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04
Fev13

Esquemas de apostas e jogos viciados no Futebol

olhar para o mundo

Europol desmantela rede que manipulava jogos de futebol HUGO DANIEL SOUSA 04/02/2013 - 10:56 (actualizado às 14:07) Jogos da Liga dos Campeões e de qualificação para Europeu e Mundial entre os encontros manipulados. Ligas turca, alemã e suíça são as mais afectadas. Mais de 380 jogos sob suspeita na Europa.   Há dois jogos da Liga dos Campeões sob investigaçãoPATRÍCIA MOREIRA DE MELO/AFP  1 / 2Showing image 1 of 2  24        MULTIMÉDIA  Vídeo Europol denuncia 380 jogos manipulados na Europa  TÓPICOS Futebol internacional Futebol Corrupção MAIS  UEFA coopera com Europol e tomará as medidas adequadas Investigadores da Europol identificaram mais de 380 jogos de futebol manipulados na Europa, incluindo dois encontros da Liga dos Campeões e partidas de qualificação para o Europeu e o Mundial, bem como “jogos de topo nas Ligas europeias”.  Rob Wainright, director da Europol, revelou que foram identificados 425 oficiais (árbitros, dirigentes, membros das organizações futebolísticas, etc.), jogadores e outros suspeitos em 15 países. Ao todo, foram já detidas 50 pessoas.

Jogos da Liga dos Campeões e de qualificação para Europeu e Mundial entre os encontros manipulados. Ligas turca, alemã e suíça são as mais afectadas. Mais de 380 jogos sob suspeita na Europa.

 

Investigadores da Europol identificaram mais de 380 jogos de futebol manipulados na Europa, incluindo dois encontros da Liga dos Campeões e partidas de qualificação para o Europeu e o Mundial, bem como “jogos de topo nas Ligas europeias”.

 

Rob Wainright, director da Europol, revelou que foram identificados 425 oficiais (árbitros, dirigentes, membros das organizações futebolísticas, etc.), jogadores e outros suspeitos em 15 países. Ao todo, foram já detidas 50 pessoas.

 

"Temos provas em mais de 150 casos. As operações eram dirigidas a partir de Singapura, com subornos superiores a 100 mil euros por jogo", disse Friedhelm Althans, chefe de investigação da polícia de Bochum, na Alemanha. 

 

Segundo a BBC, esta rede de manipulação de resultados gerou lucros de oito milhões de euros só na Alemanha, tendo utilizado 15,8 milhões de euros para corromper os envolvidos. O maior pagamento individual foi de 140 mil euros.

 

A maior parte dos jogos viciados realizaram-se nos campeonatos turco, alemão e suíço, disseram os responsáveis da polícia europeia, citados pela AFP.

 

Os responsáveis da Europol não revelaram quais os jogos em causa, mas adiantaram que um dos encontros da Liga dos Campeões se realizou em Inglaterra nos últimos três a quatro anos.

 

Esta rede de corrupção estará relacionada com apostas no mercado asiático, levando à manipulação de jogos principalmente na Europa, mas não só. O suborno a jogadores, árbitros ou dirigentes era realizado com o objectivo de conseguir um determinado resultado, que traria lucros no sistema de apostas.

 

Laszlo Angeli, procurador húngaro, deu um exemplo de como o esquema funciona: "Um húngaro, que estava imediatamente abaixo do líder [da rede] em Singapura, mantinha contacto com árbitros húngaros, que depois tentavam viciar os jogos que dirigiam um pouco por todo o mundo."

 

"Um jogo manipulado pode envolver 50 suspeitos em dez países de continentes diferentes", explicou Althans, sublinhando a importância da cooperação policial. "Há mesmo dois jogos de qualificação para o Mundial, em África, e outro na América Central, que estão sob suspeita", acrescentou o mesmo investigador.

 

"Parece-nos claro que esta é a maior investigação de todos os tempos sobre alegada viciação de resultados", salientou Rob Wainright, citado pela AFP, numa conferência de imprensa, em Haia. Os investigadores, no entanto, temem que este caso seja apenas “a ponta do icebergue”.

 

A investigação foi iniciada pela Europol há 18 meses, centrando-se inicialmente na Alemanha, Finlândia e Hungria, antes de ser alargada à Eslovénia, Áustria e outros países.

 

As autoridades policiais analisaram 700 jogos em 30 países, concluindo que mais de 680 foram viciados – 380 na Europa e 300 em África, Ásia e América Central e do Sul. Nesta investigação, que ainda decorre, foram analisados 13 mil emails.

 

O PÚBLICO já contactou a Polícia Judiciária, para saber se há ramificações desta rede em Portugal e se há suspeitas sobre jogos envolvendo equipas portuguesas, mas ainda não obteve resposta.

 

Este caso surge depois de já terem sido investigados casos de jogos viciados na Europa de Leste e em Itália.

 

Retirado do Público

29
Jan13

France Fooball denuncia "Qatargate" envolvendo Sarkozy e Platini

olhar para o mundo

France Fooball denuncia

Revista francesa acusa o ex-Presidente francês e o líder da UEFA de terem negociado o voto no Qatar para a organização do Mundial de 2022, em troca de investimentos do emirado em França, nomeadamente no PSG.

O semanário France Football lançou esta terça-feira uma série de interrogações sobre a atribuição do Mundial de futebol de 2022 ao Qatar, numa reportagem em que denuncia negociatas envolvendo Michel Platini e o ex-chefe de Estado francês Nicolas Sarkozy.

 

A publicação justifica o título da reportagem, Mundial 2022 – Qatargate, com aquilo que considera ser “um cheiro a escândalo que obriga a colocar a única questão que conta nesta altura: deve a escolha do Qatar ser anulada?”

 

France Football ressuscita um email trocado no seio da FIFA, no qual o seu secretário-geral, Jerome Valcke, escreve: “Eles compraram o Mundial de 2022”. Valcke assumiu posteriormente o “erro” e sublinhou que o tom usado no correio electrónico até foi ligeiro.

 

O caso mais “picante” avançado na edição desta terça-feira diz respeito a uma “reunião secreta” no Palácio do Eliseu, em 23 de Novembro de 2010, dez dias antes da votação da FIFA para escolher o país organizador do Mundial de 2022, entre Nicolas Sarkozy, o príncipe do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, o presidente da UEFA, Michel Platini, e Sébastien Bazin, representante da Colony Capital e proprietário do clube de futebol Paris Saint-Germain (PSG), que enfrentava sérias dificuldades financeiras.

 

Durante a reunião, continua o jornal, discutiu-se a compra do Paris Saint-Germain pelo Qatar, um aumento da participação de empresas do emirado no grupo francês Lagardère e a criação de um canal televisivo de desporto para competir com o Canal +, que o ex-Presidente francês pretendia fragilizar.

 

Em troca, Platini comprometia-se a trocar a opção pelos Estados Unidos, que ele estaria a ponderar, pelo voto no Qatar.

 

Michel Platini reagiu num comunicado enviado à agência AFP, classificando a reportagem de “chorrilho de mentiras” e negando qualquer pedido de Sarkozy para que a UEFA votasse no Qatar.

 

“Repito aquilo que já disse: o Presidente Sarkozy jamais se permitiria pedir-me para votar no Qatar 2022, quando ele sabe que eu sou um homem livre”, acentuou Platini, afirmando ter feito a sua escolha “de forma independente”. Numa “lógica simples”, e “com toda a transparência”, optou por um país que nunca organizou um grande evento desportivo.

 

Numa investigação de 16 páginas, o semanário também cita Guido Tognoni, um ex-director de comunicação da FIFA excluído em 2003, que terá admitido “existir uma forte suspeita de compromisso” em torno dos membros da federação que votaram em 2 de Dezembro de 2010 no Qatar, cuja candidatura foi apresentada com um orçamento recorde de 33,7 milhões de euros.

 

O Qatar contou com apoios poderosos, como o do presidente da federação asiática, Mohammed Bin Hammam, irradiado em Dezembro passado, o do presidente da federação argentina e vice-presidente da FIFA, Julio Grondona, ou o do ex-presidente da federação brasileira, Ricardo Teixeira, que renunciou ao cargo em Março, após acusações de corrupção.

 

O jornal aponta também o caso do presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o paraguaio Nicolas Leoz, que, há duas semanas, negou acusações de compra de votos publicadas na imprensa alemã.

 

O jornal francês recorda que o Mundial de 2022 poderá ser transferido para os Estados Unidos, se o Qatar perder a organização.

 

Interrogada pelo France Football, a organização declarou: “Ganhámos a organização do Mundial 2022 respeitando, do princípio ao fim, os mais altos padrões de ética e da moral, tal como estão definidos nos regulamentos e nos cadernos de encargos”. 

 

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