Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

Porque há sempre muito para ver e para contar

As Coisas da Cultura

15
Mar13

José Eduardo Agualusa diz que Portugal tem mais a ganhar com acordo ortográfico do que o Brasil

olhar para o mundo

José Eduardo Agualusa diz que Portugal tem mais a ganhar com acordo ortográfico do que o Brasil

Em Macau para participar no Festival Literário – Rota das Letras, o escritor angolano lembra que são as editoras portuguesas que querem entrar no mercado brasileiro.

 

O escritor angolano José Eduardo Agualusa defendeu esta quarta-feira, em Macau, que Portugal tem mais a beneficiar com o novo acordo ortográfico do que o Brasil, dado que são as editoras portuguesas que estão interessadas em entrar no mercado brasileiro.

 

 “As editoras brasileiras têm ainda imenso espaço para ocupar no Brasil, não estão preocupadas nem com Portugal nem com África, e quem está a entrar no Brasil são as editoras portuguesas. Portanto, o acordo ortográfico, desse ponto de vista, é sobretudo benéfico para as editoras portuguesas, não para as brasileiras, e se alguém fosse beneficiar seria Portugal”, disse o escritor.

 

Durante um encontro com alunos da Escola Portuguesa de Macau, no âmbito do Festival Literário – Rota das Letras, Agualusa, questionado sobre a sua posição em relação ao acordo ortográfico, disse “não ter já paciência para falar” sobre o assunto, porque ele “não é interessante”. “Defendo uma ortografia comum”, reiterou, considerando “não haver nenhuma vantagem em existir mais do que uma ortografia no mesmo espaço linguístico”.

 

Se houvesse, continuou, “porque não ter mais do que uma ortografia em Portugal, por exemplo? Os alentejanos têm o seu português, os lisboetas têm o seu português, os algarvios também, mas todos escrevem com a mesma ortografia”. O acordo ortográfico é importante, na perspectiva de José Eduardo Agualusa, “para países como Angola e Moçambique, que produzem poucos livros e importam mais, de Portugal e do Brasil e, de repente, há duas ortografias no mesmo território, o que confunde as pessoas, especialmente as que estão a chegar agora ao livro”.

 

“Nunca entendi por que houve tanta celeuma em relação ao acordo, porque é uma coisa que não interfere com a vida das pessoas”, disse, salientando que “Vasco Graça Moura errou no dramatismo, porque o que ele dizia era que o mundo ia acabar com a aplicação do acordo, era como um desastre global”. “Mas a verdade é que não conheço um único caso de diarreia, ninguém passou mal porque o acordo começou a ser aplicado”, disse.

 

O acordo ortográfico “tem uma relevância muito pequena”, mas “tem importância sobretudo para os países que importam livros”, rematou. 

14
Fev13

Aquilino, o escritor dos cafés de Paris e dos bolinhos de bacalhau

olhar para o mundo

Aquilino, o escritor dos cafés de Paris e dos bolinhos de bacalhauAquilino Ribeiro teve uma vida cheia de aventuras e combateu todas as ditaduras DR


Conferências, jantares e tertúlias marcam os 50 anos da morte de Aquilino Ribeiro. Um escritor gourmet que só sabia ser livre

 

La Closerie des Lilas era ponto de paragem obrigatória para artistas e poetas. Era neste café de Montparnasse que estabelecera a sua reputação com Émile Zola, Paul Cézanne e Théophile Gautier no final do século XIX que Aquilino Ribeiro parava muitas vezes no seu primeiro exílio parisiense. Tinha 23 anos e, como não era ainda casado, "o seu coração podia pertencer a muitas mulheres", diz Luís Machado, o escritor que coordena o programa que marca os 50 anos da morte do autor de Terras do Demo e d"O Malhadinhas. "Ao lado do café havia um espaço de bailes populares, os artistas andavam por ali, Lenine jogava lá xadrez e é até possível que Aquilino o tenha conhecido. Mas não sabemos ao certo."

Conferências, tertúlias e percursos inspirados na vida e nos livros de Aquilino Ribeiro (1885-1963) é o que propõe a Associação Portuguesa de Escritores (APE) para que este aniversário - que coincide com o centenário do seu primeiro título publicado, Jardim das Tormentas - se transforme numa oportunidade para divulgar a obra deste homem livre.

"Aquilino está injustamente esquecido, apesar das reedições a conta-gotas", garantiu ontem Luís Machado, na conferência de apresentação do programa, referindo-se a uma extensa bibliografia (mais de 100 títulos, 69 editados em vida) que abrange vários géneros, do romance ao ensaio, passando pela novela, o teatro e a narrativa histórica. "Conhecê-la é acompanhar um republicano, revolucionário e amante da liberdade. É conhecer um homem profundamente independente que combateu todas as ditaduras" - a de João Franco na monarquia, a de Sidónio Pais na I República e, claro, a de Salazar com o Estado Novo - e que, por causa disso, foi perseguido, preso e exilado.

São precisamente os exílios do escritor que Alfredo Caldeira, Fernando Rosas, José Manuel Mendes e Mário Cláudio vão explorar a 19 de Março, na Assembleia da República, em Lisboa, no segundo momento de uma homenagem que começa a 25 de Fevereiro com Aquilino - O Homem e o Escritor, encontro que leva ao Panteão Nacional, onde está sepultado, vários especialistas na sua obra.

Homem de convicções fortes que deixou para trás o seminário para se tornar jornalista, Aquilino teve um vida cheia de aventuras, que incluiu guardar dinamite que viria a explodir no seu quarto, duas fugas da prisão, anos de exílio e temporadas na clandestinidade, escondido na Beira e no Minho, territórios que conhecia bem e cujas paisagens descreve demoradamente em muitos dos seus livros.

É pelas terras do autor de O Romance da Raposa e Quando os Lobos Uivam, cuja circulação foi proibida pelo Estado Novo, que passam dois dos itinerários que o programa da APE propõe a 20 e 21 de Abril. O primeiro, guiado pelo jornalista Henrique Monteiro, tem Terras do Demo por referência, o segundo, com o escritor Mário Cláudio, passa por um dos seus romances mais populares, A Casa Grande de Romarigães.

É neste livro, centrado no dia-a-dia de um solar do Minho e em todo o ambiente rural que o rodeia, que Aquilino faz algumas das suas mais pormenorizadas referências à gastronomia tradicional portuguesa. "Aquilino é um perfeito gourmet", diz Luís Machado. "N"A Casa Grande..., onde aliás ele viveu [pertencia ao antigo Presidente Bernardino Machado, cuja filha viria a casar com o escritor], ele fala muito de gastronomia, explica os pratos, diz como e quando se devem comer."

É o interesse por gastronomia que está por trás de outro dos momentos do programa: a 27 de Maio, no Café Martinho da Arcada, em Lisboa, António Valdemar e Luís Machado conduzem um jantar cuja ementa será inspirada na obra do escritor. "Ainda não decidimos o que vamos servir, mas haverá caldo verde e bolinhos de bacalhau. Aquilino era louco por bolinhos de bacalhau." E também por lebre, carne de porco em vinha-d"alhos e, claro, truta (são célebres as suas descrições de partos com este peixe de rio), explica o coordenador do programa, que a 24 de Maio fará em Paris uma evocação histórica dos cafés por onde Aquilino passou nos seus dois exílios. "Os cafés eram palco de discussão e de criação. Lugares ideais para quem como Aquilino gostava de olhar."

 

Noticia do Público

12
Dez12

Publicar um ebook em Portugal e lançá-lo no mercado universal nunca foi tão fácil

olhar para o mundo

Publicar um ebook em Portugal e lançá-lo no mercado universal nunca foi tão fácil

O grupo LeYa apresentou na terça-feira uma nova ferramenta que permite a qualquer pessoa publicar um ebook.

 

Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro... Se publicar um livro faz parte dos planos de muitos portugueses, a maior parte acaba por nunca o conseguir fazer. Passar no crivo das editoras é uma tarefa difícil e, depois de muito penar, muitos dos candidatos a escritores arrumam os manuscritos nas gavetas.

 

Mas a explosão da literatura e do mercado livreiro no universo digital veio mudar as regras do mercado, e publicar uma obra parece nunca ter sido tão simples (e barato). A autopublicação tornou-se a opção de cada vez mais autores. Portugal não é excepção e tem desde ontem um serviço online dedicado à autopublicação em português.

 

A aposta é na língua portuguesa e a iniciativa é da editora LeYa, que quer pôr mais pessoas a publicar, e para a semana começa a funcionar no Brasil. O projecto consiste numa plataforma que tem como nome Escrytos e que permite a qualquer pessoa editar gratuitamente uma obra em formato electrónico, tendo para isso apenas de se registar no site www.escrytos.com. A partir daí, é-lhe apresentada uma série de possibilidades, umas pagas outras não, que vão desde o desenho da capa do livro, ao tipo de letra e à promoção da obra (book trailer, press releases). E caso o autor esteja disposto a investir ainda mais, pode, mediante pagamento calculado através do número de caracteres, pedir aconselhamento editorial ou a própria revisão da obra.

 

"Com isto estamos não só a incentivar quem escreve como a criar mercado para os editores", disse na apresentação Isaías Gomes Teixeira, presidente executivo da LeYa, explicando que existe já uma carteira de editores, a trabalhar em outsourcing, que ficarão responsáveis pela revisão das obras. "Há muitos bons editores que estão no desemprego e que têm aqui uma oportunidade."

 

Depois de publicado, o livro ficará imediatamente disponível para venda nas várias lojasonline com que a LeYa tem parcerias, como a Amazon, a Google, a Apple, a Barnes & Noble, a Livraria Cultura, no Brasil, ou a Kobo, na Fnac.pt. "E mais parcerias são avaliadas diariamente", disse Isaías, acrescentando que a internacionalização dos autores é também uma das missões desta plataforma. "O número de livros que chegam aqui à LeYa é a prova de que existem muitos autores que querem ver os seus trabalhos publicados e por isso pensámos uma ferramenta para pessoas que gostam de escrever mas que não percebem nada [a nível informático ou de edição]", referiu o responsável, que não teme que a facilidade de publicação lhe afaste os escritores das editoras do grupo. "São máquinas diferentes", diz, admitindo que podem aparecer nesta plataforma obras que possam interessar depois à editora. 

 

Paulo Ferreira, consultor editorial da Booktailors, aplaude a iniciativa, mas alerta para a falta de um editor neste processo que ajude a seleccionar o que realmente interessa, já que qualquer pessoa pode publicar qualquer trabalho. "Este é o grande drama, a falta de um crivo, alguém que tenha lido o original e que lhe tenha acrescentado algum valor", disse ao PÚBLICO, explicando que "já há muita gente a escrever, é preciso é perceber se há público para ler."

 

Também José Afonso Furtado, ex-director da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian e especialista na área do livro, alerta para a multiplicação de títulos e a falta de regulação na publicação das obras. "No meio de um milhão de livros como é que se sabe qual é que vale a pena ler?", questiona Furtado. "É bom que continuem a existir editores tradicionais com um catálogo que actuem como mediadores", continua, ressalvando que a autopublicação já existe há muitos anos.

 

"Ainda é demasiado cedo para se poder avaliar o impacto disto no mercado, mas o futuro é por aqui, resta saber se é bom ou mau", diz Zita Seabra, directora editorial da Alêtheia Editores, que já há muito tempo tem um serviço de autopublicação através de impressão a pedido.

 

 

 

Noticia do Público

12
Out12

Nobel da Literatura para escritor chinês Mo Yan

olhar para o mundo
Nobel da Literatura para escritor chinês Mo Yan
O Prémio Nobel da Literatura 2012 foi atribuído ao escritor chinês Mo Yan, anunciou hoje a Academia Sueca, em Estocolmo.

 

"Com um realismo alucinatório, [Mo Yan] funde contos populares, história e o contemporâneo", justificou a Academia Sueca, no anúncio do laureado.

 

A Academia explicou ainda que «com uma mistura de fantasia e realidade, perspectivas históricas e sociais», Mo Yan criou um universo que «faz lembrar a complexidade da escrita de William Faulkner e Gabriel Garcia Marquez ao mesmo tempo que procura um ponto de partida na literatura chinesa antiga e na tradição oral».

 

Mo Yan, de 57 anos, pseudónimo do escritor Guan Moye, tem publicada em Portugal a obra «Peito grande, ancas largas».

 

Mo Yan recebe o Nobel da Literatura 12 anos depois do autor chinês Gao Xingjian ter sido distinguido com o mesmo prémio.

 

O Nobel da Literatura, considerado o mais prestigiado das letras, tem um valor monetário de 926 mil euros.

 

De acordo com a Academia Sueca, a crise económica internacional ditou uma redução do valor do prémio, que desceu de 1,1 milhões de euros para 926 mil euros.

 

Tornou-se soldado e foi no exército que começou a escrever, acabando por se tornar professor.

 

Noticia do Sol

25
Set12

A Fnac.pt começou segunda-feira a vender ebooks com a Kobo

olhar para o mundo
Segundo a revista Wired, o Kobo é
Segundo a revista Wired, o Kobo é "o melhor ereader" (AFP)

Tal como em França, em Portugal a Fnac associou-se à canadiana Kobo para vender ereaders e ebooks em mais de 60 línguas.

 

Desde segunda-feira à tarde, o site Fnac.pt disponibiliza mais de 3 milhões de ebooks em 60 línguas, dos quais mais de 5000 são em língua portuguesa.

Tal como em França, a Fnac em Portugal fez uma parceria com a empresa canadiana Kobo, especializada em ebooks e dispositivos electrónicos de leitura, os ereaders. O projecto foi apresentado numa conferência de imprensa, em Lisboa, em que a directora-geral da FNAC Portugal, Cláudia Almeida e Silva, disse ter "grandes expectativas para este mercado [do livro electrónico] tendo em conta que um em cada três portugueses compra livros na Fnac". 

Michael Tamblyn, da Kobo, explicou que a sua empresa acredita no comércio local e por isso se tem associado, nos vários países onde já se encontra (dos EUA à Europa e também Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong e Japão), quer aos editores (ajudando-os a entrarem no mercado digital) quer a livreiros e cadeias de livrarias locais, tentando olhar para as diferenças desses mercados. Uma estratégia diferente da seguida pela concorrente Amazon, por exemplo. "Estamos focados nos leitores e no que eles querem, no amante dos livros e no que ele deseja. Acreditamos que, no final, isto não é um desafio tecnológico é um desafio na maneira de vender livros. Por isso as livrarias são tão importantes e não há ninguém tão importante como um livreiro para familiarizar as pessoas com uma nova ideia", acrescentou. 

Prometeu que no futuro irá aprofundar a relação com os editores portugueses e aumentar o catálogo português, não querendo porém falar do que se vai passar no Brasil. Que vão ser mais "proactivos" e "ter ebooks à venda mais rápido" do que outros vendedores em Portugal, tal como já fizeram noutros mercados. 

No entanto, para já, os ebooks em língua portuguesa disponíveis na Fnac.pt são os mesmos já disponíveis noutros sites, como a Leya Mediabooks, Wook online ou a iBooks da Apple. "Neste momento, temos todos os livros digitais disponibilizados pelos nossos editores, tudo o que está convertido em formato digital. Acredito que em breve este catálogo nacional vá crescer de forma significativa, mas será uma opção dos editores", explicou a directora-geral da FNAC Portugal. E nem o preço dos ebooks na Fnac será diferenciador. "O preço é definido pelo editor e a regra será sempre que seja inferior ao livro em papel em 15% a 20%". À pergunta "então o que nos fará comprar o ebook na Fnac?", Cláudia Almeida e Silva respondeu: "A grande diferença é juntar o conteúdo com o equipamento." Por isso ontem foi também apresentado o Kobo Touch, disponível em exclusivo na Fnac por 119,90€ e 99,90€, para os detentores do cartão FNAC. A revista Wired em Janeiro 2012 considerou-o o "melhor ereader", face ao Nook, Kindle e Sony Reader.

 

Noticia do Público

31
Ago12

Ensaio sobre a Lucidez é o terceiro livro de Saramago a ser traduzido em chinês

olhar para o mundo

 

José Saramago é o único autor de língua portuguesa galardoado com o Nobel da Literatura

José Saramago é o único autor de língua portuguesa galardoado com o Nobel da Literatura (Nuno Ferreira Santos)

 

A versão chinesa do romance de José Saramago Ensaio sobre a Lucidez, assinada por um dos mais experientes tradutores chineses de português, Fan Weixin, é lançada até final de 2012, disse nesta sexta-feira à agência Lusa fonte da editora.

 

Este é o terceiro título de José Saramago (1922-2010) publicado na China, depois deMemorial do Convento e Ensaio sobre a Cegueira, ambos traduzidos também por Fan Weixin.

Ensaio sobre a Lucidez, originalmente publicado em 2004, será lançado na China pela Thinkingdom Media Group, uma editora privada cujo catálogo inclui obras de Gabriel Garcia Márquez, Murakami Haruki, Toni Morrison e Paulo Coelho. 

A editora, fundada há uma década, tenciona reeditar Ensaio sobre a Cegueira ainda em 2012 e Memorial do Convento no próximo ano, adiantou a mesma fonte. 

Único autor de língua portuguesa galardoado com o Nobel da Literatura, em 1998, José Saramago esteve na China um ano antes de ser distinguido pela Academia Sueca. Foi a sua única visita àquele país e coincidiu com o lançamento da tradução chinesa de Memorial do Convento.

Fan Weixin, 72 anos, já traduziu também mais de uma dezena de obras de outros autores portugueses e brasileiros, entre os quais Jorge Amado, Erico Veríssimo, Eça de Queiroz e Miguel Torga. 

Jornalista reformado da secção portuguesa da Rádio Internacional da China, Fan Weixin fez parte da primeira turma de português criada na Republica Popular da China em 1960.

 

Noticia do Público

27
Ago12

Murakami é o favorito nas apostas para o Nobel da Literatura

olhar para o mundo

Segundo as apostas, Murakami tem 1 em 10 hipóteses de vencer o Nobel

Segundo as apostas, Murakami tem 1 em 10 hipóteses de vencer o Nobel (Foto: Reuters)

 

Ainda faltam cerca de dois meses para se saber quem é o Prémio Nobel da Literatura deste ano mas no site de apostas Ladbrokes já há vários nomes referenciados. O japonês Haruki Murakami é, neste momento, o favorito, seguido do chinês Mo Yan e do holandês Cees Nooteboom.

 

Apesar de nem sempre se reflectir na escolha da Academia Sueca, que a esta altura também ainda não sabe quem será o escritor escolhido, o mercado das apostas é sempre um indicador. Pelo menos indica aqueles que maior probabilidade têm a partir de uma lista de cem escritores favoritos.

O vencedor da edição do ano passado, o poeta sueco Tomas Tranströmer, aparecia nesta lista em segundo lugar, atrás do sírio Adonis, que era apontado como o grande favorito, segundo o Ladbrokes com hipótese de ganhar o prémio de 1 em 4. Este ano, Adonis caiu na lista para o quinto lugar (1 em 14).

O favorito deste ano, para já, é então Haruki Murakami, que este ano editou “IQ84”, com hipóteses de vencer o Nobel de 1 em 10. Logo a seguir estão dois novos nomes na lista, Mo Yan e Cees Nooteboom, ambos com 1 em 12. No top 10 surgem ainda Philip Roth e Amos Oz, com 1 em 16.

António Lobo Antunes, que já no ano passado integrou a mesma lista, surge a meio da tabela, com 1 hipótese em 50. Até Outubro, mês em que o Nobel é anunciado, é provável que esta lista ainda sofra algumas alterações.

Até lá o vencedor é uma incógnita. No início do ano, Peter Englund, presidente da Academia Sueca, revelou que dos 210 escritores nomeados ao Nobel, 46 foram escolhidos pela primeira vez, como é o caso dos dois autores que se seguem a Murakami. 

 

Noticia do Público

10
Jul12

Obra completa de Eugénio Andrade começa a ser publicada em Agosto

olhar para o mundo
Obra completa de Eugénio Andrade começa a ser publicada em Agosto

A editora Assírio & Alvim inicia em Agosto a edição da obra completa do poeta Eugénio de Andrade, falecido em 2005, incluindo a prosa, as traduções e as antologias que organizou, disse hoje à Lusa fonte editorial.

 

«O primeiro livro é editado no dia 1 de Agosto e integra os primeiros títulos do poeta: ‘As mãos e os frutos’, ‘Os amantes sem dinheiro’ e ‘Até amanhã’. Os livros a editar constituirão a colecção ‘Obras de Eugénia de Andrade’, criada propositadamente», disse fonte do grupo Porto Editora, que integra a Assírio e Alvim.

 

«No final da publicação de toda a poesia e da prosa serão publicados, em 2019, a ‘Poesia Completa’ e a ‘Prosa Completa’, títulos ainda por decidir», acrescentou a mesma fonte.

 

O plano editorial, ao qual a Lusa teve acesso, estabelece as etapas da publicação dos cerca de 30 títulos do poeta Eugénio de Andrade. Depois dos três títulos a editar em Agosto, o título seguinte, ‘Ostinato Rigore’, deverá chegar às livrarias em Janeiro do próximo ano.

 

«A publicação seguirá a ordem cronológica pela qual os títulos saíram», referiu a mesma fonte.

 

«Serão também editados diversos livros de poesia que Eugénio de Andrade organizou e traduziu, designadamente de García Lorca, Safo, Mariana Alcoforado e a antologia ‘Trocar de Rosa’, bem como os dois livros infantis que escreveu, ‘Égua Branca’ e ‘Aquela Nuvem e Outras’», disse a mesma fonte.

 

O plano inclui «algumas antologias que Eugénio de Andrade preparou, nomeadamente a ‘Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea’, ‘Poemas Portugueses para a Juventude’, ‘Sonetos de Camões escolhidos por Eugénio de Andrade’ e ‘Versos e Alguma Prosa de Luís de Camões’».

A publicação da obra completa de Eugénio de Andrade, distinguido em 2001 com o Prémio Camões, «é uma aposta forte do grupo Porto Editora», disse à Lusa o editor Manuel Alberto Valente, afirmando que «o conhecimento da obra do poeta foi prejudicado por uma edição muito irregular dos seus títulos».

 

«Eugénio de Andrade é um dos grandes poetas portugueses do século XX, e a sua obra irá agora ficar, totalmente, à disposição do leitor para o ler e o descobrir», disse.

 

Eugénio de Andrade é o pseudónimo literário de José Fontinhas nascido na Póvoa de Atalaia, no Fundão, a 19 de Janeiro de 1923. Publicou o seu primeiro poema, “Narciso”, em 1939. Em 1942 publicou “Adolescente” e torna-se conhecido em 1948 com a publicação de “As mãos e os frutos”.

 

Desde 1947, e durante 35 anos, foi inspector administrativo do Ministério da Saúde. Em 1950 fixou residência no Porto, onde faleceu no dia 13 de Junho de 2005.

 

Além do Prémio Camões, Eugénio de Andrade recebeu várias distinções, entre elas, o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários, em 1986, o Prémio D. Dinis/Casa de Mateus de 1988 e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, em 1989.

 

Noticia do Sol

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub