Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

Porque há sempre muito para ver e para contar

As Coisas da Cultura

22
Set12

TÓ MADEIRA EXISTE MESMO (MAS MARCA MENOS GOLOS)

olhar para o mundo

Tó Madeira existe mesmo

Tó Madeira era o avançado perfeito. Exímio a finalizar, perfeito no primeiro toque, brilhante no jogo de cabeça, influente como poucos. A juntar a isto, era ainda um jovem e o contrato com o Gouveia, da III Divisão, não era de sonho. Por isso, Tó Madeira vestia com o mesmo agrado a camisola de qualquer um dos três grandes, do Real Madrid ou até de um clube da II Liga. De facto, Tó Madeira era o sonho de qualquer treinador. Só tinha um problema: não existia. 

Qualquer pessoa que tenha jogado o Championship Manager (CM) no início do século XXI conhece os feitos de Tó Madeira, para quem menos de 30 golos numa época era pouco. O jogador era compra obrigatória logo no arranque e garantia de sucesso.

Reportagem Maisfutebol: clube inglês homenageia o maior craque de todos os tempos, entre os que nunca existiramNa verdade Tó Madeira era António Lopes, o colaborador da empresa criadora do jogo que ficou responsável por introduzir o plantel do Gouveia, naquele ano. António achou piada à ideia de se introduzir no jogo e não fez por menos: arranjou um pseudónimo e carregou forte no potencial desse jogador. Nascia o mito Tó Madeira, que até levou a alguns clubes a tentarem saber quem era aquele fenómeno junto dos responsáveis do Gouveia.

Ainda chegou a ser lançada uma nova versão do jogo no mesmo ano, que não incluía Tó Madeira, mas os fãs adoraram aquele jogador. A fama alastrou-se e, em Inglaterra, nasceu uma equipa que dá ao nome o primeiro contacto com o futebol real: o FC Tó Madeira. 

Maisfutebol conversou com Stuart Warren, jogador, treinador-adjunto e responsável pela comunicação deste clube, que tem uma particularidade extra: é formado, na maioria, por colaboradores da empresa que desenvolve o jogo. 

«O F.C. Tó Madeira nasceu a partir de uma brincadeira. Eu e um amigo, o Michael, que é agora o treinador, costumávamos marcar jogos de futebol com alguns amigos do trabalho. Como os jogos eram cada vez mais frequentes e quase sempre com os mesmos jogadores decidimos fazer uma equipa para atacar a época 2011/12», conta. Foi o renascimento de Tó Madeira. Pela primeira vez com futebol real. 

A equipa foi inscrita num campeonato amador dos arredores de Londres, a Central London Sunday Super League. Os resultados é que não foram os melhores. Na primeira época, o F.C. Tó Madeira ficou em último entre nove emblemas. Apenas uma vitória e um empate. Depois, catorze derrotas. Este ano, dois jogos e outros tantos desaires.

Michael Burling, o treinador, conta-nos os objetivos para esta época: «Queremos melhorar. Um dos jogos já só perdemos 1-0 e ao minuto 85. Temos sido competitivos e queremos continuar assim. Na época passada empatámos e ganhámos os dois primeiros jogos. E perdemos os outros todos.»

Para quem ostenta nome de goleador, ainda que fictício, o F.C. Tó Madeira não tem conseguido honrar tamanha responsabilidade. «Mas treinar esta equipa tem sido muito divertido. Somos todos bons amigos e isso ajuda. Não temos cá florzinhas de cheiro a exigirem que têm de jogar», conta o técnico. 

Stuart Warren partilha a ideia e até dá um toque: há um Tó Madeira em potência na equipa. Ou melhor...havia. «O David Milmine foi o nosso melhor marcado no ano passado. Ele é rápido e um finalizador letal», garante. O problema é o amadorismo que obriga a decisões que transformam a vida. 

«Teve de ir para o Brasil em Dezembro. Ainda assim acabou por ser na mesma o nosso melhor marcador. Agora vai juntar-se ao nosso clube de fãs em Portugal», brinca Stuart Warren.

Uma coisa é certa, Michael Burling não descuraria ter o verdadeiro (se é que é possível usar esta palavra) Tó Madeira na sua equipa. «Era uma ajuda enorme», atira. 

«Trouxemos alguns jogadores novos, vamos ver se dá para melhorar. Mas falta-nos, realmente, um jogador com aquele toque especial como o Tó Madeira. Mas depois também não seria fácil segurá-lo», brinca.

 

Noticia do Push

05
Set12

«HACKERS» ACEDEM A 12 MILHÕES DE UTILIZADORES APPLE

olhar para o mundo

contas da Apple publicadas por hackers

Um grupo de piratas informáticos disse ter acedido aos dados pessoais de 12 milhões de utilizadores de iPhone e iPad através de um computador da polícia federal dos Estados Unidos (FBI).

O grupo, autodenominado AntiSec e ligado ao coletivo de «hackers» Anonymous, tem agitado a segurança informática nos últimos tempos. Agora publicou na Internet um milhão de identidades desses presumíveis utilizadores de aparelhos Apple, de acordo com a Lusa.

«Achámos que era suficiente libertar um milhão», disse o grupo, garantindo ter ocultado os dados pessoais (nomes, números de telefone, moradas, etc.) e pretender apenas alertar para as práticas da Apple, por alegadamente permitirem a identificação dos utilizadores.

Grupo «AntiSec» diz que conseguiu ter acesso aos dados através de um computador do FBIA fuga deixa ainda subentendido que o FBI estará a espiar os utilizadores da Apple.

Questionada pela AFP, uma porta-voz do FBI, Jenny Shearer, disse que a polícia federal americana não tem comentários a fazer. 

O gigante informático Apple, responsável pelos iPhone e iPad, também não respondeu à solicitação da agência de notícias francesa.

O especialista em cibercrime Peter Kruse, do grupo dinamarquês CSIS, escreveu esta terça-feira, na rede Twitter, que a fuga «é real» e confirmou que três dos seus aparelhos Apple foram pirateados.

Também Eric Hemmendinger, especialista em segurança do grupo Tata Communications, considera que a denúncia é, muito provavelmente, verdadeira, tendo em conta as fugas já realizadas pelo grupo Anonymous.

«A questão não é saber se é ou não verdade, mas saber por que é que os agentes federais têm essas informações e por que não garantiram a sua segurança», contrapôs, em declarações à AFP.

 

Noticia do Push

04
Ago12

O que as mulheres preferem: sexo ou internet?

olhar para o mundo

O que as mulheres preferem: sexo ou internet?

Está circulando na internet uma pesquisa realizada recentemente pela revista americana Cosmopolitan com 2 mil leitoras que precisavam responder: "O que você não agüentaria ficar sem durante 1 semana – sexo ou Facebook, sexo ou computador, sexo ou TV, sexo ou sms?" A resposta que deixou os internautas abismados foi que 1 em cada 5 mulheres escolheram a rede social. Além disso, 57% escolheram o computador e 50% optaram pelo celular em detrimento ao sexo. Pesquisa semelhante já tinha sido realizada pela Intel, em 2008, para conferir a importância da rede na vida contemporânea. A conclusão da pesquisa, realizada também nos EUA, foi que as mulheres preferem a rede à cama. O estudo conduzido pela empresa Harris Interactive, concluiu que quase metade (49%) das mulheres entre os 18 e 34 anos prefere navegar na internet do que fazer sexo. Dos 35 aos 44 anos, 52% das mulheres preferem a internet. Antes de ficar abismados com o resultado das pesquisas americanas, temos que nos perguntar o papel que as novas tecnologias têm assumido também na vida das mulheres brasileiras de classe média/classe media baixa.


E no Brasil: o que elas preferem?

Em abril de 2010, o ProXXIma evento que trouxe experiências e projetos de marketing e de marca do Brasil, apresentou um importante debate sobre o comportamento da mulher no mundo digital. A idéia era pensar em como essas mulheres utilizavam as redes sociais. Afinal de contas, do ponto de vista mercadológico, elas controlam 73% de compras nos Estados Unidos e 66%, no Brasil. Segundo dados da pesquisa de Sophia Mind para o “M de mulher”, 93% das suas usuárias usam redes sociais, deixando claro que a internet é a mídia mais consumida por elas. Ou seja, são mais de 32 milhões de mulheres na web, que procuram na internet conteúdos facilitadores para a sua rotina. Exatamente por isso elas buscam na internet e no celular aliados para ajudá-las nas tarefas cotidianas: informações precisas sobre como lidar com os filhos, dicas sobre o trabalho, a forma exata de aplicar maquiagem e como resolver problemas nos seus relacionamentos.
 Se levarmos em conta, então, a nova configuração da família fica fácil entender porque o público feminino faz a gestão de sua rotina através desses meios.

De acordo com o IBGE, em 2006, cerca de 30% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres e este número tende a crescer 79% em 10 anos. Além disso, aproximadamente 45% das mulheres divorciadas não se casam nunca mais. Ou seja, na “era das solidões interativas” os sites passaram a oferecer de forma gratuita um conjunto de instrumentos imensamente poderoso de comunicação e colaboração para todas aquelas que têm acesso a uma conexão de internet de banda larga. Essa democratização da tecnologia está promovendo a sociabilização da web e mudando fundamentalmente a forma com as pessoas interagem uma com as outras, ajudando mulheres sozinhas a compartilharem suas rotinas e experiências. Essa interação especializada e funcional torna-se uma espécie de guia para as mulheres modernas. As páginas da web atuam não só como a fonte de informação dirigida, mas como um verdadeiro espaço “terapêutico” e de uma troca solidária entre mulheres. Resta agora saber se, aqui no Brasil, a rede também já tomou o lugar da cama.


Retirado de Interactividade

01
Ago12

HOTMAIL MUDA DE NOME E TRAZ NOVIDADES

olhar para o mundo

Hotmail muda de nome

A Microsoft acaba de anunciar mudanças no Hotmail. Vai mudar-lhe o nome e tudo, numa tentativa de reverter as perdas de quota de mercado face ao rápido crescimento do Gmail do Google. 

O Hotmail passa a ser Outlook, um nome mais familiar para a maioria dos trabalhadores de empresas que já usavam esta ferramenta de e-mail do Office. 

Para além da nova imagem, o Outlook passa a ter links para as redes sociais e novos recursos para gerir o lixo eletrónico, que passam por serem detetadas automaticamente mensagens do tipo boletins informativos, ofertas, promoções ou atualizações de estado nas redes sociais, colocando-as em pastas separadas, segundo a Reuters. 

Novo visual, novos recursos. Tudo para competir com o crescimento cada vez mais acentuado do GmailO novo visual é limpo e organizado, privilegiando o espaço em branco, que faz lembrar, de resto, as recentes mudanças que a Google fez no Gmail. Os anúncios publicitários continuam a aparecer, claro, mas de forma mais discreta, numa coluna à direita do ecrã.

Os utilizadores podem ligar-se diretamente ao Facebook, Twitter, LinkedIn e + Google, para ver as últimas atualizações dos seus amigos e contactos. A conversação online está disponível via Facebook.

O novo serviço de correio também facilita a utilização de ferramentas da marca, como o SkyDrive para armazenar documentos ou o Office Web para trabalhar à distância. Também o Skype será de fácil acesso através do www. outlook.com.

Os últimos dados sobre o poderio do Hotmail entre os utilizadores da Internet são de junho. De acordo com a comScore, o serviço da Microsoft ainda ocupa o primeiro lugar a nível mundial, com 324 milhões de utilizadores - cerca de 36% do mercado global. 

Mas o certo é que está a perder terreno para o Gmail, o rival que mais tem crescido, e que conseguiu agarrar cerca de 31% do mercado. O Yahoo Mail mantém-se com cerca de 32%. 

 

Noticia do Push

12
Jul12

Ciberdúvidas poderá encerrar se ficar sem apoios até setembro

olhar para o mundo

O Ciberdúvias, portal online dedicado à língua portuguesa, poderá encerrar até Setembro se continuar sem apoios financeiros, alertou hoje, em Lisboa, o responsável pelo projecto, José Mário Costa.

 

O responsável falava à agência Lusa à margem de uma audição na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, que decorreu durante a tarde de hoje na Assembleia da República, onde José Mário Costa fez uma exposição das dificuldades actuais do portal.

“Tentei contactar vários possíveis mecenas, desde entidades públicas e privadas, mas todas as respostas foram negativas”, indicou à Lusa o responsável pelo portal na Internet, criado há 15 anos.

José Mário Costa foi ouvido na comissão parlamentar por iniciativa do presidente da entidade, José Ribeiro e Castro, na sequência de notícias do possível encerramento da actividade do portal, por falta de apoio financeiro.

O jornalista - um dos fundadores do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, em conjunto com o já falecido jornalista João Carreira Bom - disse aos deputados que o portal recebe 2,5 milhões de visitas por mês, provenientes de todo o universo lusófono e de falantes ou estudantes da língua portuguesa espalhados pelo mundo, “desde a China à Austrália”.

Perante os deputados dos vários grupos parlamentares, foi feita uma exposição da situação do projecto, referindo que tem recebido o apoio da Fundação Vodafone, dos CTT, do Ministério da Educação, através de dois professores de português, e funciona em instalações cedidas pela Universidade Lusófona.

Em Outubro, altura em que os CTT terminaram o apoio financeiro, “o Ciberdúvidas foi obrigado a parar parte da sua actividade, nomeadamente o consultório, que respondia habitualmente a uma centena de questões diárias”, indicou.

“Sendo o Ciberdúvidas uma associação sem fins lucrativos que faz serviço público, não seria possível assinar um protocolo com o Estado português ou com uma entidade governamental, a fim de ser viabilizado?”, foi a proposta apresentada pelos responsáveis pelo portal.

Nas contas dos responsáveis pelo projecto, o portal precisa “apenas do valor irrisório de dois mil euros mensais para continuar”, indicaram.

Todos os grupos parlamentares reconheceram a importância do projecto e fizeram algumas perguntas sobre a sua actividade e funcionamento, e o presidente da comissão parlamentar disse também que iria fazer “todas as diligências” ao seu alcance para que o Ciberdúvidas, “pela sua prestação de serviço público, continue”.

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda tinha enviado na sexta-feira passada uma pergunta formal ao secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, sobre as acções concretas que a tutela da Cultura irá promover, para garantir a continuação da actividade do Ciberdúvidas.

Contactado pela Lusa sobre o Ciberdúvidas, o gabinete de comunicação do secretário de Estado disse não ter comentários a fazer sobre esta situação.

 

Noticia do Público

12
Jul12

A PRIMEIRA FOTO PUBLICADA NA WEB

olhar para o mundo

A primeira foto publicada na Web

Faz 20 anos aquela que se apresenta como a primeira foto publicada na World Wide Web. Era uma imagem das Horríveis Cernettes, uma banda de sátira às girls bands. A imagem não é grande coisa e as Cernettes também não arrastam multidões. Mas fizeram história.

Estávamos em 1992, quando a internet dava os primeiros passos. No CERN, o Laboratório Europeu para a Pesquisa Nuclear que foi notícia há poucos dias por ter encontrado o bosão de Higgs, um cientista britânico queria ir mais longe. Tim Berners-Lee estava a colocar em prática um sistema de hipertexto que permitia colocar a informação a circular facilmente na internet através de um navegador, um browser. Era o princípio da World Wide Web.

E aqui entram as Cernettes. A banda era composta por profissionais do CERN ou namoradas de técnicos que lá trabalhavam: aliás, o seu nome completo é «Les Horribles Cernettes», a sigla do LHC, o acelerador de partículas que é a imagem de marca do laboratório. E o seu «manager» e compositor de algumas das músicas era Silvano de Gennaro, engenheiro no CERN e o outro protagonista desta história. 

Tem 20 anos e mostrava as Cernettes. A imagem não era grande coisa, mas fez históriaA 18 de Julho de 1992, elas actuaram no «Hardronic Music Festival», um evento anual no clube musical do CERN, em Genebra, e no final Silvano tirou a tal foto, para usar na capa do disco que iam editar.

Tim Berners-Lee também era amigo deles. Partilhavam todos igualmente o gosto pelo teatro, e atuavam juntos na companhia amadora associada ao CERN. E um dia Berners-Lee lembrou-se de pedir a Gennaro uma imagem das Cernettes para testar a nova funcionalidade que estava a desenvolver na sua ainda primitiva Web: fazer upload de imagens. Até então, a sua equipa tinha testado apenas colocar gráficos simples.

Gennaro passou a foto por um «scanner», tratou-a no seu Mac com a primeira versão do Photoshop, e passou o ficheiro .gif ao programador que trabalhava com Berners-Lee, Jean-François Groff. E lá foi ela para a Web, publicada no site dedicado às atividades musicais do CERN. É verdade, as Cernettes, que continuaram a existir com outras formações, também se gabam de ter sido a primeira banda com uma página na net.

Gennaro contou ao site «Motherboard» que ao princípio não percebeu qual era a ideia de meter uma imagem das Cernettes numa plataforma que era apenas usada para troca de informação entre cientistas e que «era só texto». «Não, vai ser divertido», respondeu Berners-Lee. 

E este foi o momento de viragem que a foto das Cernettes simboliza. Ela representou o início de uma mudança de rumo profunda na lógica da internet. «Para convencer a administração de que devíamos ligar o CERN à internet e não apenas a redes de proprietários, tivemos de lutar para os convencer como seria útil. Por isso é que só lá colocávamos coisas sérias. Então foi uma espécie de revolução dizer «Agora vamos fazer alguma coisa divertida com isto», resume Groff, ao «Motherboard». 

 

Noticia do Push

03
Jul12

Sistema operativo Firefox para telemóveis chega em 2013 com parcerias de peso

olhar para o mundo
O símbolo do Firefox desenhado numa plantação. A marca passou também a ser usada no sistema para telemóveis
O símbolo do Firefox desenhado numa plantação. A marca passou também a ser usada no sistema para telemóveis (AP)
O sistema operativo Firefox OS, da fundação sem fins lucrativos Mozilla, chegará ao mercado no próximo ano. Nesta segunda-feira foi anunciado o apoio de operadores de vários países e de dois fabricantes chineses.

Os primeiros smartphones Firefox OS vão ser fabricados pelas empresas chinesas ZTE e pela menos conhecida TCL Communication Technology (responsável pela marca Alcatel One Touch). A ZTE tem-se especializado no fabricado de smartphones (e de alguns tablets) de baixo custo, lançados tanto sob marca própria, como com a marca de operadores de telecomunicações. Em Portugal, a ZTE trabalha com a Optimus, Vodafone e TMN, fabricando vários aparelhos com Android e alguns com Windows Phone.

A Fundação Mozilla anunciou ainda parcerias com os operadores Deutsche Telekom, Etisalat (Emirados Árabes Unidos), Smart (Irlanda), Sprint (EUA), Telecom Italia , Telefónica (Espana) e Telenor (Noruega). Os operadores têm um papel crucial no lançamento de uma nova plataforma, já que são responsáveis por parte dos esforços de publicidade e da relação com os clientes. 

Os primeiros telemóveis com Firefox OS deverão surgir no Brasil, adianta a Mozilla, através da Vivo, marca detida pela Telefónica Brasil, que por sua vez é um grupo subsidiário da homónima espanhola. Numa nota divulgada nesta segunda-feira, a Fundação Mozilla aponta a “adopção [de smartphones] nos mercados em desenvolvimento” como uma das metas para a nova plataforma. 

O Firefox OS (que até aqui era conhecido pela designação mais críptica “Boot to Gecko” e que herda o nome do browser homónimo) aposta numa abordagem diferente das outras plataformas no mercado, ao assentar numa linguagem informática chamada HTML 5 para o desenvolvimento de todas as aplicações, o que inclui as aplicações responsáveis pelas funcionalidades básicas dos telemóveis, como o envio de SMS e as chamadas de voz.

O sistema permite que aplicações em HTML 5 (a tecnologia é normalmente usada para oferecer ao utilizador sites e aplicações sofisticadas através do browser) acedam a funcionalidades do aparelho que tipicamente só podem ser usadas pelos programadores que criam as chamadas aplicações nativas, como as que se descarregam para o iPhone, para os Android (que dominam o mercado, graças ao grande número de dispositivos para diferentes segmentos de preço) e para os equipamentos Windows Phone. 

A adopção de HTML 5 pode facilitar o trabalho de muitos programadores e ajudar à adaptação de aplicações já existentes e que usam esta tecnologia. No entanto, o Firefox OS tem um longo caminho a percorrer para rivalizar, no capítulo das aplicações disponíveis, com o Android, um sistema impulsionado pelo Google (também um dos principais parceiros da Fundação Mozilla) e que tem servido também para equipar dispositivos de baixa gama.

 

Noticia do Público

27
Jun12

IMAGINA ONDE PODE IR PARAR O QUE ESCREVE NO FACEBOOK?

olhar para o mundo
Imagina onde vai parar o que escreve no Facebook?

 

«Sabemos o que anda a fazer.» Callum Haywood, um estudante britânico de 18 anos, quer provar que os comentários que colocamos no Facebook podem ser muito mais públicos do que imaginamos. Por isso fez um site onde revela quem quer ser despedido, quem está de ressaca, quem usa drogas e quem tem um telemóvel novo.

E lá estão longas listagens de posts com revelações. Há quem diga que odeia o chefe, quem tenha mudado de telefone e apresente o novo número ao mundo (e não apenas aos amigos), quem escreva que «Deus fumou cannabis» e quem se queixe de estar de ressaca. Este é aliás o tema com mais entradas.

Callum aplicou uma ferramenta que permite recolher posts onde aparecem precisamente esse tipo de «palavras-chave», e lá vão elas parar ao seu site. E diz que o projeto Weknowwhatyourdoing.comé «uma experiência», para provar que a privacidade nas redes sociais é uma ilusão. 

Estudante lança site para provar que a privacidade nas redes sociais é ilusão. «Sabemos o que anda a fazer»«Choca-me muito o que as pessoas revelam nos seus posts públicos do Facebook, que é uma das razões por que lancei o site», explicou Callum à CNN: «Criei-o para que as pessoas tenham noção das questões que levanta colocar esse tipo de informação no Facebook sem definições de publicidade ativadas.»

O site foi lançado na segunda-feira e Callum conta que ao fim de 24 horas já tinha 120 mil visitantes únicos. Tem milhares de likes, de utilizadores do Facebbok. 

O estudante de Nottingham deixa no site um aviso a dizer que não se responsabiliza pelos comentários colocados, mas a disponibilizar-se para retirar algum post mais comprometedor, a pedido do utilizador. Mas recorda que isso não o apagará do Facebook.

 

Noticia do Push

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub