Velejadora portuguesa Carolina Borges está incontactável

<p>A atleta luso-brasileira ia entrar nesta terça-feira na classe RS:X</p>

 

A atleta luso-brasileira ia entrar nesta terça-feira na classe RS:X

 

A velejadora Carolina Borges foi afastada da comitiva portuguesa que está presente nos Jogos Olímpicos, depois de ter enviado um e-mail ao chefe de missão, na véspera de entrada em prova, a informar da sua ausência.


A atleta luso-brasileira ia entrar nesta terça-feira na classe RS:X, naquela que seria a sua segunda participação olímpica, depois de ter ficado em 25.º nos Jogos de Atenas em 2004, então em representação do Brasil. 

Até à manhã de hoje, garantiu Mário Santos, chefe de missão, não havia nenhum indicador que contrariasse esse cenário. 

Tudo mudou ao início do dia, quando a atleta enviou um e-mail aos responsáveis pela comitiva portuguesa alegando "razões médicas" e de ordem pessoal para falhar a competição. 

Desde então, os dirigentes nacionais têm tentado falar com a velejadora, para tentarem apurar o sucedido, mas sem sucesso. A luso-brasileira tem estado incontactável, bem como os seus familiares. 

“Pela manhã recebi uma informação por parte da atleta, que por motivos pessoais e médicos não iria participar. Tentei contactá-la e tal não foi possível”, explicou Mário Santos, em conferência de imprensa, censurando o comportamento da velejadora.

“Independentemente das razões, entendemos que não é o procedimento correcto. Temos uma equipa médica e uma chefia de missão e os atletas podem invocar motivos para não participar, mas [a desistência] terá de ser com conhecimento prévio e através de uma decisão em conjunto”, acrescentou o chefe de missão.

A falta de contactos impossibilitou a realização de qualquer exame médico a Carolina Borges e a atitude da atleta deixou-a sob a alçada disciplinar da missão olímpica.

“Perante esta atitude decidimos cancelar a sua acreditação e vamos averiguar as razões”, acrescentou Mário Santos, confessando-se surpreendido com este caso.

“Foi uma enorme surpresa, porque ela ainda ontem se treinou e até esteve lá o treinador responsável pela prancha à vela”, disse o responsável pela missão portuguesa, que excluiu, no entanto, que esta ausência esteja relacionada com algum problema de “doping”.

Carolina Borges, de 33 anos, nasceu no Rio de Janeiro, vive e treina nos Estados Unidos, sendo casada com o velejador Mark Mendelblatt, que está nos Jogos Olímpicos a participar na classe Laser.

As provas de vela decorrem em Weymouth, a mais de 200 quilómetros a sudoeste de Londres. 

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 19:48 | link do post | comentar