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16
Abr13

Fundação José Saramago com “Humor e Política”

olhar para o mundo

Fundação José Saramago com “Humor e Política”


Fundação José Saramago com “Humor e Política” 

Foi na Casa dos Bicos que, a 15 de Abril, a relação entre o humor e a política foi posta a "nu" e o momento não poderia ter sido o mais oportuno, especialmente tendo em conta o conturbado período económico e social em que Portugal se encontra. 

E Espanha. Jornalistas, cartoonistas e guionistas dos países peninsulares estiveram reunidos no local para falar das suas profissões, projectos e, acima de tudo, na intervenção do humor politico relativamente aos assuntos mais sensíveis de cada um dos países.

 

Quatro portugueses e quatro hispânicos. Nuno Artur Silva, Luís Pedro Nunes, Rui Cardoso Martins e António Jorge Gonçalves para Portugal; Eduardo Bravo, Fernando Oribe, Dario Adanti e Eduardo Galán para Espanha. Não quer dizer com isto que se tenha assistido a um "combate", antes pelo contrário: a união e a partilha de opiniões foi a linha pela qual seguiu a animada sessão.

 

Numa primeira fase foram apresentados dois vídeos ilustradores dos dois projectos. 


Primeiramente "Inquietação", uma versão do tema de José Mário Branco interpretado pelos Naifa, que demonstra o carácter inquietante com que assistimos à evolução social de hoje. 

Numa segunda fase uma breve apresentação sobre o que é o projecto "Mongolia", algo inovador e em profunda expansão no país vizinho: uma publicação vincadamente satírica a nível politico mas que se destaca também por praticar um jornalismo de investigação que a pouco e pouco vai desaparecendo nos meios de comunicação social.

 

Humor. A partir daqui foi o humor que reinou. Por entre experiências, curiosidades e questões de ambos os lados, foi possível verificar que, apesar de algumas diferenças entre si, os projectos humorísticos têm um objectivo em comum: mudar mentalidades. É possível fazê-lo? Sim, se o humor for bem feito. Por entre algumas ideias, saliente-se que, um dos objectivos é pensar contra o pensamento dominante e alicerçar a "luta" no riso e no sarcasmo.

 

As "lutas" contra as agressões a que os humoristas estão sujeitos foram também evidenciadas, sendo que, por se jogar sempre no risco da piada, aquele que pratica o humor pode sofrer vários ataques daqueles que foram motivo de chacota ou gozo. No entanto, este pode servir como uma válvula descompressora ao ambiente social mais tenso em que estamos inseridos nos dias de hoje.

 

Falou-se das redes sociais como meio comunicacional emergente, das suas vantagens e problemas, nomeadamente a nível do risco profissional. Qualquer um pode fazer humor e, se algum humorista profissional utilizar uma piada elaborada anteriormente, corre o risco de ser processado. Por outro lado, as redes sociais podem ser uma importante ferramenta de marketing e de expansão para que o reconhecimento mediático seja atingido.

 

No fundo, o humor politico serve exactamente para atacar o que está errado, os poderes instituídos e todas as consequências negativas que estes acarretam consigo. 

Parafraseando um dos intervenientes da plateia: "Para além da concorrência das redes sociais, não sentem os humoristas concorrência da realidade?". Para rir e…reflectir. 


Retirado do HardMúsica

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