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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

02
Fev13

Sporting volta às derrotas

olhar para o mundo

Sporting voltou às derrotas

 

O Sporting conseguiu finalmente marcar esta temporada ao Rio Ave, mas o desfecho foi o mesmo. A equipa vila-condense esteve a perder, mas consolidou o 5.º lugar, ao dar a volta ao jogo em dois lances em que a bola desviou num jogador leonino, traindo Rui Patrício. A derrota por 2-1 em Vila do Conde trava a série ascendente do Sporting desde que Jesualdo Ferreira passou a treinador principal. Depois de três triunfos e um empate, este foi o primeiro desaire dos “leões” com o ex-técnico do Panathinaikos no banco.

A equipa lisboeta tropeçou frente a muitos adversários esta época, mas o Rio Ave foi o que lhe deu mais dores de cabeça. Foi ganhar a Alvalade na 2.ª jornada do campeonato numa altura em que Sá Pinto comandava os “leões”, acabou depois com as aspirações destes na Taça da Liga, cravando mais um prego no caixão de Franky Vercauteren e ontem, com sorte à mistura, voltou a obrigar o Sporting a realizar uma má exibição. O banco do Rio Ave, uma formação que sabe bem o que faz dentro de campo, tem sido mais estável: desde o início é ocupado por Nuno Espírito Santo, adjunto de Jesualdo Ferreira nos dois anos anteriores.

Bebé e Wires

 O jogador cedido pelo Manchester United foi o que mais trabalho deu aos defesas rivais e esteve na origem do golo da vitória. Wires trabalhou muito para uma equipa que está desde a 6.ª jornada num lugar europeu.

Guarda-redes

 Não foi um jogo cheio de trabalho para Oblak e Rui Patrício, mas ambos resolveram bem o que puderam.

Rinaudo e Pedro Mendes

 Apesar de, tal como os seus colegas, não ter afastado para longe no lance do golo do empate, Rinaudo foi um dos melhores sportinguistas. Roubou muitas bolas. Pedro Mendes, que na época passada chegou a jogar alguns minutos pelo Real Madrid na Champions, esteve seguro na estreia a titular pelos “leões”.

Ataque do Sporting

 No início prometeu muito, mas na segunda parte não criou perigo nem desgastou a defesa do Rio Ave.

Apesar disso, o Sporting inaugurou o marcador cedo e até com alguma naturalidade, dada a vontade e rapidez demonstrada pelos seus atacantes. Jeffrén, a jogar como n.º 10 no lugar anteriormente ocupado pelo lesionado Labyad, acorreu a um cruzamento rasteiro de Diego Capel da esquerda e colocou a sua equipa em vantagem, traduzindo um resultado que reflectia a inoperância do Rio Ave nos jogos nos Arcos. Cinco das suas oito derrotas esta época aconteceram no seu estádio, onde, até à recepção ao Sporting, só tinha assegurado três das suas dez vitórias.

 

Nunca deixando de ser perigoso na primeira parte, como em dois cabeceamentos seguidos após cantos que Rui Patrício e Adrien salvaram perto da linha de golo, o Rio Ave precisou de Oblak e do azar sportinguista para reentrar na discussão do jogo. O guarda-redes esloveno emprestado pelo Benfica evitou o 0-2 e o segundo golo de Jeffrén quando fez uma grande defesa num remate em que o hispano-venezuelano teve tudo para marcar. Este lance aconteceu aos 23’ e depois começou a destacar-se Bebé, sempre muito rápido no lado esquerdo do ataque dos locais.

 

Tarantini, o médio-centro mais goleador da Liga, tinha tentado a sua sorte logo nos primeiros instantes do encontro e no último minuto da primeira metade teve-a: a bola por si rematada (ou cruzada) tocou em Joãozinho, um dos dois “laterais de Inverno” do Sporting, e Patrício foi enganado. O resultado estava equilibrado, tal como o jogo.

 

A segunda foi pior, de parte a parte. Com menos acerto e menos oportunidades. Começou com uma arrancada de Bebé que não teve proveito e continuou com o lance mais perigoso do Sporting nessa metade: um cabeceamento de Xandão que passou ao lado. Aos 72’ aconteceu o lance decisivo: Bebé serviu Ukra e o remate deste bateu em Pedro Mendes, com o guarda-redes leonino a ser novamente ludibriado. A Liga, tal como no segundo golo do jogo, considerou autogolo.

 

Até final, o Sporting protestou um fora-de-jogo tirado a Joãozinho, mas, dominado pelo descrédito, não fez muito para empatar. E evitar a 11.ª derrota em 29 jogos oficiais.

 

Retirado do Público

02
Fev13

O longo e difícil trajecto dos Lobos rumo a Inglaterra começa neste sábado

olhar para o mundo

O longo e difícil trajecto dos Lobos rumo a Inglaterra começa neste sábado

A selecção nacional de râguebi inicia, no Estádio Universitário de Lisboa, a fase de qualificação para o Mundial 2015.

 

Os anos passam, mas a história repete-se. A selecção nacional de râguebi inicia neste sábado, no Estádio Universitário de Lisboa, frente à Roménia (15h30, SportTV4), a fase de qualificação para o Mundial 2015. E, à semelhança do que aconteceu em apuramentos anteriores, Portugal não estará na máxima força. Para além das incontornáveis lesões, o seleccionador Errol Brain não pode contar com jogadores importantes para a equipa por “motivos pessoais”. Mais uma vez, a “chantagem” a que os atletas são sujeitos pelos clubes franceses fragiliza os Lobos.

 

A situação é delicada para a Federação Portuguesa de Râguebi (FPR) e parece não ter resolução. A selecção nacional recebe hoje a Roménia, um dos principais rivais na luta pelo apuramento directo para o Mundial, mas jogará desfalcada num dos sectores onde, tradicionalmente, sente mais dificuldades frente às formações do Leste: a primeira-linha.

 

Perante um adversário que tem na força do pack avançado a sua principal arma, Portugal não vai contar com Cristian Spachuk, Tadjer Barbosa, David Penalva e Aurélien Béco. Os três primeiros invocaram “motivos pessoais” para não defrontarem a Roménia, enquanto Béco informou que está lesionado, apesar de a FPR não ter recebido qualquer relatório médico a justificar a lesão.

 

Contactado pelo PÚBLICO, Tomaz Morais, director técnico nacional, explicou que Tadjer Barbosa e David Penalva entraram em contacto com a FPR e que os dirigentes federativos, “olhando para o lado humano”, acederam às solicitações dos jogadores. “Ao Tadjer Barbosa, que acaba contrato este ano, foi pedido para jogar. O clube tem os outros talonadores lesionados. Percebemos que era importante para ele jogar pela equipa e chegámos a um acordo”, revelou.

 

O mesmo se passa com David Penalva, “um jogador muito querido” que “já deu muito à selecção”. Em relação a Spachuk, o luso-argentino “vai ser pai” e não queria “deixar a mulher, que é portuguesa e não fala francês, sozinha em França”. Os três jogadores estarão, no entanto, disponíveis para próximas convocatórias.

 

Diferente é a situação de Aurélien Béco. O jogador do Colomiers informou a FPR que “tinha uma lesão no pescoço”, mas, ao contrário do que aconteceu com Samuel Marques — o Albi enviou o relatório médico —, todas as tentativas federativas para confirmar a lesão de Béco foram infrutíferas. “Vamos estar atentos ao que se vai passar este fim-de-semana”, garantiu Tomaz Morais.

 

O director técnico nacional, que sabe que “os jogadores sofrem muita pressão pelos clubes”, lembrou que há regulamentos para cumprir e garantiu que a FPR será intransigente a fazer valer os seus direitos se Béco alinhar pelo Colomiers neste fim-de-semana.

 

Apesar das ausências, Morais acredita que Portugal tem “armas para derrotar a Roménia”, num jogo que “vai ser decidido no combate”. “Se aguentarmos a intensidade que os romenos vão introduzir no jogo, podemos vencer”, afirma o director técnico nacional, que, no entanto, adverte para a pouca rotina de jogo entre o par de médios: Francisco Magalhães e Pedro Leal.

 

Para além da Roménia, Portugal terá que defrontar no apuramento a Geórgia, a Rússia, a Espanha e a Bélgica. Os georgianos são os grandes favoritos e dificilmente deixarão fugir o primeiro lugar, mas entre as restantes selecções há muito equilíbrio.

 

Os romenos, que nunca falharam o apuramento para um Campeonato do Mundo, serão, em teoria, os principais rivais de Portugal na luta pelo segundo lugar, a par da Rússia, que, nos últimos anos, tem dado muitas dores de cabeça à selecção portuguesa.

 

Num segundo patamar, mas com legitimas aspirações a lutar pela qualificação estão a Espanha e a Bélgica. Os espanhóis têm progredido muitos nos últimos anos e são sempre um problema para Portugal, pela rivalidade entre as duas selecções, enquanto os belgas, que contam com muitos jogadores que alinham nos campeonatos franceses, são a grande incógnita.

 

Os dois primeiros classificados da fase de qualificação, que apenas terminará em Março do próximo ano, apuraram-se directamente para o Mundial 2015, enquanto o terceiro classificado vai disputar uma repescagem.

 

XV de Portugal: 1 - Francisco Fernandes, 2 - João Correia, 3 - Juan Murré, 4 - Gonçalo Uva, 5 - David dos Reis, 6 - Jacques Le Roux, 7 - Julien Bardy, 8 - Juan Severino; 9 - Francisco Magalhães, 10 - Pedro Leal, 11 - Gonçalo Foro, 12 - Carl Murray, 13 - Frederico Oliveira, 14 - Adérito Esteves, 15 - Nuno Penha e Costa.

 

XV da Roménia: 1 - Lazar Mihaita, 2 - Radoi Andrei, 3 - Ursache Andrei, 4 - Ursache Vali, 5 - Sirbe Marius, 6 - Lucaci Viorel, 7 - Macovei Mihai, 8 - Carpo Daniel, 9 - Surugiu Florin, 10 - Manole Dorin, 11 - Apostol Adrian, 12 - Vlaicu Florin, 13 - Dascalu Robert, 14 - Rosca Mihai, 15 - Fercu Catalin.

 

Calendário da 1.ª fase do apuramento:


Jornada 1 (2 Fevereiro)


PORTUGAL - Roménia
Rússia - Espanha
Bélgica - Geórgia

 

Jornada 2 (9 Fevereiro)


Geórgia - PORTUGAL
Roménia - Rússia
Bélgica - Espanha

 

Jornada 3 (23 Fevereiro)


Rússia - Geórgia
Espanha - Roménia
PORTUGAL - Bélgica

 

Jornada 4 (9 Março)


Geórgia - Espanha
PORTUGAL - Rússia
Bélgica - Roménia

 

Jornada 5 (16 Março)


Roménia - Geórgia
Espanha - PORTUGAL
Rússia - Bélgica

 

Retirado do Publico

01
Fev13

Jesualdo Ferreira diz que já arrumou a casa

olhar para o mundo

Jesualdo Ferreira diz que já arrumou a casa

O técnico dos "leões" refere que há quem queira desarrumar aquilo que ele já fez.
O treinador da equipa de futebol do Sporting, Jesualdo Ferreira, afirmou nesta sexta-feira que, quanto maior for a guerra, mais difícil é construir coisas positivas, referindo que veio para o clube com o objectivo de “arrumar a casa”.“Quanto maior for a guerra e o desentendimento, mais difícil é construir alguma coisa positiva. Tudo o que vier a acontecer no futuro vai perturbar o nosso trabalho e a minha missão é impedir que isso aconteça”, disse, em conferência de imprensa.O técnico explicou que não tem receio de que o seu trabalho possa ser deitado por terra no futuro, com a actual situação do clube, afirmando que está no Sporting para “arrumar a casa”.“O meu feeling é positivo e só seria diferente se não tivesse investido tudo neste trabalho. Investi tudo neste trabalho.
Vai ter responsabilidades quem desarrumar a casa; eu vou arrumar. Foi essa a ideia e o objectivo com que vim para o Sporting”, afirmou.O técnico referiu que quando chegou ao Sporting tinha como projecto a reestruturação financeira do clube e a redefinição da estratégia do futebol do Sporting. “Os jogadores que estão aqui constituem a base do trabalho actual e do trabalho futuro. Vamos dizer que está a casa arrumada.
A equipa não é menos competitiva e vamos à procura de potencializar os jogadores e de tornar a equipa mais competitiva e de ganhar jogos”, salientou. Jesualdo Ferreira referiu que, após as saídas e entradas no mercado de Janeiro, o Sporting ficou com 16 jogadores na equipa profissional, mais três guarda-redes, e que depois tem vários jogadores da área da formação que trabalham com o grupo, como Dier, Arias, Pedro Mendes ou o Zezinho. “Neste momento, sabemos quem é o plantel, quais são os objectivos, de chegar à Europa, e tornar a equipa mais competitiva, preparando de forma segura os próximos meses e as bases da próxima época”, defendeu.
Jesualdo Ferreira disse ainda que a contratação de um ou dois avançados era um objectivo, referindo que, além dos jogadores que saíram, houve outros que ficaram e tiveram propostas.“Tínhamos vários jogadores referenciados. É fácil dizer que não se foi a tempo ou houve incompetência, mas a verdade é que temos que andar de acordo com o mercado. Não é verdade que a proposta foi tarde para o Paulo Henrique”, disse.Sobre o jogo com o Rio Ave, em Vila do Conde, Jesualdo Ferreira elogiou o técnico adversário, Nuno Espírito Santo, mas defende que o Sporting vai à procura dos três pontos.

“Está a fazer um trabalho fantástico. Nuno é uma pessoa de quem gosto muito e ganhámos coisas juntos. Agora é adversário e merece a equipa que tem pelo trabalho desenvolvido. Vai querer ganhar ao Sporting e merece a posição onde está, mas que nós queremos conquistar essa posição e é um jogo que queremos ganhar”, concluiu.  
Retirado do Público
01
Fev13

RIHANNA CONTINUA A INCENDIAR OS TOPS

olhar para o mundo

Rhiana


RIHANNA CONTINUA A INCENDIAR OS TOPS: «STAY» É A CANÇÃO MAIS TOCADA NAS RÁDIOS BRITÂNICAS!

NOVO SINGLE DE «UNAPOLOGETIC» CONTINUA A SENDA DE SUCESSO INICIADA PELO MEGA-ÊXITO DE «DIAMONDS»

 

 

Depois de ter passado nas rádios britânicas mais de 10 mil vezes,«Stay», o novo single de Rihanna, é a canção-líder das tabelas radiofónicas em Terras de Sua Majestade. A segunda amostra retirada de «Unapologetic» continua, desta forma, o incrível caminho feito por «Diamonds», que, só nas rádios do Reino Unido, já passou mais de 30 mil vezes.

Editado no passado mês de Novembro, «Unapologetic» é o 7º álbum de estúdio de Rihanna, em apenas sete anos. O primeiro single retirado de «Unapologetic», «Diamonds», tornou-se o 6º single de Rihanna a atingir o nº1 tanto no iTunes quanto no top nacional britânico, liderando mesmo as tabelas de 27 países, onde a canção também arrecadou o nº1 do iTunes, onde se incluem França, Espanha e Alemanha. «Unapologetic» também está a incendiar as rádios portuguesas que apostaram em «Diamonds» e «Nobody’s Business».

Vencedora de seis Grammys e sete Prémios Billboard Music, em todo o mundo, Rihanna já vendeu mais de 37 milhões de álbuns e 146 milhões de canções digitais, ocupando, actualmente, a posição da artista com mais vendas digitais de todos os tempos. Além dos seus 11 singles que chegaram ao topo da contagem Hot 100, num total de 22 que marcaram presença no Top 10, Rihanna já ocupou por 18 vezes o nº1 da tabela Billboard Dance Club Song.

Rihanna regressa a Portugal a 28 de Maio para uma actuação no Pavilhão Atlântico.

01
Fev13

Daniel Oliveira - Os islandeses não "aguentam"

olhar para o mundo

O banco islandês Landsbanki, na sua bebedeira de oferta de crédito, criou o Icesave. Uma espécie de banco virtual onde os clientes estrangeiros, sobretudo holandeses e ingleses, puseram muito dinheiro em troca de juros impossíveis. Depois sabe-se o que aconteceu. A banca islandesa, sempre aparada pelo governo neoliberal que tratou da sua privatização, colapsou. O islandeses revoltaram-se e o governo caiu. Os governos britânico e holandês decidiram pagar, sem perguntar nada a ninguém, os estragos aos clientes do Icesave dos seus países. E apresentaram a factura aos contribuintes islandeses. Ou seja, os islandeses tinham de pagar com os seus impostos as dívidas de um negócio entre privados: bancos e investidores.

 

Quando o governo se preparava para começar a pagar os astronómicos estragos da banca, o presidente Ólafur Grímsson decidiu referendar a decisão. Todos os governos europeus, todas as instituições financeiras e quase todas as forças com poder na Islândia, incluindo o governo e a maioria do Parlamento, foram contra a sua decisão. Tal referendo seria uma loucura. De fora e de dentro vieram todas as pressões. Se a Islândia tivesse a ousadia de não pagar seria uma "Cuba do norte". Ficaria isolada. Nem mais um investidor ali deixaria o seu dinheiro. Os islandeses votaram. 92% disseram que não pagavam. E, mesmo depois de um segundo referendo, não pagaram. A reação não se fez esperar. O governo do Reino Unido até se socorreu de uma lei para organizações terroristas, pondo a Islândia ao nível da Al-Qaeda.

 

A decisão repousava há algum tempo no Tribunal da EFTA. Quando estive na Islândia ouvi, de alguns especialistas, a mesma lengalenga: a Islândia ia acabar por pagar esta dívida. E até lhe ia sair mais caro. Que tinha sido tudo uma enorme irresponsabilidade fruto de populismo político.

 

Contrariando a posição de uma equipa de investigação da própria intuição e as temerosas autoridades judiciais da Islândia, que defendiam "um mínimo de compensação aos Governos britânico e holandês", o tribunal da EFTA isentou, esta semana, a Islândia de qualquer pagamento ao Reino Unido e Holanda.

 

O que estava em causa não era pouco. Era se deve ou não o Estado ser responsabilizado pelos erros dos bancos. E se devem ser os contribuintes a pagar por eles. Claro que a Europa já prepara novo enquadramento legal para atribuir uma maior responsabilização aos Governos pelas quebras no sistema financeiro. Duvido que resulte em maior vigilância ao sistema bancário. O mais provável é dar à banca a segurança que o dinheiro dos impostos cá estará para cobrir os prejuízos das suas irresponsabilidades.

 

Há coisas imorais que se naturalizam. Usar os dinheiros dos contribuintes para salvar os bancos das suas próprias asneiras foi uma delas. Como me disse o presidente Grímsson, "Temos um sistema onde os bancos podem funcionar como querem. Se tiverem sucesso, os banqueiros recebem enormes bónus e os seus acionistas recebem o lucro, mas, se falharem, a conta será entregue aos contribuintes. Porque serão os bancos tão sagrados para lhes darmos mais garantias do Estado do que a qualquer outra empresa?" Perante isto, os islandeses apenas fizeram o que tinham de fazer. Mas o Mundo está de tal forma de pernas para o ar que o comportamento mais evidente por parte de quem tem de defender os cidadãos e o seu dinheiro parece absurdo.

 

Afinal, a Islândia saiu-se bem. Saiu-se bem na economia, já abandonou a austeridade, está a mudar a Constituição no sentido exatamente inverso ao que se quereria fazer por cá e manteve a sua determinação em não pagar as dívidas contraídas por empresas financeiras privadas, tendo sido, no fim, judicialmente apoiada nesta decisão. Porque o governo islandês assim o quis? Não. Pelo contrário. Porque as pessoas exigiram e mobilizaram-se. E as pessoas, até na pacata Islândia, podem ser muito assustadoras.


Por cá, o mesmo banqueiro que se estava a afundar (parece que tinha comprado demasiada dívida grega) e que disse que os portugueses "aguentam" mais austeridade, recebeu dinheiro de um empréstimo que somos nós todos que vamos pagar, apresentou lucros excelentes e até vai comprar, imagino que com o nosso próprio empréstimo, dívida nacional. Ou seja, empresta ao Estado o que é do Estado e cobra juros. Porque nós aguentamos.


Retirado do Expresso

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