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As Coisas da Cultura

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As Coisas da Cultura

12
Abr13

Google deixa utilizadores decidirem o que fazer com os dados após a morte

olhar para o mundo

Google deixa utilizadores decidirem o que fazer com os dados após a morte

O sistema permite definir um período de tempo de inactividade, após o qual os dados podem ser apagados ou passados para pessoas escolhidas pelo utilizador.

 

O Google criou uma funcionalidade para que os utilizadores possam determinar o que acontece com os dados e o conteúdo que têm nos vários serviços da empresa quando morrerem ou quando, por outra razão, estiverem muito tempo sem aceder à conta.

 

sistema permite aos utilizadores definirem um período de tempo de inactividade nos serviços do Google – três, seis, nove ou 12 meses –, após o qual os dados podem ser apagados ou passados para pessoas escolhidas pelo utilizador. Em qualquer dos casos, é enviado um SMS para o número que o utilizador eventualmente tenha associado à conta do Google e um email para os endereços alternativos que tenha indicado.

 

A conta do Google permite aceder a um leque de serviços: o Gmail, a rede social Google+, a plataforma de blogues Blogger e o sistema de armazenamento e edição de ficheiros Google Drive. Outros serviços, como o motor de busca e o YouTube, podem ser acedidos sem uma conta, mas são personalizados caso o utilizador esteja registado.

 

Se tiverem sido designados herdeiros do espólio digital, estes não poderão usar o serviço como se fossem o utilizador, mas têm acesso a alguns conteúdos. A funcionalidade surge numa altura em que a comunicação à distância é quase só digital e, em muitos casos, não há cartas e outros elementos físicos que sejam recordações para amigos e família.

 

De fora do legado, porém, ficam os livros, música e outros conteúdos comprados na loja online do Google – nestas compras, explicou a empresa, o utilizador compra uma licença para ouvir a música ou para ler o livro, que não é transmissível.

 

Retirado do Público

14
Mar13

Como o Facebook devassa as nossas vidas... e porque vai continuar

olhar para o mundo

Uma notícia do Financial Times revela que um algoritmo utilizado por uma equipa da Universidade de Cambridge consegue extrair das contas de Facebook dos cidadãos dados que estes não revelam na rede social. A orientação sexual, por exemplo, consegue um grau de precisão de 88%. Na origem étnica, 95% e nas preferências religiosas e políticas, 80%.

 

Os meus colegas da Exame Informática  disseram-me que plataformas para traçar os perfis de clientes de marcas através dos likes deixados no FB já nem sequer são ficção como, pelo contrário, existem e são utilizadas por empresas.

 

Tudo isto significa duas coisas: primeiro, que a nossa vida é devassada a partir de nós próprios, do nosso comportamento; depois, que não é necessariamente o Estado ou a polícia a provocar a devassa, mas empresas, plataformas, algoritmos.

 

Voltando à notícia do FT, cita-se Michal Kosinksi, um dos autores do relatório, que afirma que os algoritmos podem ser facilmente utilizados pelas empresas para aferir certos dados da vida dos seus colaboradores e empregados ou futuros contratados, poupando assim muito tempo e embaraços.

 

Claro que tudo isto me causa estranheza. E, se bem conheço as autoridades europeias, em breve teremos façanhuda legislação para tentar evitar esta tendência. Porém, ocorre-me que historicamente a privacidade é um conceito recente. Há uns séculos (e em certos países e meios há umas décadas), um quarto por pessoa (ou casal) era algo de gente rica. Todos, na aldeia ou no bairro, sabiam da vida de todos. Ora, a aldeia global que o velho Marshall McLuhan previu tem, provavelmente este custo. A privacidade. E por isso as tensões criadas pelos algoritmos no Facebook vão continuar. Por muito que se legisle, por muito que - com razão! - nos indignemos.


Retirado do Expresso

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