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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

02
Jan14

O "Rei Leão" já tem 20 anos: hoje em dia não seria realizado

olhar para o mundo

 

Ontem percebi que o "Rei Leão" já tem 20 anos. Sim, o Simba já passou a adolescência, o que quer dizer que eu vou a caminho dos 35. Não é por acaso que os meus primos mais novos me tratam por tio. E, com esta profética idade de tio-que-é-primo, posso garantir que "Rei Leão" não seria realizado hoje em dia. No ano da graça de 2014, seria muito difícil, quase impossível, fazer um filme para crianças tão adulto, tão negro, tão shakesperiano como "Rei Leão". Se tivessem surgido com a ideia ontem e não em 1994, Roger Allers e Rob Minkoff (os realizadores) não teriam agora a liberdade criativa e o dinheiro para desenvolvê-la. No espaço de uma geração, a infantilização desceu a um nível difícil de antecipar em 1994. Se descermos até 1984, o abismo é ainda mais pronunciado. Basta rever a série da minha infância, "Era uma vez no Espaço". Parece de outra era, é lenta, dá tempo para pensar, coloca questões morais e filosóficas às crianças . Não é apenas mais complexa do que as séries e filmes de animação de hoje, é mais densa do que boa parte dos filmes para adultos de 2013.

 

É triste, mas a maioria das crianças e adolescente de hoje não consegue ver "O Rei Leão" (já fiz a experiência). Não têm a capacidade de ficarem sossegadas a ver uma história densa. Para ser visível hoje em dia, "O Rei Leão" precisaria de distracções a cada cinco minutos e a história nunca poderia ser tão trágica. O nosso ambiente infantilizado assim o exigiria. Querem um exemplo? Ontem, mesmo antes do "Rei Leão", a SIC passou um filme do Urso Pooh. O coelho do grupo empunhava um mata-moscas velho e dizia que queria um mata-moscas novo pelo Natal. Mas alguém achou que o coelhinho não podia dizer "mata-moscas" e, por isso, inventaram o termo "enxota-moscas". A palavra "mata-moscas" seria demasiada negra para as criancinhas, não é verdade? Os desenhos animados de hoje são assim: polidos "enxota moscas", histórias cobertas por uma camada higiénica que impede a entrada de questões morais como o mal, a perda, o medo, a morte. Aliás, já nem sequer há histórias. Os canais de desenhados animados que enchem a tv por cabo substituíram as histórias por programas interactivos. Os bonecos já não são personagens de narrativas com um fundo moral, são anfitriões de jogos de computador que interagem com as crianças, "olhem, vocês aí em casa, agora aprendam a contar", "agora dancem como eu".

 

No espaço de uma geração, o Ocidente inteiro esqueceu a lição dos contos de Andersen e dos Grimm: o terror e o mal existem nas histórias infantis, porque o contacto com o medo é o único caminho para a formação de entes morais. A moral não se ensina em abstracto. O mal e a tragédia do "Rei Leão" têm um papel formativo na cabecinha das crianças. E na nossa também, porque os tios também vêem o "Rei Leão", um filme para crianças de 1994 que é mais adulto do que a maioria dos filmes para adultos que Hollywood faz hoje em dia. 

 

Henrique Raposo

Retirado do Expresso

11
Jul13

Phineas e Ferb juntam-se a super-heróis da Marvel em episódio da popular série de animação

olhar para o mundo

O Disney Channel e a Marvel anunciaram recentemente a data de estreia do cross-over entre a série de animação Phineas e Ferb e os super-heróis da Marvel. O episódio estreia nos Estados Unidos a 16 de Agosto, avança o site de entretenimento norte-americano IGN.

 

Em Phineas e Ferb: Missão Marvel, o Homem-Aranha, o Homem de Ferro, Thor e Hulk ficam indefesos perante uma invenção do Dr. Doofenshmirtz que lhes suga os poderes. Assim que os super-vilões da Marvel descobrem que o cientista é o autor da máquina, juntos formam uma aliança que se traduz na destruição de Danville, cidade onde decorre a acção da série infantil. Cabe a Phineas e a Ferb unirem as suas forças com os heróis da Marvel, procurando restaurar a ordem mundial antes que seja tarde demais.

“Tanto a Marvel como Phineas e Ferb possuem personagens fortes, memoráveis, para além de histórias cativantes para as crianças e respectivas famílias. Estamos ansiosos pela oportunidade de mostrar aos nossos espectadores esta reunião”, adiantou Eric Coleman, vice-presidente do departamento de séries originais dos Estúdios de Animação para Televisão da Disney.

“Isto é uma verdadeira operação de Super-Heróis da Marvel”, afirmou Jeph Loeb, Directora da Marvel Television. "É uma oportunidade extraordinária para os dois franchises se unirem e criarem uma aventura como nunca antes vista nos universos da Disney e da Marvel."

A Disney comprou a Marvel em 2009 por 4000 milhões de dólares (cerca de 3000 milhões de euros)

 

Retirado do Público

19
Mai13

Filme de animação de Regina Pessoa duplamente premiado em Badajoz

olhar para o mundo

Filme de animação de Regina Pessoa duplamente premiado em Badajoz

Kali, o Pequeno Vampiro recebeu dois prémios no Festival de Cinema de Badajoz. Mas está ainda à espera de chegar ao circuito comercial.

 

Uma semana depois de ter sido distinguido como a melhor curta-metragem no Festival de São Francisco, nos Estados Unidos, o último filme de animação de Regina Pessoa, Kali, o Pequeno Vampiro (2012), arrecadou este fim-de-semana dois novos prémios.

 

Desta vez aconteceu no 19.º Festival Ibérico de Cinema de Badajoz, onde foi duplamente distinguido com o prémio para a melhor banda-sonora (de autoria da banda suíça The Young Gods) e também uma menção especial do júri.

 

O principal prémio do festival espanhol ficou em “casa”, com a distinção deAquel No Era Yo (Aquele Não Era Eu), realizado por Esteban Crespo.

 

Kali, o Pequeno Vampiro, que relata a história de um rapaz diferente dos outros que sonha com encontrar o seu lugar no mundo, completa uma trilogia, que Regina Pessoa iniciou com A Noite (1999) e continuou com História Trágica com Final Feliz (2005), todos realizados com a técnica de desenho e gravura, mas o último dos quais já recorrendo ao computador.

 

Kali, o Pequeno Vampiro, que foi produzido por Abi Feijó e pela Ciclope Filmes, teve estreia nacional no IndieLisboa do ano passado, e está ainda à espera de chegar ao circuito comercial. O filme e todo o trabalho de produção estão documentados numa exposição que pode agora ser visitada na Galeria Solar, em Vila do Conde, a propósito do projecto Animar.

A edição deste ano do Festival de Badajoz teve ainda outros filmes com produção portuguesa: Rafa, de João Salaviza, e Land of My Dreams, de Yann Gonzalez.

 

Retirado do Público

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