Domingo, 20.01.13

Ciclistas exigem “mais respeito” e “modos suaves”

Ciclistas exigem “mais respeito” e “modos suaves”

Em protesto contra atropelamentos e situações de insegurança, foram convocadas concentrações para várias cidades.

 

Ciclistas equipados a preceito em bicicletas de todo-o-terreno enlameadas, jovens com bicicletas imaculadas de design estilizado e muitas pessoas que fazem das duas rodas o veículo do dia-a-dia – largas dezenas reuniram-se esta tarde no Terreiro do Paço, em Lisboa, para apelar ao que chamam “modos suaves” na estrada.

 

Também no Porto, cerca de cem ciclistas concentraram-se em frente à câmara municipal, para protestarem contra os atropelamentos que se têm sucedido nas últimas semanas e para pedirem “mais respeito” pelos peões e ciclistas. As concentrações foram convocadas para várias cidades pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicletas (FBCUP).

 

O deputado do PSD Pedro Roque, dirigente da federação, juntou-se ao protesto em Lisboa, numa tarde em que o mau tempo deu algumas tréguas e quase não choveu. Admitiu que “a maior parte dos automobilistas” já é sensível à circulação de bicicletas, mas defendeu serem necessárias alterações ao Código da Estrada para proteger mais quem anda em duas rodas. A perda de prioridade das bicicletas, por exemplo, é uma das regras que considera já não fazer sentido, até porque, argumenta, muitos automóveis já tendem a dar prioridade a um ciclista que se apresente pela direita.

 

Também o duo de comediantes Homens da Luta, numa bicicleta dupla (Falâncio à frente, Neto atrás) circulou pela praça lisboeta. Mas não foram apenas fazer comédia. Dizendo que ia despir o personagem tanto quanto possível, Vasco Duarte (Falâncio) juntou-se a Pedro Roque e ao presidente da FBCUP, José Manuel Caetano, num pequeno palco onde se apelou a “mais respeito” por peões e ciclistas e onde foi lido um manifesto intitulado “Basta de atropelamentos”.

 

Os manifestantes fizeram depois, em marcha lenta e com muitas bicicletas pela mão, o curto percurso até aos Restauradores.

 

Mais dez minutos, menos 240 euros


Ricardo Cruz, professor, foi um dos que esteve presente na concentração no Porto. Há três anos, andava de automóvel e achava os ciclistas “uns cromos”. Agora, do alto do selim da sua bicicleta, acredita que não podia ter feito uma escolha mais certa e garante que só há vantagens neste modo de transporte. Do Carvalhido à Maia demora 30 minutos, “mais dez do que de automóvel”, mas poupa “230 a 240 euros” por mês e anda bem menos stressado. “Tenho uma atitude zen”, brinca Ricardo.

 

O Porto não parece uma cidade feita para andar de bicicleta, mas a arquitecta Ana Brütt não concorda. O problema “não são os declives da cidade, mas sim os buracos e a falta de civismo”, retorque Ana, que lamenta que ainda haja tantos automobilistas a mandá-la subir para o passeio no seu circuito diário entre Francos e o Bolhão.

 

A concentração foi rápida, até porque o tempo não estava de feição, e os ciclistas começaram a dispersar depois de Sérgio Moura ter lido o manifesto da FPCUB, que defende “ o direito à estrada para todos os modos de transporte” e alerta para o problema dos atropelamentos. “Quem vai ao volante deve ter consciência de que está a conduzir o que pode ser uma arma letal”, rematou.

 

Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 12:52 | link do post | comentar
Quinta-feira, 17.01.13

Boeing 787 proibidos de voar

Boeing 787 proibidos de voar

Depois do acidente de quarta-feira no Japão, os voos do Boeing 787 foram suspensos à escala internacional por razões de segurança.

 

No seguimento do terceiro incidente a bordo de um Boeing 787 Dreamliner em pouco mais de uma semana, reguladores aéreos norte-americanos, japoneses, indianos e europeus suspenderam, na quarta e quinta-feira, todos os voos com aviões deste modelo da Boeing. Assim, dos 49 Dreamliner que se encontram em funcionamento, apenas nove estão autorizados a levantar voo.

 

A Administração Federal da Aviação norte-americana (FAA na sigla em inglês), anunciou na madrugada de quinta-feira que todos os Boeing 787 controlados por operadores norte-americanos estavam proibidos de levantar voo. A suspensão, escreve o jornal The New York Times, estará em vigor até que o regulador norte-americano consiga identificar os problemas que têm levado a incidentes com as baterias deste modelo da Boeing.

A decisão da FAA afecta apenas a operadora United Airlines, a única norte-americana que tem aviões do modelo “revolucionário” da Boeing.

 

Pouco depois do anúncio do regulador norte-americano, a transportadora polaca Polish Airlines, a única operadora europeia com Boeing 787, disse que seriam também suspensos todos os voos com o Dreamliner.

 

De acordo com o Financial Times e New York Times, na madrugada de quinta-feira foram também anunciadas suspensões pelo regulador aéreo indiano, que proibiu os cinco Boeing 787 controlados pela Air India de levantarem voo, e pelo regulador aéreo do Chile, para os Dreamliner operados pela Lan Airlines.

 

49 em funções, nove a voar


Assim, dos 49 Dreamliner que se encontram em funcionamento, apenas nove estão agora autorizados a levantar voo.


A primeira proibição aconteceu na manhã de quarta-feira e partiu da All Nipon Airways e da Japan Airlines, os dois únicos operadores japoneses com 787 na sua frota e que têm em conjunto 24 Dreamliner, quase metade do número total de aviões no activo em todo o mundo.

 

A All Nipon Airways e a Japan Airlines anunciaram a suspensão de todos os voos a bordo deste modelo depois de mais com a bateria da aeronave ter forçado a uma aterragem de emergência.

 

Na quarta-feira, um Boeing 787 que partira de Tóquio foi obrigado a aterrar de emergência no aeroporto de Takamatsu, situado nos arredores de Tukushima, depois de a tripulação ter sentido um cheiro a queimado no avião e de os alertas no cockpit terem alertado para problemas com as baterias do Dreamliner. O voo terá estado no ar apenas por 15 minutos, segundo explicou um dos passageiros à Reuters, ou por 45 minutos, segundo os registos dos controladores aéreos consultados pela agência de notícias.

 

Os 129 passageiros abandonaram o Dreamliner a partir das saídas de emergência sem se ter registado qualquer ferimento sério.

 

Este foi apenas o terceiro incidente em pouco mais de uma semana com um 787. Na passada segunda-feira, a bateria auxiliar de um Airliner estacionado no aeroporto de Boston, nos EUA, incendiou-se e obrigou à intervenção de forças de intervenção norte-americanas.

 

Apenas um dia depois, outro 787 foi forçado a suspender a descolagem em Tóquio, depois de se ter identificado uma fuga de combustível.

 

São ainda identificados mais quatro incidentes ao longo de 2012, três deles em Dezembro.

 

A jóia da coroa da Boeing pode dar prejuízo


A Boeing anunciou o Dreamline como um salto em frente na indústria de aviação, algo que, em parte, terá contribuído para que este se tornasse no modelo com maior sucesso comercial de que há registo. O valor nominal de cada Boeing 787 anda à volta de 155 milhões de euros,

 

Apesar de o primeiro voo com um 787 ter acontecido apenas em Outubro de 2011, já foram feitas 848 encomendas de aviões Dreamliner. Destes, somente 49 aviões foram entregues.

 

O avião que é tido como a “jóia da coroa” da Boeing é o primeiro que é construído sobretudo a partir de materiais de carbono. Mas o aspecto mais “revolucionário” dos Boeing 787 é o facto de o avião consumir 20% menos energia do que uma aeronave de tamanho comparável.

 

O modelo tinha a estreia inicialmente agendada para 2008, mas vários problemas na linha de montagematrasaram o primeiro voo oficial. A Reuters avançava na quarta-feira que existem versões de fontes próximas à empresa norte-americana que a acusam de ter apressado a saída do 787 para o mercado com receio de perder mais encomendas pelo atraso. Esta é uma versão rejeitada pela empresa no passado.

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 09:25 | link do post | comentar

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