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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

03
Set13

Pixies lançam EP-1 com novas músicas dois meses antes de concerto em Lisboa

olhar para o mundo

Pixies lançam EP-1 com novas músicas dois meses antes de concerto em Lisboa

Sem aviso prévio, o grupo de Boston, já sem Kim Deal, lançou online e em vinil quatro novos temas e um vídeo

Dois meses antes de se apresentarem pela quinta vez em Portugal, já sem a baixista e fundadora Kim Deal, os Pixies têm um novo EP e um novo vídeo. Já este Verão tinham lançado a sua primeira música nova em nove anos, Bagboy. Agora Black Francis, Joey Santiago e David Lovering, sem Deal, mostram EP1e o vídeo para a canção Indie Cindy.

 

O registo é composto por quatro temas: Andro queenAnother toe in the oceanWhat goes boom Indie Cindy, cujo vídeo foi lançado em simultâneo. A voz é a de Black Francis/Frank Black, como na maioria das composições dos Pixies, e o riff e a afinação da guitarra de Santiago são marcas do som da banda que agora regressam.

 

EP-1 está disponível para compra no site oficial da banda, tanto em formato para download como numa edição limitada em vinil. Foi produzido por Gil Norton, que já tinha colaborado com os Pixies num dos álbuns mais importantes do grupo de Boston, Doolittle (1989), mas também emBossanova (1990) e no derradeiro ábum de originais Trompe Le Monde(1991).

 

As canções de EP-1 correspondem ao primeiro material da banda norte-americana desde que, em Junho, foi revelada Bagboy, a sua primeira canção em nove anos. Foi também a primeira a chegar ao público depois do anúncio da saída da baixista e vocalista Kim Deal. Para já, será Kim Shattuck, dos The Muffs e The Pandoras, a ocupar o seu lugar em digressão, mas não se sabe ainda se ficará como elemento permanente do grupo.

 

A vinda dos Pixies a Lisboa a 9 de Novembro é o regresso à sala que os viu estrear-se em Portugal em 1991 - o Coliseu dos Recreios, em Lisboa - com um concerto muito elogiado de uma banda que se separaria três anos depois. Só voltariam, recém-reunidos e ainda em fase de rodagem do seu repertório histórico, em 2004, para uma enchente no festival Super Bock Super Rock, também em Lisboa. Um concerto no Festival de Paredes de Coura em 2005 e, em 2006, uma passagem por um Pavilhão Atlântico só aberto até meio, foram as actuações mais recentes do grupo em Portugal.

 

EP-1 foi gravado no País de Gales, nos Rockfield Studios, já sem Kim Deal. A baixista e compositora anunciou a sua saída do grupo sem apresentar motivos. Os Pixies remanescentes reagiram com tristeza. "Iremos sempre considerá-la um membro dos Pixies, e o seu lugar estará sempre disponível para ela." Kim Deal encontra-se novamente com a sua banda The Breeders, numa digressão em que celebra os 20 anos do álbum Last Splash e que passou pela edição deste ano do festival Optimus Primavera Sound no Porto.

 

Antes de Bagboy, os Pixies, uma das bandas mais conceituadas do indie rock do final dos anos 1980 e início da década de 1990, tinham lançado no iTunes em 2004 Bam Thwok, composta e cantada por Kim Deal, que foi um sucesso de vendas online.

 

Retirado do Público

 

Vídeo de Indie Cindy
03
Set13

Lisboa, Artistas Unidos reabrem Teatro da Politécnica na quarta-feira

olhar para o mundo

Lisboa Artistas Unidos reabrem Teatro da Politécnica na quarta-feira

 

"Sala Vip" é a primeira de quatro peças que sobem ao palco da Politécnica, até dezembro, a par de uma nova exposição coletiva, em Lisboa, da mostra de escultura de Alberto Carneiro, na Guarda, e de mais três produções de teatro, do norte-americano Tennessee Williams ao irlandês John Millington Synge, a transmitir pela Antena 2, segundo a programação hoje divulgada pela companhia dirigida por Jorge Silva Melo.

 

A peça a estrear na quarta-feira, "Sala Vip", aborda tudo "aquilo que interessa" ao autor, as suas inquietações e testemunhos de "um mundo que [lhe] desaparece", "entre salas de espera, entre hospitais, spas e aeroportos", através dos quais - afirma - "vamos morrendo, desfeitos".

 

"Queria que [a peça] fosse minha - escreve Silva Melo na apresentação -, com as minhas inquietações, aquilo que me interessa, aquilo que me inquieta, este meu mundo que termina em breve". "Não queria uma peça para colocar lindas palavras no espectáculo do Pedro [Gil], (...) queria entregar-lhe um mundo que me desaparece".

 

Ator desde 1999, Pedro Gil trabalhou com criadores como João Brites, o fundador de O Bando, o dramaturgo Tiago Rodrigues e o coerógrafo Rui Horta, colaborando com os Artistas Unidos em trabalhos como "Seis Personagens à Procura de Autor", de Pirandello, e "A Morte de Danton", de Buchner.

 

"Sala Vip", coproduzida com a Culturgest, tem interpretações de Andreia Bento, Maria João Falcão, Elmano Sancho, António Simão, João Pedro Mamede, e fica em cena no Teatro da Politécnica até 19 de outubro.

 

"A 20 de Novembro", do sueco Lars Norén, regressa ao palco lisboeta a 19 de novembro, depois da estreia no passado mês de janeiro, e da apresentação em Guimarães e no Teatro Paulo Claro (ator falecido em 2001, que integrou a companhia), em Glória do Ribatejo.

 

A obra, uma elaboração sobre o massacre da escola de Geschwister, na Alemanha, a 20 de novembro de 2006, será ainda apresentada no Teatro Helena Sá Costa, no Porto, a 25 e 26 outubro, e em Coimbra, na Oficina Municipal do Teatro, a 01 e 02 de novembro, antes de regressar a Lisboa, onde ficará até 07 de dezembro.

 

"Viver secretamente", do dramaturgo norueguês Jon Fosse, apresentada no âmbito do festival Temps d'images 2013, será apresentada no Teatro da Politécnica a 01 e 02 de novembro, com o bailarino Nikolay Shchetnev e a voz de Jorge Silva Melo.

 

"Um precipício no mar", monólogo do britânico Simon Stephens, segundo tradução de Hélia Correia, com João Meireles, que a companhia levou ao Festival de Almada, em 2010, fica no Teatro da Politécnica, de 07 de novembro a 20 de dezembro.

 

Ao Teatro Sem Fios, da Antena 2, os Artistas Unidos levam duas peças curtas do irlandês John Millington Synge, escritor que, no final do século XIX, estabeleceu as fundações do teatro moderno, na Irlanda, com os seus textos e a fundação do Abbey Theatre, o Teatro Nacional (em que participou), em Dublin.

 

"Cavalgada para o mar" e "Na sombra da ravina", a transmitir no próximo dia 10, a partir das 21:00, são duas peças "rudes, selvagens, iniciais, grotescas, trágicas", segundo a apresentação.

 

"Tóquio", do norte-americano Tennessee Williams, será transmitida a 05 de novembro.

 

A temporada dos Artistas Unidos inclui a exposição "Ficar de pé", que reúne "quatro vintes deste século", quatro estudantes de arte que obtiveram a nota máxima, Daniel Fernandes, Rafael Faria, João Gabriel Pereira e Catarina Lopes Vicente.

 

A exposição fica patente de 04 de setembro a 19 de outubro, na Politécnica, em Lisboa.

 

"Meu corpo vertical", com a escultura de Alberto Carneiro, que esteve em Lisboa entre maio e julho, chega à Guarda no próximo dia 07.

 

Retirado de Noticias ao minuto

02
Set13

O homem que tem seis mil Barbies, além de outras três mil bonecas em casa

olhar para o mundo

O homem que tem seis mil Barbies, além de outras três mil bonecas em casa

 

Tudo começou aos 13 anos quando Jian Yang, um jovem de Singapura, comprou a sua primeira Barbie. A boneca com o fato de ginástica azul turquesa conquistou-o e hoje, aos 33 anos, o homem tem mais de seis mil Barbies, além de outras três mil bonecas que ocupam a maior parte do espaço do seu apartamento.

 

Quem vê a sua casa pintada de branco. com uma escadaria cinzenta, não desconfia que no seu interior, a sala está pintada de cor-de-rosa e cheia de enormes armários onde há milhares de bonecas que espreitam. Há bonecas e mais bonecas, algumas ainda nas caixas, em roupeiros noutras divisões da casa.

 

Se alguém o conhecesse fora do ambiente da sua casa jamais acreditaria que ele é um coleccionador de bonecas, declara. Como director de estratégia da Omicom Media Group, uma multinacional ligada à publicidade, marketing e comunicação, tem um interesse especial por brinquedos e tendências de consumo.

 

"Antes de conhecer as normas sociais, quando era uma criança gostava de ver a Barbie na televisão e foi-me permitido ter uma", explica à Reuters. E o seu interesse de infância tornou-se uma obsessão, confessa. À medida que foi crescendo e ganhando a sua independência económica foi investindo na compra de bonecas.

 

Jian Yang confessa que, apesar de ter o apoio da família e dos amigos, também tem ex-namoradas que se revelaram muito inseguras relativamente à sua obsessão. "Elas olham para as bonecas e pensam: 'OK, está é a minha competição'. O que é horrível, mas é a realidade", revela.

 

Nos últimos 20 anos, o coleccionador já gastou, pelo menos, 296 mil euros na compra de bonecas. Além das Barbies, colecciona Bratz Girls, Monster High e Jem and the Holograms. Há também um Osama bin Laden, um Saddam Hussein; assim como uma Jackie Onassis e uma Diana. Espalhados pelos armários podem ainda encontrar-se bonecos que representam Elvis Presley, Sean Connery no papel de James Bond, além de personagens dos filmes Harry Potter Star Trek.

 

A sua Barbie mais antiga é dos anos de 1960, enverga um uniforme de enfermeira; mas as de que gosta mais são as que usam fatos tradicionais de diferentes países, além das que homenageam artistas como Grace Kelly, Barbra Streisand, Carol Burnett ou Elizabeth Taylor. A Barbie mais rara é uma que foi comprada por um amigo em Hong Kong na loja da marca Comme des Garçons.

 

A sua profissão permite-lhe viajar, altura em que aproveita para aumentar a sua colecção. Na última viagem a Nova Iorque comprou 65 bonecas. Jian Yang prepara-se para voltar no próximo mês aos EUA com o objectivo de ir às compras. A colecção é ainda alimentada por bonecas que lhe são oferecidas, além de as comprar online ou em leilões.

 

Prevê abrandar o ritmo? Não. Entretanto, se a casa se tornar pequena compra a do lado, declara.

 

Retirado do Público

01
Set13

Mia Couto: África deve “contar sua própria história” e fugir da versão europeísta

olhar para o mundo

Mia Couto: África deve “contar sua própria história” e fugir da versão europeísta

“Sem querer, os africanos, nessa missão de se libertarem, incorporaram muito dos fundamentos da imagem de África criada pela visão dos europeus”

 

O escritor moçambicano Mia Couto defendeu no sábado, durante um debate no Rio de Janeiro, que África deve “contar a sua própria história” dando voz a toda a sua diversidade interna e afastando-se da visão europeísta ainda presente.

 

“Quem contou a história da África e fez parecer com que ela sequer tivesse história foi a Europa. Os africanos depois lutaram contra isso, tornaram-se independentes, mas parece-me que há que se fazer outro percurso, que já não é essa cultura da afirmação”, afirmou o escritor moçambicano durante debate na Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Na avaliação do escritor, após os movimentos de independência, as elites africanas locais que assumiram o poder acabaram por se apropriar, em parte, da mesma visão europeia sobre a África, sem resgatar toda a sua pluralidade interna. “Sem querer, os africanos, nessa missão de se libertarem, incorporaram muito dos fundamentos da imagem de África criada pela visão dos europeus”, sustentou Mia Couto ao defender que o continente precisa de perceber, acima de tudo, que sua história não é contada por uma única voz.

“Um desses fundamentos é pensar que existe uma coisa chamada África, porque a África são tantas coisas, tem a mesma diversidade de qualquer outro continente”, destacou. De acordo com o escritor, no litoral moçambicano - de onde foram enviados escravos para o Brasil - há ainda hoje uma visível intenção de apagar esse passado.

“Quando tento projectar essa memória, ela está apagada. Há uma intenção clara de se anular isso, porque não se quer reacender os conflitos, que ainda estão muito marcados. Acho que a história está muito mal contada do nosso próprio lado”, reforçou. Para Mia Couto, o papel do escritor nesse processo é, justamente, mostrar que a história de um país, ou de uma pessoa, não pode ser simplificada.

“Da mesma maneira que é preciso dizer que há muitas Áfricas, é preciso dizer que cada pessoa tem sua própria história e não posso esgotar-me nessa identidade que diz ‘sou africano’, cada pessoa tem sua singularidade, não se repete, é única”, concluiu.

Mia Couto participou num debate sobre as vozes femininas em África durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, ao lado do escritor brasileiro Paulo Lins.

 

Retirado do Público

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