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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

09
Dez13

Do Papa a Miley Cyrus, 2013 pelas conversas do Facebook

olhar para o mundo

Papa Francisco

A rede social compilou os assuntos mais populares entre os utilizadores ao longo do ano.

 

Não é novidade que no Facebook se fala de gatos, dos grandes e pequenos acontecimentos mundiais, e de assuntos que há alguns anos eram considerados da esfera privada. Os temas mais populares entre os utilizadores ilustram a miscelânea de conversas que nos ocuparam ao longo de 2013. Do Papa Francisco a Mandela, passando por Miley Cyrus e pelos inevitáveis fenómenos de absurdo viral.

 

O Papa argentino, eleito em Março após a renúncia ao cargo por parte de Bento XVI, encabeça a lista dos dez assuntos mais populares no Facebook, uma compilação feita tendo em conta o número de vezes que cada termo e palavras-chave relacionadas foram mencionados nos muito milhões de publicações.

 

Para além da atenção com que é sempre seguida a escolha de um novo Papa, Francisco protagonizou vários episódios que deram que falar: lavou os pés a duas raparigas, uma das quais muçulmana; abraçou um homem com o rosto deformado, numa fotografia que circulou pela Internet; deslocou-se ao Brasil,ignorando algumas das regras de segurança e aproximando-se dos muitos fiéis que o esperavam na rua.

 

O segundo tema mais referido pelos utilizadores foi “eleições”. Aqui, porém, não há uma leitura global. Eleições nacionais em vários países (entre os quais Índia, Quénia, Irão e Itália) foram responsáveis pela proeminência do termo, explica o Facebook.

 

Seguem-se na lista “bebé real” (em Julho nasceu o filho do príncipe William, herdeiro do trono britânico, e de Kate Middleton, num evento que foi amplamente mediatizado em todo o mundo) e “tufão” (no mês passado, oHayan devastou várias cidades das Filipinas e matou quase seis mil pessoas).

 

A meio da tabela, os responsáveis do Facebook parecem confundir-se. A lista apresentada num comunicado à imprensa difere da que é mostrada numgráfico na página que agrega os dados sobre 2013. O PÚBLICO contactou a empresa, mas não obteve esclarecimentos em tempo útil.

 

Numa das listas, o quinto lugar é de Margaret Tatcher. A antiga primeira-ministra britânica foi responsável por uma revolução ideológica no Reino Unido, transformando-o numa economia liberal, numa mudança cujas consequências ultrapassaram as fronteiras do país. Morreu em Março, aos 87 anos, na sequência de um acidente vascular cerebral.

 

Um tema viral na Internet e replicado em inúmeros vídeos surge em quinto ou em sexto lugar, consoante a lista consultada. Chama-se Harlem Shake e os incontáveis vídeos publicados online são todos variantes do mesmo conceito: alguém começa a dançar ao som da música Harlem Shake, do DJ e produtor americano Baauer, enquanto todos os que o rodeiam parecem completamente desinteressados. Num dado ponto da música, há um corte e toda a gente aparece a dançar freneticamente.

 

O outro sexto lugar é da palavra “inundação”. Houve várias ao longo do ano, em vários pontos do mundo. Algumas causaram dezenas de mortos.

Na sétima posição está a agora polémica Miley Cyrus. Ser uma celebridade entre adolescentes, por si, não seria suficiente para o lugar de destaque na conversação global (Cyrus é a única artista na lista dos temas mais populares). Em Agosto, a cantora, outrora artista infanto-juvenil, fez uma actuação sexualmente sugestiva nos prémios MTV, que incluiu uma dança conhecida como twerk. Em transição para a idade adulta, Cyrus protagonizou outros episódios polémicos, como o vídeo em que aparece quase nua em cima de uma bola de metal e uma acesa troca de mensagens com Sinead O’connor.

 

A maratona de Boston foi o oitavo assunto mais falado no Facebook. O evento anual daquela cidade foi marcado por um atentado bombista, em que morreram três pessoas e ficaram feridas cerca de 260. Entre os feridos, vários tiveram de ser amputados.

 

Em nono está a Volta a França, que teve este ano a 100.ª edição. Mas o assunto foi provavelmente mais discutido depois de o antigo ícone do ciclismo Lance Armstrong ter admitido, em Janeiro, que tinha recorrido a doping nas sete voltas que vencera. As suspeitas recaíam há muito sobre o americano e a confissão foi feita numa entrevista à popular apresentadora Oprah Winfrey.

 

No final da lista surge Nelson Mandela. O ícone da luta contra o apartheid, e primeiro Presidente negro sul-africano, morreu no dia 5 de Dezembro, aos 95 anos, em Joanesburgo. Mandela, que esteve preso durante 27 anos, foi recordado no mundo inteiro. “Não enterraremos nas nossas vidas um homem mais incrível e marcante do que Nelson Mandela. O verbo é intencionalmente no plural. Mandela não é da África do Sul, é do mundo. No século XX, ninguém como ele simbolizou o ‘homem bom’”, escreveu o PÚBLICO, em editorial.

 

JOÃO PEDRO PEREIRA 

 

Retirado do Público

13
Jan13

Amor,sexo, e internet em 2013

olhar para o mundo

O que esperar do próximo ano em questões que envolvem comportamento, saúde e sexualidade dos jovens, temas frequentes desta coluna? Quando se trata desses assuntos, é importante lembrar que é difícil fazer previsões de curto prazo. Novos padrões se estabelecem de forma gradual, e as mudanças, quando acontecem, tendem a ser processos prolongados. De qualquer forma, vamos arriscar alguns palpites do que esperar em 2013.

Sexo: a tendência a um início precoce deve continuar. Há alguns anos, trabalha-se com a perspectiva de que metade dos garotos e um terço das garotas iniciam a sua vida sexual antes dos 15. Ao encerrar o ensino médio, três em cada quatro jovens já fazem sexo. O diálogo sobre o tema, em casa e na escola, deveria ser reforçado. Que pais conseguem conversar sobre isso com os filhos?

Aids: apesar de a epidemia estar, segundo o Ministério da Saúde, sob controle, foram notificados 39 mil casos novos em 2011, o maior número de registros dos últimos anos. Mais da metade em jovens de 15 a 24 anos. Isso acentua a necessidade de reforçar a prevenção nessa faixa etária. Se o garoto faz sexo com outros homens, o risco é ainda maior. A maioria dos casos novos em jovens acontece entre homo e bissexuais.

Gravidez precoce: embora haja uma tendência de queda da gestação na adolescência em praticamente todo o país, muitas garotas de nível social mais baixo ainda enxergam na maternidade um projeto de vida. Sem perspectivas de crescimento pessoal, muitas copiam o modelo das mães e avós e engravidam cedo. A nova gestação, em geral, reforça um ciclo de abandono por parte do parceiro e de distanciamento da educação e do sucesso profissional. Se houver uma manutenção da estabilidade econômica no país e de projetos sociais eficazes, essa situação pode melhorar.

O vazamento de fotos e vídeos com conteúdo íntimo na internet continuará  

Prevenção: se dá para remediar, por que prevenir? No universo de vida do jovem, onde o tempo é curto e a pressa é grande, tudo acontece rápido. As preocupações estão muito mais voltadas para aqui e agora, do que para um incerto futuro distante. Para que perder tempo se protegendo e se prevenindo, quando pode haver uma solução mais rápida e imediata se algum problema aparecer? Não é à toa que o consumo de anticoncepcional no país ainda é baixo entre os jovens e que o uso consistente da camisinha tem caído ano após ano. Em contrapartida, a pílula do dia seguinte, um método de emergência, é tomada cada vez mais. Essas tendências devem se manter no próximo ano.

Internet: cada vez mais jovens passarão mais tempo na rede. Com o crescimento da banda larga e do Wi-Fi em casa e com a profusão da venda de tablets, PCs e smartphones, não deve causar espanto se um jovem trocar almoço, jantar e televisão pela internet. Menos horas de sono e de estudo pela frente! Em compensação, maior risco de exposição na rede e de invasão e evasão da privacidade. Episódios de vazamento de fotos e vídeos de conteúdo mais íntimo devem continuar a pipocar. É fundamental discutir a questão da conduta na rede para evitar riscos e exageros.

Bebida: da mesma forma que sexo começa cedo, o contato com a bebida também. Na geração em que tudo é precoce, é importante o cuidado para evitar que problemas maiores apareçam. Pressionado a tomar decisões, muitas vezes nos momentos em que a maturidade ainda não deu as caras em sua vida, o jovem pode se expor a riscos. Pesquisas mostram que um em cada sete jovens que começam a beber terá complicações como abuso e dependência. Sem contar os riscos de acidentes de trânsito associados ao consumo de álcool. Houve uma explosão de casos em 2012. A lei promete vir mais dura em 2013, mas será que os jovens entenderão o impacto que isso pode ter em sua vida?

Consumo: cada vez mais o jovem pressionará seus pais para ganhar tecnologia. E essa pressão pode começar muito cedo. Se consumir é importante para essa geração, o que dizer, então, de produtos que agreguem a possibilidade de conexão com o mundo, uma das razões de existir para eles. Tablets, smartphones, netbooks e tudo o que seja fácil de carregar e rápido de conectar será motivo de muito choro, pedido insistente e chantagem emocional. 

 

Retirado de Época

01
Jan13

O que muda em 2013 nos impostos

olhar para o mundo

O que muda em 2013 nos impostos

 

Quando em 2011 se olhava para 2012, esse era “o ano de todos os medos”. Um ano de austeridade num país habituado a viver em crise. Este ano volta a ser de aperto de cinto. Das mais pesadas às menos abrangentes, um breve retrato de medidas que vão pesar no bolso dos portugueses em 2013.

 

1. Menos escalões de IRS, taxas mais pesadas O número de escalões do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) foi reduzido, passando a haver mudanças nas respectivas taxas à colecta. Em vez dos actuais oito escalões, há apenas cinco. Todos sofrem um agravamento.

Até aos 7000 euros de rendimento colectável, é aplicada uma taxa de 14,5%. Dos 7000 aos 20 mil euros, a taxa normal é de 28,5% e a taxa média de 23,6%. No terceiro escalão, dos 20 mil aos 40 mil euros de rendimento, a taxa normal é de 37% e a média de 30,3%. Para quem tem um rendimento dos 40 mil aos 80 mil euros, é aplicada uma taxa de 45%, sendo a taxa média de 37,65%. Para os rendimentos mais altos, superiores a 80 mil euros, a taxa sobe para 48%.

Com as mexidas nos escalões, há também mudanças nos limites de deduções à colecta, por exemplo, de despesas com saúde e educação. A somar a isto há que contar com a introdução da sobretaxa de 3,5% e uma taxa adicional de 2,5% para o escalão mais elevado, a chamada “taxa de solidariedade”.
 
2.A sobretaxa de 3,5%
O agravamento de IRS não se limita à recomposição dos escalões. Além destas mexidas, é preciso ter em conta o facto de todos os meses ser aplicada uma sobretaxa de 3,5% na retenção na fonte. Este agravamento é sentido no bolso dos contribuintes a partir desta terça-feira, na mesma altura em que esta receita começa a entrar nos cofres do Estado.
 
3.Subsídios diluídos ao longo do ano
Para aliviar o impacto do aumento da factura fiscal, o Governo decidiu uma modalidade diferente para o pagamento dos subsídios de férias e Natal – embora em termos anuais as mudanças não compensem a perda de rendimento mensal. Isto tanto para os funcionários públicos e os trabalhadores do privado como para os pensionistas.
 
À função pública é cortado o subsídio de férias, enquanto o de Natal é diluído pelos 12 meses do ano (o subsídio de férias é cortado na totalidade para quem recebe mais de 1100 euros brutos mensais e parcialmente para quem recebe mais de 600 euros).
 
Quem trabalha no privado recebe os dois subsídios. Metade do 13.º mês é entregue em duodécimos e o mesmo acontece com metade do 14.º. Os restantes 50% de cada um deles são pagos nos períodos habituais.
 
No caso dos reformados que sofrem corte (pensões acima de 600 euros), o subsídio de Natal também é pago em duodécimos, enquanto o de férias é pago integralmente no período habitual. Em todos os casos, a tributação dos subsídios pagos em duodécimos é feita em separado em relação ao salário mensal
.
4.Taxa de 28% sobre os rendimentos de capital
O agravamento da carga fiscal para nível-recorde, que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, reconheceu tratar-se de um “enorme aumento de impostos”, não se fica por aqui. Se já em Setembro passado o Governo subiu a tributação sobre os rendimentos de capitais de 25% para 26,5%, agora em 2013 estes voltam a subir para 28%. A mesma taxa é aplicada às mais-valias mobiliárias, nomeadamente as que são obtidas em bolsa.
 
5.Subida de imposto sobre imóveis mais valiosos
Foi posta em marcha como medida extraordinária em 2012 e mantém-se em 2013: os impostos a cobrar sobre os imóveis com o valor de um milhão de euros ou mais sofrem um agravamento de 1%. À taxa do IMI aplicada ao imóvel, soma-se uma nova taxa aplicada em sede de Imposto de Selo.
 
6.O IMI e a cláusula de salvaguarda
No meio de uma crise política na coligação quando o Orçamento do Estado ainda estava em aberto, o Governo acabou por ceder, em Outubro, nas mexidas no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que agora entram em vigor. A cláusula de salvaguarda mantém-se, mas não trava o aumento do imposto acima dos 75 euros para muitos proprietários que sofrem reavaliação patrimonial em curso.
Fica isento de aumento quem tem rendimentos mais baixos. Para os restantes, porém, quando é aplicada a cláusula, os proprietários podem ficar sujeitos ou a esses 75 euros ou a um terço do aumento que decorre da reavaliação do imóvel.
 
7.Electricidade aumenta 2,8%
O aumento do preço da electricidade não decorre de decisão do Governo, mas da entidade reguladora do sector, a ERSE, a quem cabe decidir as tarifas em função de uma série de variáveis. Para cerca de 5,6 milhões de consumidores, haverá um aumento médio do preço de 2,8% já a partir deJaneiro (podendo haver mais ao longo de 2013).
Nesta fase de transição, enquanto os consumidores podem começar a mudar de fornecedor de electricidade, as tarifas fixadas pela ERSE aplicam-se a quem está no chamado mercado regulado, ou seja, a larga maioria de consumidores que ainda não escolheu o novo operador. O agravamento traduz-se num aumento de 1,24 euros para quem paga, em média, 46,5 euros de electricidade por mês.
 
8.Tabaco
Mais uma fonte onde o Governo conta ir buscar receita fiscal é através do aumento do imposto sobre o tabaco. No caso dos cigarros, a subida fica próxima dos 10%, menos do que no tabaco de enrolar, que terá uma subida de 19%. Com estas mexidas, o Executivo aponta para uma receita adicional de 36,4 milhões de euros, para 1386,4 milhões de euros.
 
9.Novo imposto sobre os jogos da Santa Casa
Euromilhões, Totoloto, Joker, Totobola, Lotaria Clássica, Lotaria Popular e Lotaria Instantânea (a famosa “raspadinha”): quem, a partir de agora, ganhar um prémio de um jogo social com um valor igual ou superior a 5000 euros terá de pagar um imposto de 20%.
A nova taxa é aplicada em sede de Imposto de Selo. A medida abrange todos os jogos sociais geridos pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Com o novo imposto, o Governo estima um encaixe de 55 milhões de euros.
 
10. Os automóveis de alta cilindrada
O Imposto Único de Circulação é actualizado de acordo com a inflação. O Governo espera arrecadar 198,6 milhões de euros com este imposto em 2013. Já os veículos ligeiros e motociclos de alta cilindrada, embarcações de recreio e jactos particulares têm um agravamento de 10%.
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