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13
Mai16

Obras da exposição de arte contemporânea “Point of View” começam a ganhar forma no Parque da Pena

olhar para o mundo

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Exposição inaugura a 25 de maio

Obras da exposição de arte contemporânea “Point of View” começam a ganhar forma no Parque da Pena

 

- Sete das dez obras já estão em execução

- Exposição com duração de um ano: de 25/05/2016 a 25/05/2017

- Amadurecimento natural das peças faz parte do conceito da exposição

 

Sintra, 12 de maio de 2016 – As obras de “Point of View”, exposição coletiva, site specific, que inaugurará no Parque da Pena a 25 de maio, começam a ganhar forma. Para a construção destas instalações artísticas, que estão a ser estrategicamente criadas em diferentes pontos do Parque, estão a ser utilizados sobretudo materiais naturais que o próprio local oferece.

 

A exposição, com direção artística de Paulo Arraiano, reúne dez artistas de diferentes nacionalidades, reconhecidos internacionalmente, sendo que Alberto Carneiro (Portugal), Bosco Sodi (México), Gabriela Albergaria (Portugal), Paulo Arraiano (Portugal), Stuart Ian Frost (Reino Unido), Nils-Udo (Alemanha) eNeSpoon (Polónia) são os sete artistas que já começaram a trabalhar nas suas obras. As peças estão a ser criadas em diversas zonas como Vale dos Lagos, Jardim Inglês ou Feteira da Rainha, estando prevista a criação de uma edição especial do mapa do Parque da Pena, que conterá a localização específica de cada obra.

 

Alexandro Farto/Vhils (Portugal), Antonio Bokel (Brasil) e João Paulo Serafim (Portugal) são os três artistas que ainda irão começar a trabalhar nas suas obras, sendo que todas estarão finalizadas até ao dia da inauguração.

 

“Point of View” estará patente no Parque da Pena durante um ano (até 25 de maio de 2017) e neste período as obras não serão alvo de manutenção, uma vez que o amadurecimento natural de cada peça faz parte do conceito da exposição.

 

O projeto pretende assinalar o bicentenário de D. Fernando II, o “rei-artista”, criador do Parque da Pena. Pretende-se enriquecer a experiência dos visitantes ao levá-los a “perderem-se” no Parque, explorando as suas diferentes perspetivas e “pontos de vista”. Desta forma, “a relação entre Homem e Natureza é sentida, numa total simbiose, tal como o rei D. Fernando II pretendeu”, refere a Diretora do Projeto, Sofia Barros. O nome “Point of View” advém, precisamente, da expressão francesa Point de Vue, utilizada na arquitetura paisagista, e que se relaciona com o conceito de perspetiva.

 

O Diretor Artístico, Paulo Arraiano, explica que “dez artistas trabalham como agentes de reconexão e diálogo entre o binómio Homem/Terra, através de um processo de acupuntura geográfica, criando, assim, diferentes diálogos in situ com um organismo vivo. ‘Point of View’ pretende celebrar e relembrar essa correlação e colaboração iniciada por D. Fernando II em 1838, após a criação de um ponto nevrálgico para património cultural da humanidade”.

 

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Os artistas

Para a seleção dos dez artistas foi tido em consideração o facto de estes trabalharem a relação Homem-Natureza nas suas obras - denominador comum ao grupo - o currículo de cada artista, e a diversidade cultural (de acordo com a história de Sintra e o ecletismo presente no próprio Parque da Pena).

 

Alberto Carneiro (Portugal)

Nascido em 1937, é um dos artistas mais importantes da sua geração. Desenvolve dentro da arte minimal e concetual em Londres uma progressiva desmaterialização da obra de arte com uma visão antropológica e assente na relação Homem-Natureza.

 

Alexandre Farto/Vhils (Portugal)

Um dos artistas portugueses contemporâneos da sua geração com maior visibilidade internacional e um dos mais representados em projetos site specific, galerias e museus. Vhils começou como artista de graffiti nos anos 2000 e desde essa altura que a sua arte interage com a paisagem urbana.

www.alexandrefarto.com

 

Antonio Bokel (Brasil)

É um dos mais importantes artistas da sua geração no Brasil, estando representado na Coleção Chateaubriand no MAM (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro). Bokel tem o graffiti como base do seu trabalho, que nasce na rua, e rompe com as formas tradicionais de o apresentar.

www.antoniobokel.com.br

 

Bosco Sodi (México)

Os seus trabalhos não têm título com a intenção de remover qualquer predisposição ou conclusão para além da imediata existência da obra. O trabalho em si transforma-se numa memória e relíquia simbólica do diálogo entre o artista e a matéria crua. Sodi é famoso pelas suas pinturas de grandes dimensões, com cores vivas e texturas ricas.

www.boscosodi.com

 

Gabriela Albergaria (Portugal)

Trabalha entre Lisboa, Berlim e Nova Iorque.  Artista portuguesa representada este ano na mais importante feira de Arte em Nova Iorque - “Armory Show”, Gabriela é membro representante da ELAN (European Land Art Network). Usa fotografia, desenho, instalações e escultura para desenvolver uma linha de trabalho que utiliza os jardins e sua história como ponto de partida para desenvolver o seu trabalho.

www.gabrielaalbergaria.com

 

João Paulo Serafim (Portugal)

Desenvolve, desde 2005, o projeto MIIAC – Museu Improvável de Imagem e Arte Contemporânea, museu ficcionado baseado numa pesquisa iconográfica de um acervo pessoal e documental, construído ao longo do percurso do artista. Pretende, agora, desenvolver essa pesquisa do arquivo numa aplicação site specificrelacionada com a paisagem, constituindo uma proposta de atlas para o território natural de Sintra, partindo do fenómeno de observação a partir de um determinado ponto de vista.

www.miiac.com

NeSpoon (Polónia)

NeSpoon trabalha entre instalações site specific e arte pública bem como em museus e galerias, utilizando técnicas como a cerâmica, a pintura, e rendas. O seu trabalho tem como objetivo fazer arte positiva para lidar com emoções positivas. NeSpoon debruça-se ainda, nos seus trabalhos, sobre o comentário social e político.

www.behance.net/NeSpoon

 

Nils-Udo (Alemanha)

Artista da Baviera, Nils-Udo passou de pintura da Natureza para a criação de peças site specific, utilizando materiais orgânicos. O artista trabalha no local utilizando elementos lá encontrados e cada peça é uma resposta à paisagem e aos materiais que encontra à sua volta, criando um mundo sedutor de “potenciais utopias”, utilizando a Natureza como inspiração.

 

Paulo Arraiano (Portugal)

O trabalho de Paulo Arraiano debruça-se sobre o território imaterial e a sua ligação com o território físico: cartografias emocionais onde o corpo age como uma extensão da Natureza, através de um registo assente no movimento e na fluidez dos materiais utilizados em instalações site specific de grandes dimensões.

www.pauloarraiano.com

 

Stuart Ian Frost (Reino Unido)

Stuart Ian Frost trabalha em projetos site specific e escultura caracterizados pelo interesse pela natureza física dos objetos e a sua relação específica com o meio ambiente e cultura, mitos e história. Trabalha internacionalmente entre a Land Art e escultura.

www.stuartianfrost.com

 

Esta exposição conta com o apoio do Sintra Bliss House.

 

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Mais informações sobre a exposição:

Website: www.penapointofview.com 
Facebook: www.facebook.com/penapointofview  

Instagram: www.instagram.com/penapointofview

 

Ficha técnica:

Comissariado: Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A.

Diretor Artístico: Paulo Arraiano

Diretora de Projeto: Sofia Barros

Diretor Técnico para o Património Natural (Parques de Sintra): Nuno Oliveira

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