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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

30
Out12

Sporting continua a descer

olhar para o mundo

Sporting continua a descer

E pronto, foi a última exibição em Alvalade de “Ocean’s Eleven”, filme de fraca qualidade e que nunca acabou bem. Nesta segunda-feira, em Alvalade, o Sporting orientado por Oceano Cruz voltou a não conseguir vencer, ficando-se por um empate sem golos com a Académica de Coimbra.


O saldo do antigo capitão desde que ocupou o lugar de Ricardo Sá Pinto no banco “leonino”: três derrotas e um empate em quatro jogos, deixando a equipa fora da Taça, quase fora da Liga Europa e no décimo lugar da liga portuguesa, a dez pontos dos dois primeiros e a dois da linha de água. Nas bancadas, Francky Vercauteren, o senhor que se segue, terá ficado com a sensação que vai ter de começar do zero.

O que o técnico belga viu foi uma equipa que parecia estar a jogar junta pela primeira vez, sem saber o que fazer em nenhum aspecto do jogo, orientada por um interino que não deixou a sua marca nem melhorou o que quer que fosse em relação à gestão anterior. Nem um “flash” de criatividade, uma jogada individual de ruptura, um passe com critério para uma desmarcação intencional. Pelo contrário, passes que nunca encontravam bom destino, remates que nunca causavam perigo e a Académica, mesmo com mais de meia equipa nova em relação ao jogo da Liga Europa, era quem estava mais tranquila no jogo.

Oceano foi para lá de conservador a escolher a equipa. Havia, desde logo, um défice de criatividade naquele meio-campo, com Rinaudo, Schaars e Adrien, mais Pranjic a surgir pelo flanco esquerdo. Apenas Viola e Wolfswinkel eram jogadores marcadamente de ataque. Mas, se a ideia era defender com eficácia, objectivo também falhado. E, aos 20 minutos de jogo, já só se ouviam assobios. À formação de Coimbra, só lhe bastava posicionar-se bem, nem era preciso nenhum autocarro para travar as débeis tentativas atacantes dos “leões”, mas também, verdade seja dita, pouco contribuiu para elevar a qualidade do jogo acima do mau.

Entre os dois guarda-redes, quem teve mais trabalho foi mesmo Rui Patrício, o único do Sporting que vai mantendo um nível elevado. Foi ele o protagonista do momento do jogo, aos 60’, quando Marinho, que marcara o golo que derrotara o Sporting na final da Taça, lhe tentou fazer um “chapéu” após um passe errado de Gélson Fernandes. O guarda-redes da selecção compensou o seu adiantamento com uma defesa quase impossível.

Em desespero, Oceano foi lançando no jogo Izmailov e Betinho, o avançado que vem da equipa B, mas pouco mudou. Viola e Wolfswinkel foram os mais inconformados e o holandês esteve mesmo perto do golo aos 76’, com um remate a que o guardião academista Ricardo se opôs bem. O Sporting ainda reclamou um atraso de Júnior a Ricardo e tinha razão, mas não for por isso que não conseguiu bater ontem a Académica. Foi porque não mostrou nada que se recomende e, nesta altura do campeonato, mais de dois meses depois do primeiro jogo oficial (e um saldo de duas vitórias, seis empates e cinco derrotas em 13 jogos), é muito mau sinal. A Vercauteren, o presidente Godinho Lopes pediu uma classificação para o Sporting ir à Liga dos Campeões no próximo ano. Pelo que se viu ontem e pelo que se tem visto, parece um objectivo demasiado ambicioso.

POSITIVO
Rui Patrício
No meio do desastre que é, actualmente, a equipa do Sporting, é o guarda-redes da selecção nacional quem vai evitando males maiores. Ontem, salvou um golo quase certo.
Meio-campo da Académica
A formação de Coimbra não foi muito ambiciosa no ataque, mas foi um exemplo de eficácia a preencher os espaços que lhe permitiu interromper sem grandes problemas os ataques desorganizados do Sporting. Cleyton foi o homem em maior destaque.

NEGATIVO
Sporting
Quase um mês depois da saída de Sá Pinto, o Sporting continua na mesma. Oceano falhou na recuperação anímica e resta saber o que Vercauteren vai conseguir fazer. Tem de fazer milagres, se quiser ir à Champions como lhe pediu Godinho Lopes (que ontem ouviu alguns adeptos, com muito vernáculo pelo meio, exigir que se demita).

Ficha de Jogo
Sporting, 0
Académica, 0

Jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

Assistência 25.056 espectadores


Sporting Rui Patrício; Arias (Gelson, 46’), Boulahrouz (Betinho, 70’), Rojo, Insúa; Rinaudo, Schaars, Adrien (Izmailov, 59’), Pranjik, Viola, Wolfswinkel. Treinador Oceano.

Académica Ricardo; Rodrigo Galo, Flávio, Júnior Lopes, Nivaldo; Keita, Makelele, Cleyton (Ogu, 90’+3’); Marinho, Afonso (Wilson Eduardo, 66’) e Salim Cissé. Treinador Pedro Emanuel.


Árbitro Bruno Esteves (Setúbal) Amarelos Flávio (16’), Galo (34’), Adrien (44’), Rinaudo (73’), Pranjik (79’), Viola (81’), Wolfswinkel (88’), Júnior Lopes (89’), Izmailov (90’).


Noticia do Público

26
Out12

Académica deu luta em Madrid

olhar para o mundo

Académica deu luta em Madrid

 

Teoricamente, o jogo no Vicente Calderón era o mais difícil para a Académica pontuar na fase de grupos da Liga Europa e a equipa espanhola foi mesmo dominadora e confirmou a sua superioridade, vencendo por 2-1. A Académica conseguiu, depois de ficar com desvantagem de dois golos, encontrar forças para tentar chegar ao empate nos minutos finais, mas não impediu o adversário de aumentar para 16 o número de triunfos seguidos nas provas da UEFA.

Mesmo sem muitos dos habituais titulares, como Falcao, o At. Madrid, actual campeão da Liga Europa, foi demasiado forte para os “estudantes”, que pioraram as suas hipóteses de apuramento. A equipa de Simeone soma o máximo de pontos, nove, e é seguida pelo Viktoria Plzen, com seis. Bem mais atrás estão Académica e Hapoel Telavive, com apenas um.

O conjunto português teve dificuldade para ter a bola e na primeira parte só criou perigo num lance em que Wilson Eduardo recebeu um passe longo do guarda-redes Ricardo mas rematou fraco. O visitado, que se dá ao luxo de ainda não ter utilizado Falcao nesta edição da Liga Europa, foi sempre mais perigoso, com o primeiro aviso a chegar logo aos 2’, mas Adrián rematou mal.

Ricardo foi um dos melhores em campo e uma das principais razões para o Atlético Madrid só ter conseguido marcar de bola parada. A segunda metade abriu com o golo, após canto, de Diego Costa, um avançado que já passou pelo Sp. Braga e pelo Penafiel. Mas o brasileiro não foi o único com ligação ao futebol português a ser importante no lance, uma vez que Tiago fez um desvio decisivo de cabeça. Sílvio, o outro português do Atlético, também foi titular.

Depois de a Académica ter reclamado um penálti por agarrão de Cata Díaz a Edinho, o Atlético fez o 2-0 através de um grande golo de livre directo do turco Emre. A Académica reentrou no jogo quando Cissé reduziu de cabeça, após assistência de Marinho, a cinco minutos do fim.

O último lance de perigo pertenceu à equipa de Coimbra, mas Asenjo segurou bem o remate de Cleyton, jogador que foi muito assobiado pelos adeptos colchoneros quando afastou com o pé um ramo de flores que estava perto da bandeirola no momento em que marcava um canto. 

Há mais de 15 anos que uma adepta deposita naquela zona, em todos os jogos, um ramo em homenagem a Milinko Pantic, sérvio que foi determinante na dobradinha do Atlético em 1995-96. Mas, curiosamente, até o próprio Pantic, que na altura desconhecia o motivo da presença das flores, já afastou o ramo de modo mais brusco. Tal como Arda Turan, atleta do Atlético na actualidade.


Noticia do Público
26
Set12

Lima: "O nosso trabalho foi prejudicado em Coimbra"

olhar para o mundo

Lima:

Após o Académica-Benfica do último domingo, Carlos Xistra foi bastante criticado pela formação benfiquista e Lima, que marcou em Coimbra o seu primeiro golo ao serviço dos "encarnados", alinha pelo mesmo discurso.

 

"Todos viram o que aconteceu. É triste, o nosso trabalho foi prejudicado. Espero que não volte a acontecer, até para bem do futebol. Mas não há volta a dar", referiu o avançado brasileiro que trocou o Sp. Braga pelo Benfica no último defeso.

Lima, que foi um dos melhores marcadores da liga na última época (a par de Cardozo), marcou o golo que deu o empate aos "encarnados" frente à Académica e diz que esta a ganhar confiança para o futuro próximo. "Quero ajudar o Benfica, o golo faz parte do meu trabalho e este dá-me mais confiança para os próximos jogos. Mas gostava que a equipa tivesse vencido", observou o brasileiro durante uma sessão de autógrafos realizada nesta quarta-feira no Estádio da Luz.

 

Noticia do Público

23
Set12

Benfica empata em Coimbra com influência de Carlos Xistra

olhar para o mundo

Benfica empata em Coimbra

“Encarnados” nunca estiveram em vantagem no marcador, jogaram segunda parte com mais um elemento e chegaram ao 2-2 com um golo de Lima.


O Benfica repetiu o empate em Coimbra da época passada, agora por 2-2, num jogo marcado por três penáltis e um belo golo de Lima.

Primeiro foi Cissé a marcar uma grande penalidade por derrube de Maxi Pereira, aos 25’. A resposta do Benfica veio na segunda parte, com a expulsão de Galo por mão na bola e a oportunidade de Cardozo marcar o respectivo penálti, aos 48’.

O árbitro Carlos Xistra marcaria ainda um terceiro castigo máximo, o segundo para a Académica, nesta altura a jogar com menos um elemento. Wilson Eduardo voltou a abter Artur, aos 69’.

Jorge Jesus apostou tudo e lançou Lima, que marcou fora da área, aos 85’. Mas foi tudo o que os “encanados” conseguiram, já que começaram o jogo muito perdulários, com uma bola à barra (por Cardozo) e outra ao poste (Rodrigo). 


Noticia do Público

20
Set12

Liga Europa, Académica começou bem e acabou mal na República Checa

olhar para o mundo

Académica começou bem e acabou mal na República Checa

A Académica estreou-se na Liga Europa com uma derrota na República Checa, por 3-1, ante o Viktoria Plzen. Os portugueses chegaram a estar em vantagem, mas permitiram a reviravolta.


Wilson Eduardo ficará para a história como o jogador que, 41 anos depois, voltou a inscrever o nome da Académica na galeria dos golos europeus. Aos 19', o avançado português beneficiou de uma boa arrancada de Salim Cissé e inaugurou o marcador.

O primeiro lance de perigo da equipa portuguesa resultou em golo, mas o Viktoria Plzen não se deixou abater. De forma menos esclarecida até ao intervalo tentou a sua sorte e regressou dos balneários com a lição estudada para virar o rumo dos acontecimentos.

Aos 47', Horváth aproveitou um pontapé de canto para atrapalhar o guarda-redes Ricardo com um cabeceamento que resultou no 1-1. Dez minutos depois do erro do guardião português (um lance que deixou os conimbricenses a reclamarem falta), Limbersky surgiu pela esquerda e cruzou para a cabeça de Duris, que foi tão eficaz como o capitão de equipa. Em poucos minutos, operava-se uma cambalhota no marcador.

Pedro Emanuel ainda tentou reagir, lançando o goleador Edinho, mas seria o Viktoria Plzen a chegar ao golo novamente, aos 80'. E outra vez de cabeça. Marek Hanousek cruzou e Rajtoral facturou. Estava fechado o primeiro capítulo da aventura europeia da Académica.

Ficha de jogo

Viktoria Plzen, 3 
Académica, 1

Jogo na Doosan Arena, em Plzen (República Checa).
Cerca de 10.000 espectadores.

Viktoria Plzen Kozacik, Reznik, Prochazka, Cisovsky, Limbersky, Horvath, Rajtoral (Malakyan, 90+2), Hora (Zeman, 61), Darida, Hanousek e Duris (Fillo, 76).

Académica Ricardo, Rodrigo Galo, Halliche (Bruno China, 49), Reiner Ferreira, Nivaldo, Mekelele (Edinho, 73), Flávio Ferreira, Keita (John Ogu, 63), Marinho, Cissé e Wilson Eduardo.

Árbitro Hannes Kaasik (Estónia).
Amarelos Halliche (21), Horvath (49), Cissé (50)

Golos
0-1, Wilson Eduardo, 19'
1-1, Horvath, 47'
2-1, Duris, 58'
3-1, Rajtoral, 80' 


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