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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

05
Nov12

Porto em Kiev com os pés na terra

olhar para o mundo

Porto já olha para a próxima fase da Champions

 

"Só podemos olhar em frente quando estivermos na próxima fase", alerta Vítor Pereira

 

O treinador do FC Porto, Vítor Pereira, confessa que gostava que o Dínamo Kiev passasse à segunda fase da Liga dos Campeões de futebol, mas garante não estar disposto a dar qualquer presente ao adversário no jogo de terça-feira.


“Gosto do Dínamo e não quero que a equipa seja afastada nesta fase da competição, especialmente porque hoje é o 60.º aniversário do seu treinador [Oleg Blokhin]. Desejamos-lhe muita saúde e um feliz regresso, mas não haverá presentes para ele no campo”, disse Vítor Pereira, referindo-se aos problemas de saúde que afastaram temporariamente o treinador ucraniano do banco.

O técnico dos “azuis e brancos” assegurou que planeou “um jogo interessante” para Kiev, na expectativa de motivar o adversário de modo a mostrar “o seu verdadeiro carácter” e “o desejo” de continuar “vivo” no grupo A da Liga dos Campeões, no qual é terceiro com três pontos.

“O Dínamo precisa dos três pontos, por isso é provável que o treinador mude a táctica e jogue com maior agressividade, mas isso não nos importa. Vamos manter-nos fiéis ao nosso estilo e tentar controlar a bola com inteligência, jogando como uma unidade”, explicou, indicando que confia na criatividade dos seus jogadores para decidir o encontro.

Vítor Pereira acredita que o jogo da quarta jornada do Grupo A será “desafiante” para os dois conjuntos, mas que será o FC Porto a somar os três pontos, garantindo assim o apuramento para os oitavos-de-final. “Sabemos o que queremos desta competição. Temos ambições, no entanto o nosso principal objetivo é ganhar o próximo jogo. Só podemos olhar em frente quando estivermos certos de que estamos na próxima fase”, lembrou.

Apesar das inúmeras mensagens de parabéns, Oleg Blokhin não teve um dia totalmente feliz, já que viu os médicos confirmarem que não poderá estar no banco esta terça-feira. “Farei a palestra pré-jogo e irei ao balneário no intervalo. Será muito duro, mas sabemos que só a vitória serve”, reconheceu.

O treinador ucraniano, que foi operado depois de uma crise de hipertensão e está há um mês de baixa, sabe que o duelo com o líder do Grupo A é uma verdadeira final.

“Se não vencermos o FC Porto amanhã [terça-feira] e o Paris Saint-Germain no próximo jogo, podemos esquecer o apuramento”, concluiu.


Retirado do Público

25
Out12

FC Porto ganha na liga dos campeões apesar da exibição apagada

olhar para o mundo

FC Porto ganha na liga dos campeões apesar da exibição apagada

O FC Porto venceu (3-2) o terceiro jogo consecutivo no Grupo A da Liga dos Campeões, isolou-se na liderança e está a um passo dos oitavos-de-final. Mas a vitória esteve longe de ser acompanhada por uma grande exibição. Os “dragões” tiveram um aproveitamento elevadíssimo, mas o Dínamo de Kiev contou com um Miguel Veloso em alta e o jogo esteve aberto até aos derradeiros minutos. Uma assistência perfeita de Lucho já no último quarto de hora, porém, permitiu a Jackson Martínez resolver de vez a questão.


Os primeiros minutos não faziam prever tanto sofrimento. A equipa de Vítor Pereira entrou a jogar praticamente no meio-campo adversário, embora sem conseguir criar situações claras de golo. Mas à medida que o tempo foi passando, a equipa perdeu velocidade, Moutinho apagou-se por completo e os laterais Danilo e Mangala (uma adaptação) raramente conseguiram dar profundidade aos flancos. Ainda assim, Varela conseguiu, já numa fase de decréscimo na qualidade de jogo, um grande golo depois de um excelente trabalho de Lucho. O argentino, de resto, foi um dos grandes responsáveis pela vitória.

O Dínamo Kiev é uma equipa que conta com um punhado de bons jogadores, mas que no Dragão não escondeu, desde o início, que a sua estratégia passava por defender e tentar o contra-ataque. E teve um jogador que brilhou: o internacional português Miguel Veloso. O médio, formado no Sporting e que passou pelo Génova antes de seguir para a Ucrânia, realizou uma exibição irrepreensível. Foi o homem que pensou o jogo dos ucranianos e que construiu os lances mais complicados para Helton. Obrigou o guarda-redes brasileiro a uma defesa apertada num canto marcado de forma exemplar e, depois, testou-lhe os reflexos com um remate rasteiro de fora da área. A completar o seu momento de ouro, apontou o canto que permitiu a Gusev (outro elemento em destaque) cabecear para o fundo da baliza, com Mangala e Helton a verem jogar.

Com dificuldades na primeira fase de construção, a equipa ucraniana teve dois extremos (Yarmolenko e Gusev) mais preocupados em fechar os seus corredores do que em atacar, mas o golo do empate acabou por punir a fraca intensidade que o FC Porto mantinha na altura no jogo, onde João Moutinho foi uma sombra daquilo que se lhe conhece.

O FC Porto, porém, mesmo a jogar a passo, teve a fortuna de contar com um James Rodríguez que resolveu, aos 37’, aparecer no meio a realizar um passe primoroso que deixou Jackson na cara do golo. O remate só parou no fundo da baliza.

Este lance permitiu aos “dragões”, que há muito tinham perdido a intensidade que se lhes exigia, conseguirem uma eficácia total: dois remates, outros tantos golos. Os colombianos conseguiram desmontar a teia defensiva que o Dínamo tinha montado e que, apesar das limitações, conseguia aproveitar a lentidão e incapacidade de movimentação dos homens da casa para resguardar a sua área.

O golo obrigou os ucranianos a esticarem o jogo, colocando Yarmolenko e Gusev mais próximos do ponta-de-lança Ideye Brown. Uma estratégia que deu outro espaço ao FC Porto, mas também passou a colocar outras dificuldades aos homens da casa, muito pela acção de Taiwo, Gusev e Miguel Veloso. Aos 71’, Taiwo obrigou Helton a uma grande defesa e, logo a seguir, Yarmolenko ensaiou o passe que ofereceu o golo a Brown.

O Estádio do Dragão tremeu. Mas, aos 78’, surgiu Lucho a fugir a Khacheridi e a fazer, já perto da linha final, o cruzamento milimétrico para Jackson encostar e bisar. Um golo que deixa os portistas com um pé na fase seguinte da Champions.


POSITIVO
Miguel Veloso O internacional português foi um dos melhores jogadores em campo. Foi ele que pensou o jogo dos ucranianos e que mais dificuldades criou a Helton. Além disso, apontou o pontapé de canto que resultou no primeiro golo do Dínamo Kiev.

Lucho e Jackson O argentino construiu dois golos, garantiu alguma consistência numa equipa que em determinados momentos parecia perdida e deu uma vitória importante ao FC Porto. Jackson teve três oportunidades e marcou por duas vezes. Pouco mais se pode pedir a um ponta-de-lança.

NEGATIVO
João Moutinho O médio portista foi uma sombra daquilo a que já habituou os adeptos. Esteve mal em quase todos os momentos do jogo, especialmente no segundo tempo, e acabou por ser substituído por Defour.


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