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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

Porque há sempre muito para ver e para contar

As Coisas da Cultura

04
Nov16

NOTÍCIAS FÉRTEIS . Novembro 2016

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NOTÍCIAS FÉRTEIS . Novembro 2016


Ao longo do mês de Novembro continuamos com a itinerância do espectáculo “Morro de Amores”. Começamos pela Quinta da Caverneira, em Águas Santas, Maia, nos dias 5 e 6 de Novembro. O acolhimento é do Teatro Art’Imagem com o apoio do Município da Maia.

No dia 18, voltamos às freguesias do concelho de V. N. de Famalicão, no programa “Casa das Artes e Envolvente”. Desta vez ire-mos visitar a freguesia de Arnoso Santa Maria e o espectáculo está marcado para a sala da Banda de Música de Arnoso.

Este mês marca também o arranque dos serviços educativos no Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima, que ficarão ao encargo da Fértil. Os serviços educativos estão divididos em dois diferentes públicos-alvo, nomeadamente os alunos do 1º ciclo escolar e os elementos dos teatros amadores do concelho de Ponte de Lima. Com estes dois grupos iremos criar dois cursos intensivos de teatro ao longo do ano lectivo, com o objectivo de de uma apresentação final ao público dos resultados na próxima Primavera.

Para finalizar, queremos anunciar que já estamos na fase de preparação do nosso próximo espectáculo, “O Meu País é Um Insuflável”, que tem estreia marcada para o início do próximo ano. Partimos agora para a dramaturgia do espectáculo e os primeiros trabalhos com a equipa criativa.

Em breve desenvolveremos mais pormenores dos serviços educativos e da nova criação. Fiquem atentos.

04
Nov16

MUITO CÁ DE CASA COM LUÍS AFONSO NA CASA DA CULTURA DE SETÚBAL

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LUIS AFONSO | MUITO CÁ DE CASA 

 

É o lúcido contador de histórias que vai estar connosco na próxima sexta-feira, dia 4 de novembro, na Casa Da Cultura | Setúbal.

 

Luís Afonso surpreende-nos todos os dias com o seu Bartoon, nas páginas do Público. Mas também conta outras histórias.

A abysmo  editou O QUADRO DA MULHER SENTADA A OLHAR PARA O AR COM CARA DE PARVA. Histórias que perturbam e divertem. Belíssimas histórias de desencantar.

João Paulo Cotrim, o editor, vai estar com José Teófilo Duarte a pôr ordem na casa. Ou nem por isso. Logo se vê.

04
Nov16

É filmado em Buenos Aires um documentário sobre a vida de Aristides de Sousa Mendes.

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"Aristides era um homem como qualquer outro simplesmente que num desses cruzamentos que nos sabe pôr a vida não reagiu como a maioria" começa-nos dizendo Victor Lopes,um argentino com nacionalidade portuguesa que confessa "assim como alguns portugueses me dão vergonha e pelo qual peço desculpa ao mundo inteiro, há também outros, como Aristides de Sousa Mendes que é o orgulho de um Portugal moderno e vigoroso que respeita os direitos humanos e rejeita qualquer tipo de autoritarismo e ditadura".

 

Sousa Mendes é um dos quatro portugueses declarado "Justo entre as nações" por ter salvado milhares de pessoas perseguidas pelos nazis durante o holocausto, enquanto os argentinos filmam o documentário na cidade de Buenos Aires, o Presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa anuncia em Nova Iorque que vai condecorar a Aristides de Sousa Mendes com a "Grande Cruz da Ordem da Liberdade" e reconhece que "hoje lhe devemos a Aristides muito mais do que sabiamos até agora".

 

"Não se é Santo por ser elegido pelos Deuses, senão que, se é elegido pelos Deuses por ser Santo". Repete Victor Lopes para significar a obra humanitária do Cônsul de Portugal em Burdeus que assinou 30000 visas em apenas sete dias desobedecendo ao ditador luso António de Oliveira Salazar, quando os nazis invadian França nos cruéis tempos de 1940, "Para Aristides tinha sido fácil desocupar com o exército ou a policia os jardins da Embaixada que nesse momento encheram-se de homens, mulheres e crianças perseguidos procurando un salvoconduto que os levara ao porto de Lisboa sem embargo Aristides não o fez....Sousa Mendes não chamou as tropas alemãs.... o que eu faria?....o que farias tu? o que fariam os nossos atuais Embaixadores de Portugal ao redor do mundo?".

 

É o eterno conflito gerado entre " o dever e a conciência que não sempre se põem de acordo" diz Lopes, enquanto nos faz lembrar daquele soldado da obra de Javier Cercas que pudendo matar a um Sanchez Mazas indefeso decidiu não o fazer durante a tragédia da Guerra Civil Espanhola

 

Portugal teve uma ditadura de mais de quarenta anos e desembaraçar a trama de complicidades com centos, milhares de profissionais e lideres formados na intolerância vai levar muito tempo como sabe suceder nos países que sofrimos os regimes autoritários apesar do esforço e a boa vontade que os atuais dirigentes e novas gerações democráticas realizam.

 

Levar ao ecrã do público americano a história de Sousa Mendes é um dos objetivos do realizador com uma equipe formada nas universidades Argentinas de cinema baixo a atenta olhada de Paula Fossatti e Ramiro Klement, junto aos atores Melissa Zwanck y Nahuel Vec, Lopes vai aportar "o seu grãozinho de areia" aos que já vêm realizando faz muito tempo em diversos lugares do mundo, familiares, amigos e ferventes seguidores da causa Sousa Mendes.

 

A estréia do documentário "Aristides um homem bom" está previsto para o fim do ano e se realizará no marco do Festival Internacional dos Direitos Humanos., embora Victor Lopes reconhece que pouco a pouco irá respondendo âs convocatórias que a diário lhe chegam já que a proposta causou boa recepção por tratar-se duma história práticamente desconhecida e que ainda desperta certa polémica nos setores mais conservadores da sociedade portuguesa.

04
Nov16

"MAR" de Torga estreia em Novembro no Cartaxo

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“MAR”

de Miguel Torga

encenação de Frederico Corado

Centro Cultural do Cartaxo

 

ESTREIA A 18 de NOVEMBRO - às 21.30h

Dias 18, 19 e 28 de Novembro às 21.30 

Dias 20 e 27 de Novembro às 16.00 

 

 

“MAR”, o grande clássico do notável autor português Miguel Torga será a próxima estreia da Área de Serviço no Centro Cultural do Cartaxo a 18 de Novembro.

 

Quando conhecemos o Domingos, reconhecemos de imediato nele a marca de alguém que é diferente, que transporta em si todas as esperanças daqueles homens de quem Torga diz que “é o mar que os cria é o mar que os leva”. Com Domingos, sentimos que pode ser diferente. E, no entanto, ele é apenas mais um pescador dos que se reúnem na taberna a contar histórias do mar e da vida. Só que Domingos conta histórias diferentes, de sereias e marinheiros que, enfeitiçados pelo seu canto, partiram para não mais voltar. Mas para que quer Domingos saber de sereias e feitiços, se o prende à terra o amor para sempre de Rita? Com casamento marcado para quando regressar de campanha na Terra Nova, Domingos faz-se uma vez mais ao mar. Será a lenda mais forte do que o amor?

 

A 17ª produção da Área de Serviço que conta já com grandes sucessos no seu reportório como “Um Marido Ideal”, "O Crime De Aldeia Velha”, “As Alegres Comadres De Windsor”, “Nápoles Milionária”, “Pânico”, “Trisavó De Pistola À Cinta”, “O Inspector Geral”, “8 Mulheres”, “O Dinheiro Não é Tudo na Vida”, “Pouco Barulho”, “Autópsia de Um Crime”, ou “A Princesa de Galochas”, será “Mar”, uma história de pescadores numa aldeia piscatória de Portugal, num texto extraordinário desse grande poeta que é Miguel Torga. 

 

Foi com uma citação de Miguel Torga que Marcelo Rebelo de Sousa concluiu o seu discurso de tomada de posse: “O difícil para cada português não é sê-lo; é compreender-se. Nunca soubemos olhar-nos a frio no espelho da vida. A paixão tolda-nos a vista. Daí a espécie de obscura inocência com que actuamos na História”.  

 

“Mar” encenado por Frederico Corado, que encenou também as anteriores produções da Área de Serviço no C.C.C., é uma história de pescadores que lutam diariamente pela sua subsistência contra um mar que lhe dá a sobrevivência mas lhe tira a vida.  

 

Esta produção da Área de Serviço reúne o elenco fixo da companhia, assim como um elenco composto por pessoas do concelho do Cartaxo e arredores selecionadas numa audição no espirito já bem enraizado em algumas das nossas produções do chamado “teatro comunitário”, bem como vontades e a colaboração de empresas, lojistas e particulares do Concelho e é o regresso do teatro comunitário que desde “O Escândalo nas Notícias da Noite” não subia ao palco do CCC.

 

Uma História de “Mar”

Ao longo da História do Teatro Português, o “Mar” tem duas produções absolutamente históricas. Em 1958, com estreia no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, a 29 de Abril foi apresentado pelo Teatro Experimental do Porto, numa encenação e arranjo cénico de António Pedro com um telão de Manuel Lima, com as interpretações de Dalila Rocha (Mariana), Alda Rodrigues (Silvino), Fernanda Gonçalves (Rita), Cândida Lacerda (Capitolina), Cândida Maria (Cacilda), João Guedes (Bernardo), Baptista Fernandes (Arrais), José Pina (Pescador), Madalena Braga (A Mãe), Ruy Furtado (Valadão) e Vasco de Lima Couto (Domingos). O espectáculo fez apenas 4 representações neste Teatro, embora com lotações quase esgotadas, dados os compromissos do Sá da Bandeira, e da programação do próprio TEP. Miguel Torga assiste ao espectáculo dia 28 de Abril. 

 

Anos mais tarde, em 1966, a 5 de Maio, estreava no Teatro Gil Vicente pelo Teatro Experimental de Cascais numa encenação de Carlos Avilez outra versão de “Mar”, desta vez a cenografia estava a cargo do mestre Almada Negreiros e a interpretação era de Luísa Neto (Mariana), António Feio, na sua estreia no teatro com apenas onze anos (como rapaz), Zita Duarte (Rita), Fernando Coimbra (Capitolina), Mirita Casimiro (Cacilda), Filipe La Féria (3º Pescador), Rui Anjos (1º Pescador), Manuel Cavaco (2º Pescador), Santos Manuel (Manuel Valdão), Serge Farkas (Mudo), João Vasco (Domingos), Glicínia Quartin (Mãe do Rapaz), João Coimbra (Arrais) e Marília Costa (mulher). Miguel Torga assiste ao espectáculo dia 28 de Maio.

 

Desde então algumas foram as companhias que levaram “Mar” à cena, não tantas como seria de esperar quando se trata de um texto tão notável, entre elas estão: Teatro Moderno da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (Lisboa – 1946), CITAC (Coimbra|Teatro Avenida - 1957), com encenação de Paulo Quintela, Teatro da Universidade de Londres (Londres – 1950) com encenação de Ruben A., que também faz, neste mesmo ano, uma adaptação do espectáculo para a BBC, Grupo Activo de Teatro Amador (Gadanha da Nazaré – 1974) com encenação de Humberto Costa, Associação Música Nova (Pernes - 2003) com encenação de Vicente Batalha, Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (Lisboa - 2014) com encenação de José Boavida, Xenas – Grupo de Teatro Amador do Caramulo (Tondela - 2007) com encenação e adaptação de Tiago Laborim, Loucomotiva Grupo de Teatro de Taveiro, etc

 

Com Carolina Seia Viana, Mário Júlio, Vânia Calado, Rosário Narciso, Ana Ribeiro, Sara Xavier, Gabriel Silva, Tomás Formiga, Carlos Ramos, António Calado, Miguel Viegas, João Paulo, José Falagueira, Sara Inês, Marta Cabete, Luis Silva, João Vitor, Carolina Parente, Joana Pinheiro, Jeanine Steuve, Maria José Cerqueira.

Texto de Miguel Torga | Encenação: Frederico Corado | Concepção Cenográfica: Frederico Corado | Execução Cenográfica : Mário Júlio | Produção da Área de Serviço : Frederico Corado, Vânia Calado e Mário Júlio com a assistência de Florbela Silva e Carolina Viana | Assistente de Encenação: Vânia Calado | Direcção de Cena: Mário Júlio | Técnica: Miguel Sena | Desenho de Luz: Bruno Santos | Montagem: Mário Júlio | Uma Produção da Área de Serviço com o Centro Cultural do Cartaxo e Câmara Municipal do Cartaxo

Apoios: Câmara Municipal da Nazaré | Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré| Casa das Peles | Sotinco | J.M.Fernandes - Vidreira e Alumínio | Negócio de Família | E.Nove | Tejo Rádio Jornal | Revista Dada | Jornal de Cá | Valor Local | Teatralmente Falando | Guia dos Teatros

Facebook: https://www.facebook.com/AreaDeServico

 

Centro Cultural do Cartaxo

Rua 5 de Outubro | 2070-059 Cartaxo, Portugal

Teatro . M/12

Bilhetes: 5€ 

Info e reservas:

CCC - 243 701 600 (quarta a domingo das 15.00 às 22.00)

Área de Serviço - 914 338 893 (segunda a segunda das 9.00 às 23.00) 

ou centroculturalcartaxo@gmail.com | areacartaxoreservas@gmail.com

04
Nov16

ACERT - ATELIER APRENDER EM FILMES Cine Clube de Viseu

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ATELIER APRENDER EM FILMES
Cine Clube de Viseu
Formação



Aprender em filmes consiste na realização de filmes de animação e integra um conjunto de oficinas que utilizam o cinema de animação através de diferentes técnicas (pixilação, marionetas de papel recortado e de plasticina, desenhos animados no quadro preto, etc). Para esta etapa em Tondela, o CINE CLUBE DE VISEU convida a realizadora GRAÇA GOMES a assegurar a coordenação do projecto, com sessões orientadas de forma a construir um processo partilhado, tirando partido das contribuições de cada formando, desde o trabalho plástico de construção de cenários, adereços e personagens, animação até à filmagem e à sonorização.

Objectivos específicos

1. Promover a interdisciplinaridade: enquadrar várias áreas curriculares e não curriculares.

2. Potenciar o manuseamento directo das tecnologias de informação e comunicação.

3. Utilizar o cinema de animação como instrumento de motivação para novos conteúdos, programas curriculares e interesse geral.

Metodologia

Cada filme é realizado durante várias sessões, num total de 20 horas. Como ponto de partida, são analisadas as várias técnicas de cinema de animação. Explorar-se-ão com os alunos as diversas etapas para a realização de um filme, desde o trabalho sobre o tema, o eventual desenvolvimento de personagens e adaptação de uma história, à animação e sonorização.
As sessões serão orientadas de forma a construir um processo e um produto partilhado, tirando partido das contribuições de cada formando, desde o trabalho plástico de construção de cenários, adereços e personagens, animação e por fim a filmagem.
A metodologia adoptada optimiza a participação de cada participante no processo de captura de imagens e manuseamento de software, proporcionando continuidade, na escola e em casa, das experiências de animação.



Ficha Técnica


Jovens dos 15 aos 18 anos
6 a 12 participantes

Quarta das 14:30 às 17:30
2 de novembro a 7 de dezembro
20 horas de formação

Valor de inscrição de 7,50 €
Desc, Associados: 5 €
Inscrições na secretaria da ACERT

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