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30
Set12

Porto Sofre em Vila Do Conde

olhar para o mundo

Porto Sofre em Vila Do Conde

Vítor Pereira tinha avisado antes da partida de Vila do Conde: “Os jogadores sabem que quem tirar o pé do acelerador corre o risco de perder o comboio.” Apesar do alerta do treinador, os portistas, que durante a próxima semana defrontam o PSG e o Sporting, realizaram uma exibição muito fraca frente ao Rio Ave, empataram a dois golos e perderam dois pontos. Um golo de Jackson Martínez, no último minuto, evitou a primeira derrota dos campeões nacionais no campeonato.


Há cerca de sete meses, na véspera de receber o Manchester City, Vítor Pereira afirmou que “não se pode liderar uma equipa” segundo o “princípio da chiclete”. O treinador defendia o lugar de Maicon, que “quando o FC Porto precisou correspondeu”: “Não podes utilizá-los [aos jogadores], eles correspondem e no jogo a seguir, onde já tenho outra chiclete com sabor total, jogamos a chiclete fora e metemos outra na boca”. “Isto é muito bonito, mas para quem está de fora e nunca liderou ninguém”, acrescentou o técnico.

No entanto, em Vila do Conde, Vítor Pereira colocou esse “princípio” de lado. Uma semana depois da competente exibição contra o Beira-Mar, o técnico já podia contar com Lucho e Otamendi estava de regresso aos convocados. 

Para entrar “sabor” argentino, Varela (que até marcou aos aveirenses) e Mangala saíram da equipa. A outra troca, foi, mais uma vez, a alternância no “onze” entre Miguel Lopes e Danilo. Desta vez, foi o português que jogou na direita da defesa. 

As alterações não se limitaram à troca de nomes. Com o regresso de Lucho, o meio-campo voltou ao figurino tradicional (Defour foi o médio mais recuado) e James, o homem do jogo contra o Beira-Mar na posição “10”, voltou a ser encostado à linha.

No Rio Ave jogou a equipa previsível. Depois dos dois golos apontados a meio da semana em Freamunde, para a Taça da Liga, João Tomás voltou a ser titular no campeonato (algo que não acontecia desde a primeira jornada). Apesar de contarem com o experiente goleador, os vila-condenses entregaram a iniciativa aos “dragões” e, na primeira parte, quase abdicaram de atacar.

Desde os primeiros minutos que o domínio pertenceu ao FC Porto, mas a exibição “azul e branca” ficou a milhas da exuberância mostrada contra o Beira-Mar. Com James nos flancos, o futebol portista tornou-se previsível e, apesar de os campeões nacionais terem muita posse de bola, as oportunidades junto da baliza de Oblak rarearam e seria João Tomás, aos 14’, a estar perto do golo: Helton defendeu com dificuldade.

Com dificuldades em furar a organizada defesa vila-condense, os portistas precisaram de uma bola parada para desatar o nó na partida: aos 33’, James marcou um livre, Oblak evitou o golo, mas Miguel Lopes, no regresso a Vila do Conde, aproveitou o ressalto para rematar de cabeça para o fundo da baliza. A vantagem do FC Porto não desviou o sentido do jogo um milímetro e, até ao intervalo, a equipa de Vítor Pereira dominou por completo. Antes de defrontar PSG (quarta-feira) e Sporting (domingo), parecia que os “azuis e brancos” teriam uma jornada tranquila.

No entanto, os portistas surgiram no recomeço menos agressivos, o Rio Ave aproveitou para mostrar algum atrevimento e, aos 54’, após centro

remate de Edimar, Tarantini ficou a centímetros de desviar para o golo. O aviso estava dado.
Vítor Pereira respondeu com a troca de Atsu e Lucho por Varela e Fernando, mas, apesar do susto, a displicência “azul e branca” mantinha-se e o golo do empate acabou por surgir: aos 79’, após um enorme erro de Maicon, Tarantini entrou na área e fez o 1-1.

O FC Porto respondeu com a entrada de Kléber, mas o desnorte nos “dragões” era evidente e, aos 86’, com um grande remate à entrada da área, Tarantini colocou o Rio Ave na frente. O FC Porto parecia estar definitivamente KO e foi então que surgiu Jackson. O colombiano raramente se viu durante a partida, mas no último minuto, após centro de Miguel Lopes, fez de cabeça o golo do empate. Um mal menor para uma equipa que pareceu estar quase sempre com a cabeça nos próximos jogos e se deixou apanhar pelo Benfica na liderança.


POSITIVO

Tarantini
O médio do Rio Ave ficou, aos 54’, a milímetros do golo, mas depois tornou-se no homem do jogo ao marcar aos 79’ e 86’.

Miguel Lopes
No reencontro com a equipa pela qual se estreou na Liga, Miguel Lopes foi dos poucos portistas com nota positiva. Foi oportuno ao aproveitar um ressalto para fazer o primeiro golo e fez a assistência que evitou a derrota dos “dragões”.

NEGATIVO

Maicon
A forma displicente como o defesa perdeu a bola no lance do primeiro golo do Rio Ave reflecte bem a maneira como os portistas encararam um jogo definido por Vítor Pereira como “muito importante”.

FC Porto
O empate acaba por ser um bom resultado para os portistas. Os “azuis e brancos” pareceram sempre mais preocupados com os jogos seguintes.


Ficha de jogo

Rio Ave, 2
FC Porto, 2

Jogo no Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde.
Assistência Cerca de 8.000 espectadores.

Rio Ave Oblak, Lionn, Nivaldo, Marcelo, Edimar, Wires (Ukra, 67), Filipe Augusto (André Vilas Boas, 85), Tarantini, Esmael (Vítor Gomes, 89), João Tomás e Braga.Treinador: Nuno Espírito Santo.

FC Porto Helton, Miguel Lopes, Maicon, Otamendi, Alex Sandro, Defour (Kleber, 84), Lucho (Fernando, 64), João Moutinho, Cristian Atsu (Varela, 64), Jackson Martinez e James Rodriguez. Treinador: Vítor Pereira.

Árbitro Bruno Esteves (Setúbal).
Amarelos Wires (12), Braga (67), Varela (70) e Tarantini (90+2).

Golos
0-1, Miguel Lopes, 33 minutos.
1-1, Tarantini, 79.
2-1, Tarantini, 86.
2-2, Jackson Martinez, 90.


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