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15
Set12

Filmes pornográficos são a forma de educação sexual da atualidade?

olhar para o mundo

Filmes pornográficos são a forma de educação sexual da atualidade?

 

Esses dias li uma entrevista com a Titi Müller, do programa MTV sem vergonha, que dizia que a nossa geração (a das pessoas com 20 e poucos anos) é a última que não aprendeu a fazer sexo assistindo pornografia. Não que não existissem pornôs – mas antes de sites XXX serem um dos grandes motores da internet, era mais difícil encontrar material desse tipo. E a galera ia na intuição.

 

A apresentadora fala sobre um temor: pessoas que estão iniciando a vida sexual agora acreditem que devam buscar o padrão dos pornôs profissionais – e não descobrir suas próprias preferências, como seria é natural. Achei a reflexão interessante e vi que ela não é a única preocupada com isso. Descobri pela internet uma startup que propõe ‘mais amor e menos pornografia’ no material sobre sexo na internet.

 

Como assim? Cindy Gallop, a empresária por trás da ideia (vale conferir sua palestra no TED), afirma que homens realmente estão encarando a pornografia online como aulas de educação sexual. Enquanto ela afirma que é entusiasta dos sites XXX, conta que fica preocupada quando artistas, que conseguem fazer coisas surreais no quarto (e em n outras localidades), são as referências de adolescentes. Por isso ela criou o MakeLoveNotPorn – um site que mostra pessoas ‘de verdade’ fazendo sexo.

 

Usuários pagam uma taxa de 5 dólares para ‘alugar’ um filme caseiro por 3 semanas – o conteúdo fica disponível online nessa assinatura. Além disso, é possível enviar o seu próprio vídeo, pagando, novamente, uma taxa de 5 dólares.

 

“O MakeLoveNotPorn.tv é um estímulo à criatividade, enquanto pornografia profissional acaba homogenizando o sexo”, conta Gallop. “Sexo de verdade pode ser engraçado, enquanto o sexo profissional dá a entender que coisas embaraçosas não acontecem sempre – quando na verdade são comuns”.

 

Parece absurdo? Uma pesquisa da Universidade de Darthmout, sobre a qual li recentemente, mostrou que estudantes universitários que assistiam a mais filmes com conteúdo erótico (não necessariamente pornográfico) usavam menos camisinhas. A conclusão dos cientistas foi que os filmes, por não mostrarem o momento em que o sujeito para o que está fazendo para colocar o preservativo, estavam servindo de modelo e influenciando a falta da atitude.

 

O que você acha? Será que sites como o MakeLoveNotPorn podem mudar o futuro da educação sexual? Ou que a pornografia profissional nunca desviou o rumo natural das coisas? Deixe sua opinião nos comentários ou através do meu e-mail, no canto direito da tela.

 

Retirado de Galileo

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