Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

Porque há sempre muito para ver e para contar

As Coisas da Cultura

07
Mai17

EM CANTOS E CONTOS no Cineteatro Municipal D. João V

olhar para o mundo

contos.png

 

TEATRO INFANTIL
14 MAI | 16:00H |5€
Classificação Etária Todos

 

Em Cantos e Contos é um trabalho conjunto de ligação de música e palavra, especialmente dirigido a famílias e aos mais pequenos, com idades entre 1 e 6 anos. Contos, lengalengas, poesias, trava-línguas, músicas, canções, danças, gestos, afetos e brincadeiras, para experimentar e levar para casa e enriquecer a partilha e vivência familiar.
É um convite para subir ao palco, acordar memórias e explorar formas ancestrais de expressão e interação, recorrendo a repertório tradicional português e do mundo. Cantamos juntos e contamos convosco?

Conceção e Realização: Joana Aguiar e Marta Lourenço.

Joana Aguiar -estreou-se como contadora de histórias em 2007 na Biblioteca Municipal de Oeiras onde integrou a bolsa de contadores do projeto europeu “Histórias de Ida e Volta”, contando regularmente e recebendo formação profissional com contadores, atores, cantores e especialistas de literatura tradicional até 2011. Tem participado como ouvinte ou contadora em serões, festivais, encontros, seminários e workshops. Atualmente desenvolve projetos na área da narração oral.

Marta Lourenço - Na sua formação conta com aulas de formação musical, guitarra clássica, viola de arco, orquestra, orff, coro, musicoterapia, pedagogias musicais, movimento, teatro e danças. Em 2010 licencia-se em Educação básica variante musical pela ESE de Lisboa. Tem integrado diferentes projetos artísticos, como instrumentista, professora de música ou na criação e realização dos mesmos.

10
Nov15

Quem conta um conto - “O Tubarão na Banheira”

olhar para o mundo

Cartaz _Tubarão na Banheira.jpg

 

 

Quem conta um conto… 28 novembro | 11h00

 

“O Tubarão na Banheira”

 

A Biblioteca Municipal do Barreiro irá promover o ciclo “Quem conta um conto…” nos últimos sábados de cada mês. A iniciativa tem início no próximo dia 28 de novembro, pelas 11h00, na Sala do Conto. “O Tubarão na Banheira”, de David Machado, com ilustrações de Paulo Galindro, será o primeiro livro abordado pelo animador da Biblioteca, João Sá.

 

Refira-se que a entrada é livre e que esta iniciativa é dirigida a crianças dos 4 aos 12 anos.

 

Sinopse

“Imagine-se, um dos protagonistas é um tubarão que entra dentro de casa e dorme numa banheira. Mas este tubarão mais ou menos bem comportado também anda de carro e vai à escola. Parece mentira? Só para quem não acredita no poder dos pensamentos. O Tubarão na Banheira é um livro de grande encanto, ao qual não faltou inspiração literária e criativa”. 

 

A Biblioteca Municipal do Barreiro está situada na Rua da Bandeira, Urbanização do Palácio do Coimbra, 2830-330 Barreiro, Telemóvel: 21 206 86 56 (Receção), E-mail: biblioteca.municipal@cm-barreiro.pt .

 

CMB 2015-11-09

31
Out13

Contos de Thomas Mann: Testazinhas de gente

olhar para o mundo
Nos contos de Thomas Mann, o que é íntimo e bizarro torna-se universal.
O crítico Harold Bloom chamou-lhe “ironia humanista”, qualidade hoje injustiçada, mas que fez do alemão Thomas Mann (1875-1955, Nobel da Literatura 1929) “o grande escritor derradeiro a emergir de Goethe”. Mann não é um autor actual. Nem na inteligência soberba, nem na minúcia das descrições, nem na profundidade especulativa, nem na lentidão escorrida da acção, nem no fundo eminentemente moral e idealista. Ainda bem. Para quem o lê pela primeira vez, aconselham-se as antologias de contos, como esta acabada de sair pela Bertrand e que relança, aumentando-a em um conto, uma edição da Ulisseia datada de 2007.

Nas 17 histórias propostas, destacam-se a estranheza, a feiura, a alienação ou a disfunção das personagens para questionar os valores burgueses. O tema (autobiográfico) é o confronto entre a liberdade individual ou artística e as convenções instituídas, sendo que estas últimas, ainda que postas em causa com acuidade e sarcasmo, não deixam de simbolizar a estabilidade e o conforto. É o caso de O Pequeno Senhor Friedemann (1896), onde um deficiente físico culto e socialmente bem posicionado crê poder proteger-se do desejo através da elevação estética, mas acaba vítima de uma mulher casada e da crueldade mais rasteira.

 

A antologia inclui vários marcos de talento contístico. O Menino Prodígio (1903) apresenta-nos o grego Bibi Saccellaphylaccas, compositor e intérprete precoce, um “fedelhozito versado” e deformadamente narcísico. Uma das suas actuações é relatada através da justaposição da postura e reflexões do músico e das impressões do público. O conto ilustra a complexidade dos narradores de Mann, cuja posição indefinida resulta, nas cenas e quadros sociais, numa voz cínica e afastada, mas capaz de se mover como uma incisão “nas testazinhas de gente”.

 

Hora Difícil (1905) complementa um ensaio dedicado a Schiller, poeta e intelectual alemão que Mann sempre admirou. Aqui, o narrador serve o retrato da enormidade das ambições e frustrações mais íntimas de um escritor. Numa noite de angústia frente a um manuscrito, revelam-se os seus temores perante a acomodação burguesa, a doença ou o fracasso. E ele pergunta, como um possível alter ego de Mann: “Não seria o próprio talento, dor?”

 

retirado do Sol

12
Set12

Mulheres escrevem e leem cada vez mais livros que abordam sexo e sexualidade

olhar para o mundo
Editora Paralela/divulgação
Desde que Cinquenta tons de cinza, de E. L. James, virou febre mundial e se transformou em um dos livros mais vendidos em todo o planeta, várias publicações com temática erótica passaram a ser lançadas ou mesmo relançadas. Toda sua, de Sylvia Day, também uma trilogia assim como Cinquenta tonsFalsa submissão, de Laura Reese; Uma sedução por semana, de Betty Herbert; eCinquenta tons de prazer, de Marisa Bennett, são alguns exemplos de obras que começam a conquistar os leitores, e principalmente, as leitoras. 
Para a doutora em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) Clara Carnicero de Castro, estudiosa da literatura libertina e do Marquês de Sade, sempre houve interesse pela literatura erótica, mas hoje em dia talvez seja menos velado do que no passado. “Por um lado, a sexualidade está em todo lugar, nas novelas, nos reality shows, nos filmes, nas músicas, nos jornais. Há, portanto, menos preconceito em relação ao sexo e mais abertura para o erotismo. Mas, por outro aspecto, com a internet e as redes sociais, as modas se disseminam com força suplementar”, destaca.
A professora da Faculdade de Letras da UFMG Vera Casa Nova, que ministra cursos sobre a relação entre a literatura e o erotismo, também acredita que, de maneira geral, há interesse maior tanto por erotismo como por pornografia. Ela acha que vêm ocorrendo mudanças desde a exibição de filmes pornôs, na década de 1960, em ambientes abertos e fechados. E depois, com a emancipação das mulheres e dos gays com relação à sexualidade. “Isso vem ocorrendo porque há identificação com os prazeres mostrados e as pessoas gostam de ver e ler pornografia, que é diferente de erotismo. Erotismo mexe com a relação da vida e da morte, já que tem a questão da reprodução, dos cheiros, dos instintos. Pornografia é o escândalo do olhar, tudo é exagerado e não há sensibilidade com relação ao corpo do outro”, afirma a professora.
A grande maioria desses livros foi escrita por mulheres e é consumida por elas também. De acordo com Vera, o público feminino se torna alvo porque há maior identificação delas com o prazer do que no caso dos homens. “Mas não significa que eles não leiam esse tipo de literatura. Porém, os homens são mais de assistir aos filmes do que ler livros sobre o assunto. Desde os gregos e romanos, há literatura erótica e acho que as pessoas buscam isso por uma questão de enriquecimento de suas fantasias”, afirma. 
SADE Apesar de muita gente enxergar uma relação próxima entre a obra do revolucionário e libertino francês Marquês de Sade e a literatura adulta atual, boa parte dos especialistas contesta essa identificação. Para Vera Casa Nova, não há nada em comum entre Sade e as obras atuais, porque enquanto no primeiro se destaca a questão política e ele utiliza o objeto de desejo como arma, nas publicações recentes, como o próprio Cinquenta tons de cinza, há mais libertinagem do que a liberdade em si.
Já a doutora em filosofia Clara de Castro defende que Sade é literatura muito complexa, que tem extenso conteúdo filosófico, que é intrínseco ao erótico, e aborda temas radicais demais para o gosto do grande público. Ainda segundo a pesquisadora, os romances e diálogos libertinos da mesma época (século 18) são mais leves e acessíveis, porém também são textos sofisticados cujo princípio é tratar a lubricidade a partir da reflexão, unindo-a à filosofia. “Talvez essa relação fique mais clara com uma frase de uma personagem de Sade: ‘Não basta experimentar as sensações; é preciso também analisá-las: às vezes, é tão doce saber falar delas como saber delas gozar e quando não podemos mais fazer o último, é divino nos lançaremos ao primeiro’. Não me parece que a autora de Cinquenta tons de cinza tenha alguma preocupação nesse sentido. O sexo seria talvez mais um acessório para tornar o texto atraente do que de fato o prato principal e o desencadeador de uma reflexão sobre o homem”, analisa Clara.
 
No mundo virtual 
 
Boa parte da literatura adulta disponível no Brasil é de autores estrangeiros, especialmente mulheres. Mas um escritor brasileiro e de Belo Horizonte, L. Midas (é assim que ele prefere ser identificado), lançou recentemente o tórrido romance Redes sensuais em que apresenta ao público o perigo das redes sociais com abordagem envolvente, com muitas reviravoltas, beijos virtuais, segredos inconfessáveis e, claro, muito sexo. 
 
“O leitor não somente se identifica com as situações, com os personagens, mas até mesmo com o cenário da história. Tudo feito com o intuito de trazê-lo para dentro do livro, literalmente caminhando lado a lado com os personagens, vendo aquilo que eles veem. E, para a turma acima dos 35 anos, um bônus especial é reviver os locais da moda dos anos 1980-90, como, por exemplo, o Amoricana, Fim de Tarde e L'Apogee. Quando o leitor percebe, ele mesmo já perdeu a noção do que é real e do que é forjado”, resume o escritor, que vive na Suécia. Para L. Midas, o estrondoso sucesso de Cinquenta tons de cinzarealmente catapultou o assunto sexo na literatura para a primeira página de todos os jornais do mundo, e tanta discussão impulsionou o apetite das editoras. “Cinquenta tons... pelo menos serviu para detonar esse preconceito.
 
Provavelmente, o gênero, nos próximos meses, sofrerá uma ‘inflação’ de livros – a maioria cópias descaradas – mas quem sabe até mesmo autores consagrados não se aventurarão a escrever algo mais tórrido? Acredito que os leitores só têm a ganhar com isso”, opina. 
 
Enquanto isso... Conto de fadas erótico 
 
A escritora Anne Rice, que ficou famosa com seu primeiro romance, Entrevista com o vampiro, e que inclusive, foi parar nas telonas, resolveu criar nova versão para um dos contos de fada mais famosos dosIrmãos Grimm: A bela adomercida. Com o pseudônimo de A. N. Roquelaure, Anne escreveu a trilogia erótica da princesa (Os desejos de Bela Adormecida, A punição da Bela, A libertação da Bela), em que o príncipe desperta a amada não com um simples beijo, mas com o sexo e a submete a todos os seus desejos. 
retirado de Divirta-se

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub