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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

14
Dez12

O lixo da Internet

olhar para o mundo

A Internet está cheia de lixo, e isso é sabido. Circulam centenas de mails com ataques torpes e cobardes às mais diversas figuras públicas. Enquanto diretor do Expresso tive de desmentir umas cem vezes um suposto texto de Clara Ferreira Alves sobre Mário Soares que circulou por tudo quanto é sítio, além de várias invenções acerca de Miguel Sousa Tavares e outros colaboradores ou jornalistas do Expresso.

 

O lixo é imenso. Quase todos os dias recebo mails e mensagens no Facebook a perguntar por que motivo não damos notícia de coisas que são mentiras, puras e simples. As pessoas indignam-se porque a comunicação social silencia supostos factos que, apesar de estarem no domínio público, não resistem à prova da verdade. Um dos mais conhecidos mails era sobre umas supostas medidas de François Hollande, a maioria das quais puras invenções.

 

Há dias, na página do Facebook de Pedro Lomba, encontrei um interessante artigo de Philip Roth, talvez o maior escritor americano vivo, a queixar-se da Wikipedia. Porquê? Porque a Wikipedia tem uma interpretação sobre um livro seu que Roth diz ser errónea. E apesar de o escritor a ter desmentido, nem assim é corrigida. E pasme-se! Não se trata sequer de algo controverso. Na Wikipedia diz-se que um livro de Roth, "The Human Stain" (A Mancha Humana, em Português) é inspirado numa pessoa (Anatole Broyard), ao passo que o autor diz que foi noutra (Melvin Tumin). Ora, quem melhor do que o autor para saber em que vida concreta baseou a sua ficção?

 

Ainda assim, há quem entenda que a informação dispensa os jornalistas (que dão a cara) e os órgãos de comunicação social (que têm marca). É uma posição fácil e popular. Mas é igualmente falsa. Exemplos como os que aqui dei, há aos milhares. E todos sabemos que o ruído abafa uma comunicação séria e impede tomadas de posição conscientes.

 

Não pretendo que o jornalismo não tem erros, apenas me limito a chamar a atenção para que cada um saiba ao certo quem o está a informar e porque o faz. 

 

Henrique Monteiro (www.expresso.pt)


Retirado do Expresso

04
Nov12

Vergonha foi a palavra mais escrita no Facebook de Passos Coelho

olhar para o mundo
Vergonha foi a palavra mais escrita no Facebook de Passos Coelho (Foto: Nuno Ferreira Santos)
Uma equipa de investigadores portugueses analisou mais de 51 mil comentários deixados na página do primeiro-ministro, após a mensagem que Passos Coelho escreveu aos portugueses na noite de 8 de Setembro. Há quem veja os comentários como uma “manifestação online” ou “uma catarse”. Mas aqui também pode estar um retrato da sociedade de hoje

“Vergonha”, “pobre” e “coragem” foram as três palavras mais repetidas nos comentários escritos no Facebook de Passos Coelho num intervalo de nove dias. Nesse intervalo de tempo, entre 8 de Setembro (dia da publicação da mensagem) e 17 de Setembro (dois dias depois das manifestações de dia 15, que reuniram dezenas de milhares de portugueses nas ruas), foram escritos 51.566 comentários em reacção à mensagem que o primeiro-ministro assinou como “Pedro” e no qual disse ter feito “um dos discursos mais ingratos quem um primeiro-ministro pode fazer”. Até hoje já foram quase 78 mil comentários a essa mensagem que se seguiu ao anúncio da intenção de aumentar as contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social. A medida acabou por não avançar depois de muitas críticas e de uma reunião do Conselho de Estado em que o Governo foi convidado a explicar-se. Já os comentários no Facebook continuaram a crescer. Uma equipa de investigadores, no âmbito de um projecto em jornalismo computacional, extraiu as reacções e fez uma lista com as 50 palavras mais repetidas. 

Com base nessas palavras, foi desenhada uma “nuvem” dinâmica, na qual os vários termos surgem dentro de bolhas com um tamanho maior ou menor, consoante o número de ocorrências da palavra. Quanto mais vezes foi escrita, maior é o tamanho da bolha. “Sacrifício”, “mentiroso”, “desemprego”, “pior” ou “fome” estão dentro das maiores bolhas; “merda”, “poleiro”, “lata”, “equidade”, “cambada” ou “democracia” nas mais pequenas.

Para ver o gráfico, numa página separada clique aqui

Retirado do Público
05
Out12

FACEBOOK TEM MAIS DE MIL MILHÕES DE UTILIZADORES

olhar para o mundo

Facebook tem mais de mil milhões de utilizadores

Marca animou os investidores da empresa em bolsa

O Facebook atingiu um marco histórico, ao registar pela primeira vez mais de mil milhões de utilizadores ativos. A marca foi estabelecida na segunda-feira de manhã, tendo sido depois partilhada pelo fundador num post de blog.

«Esta manhã, há mais de um mil milhão de usuários ativos a utilizar o Facebook todos os meses», disse Mark Zuckerberg, segundo cita a Lusa.

«Obrigado por nos darem, a mim e à minha pequena equipa, o prazer de servi-los. Ajudar na ligação de mil milhões de pessoas é incrível, uma lição de humildade e, de longe, a coisa que mais me orgulho na minha vida», acrescentou.

O jovem milionário prometeu ainda continuar a trabalhar para tornar a plataforma social melhor e maior, com o objetivo de ligar o mundo.

Os últimos números oficiais foram revelados em junho de 2012, altura em que o Facebook registava 955 milhões de utilizadores, dos quais 83 milhões eram perfis falsos.

Depois do anúncio oficial dos mil milhões de utilizadores ativos - que usam a rede social pelo menos uma vez por mês - as ações da empresa seguiam a valorizar quase um por cento, para os 22,03 dólares.

 

noticia do Push

02
Out12

A procura pela "Diana" era afinal uma campanha publicittária

olhar para o mundo
Campanha apresentava esta fotografia como a última tirada por Campanha apresentava esta fotografia como a última tirada por "Ricardo" à "Diana" (DR)

A história de amor do jovem que andava “à procura de Diana” era, afinal, uma campanha da Cacharel. Quando a marca de perfumes revelou, nesta terça-feira, que se tratava de marketing, os apoiantes da alegada busca romântica manifestaram o seu desagrado no Facebook.

 

A história chegou a ser noticiada na TVI e no jornal Metro, a 26 de Setembro, e dava conta de um jovem à procura da "rapariga da sua vida", que teria conhecido na manifestação de dia 15. A "Diana" não lhe tinha deixado contacto ou apelido, mas deixou-lhe a certeza de que a teria de encontrar até 14 de Outubro. Nessa data, ela regressaria a Paris. O jovem apaixonado, "Ricardo", andava por isso à sua procura por Lisboa, com cartazes e um lençol branco com a mensagem "À procura de Diana".

Nas redes sociais, as mensagens de apoio não cessaram. Até hoje. As reacções passaram do incentivo ao jovem "Ricardo" à indignação. Tanto que, depois de se saber que se tratava de uma campanha, foi criada uma página no Facebook intitulada “Movimento Anti-Cacharel Portugal” e que tem como objectivo “ter mais likes [seguidores] que a página oficial da Cacharel". "Esta página destina-se a protestar contra a campanha vergonhosa feita pela marca de perfumes Cacharel em Portugal. Publicidade enganosa não!”, lê-se no texto de apresentação. Em três horas, a página tem mais de 600 seguidores.

A página da "procura" pela "Diana" angariou, em duas semanas (desde 17 de Setembro), mais de 29 mil apoiantes, perto de 40 mil partilhas da mensagem e centenas de comentários de apoio, enquanto o jovem aparecia em vários locais de Lisboa com cartazes na esperança de encontrar a rapariga misteriosa.

A Cacharel revelou que o "movimento de romantismo" se tratava de uma campanha publicitária nessa mesma página, nesta terça-feira: “Durante uma semana a magia desta história preencheu cada coração dando um novo fôlego e uma inspiração para as nossas vidas. À procura de Diana foi inspirado na história envolvente de Catch Me, o novo perfume da Cacharel. Continua a viver intensamente o Amor na página do Movimento de Romantismo. Todos nós temos uma Diana ou um Ricardo dentro de nós!”

Seguiram-se reacções de revolta pelo engano. "Indecente, insensivel, pouco ético, vergonhoso. São este tipo de acções que consolidam o descrédito nas instituições e nas entidades", escreve uma seguidora da página. "Não gostei... Sinto que gozaram connosco... Achava isto mesmo engraçado", lamenta outra.

A campanha não foi bem aceite por muitos dos que antes apoiavam a história de amor, mas alguns derem mesmo os parabéns à marca pela estratégia de marketing "genial". Cristina Montes, responsável pela divisão de produtos de luxo da L’Oréal, disse ao PÚBLICO que a marca ainda está a avaliar os resultados da campanha da Cacharel.

A data prevista para o regresso de "Diana" a Paris, 14 de Outubro, não é mencionada na mensagem publicada hoje pela Cacharel. Esta mensagem surgiu, no entanto, depois de começar a circular no Facebook uma imagem que sugeria que a história seria falsa. A imagem chegou hoje à página "À procura de Diana", cerca de uma hora antes de a Cacharel revelar que se tratava de uma campanha.

 

Noticia do Público

04
Jul12

Facebook dá tanto prazer como o sexo

olhar para o mundo

Facebook dá tanto prazer como o sexo

Talvez seja por isto que alguns utilizadores descrevem a vida toda no Facebook, desde o momento em que se levantam até à hora que se deitam. Uma equipa de investigadores do Laboratório de Neurociência Social da Universidade de Harvard concluiu que partilhar informação pessoal dá prazer.

 

A investigação, citada pelo The Street, indica que cada pessoa passa cerca de 30% a 40% do tempo a falar das nossas experiências. Os investigadores Diana Tamir e Jason Mitchell começaram o estudo questionando porque é que as pessoas são tão motivadas a publicar informações pessoais em redes sociais.

 

No fundo, é perguntar porque é que as redes sociais ganharam um lugar tão importante na vida quotidiana, substituindo para algumas pessoas a frequência de experiências sociais reais.

 

Os investigadores utilizaram ressonâncias magnéticas funcionais enquanto faziam perguntas aos participantes; a ideia era perceber se a utilização de redes sociais, como o Facebook, Twitter, LinkedIn e outras, estimulavam ou não certas partes do cérebro.

 

A resposta é sim. Os investigadores encontraram regiões específicas do cérebro que são despertadas quando partilhamos informações pessoais. Uma dessas regiões é o chamado "centro de prazer", responsável pelas sensações de recompensa, prazer e adição.

 

Este centro responde, de forma sintetizada, a estímulos como comida, dinheiro, humor, fotos do sexo oposto e partilha de informação pessoal (é aqui que entram as redes sociais). A dopamina libertada no cérebro quando cria uma publicação e os outros fazem "gosto" e comentam parece ser semelhante ao prazer gerado pelo dinheiro, comida e sexo, diz o estudo de Harvard. 

 

Retirado de Dinheiro vivo

 

 

27
Jun12

IMAGINA ONDE PODE IR PARAR O QUE ESCREVE NO FACEBOOK?

olhar para o mundo
Imagina onde vai parar o que escreve no Facebook?

 

«Sabemos o que anda a fazer.» Callum Haywood, um estudante britânico de 18 anos, quer provar que os comentários que colocamos no Facebook podem ser muito mais públicos do que imaginamos. Por isso fez um site onde revela quem quer ser despedido, quem está de ressaca, quem usa drogas e quem tem um telemóvel novo.

E lá estão longas listagens de posts com revelações. Há quem diga que odeia o chefe, quem tenha mudado de telefone e apresente o novo número ao mundo (e não apenas aos amigos), quem escreva que «Deus fumou cannabis» e quem se queixe de estar de ressaca. Este é aliás o tema com mais entradas.

Callum aplicou uma ferramenta que permite recolher posts onde aparecem precisamente esse tipo de «palavras-chave», e lá vão elas parar ao seu site. E diz que o projeto Weknowwhatyourdoing.comé «uma experiência», para provar que a privacidade nas redes sociais é uma ilusão. 

Estudante lança site para provar que a privacidade nas redes sociais é ilusão. «Sabemos o que anda a fazer»«Choca-me muito o que as pessoas revelam nos seus posts públicos do Facebook, que é uma das razões por que lancei o site», explicou Callum à CNN: «Criei-o para que as pessoas tenham noção das questões que levanta colocar esse tipo de informação no Facebook sem definições de publicidade ativadas.»

O site foi lançado na segunda-feira e Callum conta que ao fim de 24 horas já tinha 120 mil visitantes únicos. Tem milhares de likes, de utilizadores do Facebbok. 

O estudante de Nottingham deixa no site um aviso a dizer que não se responsabiliza pelos comentários colocados, mas a disponibilizar-se para retirar algum post mais comprometedor, a pedido do utilizador. Mas recorda que isso não o apagará do Facebook.

 

Noticia do Push

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