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21
Mar13

Em Junho, Paris é a capital do Portugal das artes

olhar para o mundo

Em Junho, Paris é a capital do Portugal das artes

 

Programação acontece entre 3 e 16 de Junho no Théatre de la Ville e levará à capital francesa o teatro, a dança, a música, as artes plásticas, o cinema e a literatura portugueses

 

Música, teatro, dança, cinema e artes plásticas. Em Junho, Paris vai abrir portas à criação portuguesa. Durante duas semanas são cerca de 60 os artistas que, a convite do Théatre de la Ville, vão apresentar os seus projectos na capital francesa.

 

A iniciativa do teatro parisiense não é nova. Pelo contrário, tem um nome, Chantiers D’Europe, e vai já na sua quarta edição. Depois de Itália, Reino Unido e Grécia, Portugal foi o país escolhido para os palcos do Théatre de la Ville, como forma de mostrar que a crise é económica e não criativa. “Esta edição é dedicada aos artistas portugueses, a fim de mostrar um dinamismo criativo importante, em grande parte ofuscado nos últimos anos por um olhar quase exclusivamente económico”, escreve no programa, revelado esta quarta-feira, Emmanuel Demarcy-Mota, director do Théâtre de la Ville.

 

O director, filho de mãe portuguesa e pai francês, destaca ainda a resistência dos artistas portugueses num momento tão crítico como o que se vive nas artes nos últimos anos e que deu origem, segundo o próprio escreve, a um “‘laboratório’ de companhias emergentes, que trazem um verdadeiro olhar sobre o impacto social e politico para as suas criações”. “Uma cena cuja independência é a força”, acrescenta.

 

A inauguração desta programação, que acontece oficialmente entre 5 e 16 de Junho, apesar de durante todo o mês existirem actividades, fica a cargo de Carminho. A fadista portuguesa, que em 2012 editou o segundo álbum, Alma, apresentará no dia 5 no Théatre de la Ville um concerto especial, que está ainda a ser preparado. Lula Pena, a 10, e Mísia, ainda sem data definida, completam o programa de concertos.

 

O destaque da programação vai, no entanto, para o teatro e dança: Tiago Rodrigues, Sofia Dias e Vítor Roriz e os colectivos Teatro Praga, Bomba Suicida e Mala Voadora. Voltando ao trabalho das companhias emergentes que Emmanuel Demarcy-Mota destaca, toda a programação foi construída a pensar nesse princípio.

 

Como se pode ler no texto de apresentação destes espectáculos, assinado pelo jornalista Jean-Marque Adolphe e pelo crítico de artes performativas do PÚBLICO Tiago Bartolomeu Costa, consultor desta edição dos Chantiers, será possível “navegar entre a censura no teatro (Três dedos abaixo do joelho, de Tiago Rodrigues – 11 de Junho), o teatro como hipótese política (Eurovision, do Teatro Praga – 7 e 9 de Junho) e a realidade como ficção (What i heard about the world, Mala Voadora – 4 e 5 de Junho) ”. Ou ainda "perceber que a coreografia é, afinal, um jogo de palavras (Um gesto que não passa de uma ameaça,  Sofia Dias e Vítor Roriz – 14 e 15 de Junho). Ou será antes um arriscado exercício de desmontagem das formas (The Recoil of Words, do colectivo Bomba Suicida – 13 de Junho)?”, continua o texto. 

 

A abrir a programação de teatro e dança, entre 3 a 5 de Junho, está Catabrisa, peça infantil de Joana Providência, Gémeo Luís e Eugénio Roda. O Teatro Praga terá ainda três dias de carta-branca, onde para além dos dois espectáculos que constituem o programa, proporão leituras, instalações e perfomances de artistas portugueses de diferentes áreas. Mónica Calle apresentará a 12 de Junho Virgem Doida, a peça que fundou a Casa Conveniente há 20 anos.

 

Nas artes plásticas, João Onofre terá três instalações no Centquatre, assim como Pedro Barateiro e Susana Mendes Silva apresentarão alguns trabalhos na École Supérieure National des Beaux Arts. Nesta área, o Théâtre de la Ville conta com uma parceria com a Fundação Gulbenkian e Cenquatre, que levarão outros artistas à capital francesa.


Haverá ainda espaço para o cinema em parceria com o MK2 Beaubourg e ainda para leituras de textos de teatro dos autores José Maria Vieira Mendes, André Murraças e Jacinto Lucas Pires, cujas peças serão lidas em público e transmitidas pela rádio France Culture. O programa de leituras conclui com uma noite especial dedicada ao universo do escritor António Lobo Antunes, encenada por Georges Lavaudant.

 

O programa detalhado pode ser consultado aqui.

 

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