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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

29
Nov13

Rock psicadélico no regresso do Clubbing à Casa da Música

olhar para o mundo
Rock psicadélico no regresso do Clubbing à Casa da Música
O Optimus Clubbing regressa à Casa da Música, no sábado, com a banda de música psicadélica "Unknown Mortal Orchestra", o rock minimalista de "Archie Bronson Outfit" e vários DJ.

A banda americana e neozelandesa "Unknown Mortal Orchestra" leva ao palco da Sala Suggia a sua música rock, numa fusão de psicadelismo, "soul", percussões e funk.

 

O trio - composto por Ruban Nielson, na guitarra e voz, Jake Portrait, no baixo, e Riley Geare, na bateria - surgiu em 2010 e teve como influência bandas como Rolling Stones, Beatles, Pink Floyd e Soft Machine.

 

"Unknown Mortal Orchestra"foi banda suporte de "Grizzly Bear" e "Liars", e editou este ano o segundo álbum intitulado "II".

 

O Optimus Clubbing vai também contar com a presença da dupla de rock minimalista "Archie Bronson Outfit" e com o início da residência do projecto "Acousmatics/Mathematics na Digitópia".

 

Os Bares vão receber a dupla de DJ do Porto "Fina & Segura", Miguel Quintão - conhecido pelo programa Bons Rapazes na Antena 3 -, "DJ Pitchy" e "Neonlogic".

 

Retirado do Sol

09
Dez12

"Nó na Orelha" - Hip-hop disfarçado de samba, reggae e afrobeat na Casa da Música

olhar para o mundo
Hip-hop disfarçado de samba, reggae e afrobeat na Casa da Música

Aclamado como um dos grandes álbuns brasileiros de 2011, "Nó na Orelha" salvou Criolo do esquecimento e ofereceu-lhe os elogios que escaparam durante duas décadas. O seu hip-hop disfarçado de samba, reggae e afrobeat ouve-se hoje na Casa da Música


Quando a mãe de Kleber Cavalcante Gomes era criança, ia comprar carne e levava-a embrulhada no jornal do dia anterior. Voltava a correr para casa para que o papel não chegasse ensopado em sangue. Assim, dava ainda para saciar a sua fome de leitura, de descobrir o mundo em pequenas doses manchadas de um vermelho a caminho de castanho.

Com Kleber, o amor pelas letras chegou de outra forma. Não tanto enquanto leitor - a sua incessante humildade diz-nos: "Na minha família sou extremamente mediano; os meus irmãos e a minha mãe são seres iluminados, pessoas com facilidade tremenda em sentar, conversar, enxergar o que há por trás de cada texto" - mas mais enquanto construtor de histórias rimadas. Desde que, aos 11 anos, apanhou um amigo a fazer rimas e reparou que "uma rádio tocava num determinado horário uma música que tinha muitos versos". "Emocionei ao ver a mágica do encontro de palavras. Então quis fazer igual. E o rap acabou me acolhendo", conta. Foi afinando o exercício até que começou a mostrar publicamente as suas criações: "Aos 13 anos já queria falar um pouco da minha rua, do meu bairro, das coisas que enxergava minimamente como pré-adolescente." Esse uso da música como posto de observação debruçado sobre a vida é algo que o acompanha desde então. A música, no caso de Kleber (vulgo Criolo), é uma questão de proximidade, de quotidiano, de uma realidade que o provoque - amor ou repulsa, é indiferente. "Só me permito escrever se estou tomado por alguma emoção, se tem alguma coisa que me comove."

Nó na Orelha não deveria sequer ter acontecido. Foi um acaso que acabou por trepar até ao topo de muitas das escolhas de melhores discos brasileiros de 2011 e recebeu o selo de aprovação de Caetano Veloso, que convidou Criolo para interpretar o seu Não existe amor em SP nos Prémios da MTV Brasil. Aos 20 anos de carreira - hoje leva 24 -, Criolo cansou-se da música e da insistência em algo que nunca produzira resultados extraordinários. Decidiu parar. Mas como sempre foi partilhando com amigos a música em que trabalhava, um deles pediu-lhe para fazer um registo de tudo quanto tinha ficado por gravar, para lá do centro nevrálgico do hip-hop. "Um registo que ficasse para mim e para a minha família. No meio do caminho achou-se que dava para dividir esse disco com as pessoas e foi o que aconteceu."

Simples

Para Criolo, nada deixa de ter uma razão terrena. Mesmo quando se vê perante o maior mistério da sua vida: o porquê de Nó na Orelha ter, repentinamente, concentrado toda a atenção que passara ao lado durante duas décadas. Acredita que tudo se deve "à energia e à generosidade das pessoas que acabaram desaguando nessa força". Mas há uma diferença fundamental trazida por este disco: ao desenterrar aquelas que eram as suas ideias marginais ao hip-hop, Criolo mostra-se fazedor de uma síntese que traz para as canções afrobeat, samba, soul ou mangue beat (Mariô), expandindo o seu registo habitual.

Ainda assim, Criolo recusa que o maior reconhecimento possa advir de ter galgado as fronteiras do hip-hop. "Isso aconteceu comigo porque aconteceu comigo, é a minha história. O reconhecimento poderia não vir. Em todos os lugares do mundo há grandes poetas, cantores, artistas que entregam a sua vida à arte e o reconhecimento não vem", defende. Daí que agradeça a visibilidade alcançada por Nó na Orelha mas reponha a sua verdade: "A gente canta por uma necessidade de expressar, de alimentar a alma."

Foi essa ideia da música enquanto alimento pessoal que quis transmitir quando afirmou em entrevista à revistaRip: "Eu faço música porque tô desesperado". "É um desespero de tentar entender tudo o que anda acontecendo. Todos os lugares do mundo em que a gente vai há pessoas trabalhando com dignidade, pessoas querendo o bem para a sua comunidade, o bem para o mundo, e a gente ainda vê tanta injustiça, tanta desigualdade, tanta gente sofrendo, chorando, tanta amargura em cada canto... e eu não acho justo", explica-nos. Convencido de que a corrupção é demasiado humana para poder ser escorraçada em definitivo, não tem ilusões quanto ao seu contributo para um mundo melhor: "Sei que quando terminar o show não vai aparecer com um passe de mágica um prato de comida na mesa de quem tem fome. Se uma palavra minha puder aquecer o coração de uma pessoa sem esperança, vou sentir-me muito honrado e acho que isso também é contribuir de alguma forma."

Um dos seus contributos é enunciado em Sucrilhos, ao afirmar que a benzedeira do seu bairro de Grajaú não tem menos valor do que Frida Kahlo: "Cada um tem a sua história de vida, as suas andanças, o seu pensamento vivo, a sua intelectualidade, as coisas que o movem, mas aquela senhora benzedeira do bairro tem a sua história e a sua cultura de vida e também tem o mesmo valor. Não diminuir uma pessoa para engrandecer outra."

Durante muitos anos, Kleber foi o MC Criolo Doido, mas deixou cair a doideira, talvez por a idade ter aplacado os seus modos mais impulsivos ou porque a palavra passou a parecer demasiado juvenil. "Eu pego essa palavra como bom adjectivo, doido sendo uma pessoa que procura alternativas de viver e de expressar que não as impostas. Acredito que ainda tenho muito para construir, para aprender, muitas coisas a fazer para merecer esse bom adjectivo", diz.

A música faz parte dessa busca. E não deve ser desrespeitada. "No dia em que encarar a música como profissão acabou tudo. Não se é um profissional das artes, é-se alguém que a arte apadrinha, alguém que a arte carrega no colo. Eu tentei todos os tipos de trabalho que surgiram na minha frente, nunca consegui adequar-me, sempre tive muito pouco dinheiro. Depois de 20 ou 21 anos de carreira aconteceu algo de especial comigo". Na hora de desistir, Criolo encontrou um rumo.


Noticia do Público

24
Set12

Nomes sonantes da música portuguesa atuam na Casa da Música

olhar para o mundo

Nomes sonantes da música portuguesa atuam na Casa da Música


Adelaide Ferreira, António Calvário, Armando Gama, Artur Garcia, Carlos Mendes, Conjunto António Mafra, Isabel Silvestre, Maria Amélia Canossa e os fadistas Lenita Gentil e José da Câmara, acompanhados pela orquestra dirigida pelo maestro Paulo Filipe, vão subir ao palco da Casa da Música, no Porto, no âmbito da 4ª Grande Gala da Rádio SIM.


O evento, que vai ter lugar no dia 20 de outubro, pelas 21:00, será apresentado pelos locutores da emissora do grupo r/com.

 

"Vai ser uma enorme festa de música e um encontro com todos aqueles que diariamente acompanham as emissões desta rádio", explica a diretora da Rádio SIM, Dina Isabel, citada em comunicado.

 

A rádio SIM surgiu em 2008 e está orientada para um público acima dos 55 anos e "define-se por ser uma rádio com tempo para conversar, com música até ao início da década de 80 e incidência na música portuguesa", contextualiza o grupo r/com.

 

As emissões da rádio SIM são ouvidas em boa parte do território nacional em OM (Onda Média) e FM (Frequência Modulada).

 

Noticia do Sapo Música

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