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As Coisas da Cultura

28
Set13

Critica de cinema: Diana

olhar para o mundo
Diana
Se há filme que se possa considerar “imune” ao que os críticos possam dizer, é este: a história daquela que terá sido a grande relação romântica de Diana, princesa de Gales, com o cirurgião paquistanês Hasnat Khan, iniciada pouco antes da célebre entrevista televisionada de 1995 e terminada poucos meses antes do acidente que lhe custou a vida em 1997.
O filme do alemão Oliver Hirschbiegel (A Queda, 2004) é apenas mais uma das incontáveis “adendas” à lenda em que a “princesa do povo” se tornou, e como tal embarca de consciência tranquila na imagem mitificada de Diana como uma mulher simultaneamente senhora e prisioneira do seu estatuto de figura pública. Aqui e ali, dá sinais de querer levantar um debate sobre o direito à privacidade, mas prefere sempre o lado do melodrama romântico de água de rosas sobre a princesa e o cirurgião, filmado com a competência anónima e descartável a que a “qualidade britânica” nos habituou. Duas estrelas, então, porquê? Uma para Naomi Watts - que, mesmo lutando contra a ausência de parecença física, consegue transcender o lugar comum do argumento e criar uma personagem de mulher, mais do que apenas colorir o retrato (sobretudo face a um Naveen Andrews perfeitamente canastrão e muito pouco à vontade). A outra porque este é um filme que arvora honestamente a perfeita consciência que tem do que lhe é pedido e do público a quem se dirige: uma daquelas edições especiais comemorativas das revistas de famosos cheia de fotografias e convenções.
Retirado Público
04
Out12

«À PROCURA DE DIANA»: O QUE REALMENTE ACONTECEU

olhar para o mundo

A TVI caiu que nem patinhos na história de Diana


Na semana passada, a TVI acreditou numa história de amor à primeira vista que afinal era uma mentira. O canal contou a história de Ricardo, que procurava Diana, uma jovem francesa pelo qual se tinha apaixonado, no dia da manifestação de 15 de setembro.

Ricardo aparecia a colar cartazes nas paredes de Lisboa, criou uma página no Facebook e afirmou perante as cameras que estava apaixonado por esta mulher, que queria reencontrar.

TVI mostra no «Jornal das 8» o que está por trás de uma história de amor que afinal era só um truque publicitárioMas era tudo mentira. Como a Agência Financeira noticiou ontem esta história, afinal, não passou de uma ação de marketing de uma marca de comésticos que, como reconheceu hoje, lhe escapou ao controlo.

Certo é que esta turista francesa, de novo Diana, não existe. Ricardo Soares Santos, de 24 anos, esteve quase três horas a mentir, consciente, perante um jornalista e uma repórter de imagem.

A TVI acreditou na história deste rapaz, e a sua história encheu as redes sociais e as ruas de Lisboa, quando o país vive um momento de crise, angústia e dúvidas. A narrativa desde rapaz tinha o lado mais bonito das pessoas.

Tudo se passou assim: a TVI encontrou a história no Facebook, enviou uma mensagem ao titular, respondeu Ricardo, que se mostrou disponível para um entrevista. Nesse mesmo dia, 26 de setembro, a equipa da TVI encontrou-se com Ricardo no Largo de Camões. O rapaz contou a sua história e abusou da boa fé da equipa da TVI, que não tinha porque desconfiar da história; e mesmo depois de entrevistar Ricardo, tentou perceber junto de um amigo qual o perfil deste jovem: foi descrito como alguém inteligente, série, sensível, tímido e pouco a exposições mediáticas. A verdade é que até os amigos foram enganados.

Ontem, na mesma página onde lançou o movimento «À procura de Diana» foi revelada a verdade da mentira. A tal história de amor não passa de uma manobra publicitária de uma marca de perfumes, a Cacharel, que entretanto retratou-se em comunicado, explicando que a ação de marketing lhe escapou ao controlo.

A Cacharel «considerou que o impacto desta história de amor não iria ferir as susceptibilidades da opinião pública e dos órgãos de comunicação social». Mas o certo é que feriu e na página de Facebook cresce a indignação dos consumidores. A página do movimento anti-Cacharel Portugal já tem mais de 2.700 fãs.

 

Noticia do Push

02
Out12

A procura pela "Diana" era afinal uma campanha publicittária

olhar para o mundo
Campanha apresentava esta fotografia como a última tirada por Campanha apresentava esta fotografia como a última tirada por "Ricardo" à "Diana" (DR)

A história de amor do jovem que andava “à procura de Diana” era, afinal, uma campanha da Cacharel. Quando a marca de perfumes revelou, nesta terça-feira, que se tratava de marketing, os apoiantes da alegada busca romântica manifestaram o seu desagrado no Facebook.

 

A história chegou a ser noticiada na TVI e no jornal Metro, a 26 de Setembro, e dava conta de um jovem à procura da "rapariga da sua vida", que teria conhecido na manifestação de dia 15. A "Diana" não lhe tinha deixado contacto ou apelido, mas deixou-lhe a certeza de que a teria de encontrar até 14 de Outubro. Nessa data, ela regressaria a Paris. O jovem apaixonado, "Ricardo", andava por isso à sua procura por Lisboa, com cartazes e um lençol branco com a mensagem "À procura de Diana".

Nas redes sociais, as mensagens de apoio não cessaram. Até hoje. As reacções passaram do incentivo ao jovem "Ricardo" à indignação. Tanto que, depois de se saber que se tratava de uma campanha, foi criada uma página no Facebook intitulada “Movimento Anti-Cacharel Portugal” e que tem como objectivo “ter mais likes [seguidores] que a página oficial da Cacharel". "Esta página destina-se a protestar contra a campanha vergonhosa feita pela marca de perfumes Cacharel em Portugal. Publicidade enganosa não!”, lê-se no texto de apresentação. Em três horas, a página tem mais de 600 seguidores.

A página da "procura" pela "Diana" angariou, em duas semanas (desde 17 de Setembro), mais de 29 mil apoiantes, perto de 40 mil partilhas da mensagem e centenas de comentários de apoio, enquanto o jovem aparecia em vários locais de Lisboa com cartazes na esperança de encontrar a rapariga misteriosa.

A Cacharel revelou que o "movimento de romantismo" se tratava de uma campanha publicitária nessa mesma página, nesta terça-feira: “Durante uma semana a magia desta história preencheu cada coração dando um novo fôlego e uma inspiração para as nossas vidas. À procura de Diana foi inspirado na história envolvente de Catch Me, o novo perfume da Cacharel. Continua a viver intensamente o Amor na página do Movimento de Romantismo. Todos nós temos uma Diana ou um Ricardo dentro de nós!”

Seguiram-se reacções de revolta pelo engano. "Indecente, insensivel, pouco ético, vergonhoso. São este tipo de acções que consolidam o descrédito nas instituições e nas entidades", escreve uma seguidora da página. "Não gostei... Sinto que gozaram connosco... Achava isto mesmo engraçado", lamenta outra.

A campanha não foi bem aceite por muitos dos que antes apoiavam a história de amor, mas alguns derem mesmo os parabéns à marca pela estratégia de marketing "genial". Cristina Montes, responsável pela divisão de produtos de luxo da L’Oréal, disse ao PÚBLICO que a marca ainda está a avaliar os resultados da campanha da Cacharel.

A data prevista para o regresso de "Diana" a Paris, 14 de Outubro, não é mencionada na mensagem publicada hoje pela Cacharel. Esta mensagem surgiu, no entanto, depois de começar a circular no Facebook uma imagem que sugeria que a história seria falsa. A imagem chegou hoje à página "À procura de Diana", cerca de uma hora antes de a Cacharel revelar que se tratava de uma campanha.

 

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