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As Coisas da Cultura

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26
Mai13

Palmarés de Cannes para atingir o orgasmo?

olhar para o mundo

Steven Spielberg anuncia hoje a Palma de Ouro da 66.ª edição do Festival de Cannes. Tudo em aberto, mas com alguns favoritos a destacar-se.

 

Se La Vie d"Adèle Chapitres 1 et 2, de Abdellatif Kechiche, receber hoje a Palma de Ouro de Cannes, vai-se atingir novo orgasmo na Croisette. Que desde o filme vive numa post coital tristesse. Filme que tem merecido elogios apaixonados e totalitários, pela forma como a intimidade amorosa entre duas personagens e duas actrizes, Adele Exarchopoulos e Lea Seydoux, puxa o espectador para um vórtice, vai ser teste para sublinhar ou negar o que julgamos saber sobre Steven Spielberg, presidente do júri - aquela ideia, nunca provada, de que um palmarés tem o rosto do presidente e todos achamos que sabemos tudo sobre Spielberg. Procurará ele superar essa ideia feita, e trabalhar uma outra versão de si próprio, escolhendo um filme que estará nos antípodas da sua dieta cinéfila? Ou "despachará" o filme premiando a(s) intérprete(s)?

 

Filmes mais confortáveis há vários, e com favoritismos: Jeune et Jolie, de François Ozon (até ser exibido o filme de Kechiche, Marine Vacth era o corpo feminino para prémio de interpretação, agora é complicado...), Tel Père, Tel Fils, de Hirokazu Kore-Eda (possibilidades spielberguianas), Inside Llewyn David, dos Coen, o inenarrável La Grande Bellezza, de Paolo Sorrentino, ou mesmo esse filme em busca do pai, tema spielberguiano, como Nebraska, de Alexander Payne.

 

Ontem começaram a ser anunciados os prémios das secções ou de organismos paralelos. Na secção Un Certain Regard, o vencedor foi L"Image manquante, de Rithy Panh, enquanto o Prémio do Júri foi para Omar, de Hany Abu-Assad, e o Prémio de Realização para L"inconnu du lac, de Alain Guiraudie.Gambozinos, curta de João Nicolau, ganhou o Prix Illy para melhor curta na Quinzena dos Realizadores, secção em que reincide, depois de Rapace (2006) e Canção de Amor e Saúde (2009). Filme muito delicado, produz uma sensação contraditória: parece aprisionado num universo emprestado, o da infância tal como Miguel Gomes petrificou nas suas primeiras curtas.

 

Já o prémio Fipresci para a competição, da associação internacional de críticos de cinema, foi para o favorito La Vie d"Adèle. O norte-americano Blue Ruin, a história de um vagabundo contada por Jeremy Saulnier, foi o preferido dos críticos na Quinzena dos Realizadores, enquanto na secção Un Certain Regard a sua escolha foi para Les Manuscrits ne brûlent pas, um violento ataque ao regime iraniano da autoria de Mohammad Rasoulof. Foi também já atribuído o Prémio Ecuménico, a outra obra iraniana, o filme Le Passé, de Asghar Farhadi.

 

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