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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

05
Dez14

Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros” - TROCA 1 CAFÉ POR 1 LIVRO

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A Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros” em parceria com o Grupo de Jovens Sem Fronteiras de Palmela e da Delta Cafés, lançou a CAMPANHA SOLIDÁRIA “TROCA 1 CAFÉ POR 1 LIVRO” que decorrerá até ao dia 20 de Dezembro de 2014.

Esta Campanha/Projecto tem como objectivo sensibilizar a comunidade para a falta que um simples Livro pode fazer para muitas outras pessoas não só como forma de enriquecimento a nível do saber mas também como forma de as transportar para outros mundos, reais ou mesmo imaginários de uma forma lúdica e descontraída.

A SFP LOUREIROS convida todos os seus associados, amigos e em geral toda a comunidade a colaborar nesta acção de solidariedade. Na troca de 1 livro a SFP LOUREIROS oferece 1 Café DELTA.

A Campanha “TROCA 1 CAFÉ POR 1 LIVRO” pretende obter a doação de 3.000 livros cujo destino será Cabo Verde.

As trocas/entregas decorrem na sede da SFP Loureiros, de 2ª a Sábado das 17h ás 23h.

Contamos com a sua colaboração.

06
Mai13

Da bica ao croquete, um exemplo de reciclagem

olhar para o mundo

Da bica ao croquete, um exemplo de reciclagem

Reaproveitamento da borra de café para produzir cogumelos inspira vários projectos.

Há um distribuidor de clássicos do cinema norte-americano que, por causa de uma ideia surgida em África, agora transforma bicas em croquetes na Holanda. Estranho? Bem-vindos ao mundo da reciclagem do café.

 

É num armazém meio escondido entre sebes, numa pequena propriedade rural perto de Alkmaar, 60 quilómetros a norte de Amesterdão, que Jan Willem Jansen, dono da distribuidora Ignite Films, põe em prática a sua ideia.

 

Ali dentro, em câmaras especiais que garantem a temperatura e a humidade certas, produzem-se 350 quilos de cogumelos por semana, aproveitando um lixo que qualquer mortal urbano conhece bem: a borra do café.

 

Não é um projecto pioneiro. Há já muitas iniciativas semelhantes, inclusive em Portugal. Mas neste caso, conseguiu-se juntar elos suficientes para se obter um ciclo completo, em que a própria rede de cafés e restaurantes que se quer desfazer daqueles resíduos adquire e revende o produto da sua reciclagem.

 

A ideia nasceu de um problema. Desde 1999  que a mulher de Jan Jansen mantém um orfanato com 72 crianças no Zimbabwe. Confrontada com a dificuldade de acesso a produtos básicos, a instituição começou a plantar parte da sua comida, incluindo cogumelos, cultivados num substrato de palha de café. Numa visita ao local, Jan Jansen imaginou que seria possível adaptar a ideia à realidade da Holanda, onde, como em qualquer país europeu, diariamente são servidos milhões de cafés.

 

Daí nasceu a Green Recycled Organics (GRO), que agora processa semanalmente 2500 quilos de borra de café, recolhidos em restaurantes da rede holandesa La Place, com quem foi estabelecida uma parceria.

 

Os próprios restaurantes separam o material em baldes plásticos, que depois são recolhidos e encaminhados para a GRO, perto de Alkmaar. A partir daí, o processo é simples. Ao pó já usado são adicionados esporos de cogumelo ostra (Pleurotus ostreatus). A mistura fica a incubar durante quatro semanas, em grandes sacos plásticos cilíndricos, pendurados numa espécie de estufa. Depois, passam para outro recinto onde, em dez dias, de cortes feitos nos sacos vão emergindo os cogumelos, como se brotassem de um tronco de árvore.

 

A colheita é vendida a 5-6 euros o quilo para a própria rede La Place, que a utiliza ou revende. A GRO dá ainda um passo suplementar, produzindo croquetes vegetarianos com os cogumelos, com uma marca própria, que também vai parar aos pratos e prateleiras da La Place.

 

Na prática, uma bica tomada num dos seus restaurantes acaba por retornar sob a forma de novo alimento. “Isto é a economia circular”, resume Jan Jansen.

 

70.000 toneladas


A quantidade de pó que sai da máquinas de café e vai normalmente para o lixo não é insignificante. Em Portugal, este tipo de resíduos soma algo entre 65 e 70 mil toneladas por ano, segundo João Cavaleiro, que desde 2012 mantém um projecto semelhante à GRO. Neste caso, são pequenas caixas vendidas em lojas gourmet e outros estabelecimentos, com a borra de café já inoculada com os esporos e pronta a produzir.

 

A ideia é pôr os cidadãos a produzirem os cogumelos em casa. “Serve também para combater uma cerca micofobia [aversão aos fungos] que existe em Portugal”, afirma Cavaleiro, um biólogo de 32 anos que se juntou a mais dois parceiros, Tiago Marques e Rui Apolinário, neste projecto nascido em Almeirim.

 

Por mês são recolhidas cerca de duas toneladas de borra nos restaurantes da região, que resultam em 1500 a 1600 caixas EcoGumelo.

 

Seja em grandes sacos ou pequenas caixas, depois dos cogumelos terem sido colhidos, a borra volta a se transformar num resíduo, que no entanto pode ser utilizado em vasos ou hortas. “É um bom fertilizante”, diz Fernando Castro, de outra empresa portuguesa que produz caixas para a produção doméstica de cogumelos, a CogusBox. São 300 por semana, cada qual contendo um quilo de borra de café, mas também restos de cartão e de rolhas, que também são bons substratos. “Há empresas que pagam para se verem livres do cartão”, afirma Fernando Castro.

 

A reciclagem – ou antes reutilização – dos produtos associados a uma simples bica também se estende às embalagens, como as que Alessandro di Lella, um holandês filho de italiano, recolhe junto de diversos estabelecimentos de restauração em Haia. Uma vez limpas, abertas e alisadas, são costuradas em forma de malas e sacolas, vendidas como artigos de moda, a preços que começam nos 20 euros.

 

“Se enviássemos isso para ser produzida algures na China, custaria menos”, diz Lella. “Mas dessa forma não estaríamos a salvar o ambiente”.

 

Retirado do Público

01
Out12

Lisboa, O café das bicicletas

olhar para o mundo
O café das bicicletas
Daniel Rocha

No centro de Lisboa, nasce o "primeiro velo café português". Também loja e oficina, com direito a esplanada, aqui tudo gira à volta das bicicletas que, claro, são muito bem-vindas. Para repor energias, o Velocité propõe uma ementa variada e criativa com muita pedalada.

 

A ciclista toca a campainha para alertar um homem que caminha no espaço reservado às bicicletas. A ciclovia da Avenida Duque de Ávila, em Lisboa, é um dos espaços da cidade a que nem todos ainda se habituaram, mas conta agora com uma nova atracção: o Velocité Café, um estabelecimento onde é possível entrar e estacionar o próprio modo de transporte.

 

O número 120 A chama a atenção de ciclistas e peões. A porta, ao lado de uma montra que exibe uma bicicleta de modelo urbano, é a mesma que antes dava acesso a um stand de automóveis. "Uma simples coincidência", que retrata a tendência que se faz sentir nos centros urbanos, onde a bicicleta surge como alternativa de transporte quotidiano, garante João Camolas, um dos proprietários do primeiro velo café português.

João Bernardino, um dos primeiros clientes do Velocité Café, ouviu falar do estabelecimento nas redes sociais. Há dez anos que anda de bicicleta por Lisboa. Antes também recorria aos transportes públicos, mas nos últimos dois anos percebeu que conseguia prescindir deles. Como forma de tornar a cidade mais amiga das bicicletas, defende "a redução das velocidades de circulação dos automóveis em vias secundárias, uma medida sem custos e que beneficiaria peões e ciclistas". E elogia a Carris e os Bike Bus, onde é possível entrar com bicicleta, no horário normal, nas carreiras 708, 723, 724, 725 e 731.

João Camolas, de 32 anos, pretende cativar para o Velocité Café ciclistas e converter automobilistas ou utentes de transportes públicos. Nos últimos três anos, passou a usar a bicicleta nas suas deslocações. O negócio surgiu, assim, com naturalidade: "Existem dificuldades em encontrar um determinado tipo de acessórios para quem anda de bicicletas todos os dias, e quis criar um espaço que pudesse oferecer estes objectos para quem usa a bicicleta na cidade". Fala de produtos Yakkay (marca dinamarquesa que fabrica capacetes que se assemelham a elegantes chapéus), Tabor (marca portuguesa de selins em couro, feitos à mão) e Brooks (marca britânica de selins, malas e outros acessórios em couro).

No fundo da loja, uma escada de alumínio exibe livros e manuais sobre tudo o que é preciso saber sobre bicicletas e percursos. As bicicletas? Existem de várias marcas, cores, estilos e feitios, urbanas, com cesto e sem cesto. Entre a variedade encontram-se as portuguesas Órbita e também a britânica Tokyo. A maior novidade são as dobráveis. Três das cinco bicicletas que entraram no Velocité dobravam-se, o que permite fechá-las e guardá-las facilmente. Uma opção para quem usa como complemento o transporte público ou tem limitações de espaço em casa. As crianças não são esquecidas e pequenos modelos em madeira estão disponíveis para que os mais novos possam aprender a equilibrar-se, sem recurso às rodas de apoio.

A ideia de criar uma loja e oficina de bicicletas urbanas inserida num espaço de café ganhou dimensão nos Estados Unidos da América, Austrália e também na Europa. Maria Baeta, co-proprietária do Velocité Café, não tinha o hábito de se deslocar de bicicleta, mas começa também a apaixonar-se. "É como regressar aos tempos de adolescência, sente-se uma grande liberdade", descreve.

 

Alexandrino Fernandes, de 90 anos, já há algum tempo que deixou de andar de bicicleta, mas o espaço devolveu-lhe uma alegria de juventude. Mora nas redondezas e a sua paixão levou-o a escolher o Velocité para almoçar com a mulher, a filha e amigas da família. Partilha a esperança de que o conceito deste espaço conquiste quem ainda não parou para pedalar.


Uma ementa com muita pedalada

E porque é preciso energia para tanta pedalada, o Velocité dispõe de um cardápio, assinado por Miguel Costa (do restaurante Clube de Jornalistas) com ofertas variadas "e saudáveis". Mas também com espaço para doces e, dizem, para o "melhor bolo da avenida", um bolo de chocolate "exclusivo" (fatia a 3€). As Sopas da Tia Bina custam 2,5€ e existem em três sabores: creme de miolo de curgete com quenelle de espinafre e requeijão; creme de cenoura servido com aipo bola e esparguete de cenoura; e sopa de coração-de-boi e gengibre.

Existem sanduíches (3,95€) com pastas de frango, atum ou panado, além de prego em bolo de caco (pão de trigo madeirense), quase todas elas com um toque especial de folhas verdinhas. Se quiser uma opção mais fresca, entre 4,5€ e 5,10€ poderá optar por uma salada. A "Outono está a chegar" foi uma exigência de Maria João, e tem como ingredientes pêra, chèvre e nozes. Há também salada mista especial (de migas de bacalhau com farelos de broa salteados em azeite e alho) ou Salada do Campo (de frango e cogumelos salteados e também de uma versão Veggie).

Para dias mais frios, sugerem-se refeições mais quentes, com hambúrgueres velo, simples (5€) ou com molho de cogumelos e espinafres salteados, queijo gorgonzola ou enrolado em presunto azeitona (6,5€).

Entre petiscos de borrego com esparguete, almôndegas de coelho com molhothai e amendoim ou sangacho de atum em molho de vinho branco, há também espaço para os típicos enchidos portugueses, com morcela salteada e chouriço - pratos que rondam os 6€.

 


Lisboa Ciclável

Para os que começam agora a descobrir as vantagens do ciclismo urbano, a Câmara de Lisboa disponibiliza uma página na Internet - Lisboa Ciclável. Os interessados podem, entre outras funcionalidades, consultar quais os percursos possíveis para andar de bicicleta, através da pesquisa por Temas e Mobilidade. 

A câmara, em parceria com a Federação de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, disponibiliza também cursos.

Para os que querem começar já a pedalar, a Massa Crítica, uma comunidade presente em várias cidades do país, organiza passeios de grupo. Em Lisboa, o encontro realiza-se nas últimas sextas-feiras de cada mês, por volta das 18h. O ponto de encontro é o renovado Marquês de Pombal, junto ao início do Parque Eduardo VII. 

 

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