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01
Nov13

Maratona literária propõe escrever livro durante o mês de Novembro

olhar para o mundo

Maratona literária propõe escrever livro durante o mês de Novembro

Durante todo o mês de Novembro, os participantes do NaNoWriMo (Mês Nacional para Escrever Romances) têm como desafio criar uma obra inédita de ficção com ao menos 50 mil palavras.

 

Para "vencer" o desafio, é preciso chegar à meta de palavras e enviar o texto no site do evento. O conteúdo das obras não é avaliado e é possível escrever em qualquer idioma, noticiou o Folha de S. Paulo.

 

Entre os livros criados a partir do evento, o título mais célebre é o romance "Água para Elefantes", de Sara Gruen, que figurou na lista dos mais vendidos no "New York Times" em 2011 e recebeu uma adaptação para o cinema. A edição deste ano conta com quase 200 mil inscritos.

O brasileiro Fernando Aires revelou que conheceu o evento em 2009, pelo blog do escritor Neil Gaiman, notório apoiador da iniciativa. "Livro é uma daquelas coisas que as pessoas dizem que vão fazer e nunca fazem", disse.

 

Para ele, o maior atractivo do evento é seu carácter não competitivo. "Não nos preocupamos em escrever melhor que os outros", explicou.

 

Durante o mês de Novembro, Fernando planeia escrever hora e meia a duas horas por dia.

 

REBELDES


No ano passado, Fernando foi um NaNoRebel - como é chamado quem burla alguma regra - e continuou a história que havia escrito em 2009.

 

Os Rebels, afirmou, são bem aceitos pelos participantes. "Uma vez um participante propôs escrever 50 mil palavras em forma de poemas", afirmou.

 

O artista plástico Maurício Piza de 56 anos, também foi um Rebel em 2012, quando voltou a um texto antigo para preencher lacunas narrativas. Veterano no evento, orgulha-se de sempre ter alcançado a meta do mês e diz que os dois primeiros anos foram mais difíceis, devido à falta de prática.

 

Para Maurício, o ideal da obra muitas vezes impede sua concretização. "Eu descobri que para aprender uma área tenho que fazer muito daquilo."

 

Referiu também que o evento desperta nos participantes "a disciplina de sentar e fazer e não ter autocensura".

 

"É uma óptima forma de começar a escrever. Não ficar a pensar na qualidade deixa-me mais tranquilo", disse.

 

Para o artista, a companhia, os palpites e as sugestões de outros participantes são essenciais. "Tem sempre alguém que diz: `Descreve o pôr do sol´, e lembramo-nos de descrever melhor o seu cenário".

 

Retirado do HardMúsica

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