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08
Jun13

Serralves em Festa é uma máquina afinada, mas ainda quer surpreender

olhar para o mundo

Serralves em Festa é uma máquina afinada, mas ainda quer surpreender

 

Performance Bodies In Urban Spaces, do austríaco Willi Dorner. E, em baixo, Imaginary Friends, que vai pôr um grupo de pessoas e os respectivos "duplos ambulantes em tamanho humano" a deambular no parque CARL DE SOUZA/AFP


De circo contemporâneo em cuecas à música de King Midas Sound, o décimo Serralves em Festa tem muito para oferecer.

 

Apetece dizer que já faz parte das festas da cidade do Porto: são as 40 horas consecutivas de arte propostas pelo Serralves em Festa, que acontece neste fim-de-semana.

 

Abertura: uma visita a Serralves "fora de horas", às 8h de hoje. Encerramento: o concerto dos Dirty Honkers, colisão entre hip-hop, swing, electro, saxofones e maquinaria informática, às 23h de amanhã. Pelo meio, há mais de 220 eventos gratuitos, da música à dança, do teatro às oficinas para crianças e famílias.

 

As actividades estarão espalhadas pelos vários espaços de Serralves, mas também na Baixa da cidade. É o caso da Ópera fiXi, ópera em bicicletas dirigida pela inglesa Kaffe Matthews em colaboração com a companhia portuense Visões Úteis.

 

"Temos mantido o formato estável porque é um formato que se adapta bem ao que queremos: mostrar tudo o que fazemos e o que os nossos parceiros fazem", diz ao PÚBLICO a directora-geral da Fundação de Serralves, Odete Patrício.

 

As melhorias são meros afinamentos na máquina, que acumula dez anos de experiência: vêem-se na alimentação, com mais vendedores ambulantes, na disponibilização de Internet sem fios no perímetro do parque e no maior número de palcos cobertos, para fazer face à chuva que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê que possa cair.

 

Em Serralves, poderemos ver, por exemplo, o circo contemporâneo do duo belga Okidok, que apresenta Slips Inside, espectáculo com desajeitadas personagens em cuecas (hoje e amanhã, 22h). Será, "de certeza, um ponto alto da programação", antecipa Odete Patrício, até porque "não há tradição de circo contemporâneo no Porto". Ainda no circo, hoje, às 19h30, e amanhã, às 16h30, Traz Fusion cruzará percussão e dança acrobática num trapézio, pela mão da companhia francesa Jo Bithume.

 

Quem ontem andou pela Baixa do Porto terá visto pessoas em sítios e posições estranhas, como que a desafiar a lógica das coisas. Foi a performanceBodies In Urban Spaces, do austríaco Willi Dorner. Ao longo do fim-de-semana, estes corpos darão vários passeios pelo parque.

 

Noutros territórios de exploração das potencialidades do corpo e do espaço andará Experience #1, da coreógrafa alemã Isabelle Schad, peça que incluirá bailarinos do Porto (hoje, às 21h30, e amanhã, às 17h e 21h30). Foi concebida ao longo de três semanas, no Auditório de Serralves.

 

No teatro, Domicília Magic Show marca o regresso de Sílvia Real e Sérgio Pelágio ao Serralves em Festa, enquanto Imaginary Friends, colaboração entre as companhias britânica Whalley Range All Stars e holandesa Babok, vai pôr um grupo de pessoas e os seus respectivos "duplos ambulantes em tamanho humano" a deambular pelos caminhos do parque. Ambas as peças acontecem hoje e amanhã, com vários horários.

 

Na música, os dois momentos altos têm lugar no prado, nas primeiras horas de domingo (mas há muitos outros motivos de interesse, a começar no jazz de atitude punk das dinamarquesas Selvhenter - amanhã, 19h - aos aventureiros portugueses das editoras PAD, Lovers & Lollypops e Terrain Ahead, hoje, e Monster Jinx, amanhã). No prado, à meia-noite,King Midas Sound, o projecto do inglês Kevin Martin, tratará de demonstrar a vitalidade do imenso filão da música urbana filha do dub. Segue-se, à 1h30, Diamond Version, que junta dois importantes nomes da electrónica mais cerebral, Alva Noto e Beyetone. A noite terá ainda as sonoridades frescas do trap e a "dança hippie" dos Pachanga Boys, que querem fazer do mundo um sítio melhor: depois das 3h50, têm uma oportunidade para isso, em Serralves.

 

Retirado do Público

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