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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

Porque há sempre muito para ver e para contar

As Coisas da Cultura

02
Abr13

Póvoa do Varzim promove poesia junto de jovens alunos

olhar para o mundo

Póvoa do Varzim promove poesia junto de jovens alunos

A iniciativa, organizada pela Equipa da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Campo Aberto – Beiriz e destinada a todos os alunos do 8º ano de todas as escolas do concelho, pretende assinalar o Dia Mundial da Poesia, que se comemorou a 21 de Março.


Promover o gosto pela poesia, desmistificar a dificuldade da escrita poética, participar de forma activa na construção do texto poético, fomentar o gosto pela partilha e estimular o gosto e a consciencialização na divulgação de conhecimentos adquiridos” são os objectivos desta acção, segundo nota de imprensa.

 

Mestre em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, e doutorando em Ciências da Educação, na mesma faculdade, João Manuel Ribeiro tem-se dedicado à escrita para crianças e a actividades de dinamização da literatura em colégios e escolas básicas do 1º ciclo (quer através de oficinas de escrita criativa, quer de encontros onde declama poesia). 

Dinamizou também já alguns projectos de escrita colaborativa com alunos, tendo daí resultado a edição de alguns livros.

 

Teresa Casas Novas

 

Retirado do HardMúsica

20
Jan13

Há cada vez mais alunos com sono porque estiveram no computador até tarde

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Há cada vez mais alunos com sono porque estiveram no computador até tarde

Dores nos olhos, nas costas e na cabeça podem ser sinais de alerta para uso abusivo do computador ENRIC VIVES-RUBIO

 

Passam horas a fio a jogar online. Não comem, não dormem, nem vão à casa de banho. Há crianças que vão com sono para as aulas, adolescentes que faltam à escola para jogar. Os pais chamam-nos para jantar e eles pedem sempre mais cinco minutos que se transformam numa hora. Por vezes os pais desesperam, desligam a ficha e os filhos reagem de forma agressiva. Há quem peça aos pais para lhes levarem o jantar num tabuleiro ao quarto e outros que não conseguem passar nem dez minutos sem ir ao telemóvel.

 

Estas são apenas algumas histórias relatadas ao PÚBLICO por psicólogos que estiveram no Simpósio Internacional sobre o impacto das novas tecnologias no desenvolvimento das crianças, nos jovens e nas famílias, promovido pelo CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil. À margem do encontro, procuramos também perceber de que forma pode afectar o desempenho escolar, o comportamento e a atenção das crianças.

 

A psicóloga clínica Rosário Carmona e Costa, do CADIn, explica que para diferentes situações, como dificuldades de aprendizagem, ansiedade, problemas sociais e de sono, se tem vindo “a encontrar muitas vezes um denominador comum que é o uso excessivo da Internet, das redes sociais e dos jogos virtuais”.

 

O CADIn tem desenvolvido trabalho nesta área através do projecto CADInter@tivo e, entre outras actividades, promoveu sessões de sensibilização gratuitas nas escolas. Foi durante esses meses de “digressão” que Rosário Carmona e Costa se apercebeu como “estas questões estão, de facto, a afectar o dia-a-dia das crianças e jovens” e também dos pais que “parecem não saber o que fazer”.

 

Recolheu inúmeros testemunhos como o de um menino do 6.º ano que contou que o irmão, que não largava o computador, pediu ao pai que passasse a deixar o jantar num tabuleiro à porta do quarto – o pai acedeu. Ou crianças do 5.º ano com queixas de dores nos olhos, nas costas e na cabeça, sinais que podem ser de alerta para um uso abusivo do computador. Mas também há outras que contam que os pais lhes dizem para largar o computador, quando eles próprios estão no Ipad. Uma mãe “angustiada” ainda partilhou com Rosário Carmona e Costa que não conseguia que a filha guardasse o telemóvel no bolso das calças nem por dez minutos enquanto jantava.

 

 

 

Retirado do Público

15
Jan13

Fundação paga volta ao mundo a estudantes

olhar para o mundo
Fundação paga volta ao mundo a estudantes
Durante o Gap Year, Tiago e Gonçalo, então com 18 anos, visitaram 25 países.
Pagar a estudantes de concelhos do interior do país viagens pelo mundo quando acabam o ensino secundário. É esta a aposta, inédita no país, de um empresário que há seis anos doou metade do património para erguer uma fundação para dinamizar a aldeia dos avós, Lapa do Lobo, na Beira Alta.

A fundação – financiada pelo empresário Carlos Torres para dinamizar e apoiar iniciativas culturais e de educação nos concelhos de Carregal do Sal e Nelas – levou, pela primeira vez em 2011, dois jovens a visitar 25 países e ganharem experiência de vida, antes de entrarem para a universidade. E outros quatro estão actualmente a viajar pelo mundo com o apoio desta Fundação Lapa dos Lobos: dois pela Guatemala e outros dois estão nos Açores, prestes a partir para o Brasil.

 

Uma iniciativa única entre as cerca de 500 fundações portuguesas, das quais cerca de 200 de iniciativa privada. «É certamente um projecto inédito, que é muito útil numa altura em que a maioria das Fundações se debate com falta de dinheiro para este tipo de apoios», diz ao SOL o presidente da assembleia geral do Centro Português de Fundações, Carlos Monjardino.

 

O também presidente da Fundação Oriente lembra que a «maioria das bolsas concedidas pelas principais fundações, como a Gulbenkian, são dadas já a estudantes universitários ou de mestrado e doutoramentos como forma de os ajudar a prosseguir os estudos em Portugal ou no estrangeiro». Muito mais raros são os apoios para os alunos que acabam de terminar o ensino secundário.

 

A ideia surgiu ao empresário Carlos Torres por acaso durante um encontro com estudantes do ensino secundário organizado pela fundação que criou em 2007 para dinamizar a Lapa do Lobo, aldeia com apenas 700 habitantes. «Ouvi uma palestra de um aluno do 12º ano da secundária de Carregal do Sal, o Gonçalo, que dizia que o seu maior sonho era poder fazer um gap year – uma pausa de um ano nos estudos para viajar antes de entrar na universidade», explica. E decidiu pagar-lhe a viagem. Gonçalo Azevedo Silva e o colega Tiago Marques, então com 18 anos, iniciaram um gap year. Entre Dezembro de 2011 e Junho de 2012 percorreram a Austrália, Nova Zelândia, Brasil, China, Nepal Índia, Indonésia e Timor e vários países europeus. «Quis dar a alguns estudantes com 18 anos a oportunidade de fazer a viagem que eu adoraria ter feito», conta o administrador da Resul, empresa de equipamentos e soluções de energia.

 

‘Viagem inesquecível’


Cada viagem custou seis mil euros, com a maioria dos percursos a ser feito de camioneta ou comboio. Os jovens tinham como missão participar em acções de voluntariado e acções nas comunidades nos vários locais por onde passavam. Ficavam alojados em casas de famílias, organizações não governamentais ou hostels. Eram também ‘obrigados’ a documentar com imagens e a relatar a experiência num blogue da viagem, que será agora editado em livro.

 

Para Gonçalo Azevedo Silva, agora no primeiro ano da Economia do Instituto Superior de Economia e gestão (ISEG), a experiência foi «inesquecível»: «Nunca pensei ter esta oportunidade, que me abriu horizontes, deu-me maturidade fez-me ultrapassar muitas barreiras».

 

Foi a Índia, o país que mais o marcou. Ali, ele e Tiago deram aulas em inglês a crianças de aldeias que ficavam a 10 horas da cidade mais próxima, tendo chegado a fazer viagens de comboio durante quase um dia. «Ficamos a conhecer melhor o mundo e sobretudo a conhecer melhor as nossas capacidades», diz.

 

Apoio a 42 alunos com bolsas


Os jovens quiseram partilhar a experiência e criaram, por sua iniciativa, a Associação Gap Year Portugal para divulgar as vantagens deste ano de intervalo nos estudos. Na página na internet (gapyear.pt) dão informação e dicas sobre o assunto. «Em Portugal não havia nada semelhante e neste momento já temos 50 inscritos a pedir informação para viajarem», remata Gonçalo.

 

Além de promover o gap year outra grande aposta da Fundação Lapa do Lobo é apoiar com bolsas 42 estudantes de licenciatura, doutoramento e mestrado em dois concelhos da Beira Alta: Carregal do Sal e Nelas. Também dinamiza acções educativas abrangendo cerca de dois mil alunos. Ha cursos de inglês ou guitarra, ateliers, espectáculos de música e palestras onde os estudantes podem participar.

 

Retirado do Sol

21
Out12

Orquestra Geração: Música para mudar miúdos

olhar para o mundo
Orquestra Geração: Música para mudar miúdos

 

Inspirada no El Sistema, a Orquestra Geração portuguesa, idealizada por Wagner Diniz, um director do Conservatório Nacional, ensina música a sério a mil alunos de escolas pobres do país. E muda-lhes os horizontes.

 

A Orquestra Geração nasceu em 2007, com o objectivo de levar música clássica a jovens de classes sociais desfavorecidas. O programa inspirou-se no modelo venezuelano El Sistema e hoje já tem cerca de mil alunos em Portugal. O documentário homónimo, de Filipa Reis e João Miller Guerra, estreou no Cinema City Classic Alvalade e mostra como tudo funciona.

 

A primeira nota a reter sobre a Orquestra Geração é simples, mas não necessariamente imediata. Por isso, sempre que fala sobre o projecto que coordena, o professor Wagner Diniz está treinado para sublinhar várias vezes que o objectivo da Orquestra Geração «não é criar músicos, mas sim, através da música, tentar reconstruir um tecido social que está um pouco estragado».

 

A explicação carece de ser lembrada tantas vezes por causa do modelo que inspirou a iniciativa nacional. Criado na Venezuela em 1975, o El Sistema é um programa de educação musical infanto-juvenil, vocacionado para as classes sociais mais baixas, e que já formou milhares de instrumentistas ao logo dos anos. Entre eles, figura o conhecido maestro Gustavo Dudamel, actualmente director artístico da Orquestra Sinfónica de Los Angeles e da Orquestra Simón Bolivar da Venezuela e que, em 2009, foi considerado pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

 

Foi com este fortíssimo cartão-de-visita internacional que a Orquestra Geração arrancou em Portugal, há cinco anos, mas ele também cria alguns equívocos sobre a missão do projecto. «Claro que, em cerca de mil alunos [o número actual de estudantes do programa nacional], há uns quantos que estão em escolas profissionais e que encontraram na música um objectivo. Mas nós somos um projecto de intervenção social. Para nós não é só importante conquistar os miúdos. Queremos conquistar a comunidade e os pais», comenta Wagner.

 

A primeira vez que ouviu falar do El Sistema, Wagner Diniz estudava na Suíça. Como tinha vários colegas naturais da Venezuela, um dia foi convidado para assistir a um concerto de uma das orquestras venezuelanas (criadas pelo El Sistema) e guardou aquele momento especial na cabeça. Anos mais tarde, em conversa com o amigo Jorge Miranda – que na altura dirigia o departamento de Educação da Câmara da Amadora e procurava um programa de acção social adequado às escolas locais –, Wagner Diniz recuperou a experiência que viveu na Suíça.

 

Em 2007, na condição, na altura, de presidente do conselho executivo do Conservatório Nacional de Música, montou o projecto em parceria com a autarquia da Amadora e com o apoio do Ministério da Educação e da Fundação Gulbenkian. A primeira escola a formar a Orquestra Geração foi a Miguel Torga da Amadora, onde começaram com 15 alunos. «E terminámos o ano lectivo com 115 crianças», recorda o professor de música. Em 2008, o projecto cresceu, com mais duas escolas (uma em Vialonga e mais outra na Amadora) a aderirem ao programa, e assim continuou gradualmente até 2012. «Actualmente somos 12 escolas na Área Metropolitana de Lisboa, mais uma em Coimbra e três em Trás-os-Montes», menciona.

 

Sete horas de música semanais


Pertencer à Orquestra Geração obriga a que, todas as semanas, os alunos tenham que estudar sete horas de música extra-curriculares, divididas entre cinco horas de trabalho conjunto, uma de técnica e outra de coro e formação musical. «Quando eles começam, a nossa preocupação inicial é colocarmos, primeiro, as crianças em comunicação umas com as outras. Elas precisam de se habituar a estarem juntas. Depois, como têm de estar muito atentas àquilo que estão a tocar, começam a desenvolver a capacidade de concentração», diz o coordenador do projecto (que funciona associado ao Conservatório Nacional), frisando que é aqui que se notam as grandes mudanças.

 

«O absentismo reduziu imenso e já há inclusive uma escola, na Amadora, em que os miúdos que fazem parte da Orquestra Geração tiveram quase todos nível 5. Isto é incrível, principalmente quando pensamos que, na sua grande maioria, estes miúdos vêm de famílias monoparentais, com situações financeiras e sociais muito complicadas», salienta, referindo como o caso mais extremo a que assistiu o de um adolescente «que dormia com uma faca na cama porque tinha medo que o irmão o matasse durante a noite».

 

Sodade, de Cesária Évora


Com 37 anos de experiência na Venezuela, Wagner Diniz acredita que este modelo de ensino atrai os alunos porque, primeiro, eles têm logo um instrumento disponível para aprenderem a tocar e, segundo, o repertório é bastante popular e adaptado às realidades locais de cada escola. «Os miúdos gostam de ouvir bom ritmo e boa melodia e as primeiras canções que aprendem aqui são arranjos de cordas simples, onde ainda nem precisam de usar os dedos. A pouco e pouco vão começando a tocar obras mais complexas, mas que também reflectem a diversidade cultural do bairro onde vivem», esclarece, referindo que há escolas onde 80% dos alunos são cabo-verdianos. «Introduzimos mornas e coladeras no repertório. A primeira vez que tocámos o ‘Sodade’, da Cesária Évora, no São Luiz, aquilo parecia um concerto de rock and roll, com os pais histéricos e a dançar», recorda.

 

Plano Nacional de Orquestras


É esta aceitação da comunidade que possibilita que o professor Wagner continue a projectar o futuro. Entre os vários sonhos que quer concretizar, há dois que se atreve a dizer em voz alta. O primeiro é a criação, à semelhança do Plano Nacional de Leitura, de um programa nacional de orquestras escolares. E o segundo é igualmente ambicioso.

 

«Gostava de arrancar já este ano com a Orquestra Geraçãozinha, para crianças a partir dos 4 anos, especialmente por causa da comunidade cigana. Já percebemos que se for mais tarde já é muito difícil porque eles ganham vícios muito cedo. Já temos o sítio onde intervir e já temos uma canção, a ‘Ritmos Ciganos’, que é precisamente uma canção popular cigana».

 

Noticia do Sol

23
Set12

Tim Burton e Oliveira no Plano Nacional de Cinema que começa em 23 escolas

olhar para o mundo
Tim Burton e Oliveira no Plano Nacional de Cinema que começa em 23 escolas


Chaplin, Tim Burton, Truffaut, Spielberg, Scorsese, Kiarostami, Oliveira, Fernando Lopes, Luís Filipe Rocha, Edgar Pêra, Salaviza, Regina Pessoa fazem parte do programa do Plano Nacional de Cinema (PNC), criado pela Secretaria de Estado da Cultura e pelo Ministério da Educação e Ciência.

 

Obras de Charlie Chaplin, Tim Burton, François Truffaut, Spielberg, Scorsese, Abbas Kiarostami, Manoel de Oliveira, Fernando Lopes, Luís Filipe Rocha, Edgar Pêra, João Salaviza, Regina Pessoa fazem parte do programa do Plano Nacional de Cinema (PNC), criado pela Secretaria de Estado da Cultura e pelo Ministério da Educação e Ciência, que foi apresentado nesta sexta-feira de manhã, na Cinemateca, em Lisboa.

 

Francisco José Viegas salientou que esta lista de filmes não resultou de gostos pessoais, foi um trabalho que envolveu também agentes do sector "Não houve nenhuma preocupação de instituir uma quota para o cinema português, mas a lista tem mais de 50 por cento de filmes portugueses", acrescentou o secretário de Estado da Cultura. 

O Plano Nacional de Cinema começa a funcionar este ano lectivo em 23 escolas do ensino básico e secundário, públicas e privadas, em todos os distritos, na forma de um plano piloto que abrangerá cerca de três mil alunos. 

Haverá uma escola por cada distrito, duas no do Porto, três no de Lisboa e três no de Faro. A escolha das escolas, explicou na cerimónia a secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite, decorreu primeiro de um processo de consulta aos estabelecimentos de ensino e de uma selecção posterior entre aquelas que manifestaram interesse em participar. Em cada uma dessas escolas, o plano será desenvolvido por um professor coordenador, sob a direcção e com a responsabilidade do director da escola ou do agrupamento.

O programa do Plano Nacional de Cinema abrange longas e curtas-metragens de vários géneros - cinema mudo, westerns, musicais, cinema de animação e documentário. O que lhe serviu de base foi o Programa JCE - Juventude Cinema na Escola, que existe desde 1998, e foi dirigido por Graça Lobo, antiga responsável pelo Cineclube de Faro, que coordena agora o PNC e esteve na conferência de imprensa ao lado do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, e de Isabel Leite.

O PNC está inscrito na recém-aprovada Lei do Cinema e do Audiovisual, com o objetivo de impulsionar a criação de novos públicos através da promoção de "um programa de literacia para o cinema junto do público escolar para a divulgação de obras cinematográficas de importância histórica". 

Querem "ter adolescentes que daqui a alguns anos saiam das escolas a saber que o cinema não começou com Tarantino, não começou com os filmes de há dois ou três anos. Tem uma história, tem património comum", explicou Viegas. Irão aproveitar a rede de cineteatros, cineclubes e auditórios do país, e os custos sobre direitos de exibição de obras cinematográficas serão suportados pelo Instituto do Cinema e Audiovisual. tal como estava previsto na nova lei.

No próximo ano lectivo, o plano poderá ser alargado a mais escolas do país, que se queiram associar ao projecto, e aos restantes níveis de escolaridade, incluindo os primeiros anos do ensino básico. E está também a ser preparada a criação de um Plano Nacional da Música, adiantou o secretário de Estado da Cultura.

 

Noticia do Público

20
Set12

Novas metas para História, Geografia, Ciências Naturais, Físico-Química e Inglês

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O ano lectivo arrancou com normalidade, garantiu Nuno Crato no Parlamento

O ano lectivo arrancou com normalidade, garantiu Nuno Crato no Parlamento (Foto: Enric Vives-Rubio)


O ministro da Educação Nuno Crato anunciou esta tarde, no Parlamento, que serão elaboradas novas metas curriculares para várias disciplinas do ensino básico.

 

História, Geografia, Ciências Naturais, Físico-Química e Inglês são as disciplinas escolhidas, depois de, em Agosto, terem sido conhecidas as versões finais das metas curriculares para Português, Matemática, Tecnologias da Informação e Comunicação, Educação Visual e Educação Tecnológica. Para estas disciplinas, as metas curriculares já entraram em vigor. 

O ministro garantiu ainda que o novo ano lectivo, que abriu durante a semana passada, arrancou com normalidade. Segundo Crato, as aulas só não começaram em cinco escolas no país. 

Segundo um comunicado do gabinete de imprensa do ministério, Nuno Crato e os secretários de Estado Isabel Leite e Casanova de Almeida deslocaram-se esta tarde ao Parlamento, "por iniciativa própria, para uma declaração política sobre o inicio do ano lectivo nos ensinos básico, secundário e superior, seguindo-se um período de perguntas e respostas".

Em resposta ao deputado do PS, Rui Santos, que o interpelou sobre o “mistério” dos 200 mil alunos a menos em três anos, referido pelo ministro numa entrevista à TVI, Crato prometeu enviar ao parlamento as notas de imprensa do seu ministério a respeito deste tema. À saída do parlamento, questionado por jornalistas, o ministro acabou por admitir o que as estatísticas do seu ministério comprovam e o PÚBLICO já noiticou ou seja, que esta quebra se deveu “em grande parte” à saída do sistema de ensino dos adultos inscritos no programa Novas Oportunidades. 

Crato reconheceu também que o ano de referência do ministério para o cálculo desta redução coincide com um "boom" das NO. Na entrevista à TVI, Crato indicou razões demográficas como estando na base da quebra. 


A redução do número deralunos foi uma das razões apontadas pelo ministério para a diminuição do número de docentes. A maior parte dos adultos das NO estavam em processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), que são acompanhados essencialmente por formadores dos Centros Novas Oportunidades.

Crato frisou, contudo, que o “pano de fundo” para identificar as necessidades do sistema educativo é o de uma “redução drástica da natalidade ao longo dos anos” que, entre 1990 e 2010, já levou, segundo indicou no parlamento, a uma redução de 37% dos alunos inscritos no 1.º ciclo do ensino básico.


Quanto ao ensino superior, o ministro desatacou que, devido ao novo regulamento de bolsas, que permite “analisar em permanência” as candidaturas a este apoio, já foram analisadas e pagas “mais de mil". durante este mês

 

Noticia do Público

15
Set12

Filmes pornográficos são a forma de educação sexual da atualidade?

olhar para o mundo

Filmes pornográficos são a forma de educação sexual da atualidade?

 

Esses dias li uma entrevista com a Titi Müller, do programa MTV sem vergonha, que dizia que a nossa geração (a das pessoas com 20 e poucos anos) é a última que não aprendeu a fazer sexo assistindo pornografia. Não que não existissem pornôs – mas antes de sites XXX serem um dos grandes motores da internet, era mais difícil encontrar material desse tipo. E a galera ia na intuição.

 

A apresentadora fala sobre um temor: pessoas que estão iniciando a vida sexual agora acreditem que devam buscar o padrão dos pornôs profissionais – e não descobrir suas próprias preferências, como seria é natural. Achei a reflexão interessante e vi que ela não é a única preocupada com isso. Descobri pela internet uma startup que propõe ‘mais amor e menos pornografia’ no material sobre sexo na internet.

 

Como assim? Cindy Gallop, a empresária por trás da ideia (vale conferir sua palestra no TED), afirma que homens realmente estão encarando a pornografia online como aulas de educação sexual. Enquanto ela afirma que é entusiasta dos sites XXX, conta que fica preocupada quando artistas, que conseguem fazer coisas surreais no quarto (e em n outras localidades), são as referências de adolescentes. Por isso ela criou o MakeLoveNotPorn – um site que mostra pessoas ‘de verdade’ fazendo sexo.

 

Usuários pagam uma taxa de 5 dólares para ‘alugar’ um filme caseiro por 3 semanas – o conteúdo fica disponível online nessa assinatura. Além disso, é possível enviar o seu próprio vídeo, pagando, novamente, uma taxa de 5 dólares.

 

“O MakeLoveNotPorn.tv é um estímulo à criatividade, enquanto pornografia profissional acaba homogenizando o sexo”, conta Gallop. “Sexo de verdade pode ser engraçado, enquanto o sexo profissional dá a entender que coisas embaraçosas não acontecem sempre – quando na verdade são comuns”.

 

Parece absurdo? Uma pesquisa da Universidade de Darthmout, sobre a qual li recentemente, mostrou que estudantes universitários que assistiam a mais filmes com conteúdo erótico (não necessariamente pornográfico) usavam menos camisinhas. A conclusão dos cientistas foi que os filmes, por não mostrarem o momento em que o sujeito para o que está fazendo para colocar o preservativo, estavam servindo de modelo e influenciando a falta da atitude.

 

O que você acha? Será que sites como o MakeLoveNotPorn podem mudar o futuro da educação sexual? Ou que a pornografia profissional nunca desviou o rumo natural das coisas? Deixe sua opinião nos comentários ou através do meu e-mail, no canto direito da tela.

 

Retirado de Galileo

15
Jul12

Aluna fez-se substituir na realização dos exames do secundário

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Na pauta dos exames, a aluna viu à frente do seu nome a palavra "suspensa"Na pauta dos exames, a aluna viu à frente do seu nome a palavra "suspensa" (Foto: Enric Vives-Rubio)

Uma aluna ter-se-á feito substituir por outra pessoa que fez os exames de Biologia e Geologia A, Física e Química A e Matemática. Depois de uma denúncia, o caso está a ser investigado pela Inspecção-Geral de Educação. É o único, assegura o ministério. À SIC, a estudante admitiu a fraude.

 

Segundo a SIC, uma aluna do ensino recorrente apresentou-se a exame às disciplinas de Português, Matemática, Biologia e Geologia A e Física e Química A numa escola secundária pública de Lisboa. A estudante só precisava de fazer o exame de Matemática mas inscreveu-se nos quatro com o objectivo de obter melhores notas para ingressar no curso desejado: Medicina.

Contudo, depois de uma denúncia anónima, as caligrafias dos quatro exames foram comparadas e a estudante foi chamada à escola. Ali, não foi capaz de identificar os professores que tinham vigiado as provas. No entanto, um dos docentes disse que aquela não era a aluna que tinha chegado atrasada ao exame e tinha apresentado um comprovativo do pedido de Cartão de Cidadão, em vez do documento propriamente dito. É aqui que reside a fraude, uma vez que o comprovativo é uma folha de papel sem um carimbo ou selo branco a fotografia pode ser adulterada.

A aluna, três dias antes de realizar o primeiro exame, pediu o Cartão de Cidadão alegando que teria perdido os documentos durante as festas dos santos populares, em Lisboa. À SIC, a estudante admitiu a fraude e revelou que fez apenas o exame de Português tendo pedido a outra pessoa, que descobriu na Internet, que a substituisse na realização das outras três provas. A essa substituta pagaria 600 euros quando saíssem as notas. Mas, em vez das classificações, na pauta está escrito "suspensa" à frente do seu nome, em cada um dos exames.



A rapariga confessou ainda que o esquema de usar um falso comprovativo do pedido de Cartão de Cidadão não é novo. A Inspecção-Geral de Educação está agora a investigar o caso. Desconhece quantas situações semelhantes poderão ter ocorrido este ano ou em anos anteriores. 

Ao PÚBLICO, o gabinete de imprensa do Ministério da Educação e Ciência informa que "esta é a única situação que está a ser investigada" pela inspecção. "Na sequência de uma denúncia sobre uma alegada fraude, foi solicitado à escola um relatório sobre a mesma. O relatório foi enviado para o Júri Nacional de Exames, que reencaminhou o processo para a Inspecção-Geral de Educação e Ciência. As notas da aluna nos quatro exames nacionais encontram-se preventivamente suspensas."

O regulamento dos exames, prevê que os alunos não podem realizar os exames sem o Cartão de Cidadão, Bilhete de Identidade ou um documento de substituição que contenha fotografia. Caso os estudantes não apresentem um documento de identificação podem fazer a prova e cabe ao secretariado de exames realizar, no final da mesma, um auto de identificação perante duas testemunhas. Este documento deverá ter a impressão digital do indicador direito do examinando. Esta situação, caso o aluno seja menor, deve ser comunicada ao encarregado de educação.

Depois, o encarregado de educação e o aluno têm dois dias úteis para comparecer no estabelecimento de ensino com um documento de identificação, sob pena de anulação da mesma. Se tal não acontecer, a prova deverá ser anulada.

"Quanto à possibilidade de examinandos levarem o BI de outros alunos, informa-se que a NORMA 02/JNE/2012, no n.º 17, estipula que os professores vigilantes, no início da prova, devem conferir a identidade dos examinandos face aos seus documentos de identificação e verificar se o nome coincide com o da pauta de chamada, bem como se a assinatura aposta no cabeçalho da prova coincide com o documento de identificação", conclui o comunicado.

 

Noticia do Público

29
Jun12

Mãe, o meu namorado pode dormir cá em casa?

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Mãe, o meu namorado pode dormir cá em casa

 

O tempo dos pais não é igual ao tempo dos filhos. Há três gerações, o namoro era fiscalizado no sofá da sala; há menos tempo ainda, o amor acontecia dentro de um carro, às escondidas dos adultos. Hoje os miúdos pedem aos papás para os namorados dormirem em casa. Perante o dilema, há dois grupos de pais. Os que estão preparados. E os que não estão. Ana Maria, mãe divorciada de 44 anos, sabia que esse momento iria chegar: "E chegou até mais tarde do eu esperava." Muito antes de o namorado de Sofia "fazer parte da família", mãe e filha conversaram muitas vezes sobre os assuntos do coração. 


Comunicar com os filhos é a primeira regra para os pais não serem apanhados desprevenidos, avisam os especialistas. "Falar desde cedo sobre as questões da sexualidade, afectos e cuidados a ter é uma preparação básica para esse momento", diz Maria João Moura, psicóloga da adolescência. A pergunta de Sofia chegou aos 18 anos, portanto, como mais uma etapa na vida da adolescente. E conhecer o rapaz foi um trunfo para a publicitária. O namorado aparecia para almoçar e jantar e, um dia, ficou até mais tarde: "Foi aí que surgiu o pedido, mas a minha filha já sabia que eu iria aceitar." Desde essa noite, na casa de Ana Maria, há lugar para mais uma escova de dentes e no frigorífico há também os iogurtes preferidos do namorado da filha. 

Houve fases em que Sérgio passou demasiado tempo em casa da namorada e fases em que o lugar da mãe no sofá da sala esteve seriamente ameaçado. As fronteiras foram redefinidas e agora há tempo para tudo: fins-de-semana para a filha passar com o namorado; fins-de-semana para a mãe passar com a filha e até saídas a três - a mãe, a filha e o namorado da filha.

Catarina, 18 anos, não fez nenhum pedido. Aos poucos foi mostrando à mãe que a mudança estava prestes a acontecer. Rute abriu a porta da sua casa aos amigos da filha. Catarina pedia para o namorado passar a noite quando ficava tarde: "O rapaz ficava no quarto dela e a minha filha comigo", conta a mãe de 53 anos. Uma noite, Rute acordou e a filha não dormia ao lado dela. Foi ao quarto ao lado e os dois dormiam juntos: "Foi o choque da minha vida!"A zanga saltou cá para fora no mesmo segundo: "Catarina!", gritou a mãe. Os adolescentes acordaram em sobressalto: "Nem sequer pediste a minha permissão", ralhou Rute. 

Catarina desfez-se em desculpas e, na manhã seguinte, foi a vez de a mãe também se desculpar: "Deveria ter esperado pelo dia seguinte para termos uma conversa." Mas, o arrependimento esconde mais razões. A mamã confrontou-se com uma imagem sua que desconhecia: "Eu, que sempre fui liberal, tive uma reacção intempestiva", confidencia Rute, assegurando que hoje "lida melhor" com o hóspede e as dormidas acontecem sempre com a sua autorização.

À distância de cinco anos, Rosarinho Correia, funcionária de um ginásio em Lisboa, nem se lembra "muito bem" do dia em que Carlota pediu para o namorado dormir "lá em casa". O namoro da filha durava há três anos e esse momento surgiu quando a adolescente completou 19 anos. "Muito antes disso, já o rapaz era da família", conta a mãe de 43 anos. Conhecer quem é que vai partilhar o mesmo tecto é condição para deixar qualquer mamã tranquila, mas não resolve todos os problemas: "Há sempre um desconforto, que tem a ver com a invasão do nosso espaço." A "estranheza" de encontrar o namorado da filha a tomar o pequeno-almoço na cozinha é um sentimento que nunca desapareceu: "O único pedido que fiz à minha filha foi que o convidasse nas noites em que estava a trabalhar." 

Gabriela Paiva, empresária de 56 anos, não teve de abrir a porta aos namorados das filhas. "Vou dormir em casa dele, mas não digas nada ao pai", pediram Mariana e Inês quando completaram 18 anos. A mãe não fez perguntas: "Senti-me privilegiada por me contarem." Gabriela é mãe de quatro filhos, logo passou quatro vezes pela mesma situação. 

Com os rapazes, foi diferente: "Nunca me disseram nada, mas sabia que dormiam em casa das namoradas. A única recomendação que fiz foi para terem os cuidados necessários." No caso das raparigas, as conversas sobre sexualidade começaram mais cedo: "Antes de tomarem a decisão, já tínhamos tido muitas conversas." Foi o suficiente para as filhas saberem que a mãe não iria julgá-las. E bastou para a mãe perceber que as filhas "sabiam o que estavam a fazer".

 

Via Ionline

 

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