Sexo ou abraços? Eis a questão!

Sexo ou abraços? Eis a questão!

Novo estudo diz que as mulheres preferem o sexo. Concorda?

 

Investigadores norte-americanos revelam que os homens são mais felizes se recebem carícias, enquanto as mulheres preferem sexo. Será que os portugueses querem o mesmo?

 

Um estudo realizado com casais de meia-idade pelo Instituto Kinsey da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos da América, deita por terra tudo aquilo em que sempre se acreditou sobre comportamento sexual entre géneros.

 

De acordo com a pesquisa, não são as mulheres que valorizam mais os preliminares mas sim os homens. Enquanto eles centram as atenções nas carícias, elas preferem ação. Estaremos perante uma revolução sexual? Com a ajuda da sexóloga Marta Crawford, descubra o que explica este comportamento e o quanto uma relação duradoura pode ser determinante para uma sexualidade satisfatória.

Ternura masculina

«Sempre gostei de sexo com tudo a que tenho direito. Incluindo preliminares. A troca de carinhos é fundamental para que o ato em si corra naturalmente e consiga alcançar o prazer pleno», revela Sónia Ferreira. A confissão desta fisioterapeuta, 42 anos, é a mais comum entre as mulheres.

 

No entanto, após analisar a importância do prazer sexual, dos beijos e dos abraços, em relações de 25 anos (média), o estudo, que envolveu mais de mil casais entre os 40 e os 70 anos de Espanha, Brasil, Alemanha, Japão e EUA, concluiu que os homens que são alvo de carícias por parte das companheiras são três vezes mais felizes do que aqueles que não têm afeto. As mulheres, por sua vez, não consideram que os mimos tenham grande impacto na satisfação sexual.

Relações frustradas

Será que as mulheres maduras estão mais independentes? Segundo Marta Crawford, a resposta é «não». «Regra geral, as mulheres que são muito apressadas para chegar ao sexo não se sentem bem com a sua sexualidade ou relação. Sabem que isso faz parte do casamento, que têm de satisfazer o parceiro, portanto, dão-lhes sexo, mas em doses pequenas. Evitam os preliminares e vão diretamente ao assunto», afirma.

 

Com esta rapidez para chegar à meta, o prazer feminino passa para segundo plano. Nada que as incomode. Prioritário é cumprir a tarefa, evitando abraços e beijos. Ao longo dos anos, «a mulher deixa de se relacionar afetivamente com o companheiro para não dar a ideia de que está disponível para mais. Adota uma atitude centrada em si», acrescenta a sexóloga. Os homens reclamam por uma atenção perdida.

Sexualidade descontraída

Outra das conclusões retiradas do estudo é que, para as mulheres, o sexo melhora com o tempo, com resultados francamente satisfatórios após 15 anos de união. Este ponto de viragem surge numa altura em que elas assumem melhor as suas curvas, tornam-se mais desinibidas e libertas, o que pode ganhar outros contornos quando os filhos saem de casa. Mas nem tudo é linear. Para Marta Crawford, cada caso é um caso.

 

«Se a mulher chega aos 25 anos de casamento com um parceiro interessante, com humor, acredito que se sinta mais liberta e a relação possa ser reinventada», sublinha. O facto de estar na menopausa, sem receio de engravidar, ou numa fase profissional estável também explica uma relação mais descontraída. No entanto, «se houver um esvaziamento em termos de conjugalidade, o relacionamento sexual não melhora. É aquela zona vulnerável a situações extraconjugais», alerta.

 

Retirado de Sapo Mulher

publicado por olhar para o mundo às 23:38 | link do post | comentar