo a alguns jornalistas um primeiro olhar ao Surface Pro.

É mais grosso que o tablet Surface original, com pouco mais de 1,3 centímetros de altura. É mais pesado: 900 gramas, em vez dos anteriores 680 gramas. E é também mais caro: 900 dólares com 64 gigabytes de memória, 1000 dólares com 128 gigabytes.

Mas estamos a olhar para um tipo de máquina completamente novo, com novas possibilidades. É um tablet com ecrã táctil, com as dimensões semelhantes às do iPad, e que corre programas de computador: Photoshop, Quicken, o Microsoft Office completo, iTunes (e ainda as lojas de filmes de música online da Apple). Software de desktop num tablet com 1,3 centímetros de altura. Isso é uma novidade.

A Microsoft envidou todos os esforços para se certificar de que não ficaríamos desapontados com nenhuma das funções, tablet ou PC. O ecrã é deslumbrante: bem iluminado, limpo e fácil de utilizar. Tem 1080x1920 pixels, também conhecida como alta definição 1080p. Mas quando o ligamos a um aparelho de televisão ou a um monitor de computador, consegue resultados ainda melhores – 2550x1440 pixels.

O facto de o podermos utilizar em casa como o nosso computador principal é apenas a primeira indicação de que a Microsoft tenciona que este tablet se bata directamente com verdadeiros computadores. Outra é a sua velocidade: é muito rápido. Aplicações pesadas como as do Office demoram pouco mais de um segundo a abrir. A passagem de um programa para outro é rápida, e os programas correm velozmente. Os apreciadores de jogos vão ficar bem servidos, apesar de, é claro, sem uma placa gráfica própria, a frequência de imagens por segundo não bater nenhum recorde.

O Pro vem com uma caneta plástica, para podermos escrever, desenhar e pintar no ecrã. A ideia apresenta uma grande falha: podemos guardar a caneta provisoriamente, colando-a magneticamente à ficha de alimentação eléctrica do tablet, mas não existe gaveta onde se a possa colocar quando se viaja. Assim, é muito provável que se perca.

Mas a sensação de desenhar é fantástica. A caneta é sensível à pressão, ou seja, com determinadas aplicações podemos criar linhas mais escuras pressionando com mais força, exactamente como os designers gráficos fazem nos tablets Wacon. E podemos pousar a mão no ecrã: apenas a caneta deixa marcas.

Existe apenas uma entrada UBS no aparelho – felizmente, é USB 3.0 (o que significa que é rápida). Mas a Microsoft acrescentou uma segunda entrada na ligação de energia eléctrica. Assim, sempre que, em casa ou no local de trabalho, estivermos com o aparelho ligado, temos duas entradas USB. Podemos carregar o telemóvel enquanto trabalhamos, por exemplo, ligando-o à entrada de corrente. O que é algo mesmo inteligente.

(O complicado jack magnético para ligação do fio para electricidade, tão frustrante no tablet Surface, foi melhorado no Pro. Um íman mais forte faz com que ele se encaixe mais facilmente.)

O que realmente eleva o conceito de tablet/PC a novas alturas é, claro, a famosa capa do teclado Surface. Encaixa-se e desencaixa-se rápida e facilmente a uma barra magnética situada na parte inferior do tablet, tornando assim instantânea a conversão do Pro de tablet para PC. Isso é uma característica muito, muito importante. Podemos também colocá-lo para a parte de trás quando estamos em modo de tablet; o teclado no ecrã aparece automaticamente assim que é necessário.

Na realidade, existem duas versões da capa do teclado. Existe uma chamadatouch cover, capa de toque, que não é mais grossa do que uma folha de cartão, mas as teclas não se mexem. Podemos comprar esta capa, numa série de cores, juntamente com o Surface por 100 dólares, ou, mais tarde, por 120 dólares; a Microsoft reconhece que não se consegue escrever de forma tão rápida como num teclado verdadeiro.

Existe também a type cover (capa de escrita), por 130 dólares, com teclas verdadeiras que efectivamente se mexem para cima e para baixo. Tem cerca de seis milímetros de espessura, mas pode-se escrever nela normalmente.

O Surface Pro corre o Windows 8. E, como vocês bem sabem, eu considero que o Windows 8 é uma mistura mal conseguida de dois sistemas operativos diferentes. Temos o habitual desktop Windows, e depois temos uma nova camada sobreposta, a que eu chamo TileWorld [mundo dos mosaicos] – uma terra colorida de mosaicos tácteis grandes e vistosos.

Dado que temos dois sistemas operativos quase completamente dissociados, acabamos com dois browsers para a Internet, dois painéis de controlo, dois sistemas de busca, duas formas de fazer clique direito. O nosso próprio computador tem agora duas personalidades.

No normal tablet Surface de 500 dólares, o Windows 8 não faz qualquer sentido. (É uma versão denominada Windows RT.) O desktop Windows aparece lá como um apêndice encarquilhado; na realidade, nem sequer consegue correr programas Windows (excepto uma versão modificada do Microsoft Office). Então, por que razão lá está?

Mas no Pro, a opção pelo sistema operativo dual é mais fácil de defender. Temos o TileWorld para usar no modo iPad, e o desktop Windows para utilizar quando estamos no modo PC.

Assim sendo: será que devemos comprar um Surface Pro em vez de um portátil ultrafino? Será que vai aniquilar o MacBook Air?

A questão não é tão simples como possa parecer. A capa do teclado exige uma superfície lisa e dura – pelo que não podemos utilizar este “portátil” como portátil ao nosso colo. As duas formas correctas de o usar são: a) nas nossas mãos ou no nosso colo como um tablet táctil, ou b) como um portátil numa mesa ou secretária.

Também não é muito flexível quando é usado como portátil; não se pode ajustar o ângulo do ecrã. A metade inferior da parte traseira é um painel articulado, um suporte muito fino, que se mantém fechado magneticamente até o puxarmos para fora com uma unha. Mantém o tablet direito e bem fixo – mas apenas naquele determinado ângulo.

Mas mesmo que o Surface Pro não seja exactamente um exterminador de portáteis, mesmo assim vem mudar as regras do jogo. É uma máquina como ninguém construiu antes, e deverá colocar muitas imaginações a fervilhar.

Mas lembrem-se de que estas são apenas primeiras impressões, baseadas em uma hora de utilização supervisionada num quarto de hotel da Microsoft. Por exemplo, ninguém tem a mínima ideia de qual será a autonomia e tempo de vida da bateria. (Provavelmente, menor do que a de um verdadeiro portátil, dado que há tão pouco espaço no interior para uma bateria robusta.) Em qualquer caso, escreverei uma avaliação completa quando tiver o meu próprio Surface Pro para testar.

Mas, por agora, parece que o Surface Pro é, conceptualmente e na prática, um imenso sucesso. Para milhares de pessoas, será um companheiro móvel ideal. E terminará com a questão que nos assalta diariamente: “Hum, levo o meu portátil ou o meu iPad?”

 

Retirado do Público

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Segunda-feira, 28.01.13

Diário de Anne Frank em versão iPad com material inédito

Diário de Anne Frank em versão iPad com material inédito

A aplicação inclui fotografias da família antes da vida no esconderijo, vídeos, e excertos do livro lidos por Helena Bonham Carter.

Há 65 anos O Diário de Anne Frank era publicado pela primeira vez, e o mundo descobria o relato dos dois anos (entre 1942 e 1944) que a jovem passou escondida dos nazis num anexo em Amsterdão. Agora, a história de Anne Frank, que tinha 13 anos quando começou a escrever, surge em versão para iPad, lançada pela Penguin.

A aplicação inclui excertos do livro lidos pela actriz Helena Bonham Carter, páginas facsimiladas do diário original, fotografias até aqui inéditas, excertos do documentário Anne Frank Remembered, emissões de rádio do tempo da guerra, e ainda um vídeo de apresentação com o primo mais velho (e único membro da família ainda vivo) de Anne, Bernd Elias, mais conhecido como Buddy.

Não é que Anne Frank precise de publicidade – a casa onde viveu escondida antes de ser enviada para os campos de concentração de Auschwitz e Bergen-Belsen, onde morreu de tifo três meses antes de fazer 16 anos, continua a ser um lugar de peregrinação em Amsterdão. Mas o Fundo Anne Frank, localizado na Suíça e que gere os arquivos da família, preocupa-se em manter vivo o interesse do mundo, e vai divulgando novos materiais. “No passado havia apenas o diário, agora há fotografias e vídeos”, diz Elias ao Observer. “O ódio, e, claro, o racismo, continuam a existir no mundo. É muito importante que as crianças aprendam a respeitar todas as religiões e nacionalidades”.

Assim, o Fundo tornou públicos livros de colagens, que, diz o The Observer, se supõe terem sido feitos por Otto Frank, o pai de Anne, que era fotógrafo amador e que foi fazendo, ao longo da vida, centenas de fotos da família e amigos. Uma das imagens agora divulgadas, conta o jornal britânico, mostra Anne, a irmã mais velha, Margot, e os pais junto à casa da família em Amsterdão; noutra, Anne surge fotografada pela irmã na varanda de um edifício de apartamentos, com o cabelo a esvoaçar. São imagens que ajudam a perceber o que era a vida da família Frank antes de serem obrigados a esconder-se no anexo do número 263 da rua Prinsengrach.

O conteúdo da aplicação para iPad integra muito deste material proveniente dos arquivos e que foi escolhido com a ajuda de Buddy, hoje com 87 anos – o primo sobre o qual Anne também escreve no diário, chegando a desenhar a roupa que sonha usar quando, um dia, puder ir esquiar com ele.

No Telegraph, o jornalista Alex Peake-Tomkinson faz uma crítica da nova aplicação. Explica que esta inclui Trilhos da História, intitulados por exemploMedo ou A Vida no Esconderijo e elogia o facto de estes serem acompanhados por um aviso que aconselha os utilizadores a lerem primeiro o livro – há o risco de muita desta informação se sobrepor à leitura do livro.

Peake-Tomkinson sublinha a mesma ideia a propósito de toda a informação de contexto histórico que a aplicação oferece, que, para além de ser muito didáctica, e portanto destinada a um público mais jovem, pode “perturbar a experiência de ler o diário”. O conselho é, por isso, que quem ainda não leu o diário o faça primeiro, e só depois mergulhe nos novos materiais oferecidos pela aplicação da Penguin.

 

Retirado do Público

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Terça-feira, 18.12.12

Nanopartícula contra cancro da mama criada em Coimbra tem patente nos EUA

Nanopartícula contra cancro da mama criada em Coimbra tem patente nos EUA

 

A nova partícula destina-se ao combate do cancro da mama, mas a equipa pensa poder aplicá-la a outros tipos de cancro ENRIC VIVES-RUBIO


A patente para uma nanopartícula de nova geração destinada ao tratamento do cancro da mama, desenvolvida por investigadores portugueses, foi concedida nos Estados Unidos, anunciou esta segunda-feira a Universidade de Coimbra.

 

Criada por especialistas do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, a nova nanopartícula teve ainda no seu desenvolvimento a colaboração do Instituto Português de Oncologia de Coimbra, da Faculdade de Farmácia de Lisboa e da Faculdade de Medicina do Porto e dispõe de um apoio de meio milhão de euros, concedidos no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).

 

A nanopartícula “previne os efeitos secundários associados à quimioterapia” e, simultaneamente, “aumenta a eficácia terapêutica” do tratamento, sublinhou à agência Lusa João Nuno Moreira, investigador envolvido no projecto. Além de “matar as células cancerosas”, a nanopartícula para o tratamento do cancro da mama também aniquila “os vasos sanguíneos que alimentam o tumor, evitando reincidências”.

 

A nanopartícula é revestida por um polímero que a torna invisível ao sistema de defesa do organismo e, na extremidade desse polímero, possui uma espécie de “chave” que permite abrir apenas as “portas” das células cancerosas e das células que revestem os vasos sanguíneos tumorais, explicou João Nuno Moreira.

 

Ao entrar no interior dessas células, o que acontece? “A nanopartícula liberta o conteúdo como se fosse uma granada – disponibilizando uma grande quantidade de fármaco num curto período de tempo – e que, além de matar as células cancerosas, destrói também os vasos sanguíneos do tumor”, salientou ainda o investigador.

 

Os testes já realizados em animais com cancro da mama humano demonstram que a nanopartícula cumpriu a sua missão: “Percorreu todo o organismo até atingir o tumor e matou as células responsáveis sem provocar toxicidade nos restantes órgãos.”

 

João Nuno Moreira, outro dos investigadores responsáveis pelo projecto, pensa ser possível iniciar os testes clínicos do novo produto dentro de três anos e o medicamento chegar ao mercado quatro anos depois.

 

Perspectivando o alargamento desta biotecnologia a outros tipos de cancro e a sua colocação no mercado, os investigadores criaram uma spin-off – a Treat U, incubada no Biocant - Centro de Inovação em Biotecnologia, em Cantanhede.

 

Noticia do Público

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Quinta-feira, 13.12.12

Google Maps está de volta ao iPhone

Google Maps está de volta ao iPhone

A Apple apostou numa aplicação própria, mas os erros geraram muitas críticas. Quase três meses depois, a empresa disponibiliza nesta-quinta feira o Google Maps no iTunes.

 

Quando em Setembro a Apple lançou a versão mais actual do seu sistema operativo, deixou de fora o Google Maps. Preferiu apostar em produção própria, mas a aventura não correu bem. Erros diversos tornaram o serviço de mapas nada fiável e geraram muitas críticas. Três meses depois, a Apple decidiu simplesmente fazer marcha-atrás.

 

Foram semanas difíceis para quem se quis guiar pela app de mapas que a empresa dos icónicos iPhone, iPod e iPad incluiu no sistema operativo iOS6, lançado em Setembro. Isto porque a aplicação própria que a Apple desenhou – pensada como novidade do iPhone 5 – não encontrava diversos locais ou dava informações erradas aos utilizadores.

 

Como o PÚBLICO notíciou em Setembro, as críticas focaram-se na ausência de indicação de transportes públicos (que, no caso de algumas cidades, pode ser descarregada), na impossibilidade de encontrar locais que nos mapas do Google são localizados sem dificuldades e em várias referências incorrectas. Por exemplo, a Praça Coronel Pacheco, no Porto (onde está a redacção do PÚBLICO naquela cidade), não surgia listada nos novos mapas. Já a estação de caminhos de ferro de Helsínquia surgia listada como um parque; um museu britânico de móveis era localizado num rio e os mapas indicavam um aeroporto numa quinta irlandesa chamada Airfield.

 

O embaraço foi tal que o director-executivo da Apple, Tim Cook, veio na altura a público pedir desculpa pelas falhas. Nesta quinta-feira, a Google anunciou, por seu lado que o Google Maps volta a estar disponível no iPhone. A aplicação pode ser descarregada no iTunes, em mais de 40 países, incluindo Portugal, e em 29 idiomas. A versão disponível destina-se à quarta geração do iPhone e iPod Touch, iOS 5.1 ou mais actual.

 

No blogue oficial da empresa, o responsável do Google Maps for Mobile, Daniel Graf, descreve algumas inovações da aplicação, que reúne mais de 80 milhões de pontos de interesse e de negócios, com possibilidade de visão 2D e 3D. Foram integradas informações sobre o estado do tráfego e os transportes públicos.

 

retirado do Público

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