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28
Mai13

“Cantigas de uma noite de verão” em cena no Teatro da Politécnica

olhar para o mundo

“Cantigas de uma noite de verão” em cena no Teatro da Politécnica


“Cantigas de uma noite de verão” em cena no Teatro da Politécnica

Num encontro que o teatro proporcionou, Andreia Bento e Pedro Casaco interpretam um texto de forma divertida e descomplexada. Numa noite quente de Edimburgo, cheia de encontros e desencontros, um homem e uma mulher dormem juntos, quando nunca o deveriam ter feito.


Franzisca Aarflot é a responsável pela encenação de obra de Greig. Depois de encenar Lua Amarela de David Greig, em Olso, a encenadora deslocou-se até Edimburgo onde se encontrou com o autor e assistiu a "Cantigas de Uma Noite de Verão" – que ele dirigiu para o Traverse Theatre. 

Um espectáculo nas palavras de Aarflot cheio de música e encantamento, com a história viciante do casal improvável Bob e Helena. "Deixei o teatro enlevada e cheia de alegria, e pensei: quero fazer Cantigas de Uma Noite de Verão do David com o Pedro e a Andreia!"

 

"Cantigas de uma noite de Verão" é uma peça onde o som da guitarra é a banda sonora. É um texto com palavrões, para pessoas com mais e menos de 35 anos. Fala de amor, de sexo, sexo e mais sexo. Tem a ousadia de nos fazer pensar no sentido da vida e no verdadeiro significado de amarmos alguém. Embala-nos numa viagem pelas ruas de Edimburgo e o texto sobressalta-se entre a narração e a canção de uma forma inusitada que surpreende o espectador.

 

Andreia Bento e Pedro Casaco são o casal de serviço. Mau sexo e ressaca marcam as primeiras horas após se conhecerem numa noite de verão chuvosa na capital escocesa. Miguel Fevereiro é o responsável pelos efeitos e pela "banda" que interpreta ao vivo através de uma guitarra na mão.

 

David Greig, dramaturgo e encenador de "Cantigas de uma noite de Verão", - num artigo de Susan Mansfield editado em 1999- , falou da peça. "Acima de tudo é uma comédia romântica. Queria escrever algo que reflectisse não um romance cheio de sacarina, mas um romance genuíno e real". 

Para Greig, "Se um musical tem uma dúzia de actores, nós temos dois. Se um musical tem uma orquestra, nós temos guitarras acústicas. Os musicais têm pessoas que voam como que por magia, nós temos vôos… mas são coisas que os actores puxam. Tem todos os ingredientes de um musical, mas em miniatura".

Numa peça que usa a música como máquina do tempo que faz avançar a acção, a vida é representada em quatro estações do ano, em que o verão marca o fim da juventude e a meia-idade está já ao virar da esquina. Fala na fuga do amor, mas na necessidade de nos entregarmos a ele em algum momento da vida. Greig define bem a sensação dos 35. "É sobre aquele momento da tua vida , em que te perguntas, - é só isto?". Citando Shakespeare. "O amor não faz bem, mas às vezes é o que te convém".

 

Inserida nas Festas de Lisboa, a peça tem entrada livre entre o dia 29 de Maio a 20 de Junho. Estará em exibição às terças e quartas às 19:00; quintas e sextas às 21:00 e sábado às 16:00 e 21:00. Absolutamente imperdivel!

 

Retirado do HardMúsica

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