Domingo, 01.07.12

Espanha campeã da Europa ao golear a Itália, 4-0

espanha goleou a itália

Viena, Joanesburgo e Kiev, a história a vermelho e amarelo

 

Em 2008, em Viena, marcou Fernando Torres. Alemanha KO. Em 2010, em Joanesburgo, Iniesta desempatou no prolongamento. Holanda KO. Em Kiev, os espanhóis foram gulosos e escreveram uma história inédita no futebol com uma goleada frente a uma incapaz selecção da Itália. David Silva, Jordi Alba, Fernando Torres e Juan Mata marcaram os golos numa final onde o domínio espanhol não deixou dúvidas a ninguém. O mundo rendeu-se, mais uma vez, à Roja.

 

Há quatro anos e 10 dias, no Ernst-Happel-Stadion, em Viena, Fàbregas marcou a grande penalidade que qualificou a Espanha. O adversário era a Itália, Buffon foi batido e os espanhóis garantiram o acesso às meias-finais do Euro 2008. O resto é o início de uma história de sucesso: meia dúzia de dias depois, a Roja voltou a casa com um título que lhe escapava há 44 anos. Ninguém colocou em causa a justiça do triunfo da equipa de Luis Aragonés, o mundo rendia-se ao “tiqui-taca”. Dois anos depois, na África do Sul, já com uma cara nova no banco (Vicente del Bosque), surgiram as primeiras críticas. Uma derrota contra a Suíça, muitos sofridos 1-0. Mas a Espanha regressou de Joanesburgo com um inédito título mundial. Em Kiev, o ciclo completou-se.

A Itália voltou a estar no caminho da Roja, a selecção que, neste Euro 2012, a imprensa transalpina rotulou de “aborrecida”. A resposta de Xavi, Iniesta, Casillas e companhia foi dada em campo. Há noventa e dois anos que os espanhóis não venciam os italianos em jogos oficiais. Nunca nenhuma selecção tinha conquistado três grandes títulos consecutivos. Dino Zoff detinha o recorde do guarda-redes que mais minutos manteve a sua baliza inviolada num Europeu. Tudo isso passou a ser história no futebol. Uma história escrita a vermelho e amarelo.

No jogo de estreia das duas selecções na prova, na Arena Gdansk, Del Bosque surpreendeu ao colocar Fàbregas como “falso nove”. Do outro lado, Cesar Prandelli também inovou. A Itália estava “pessimista”, carregava nos ombros uma humilhante derrota contra a Rússia, por 0-3, e um cheirinho a catenaccio, com um sistema de três defesas, não podia chocar ninguém. Mas o jogo mostrou uma Squadra Azzurra corajosa e uma Roja presa numa teia bem montada.

Precisamente três semanas depois, Del Bosque, depois de testar Fernando Torres e Negredo, voltou à fórmula inicial e acabou o Euro exactamente com o mesmo “onze” com que começou. As diferenças estavam no campo oposto. Embalados por uma competição sempre em crescendo, os azzurri foram exorcizando os fantasmas que os perseguiam e, após a autoritária exibição frente à laxista selecção alemã, voltaram a defrontar um candidato olhos nos olhos. Mas se na meia-final de Varsóvia a Itália pouco tinha a perder, desta vez era uma final. E as finais não se jogam, ganham-se.

O jogo mostrou uma Espanha que não queria deixar escapar por entre os dedos uma oportunidade única. Nos primeiros cinco minutos os azzurri ainda se mostraram audazes, mas aos nove os adeptos espanhóis já gritavam “olé” e, aos 14’ já estavam a ganhar: Xavi-Iniesta-Fábregas-Silva. Tudo simples, tudo perfeito, bola de cabeça no fundo da baliza. Contra a Alemanha a Itália tinha resistido ao impacto inicial, desta vez não. E nunca tinha estado em desvantagem neste Euro. A reacção até foi boa, mas Casillas estava decidido a tirar o recorde de Zoff (494 minutos sem sofrer golos) e evitou o empate aos 16’, 27’, 29’ e 33’. Ao desperdício azul, a Roja respondeu com cinismo: minuto 41, contra-ataque, assistência à Xavi, golo de Jordi Alba. A Bella Italia estava finitta.

E a segunda parte acabou por ser penosa para os italianos. Aos 61’, com a lesão de Motta, os italianos ficaram reduzidos a 10 jogadores (Prandelli já tinha feito as três substituições) e a Espanha aproveitou para banquetear-se. Aos 84’ Torres, que tinha entrado aos 75’, fez o 3-0 — mais uma assistência de Xavi — e, quatro minutos depois, foi a vez de o avançado do Chelsea oferecer um presente a Juan Mata. Tudo simples, tudo fácil, nada aborrecido, numa história escrita a vermelho e amarelo.


Positivo

Xavi
A UEFA atribuiu a Iniesta o prémio de melhor jogador em campo, mas Xavi merecia sair da final de Kiev com essa distinção. Aos 32 anos, o médio do Barcelona teve altos e baixos — contra Portugal não foi tão influente como é hábito —, mas frente aos italianos, num confronto particular com Pirlo, o número 8 da Roja esteve ao seu nível. Preponderante na batalha a meio-campo, Xavi estendeu a passadeira para Alba e Torres, que frente a Buffon não tiveram dificuldades para marcar.Iniesta
O prémio de melhor jogador do Euro 2012 não lhe vai escapar. Foi considerado em três partidas o “homem do jogo” e fez um grande Europeu.

Jordi Alba
O golo que marcou é um prémio merecido. Foi uma das revelações da prova e resolveu de vez o problema que a Espanha tinha no lado esquerdo da defesa. Agora segue-se o Barcelona.

Casillas
Apenas sofreu um golo, no primeiro jogo contra a Itália, e muito do mérito da vitória da Espanha no Euro 2012 é do guarda-redes do Real Madrid.


Negativo

Cassano
Contra a Alemanha desequilibrou, desta vez desiludiu. O avançado do AC Milan passou ao lado do jogo e acabou substituído ao intervalo. Ameaçou calar os espanhóis que lhe tinham chamado “gordo”, mas deu-se mal.

UEFA
Uma final com bastantes cadeiras vazias é apenas mais uma prova de que, ao contrário do que afirmou Michel Platini, nem tudo foi “perfeito” neste Europeu. Na Polónia tudo correu relativamente bem, mas na Ucrânia os adeptos depararam-se com inúmeros problemas.


Ficha de jogo:

Espanha: Iker Casillas, Piqué, Sergio Ramos, Arbeloa, Jordi Alba; Iniesta (Juan Mata 87'), Xavi Hernández, Cesc Fàbregas (Fernando Torres 75'), Xabi Alonso, Busquets, David Silva (Pedro Rodriguez 59').

Suplentes: Valdés, Reina, Albiol, Martínez, Juanfran, Cazorla, Navas, Rodríguez, Torres, Negredo, Mata, Llorente.

Itália: Buffon, Chiellini (Balzaretti 21'), Abate, Barzagli, Bonucci; Marchisio, De Rossi, Montolivo (Thiago Motta 57'), Pirlo; Balotelli, Cassano (Di Natale 46'). 

Suplentes: Sirigu, De Sanctis, Maggio, Ogbonna, Balzaretti, Motta, Giaccherini, Diamanti, Nocerino, Di Natale, Borini, Giovinco.

Golos: David Silva (14'), Jordi Alba (41'), Fernando Torres (84'), Juan Mata (88')

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Acção disciplinar: Amarelo para Piqué (25'), Barzagli (45')

Estádio: Olímpico de Kiev (Ucrânia)

Assistência: 63.170 espectadores

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 23:12 | link do post | comentar
Sábado, 30.06.12

Televisão, porque é que os meus vizinhos Vêem os golos primeiro que eu?

TV: Por que há delays nos jogos?
TV: Por que há delays nos jogos?

Ainda a bola não tinha chegado à área do adversário, no televisor da sala, e já Célia gritava golo na cozinha. Varela acabara de marcar, no relato da TSF, e quem assistia à emissão da SIC não imaginava sequer que a jogada fosse terminar em golo. E na vitória da Selecção Nacional contra a Dinamarca.

 

O atraso entre a emissão de rádio e de televisão – e mesmo entre canais – existe, mas a questão levanta-se sempre que há jogos de futebol. «Não é simpático saber pelo vizinho que Portugal marcou um golo», repara fonte oficial da ZON, que justifica este delay com os processos de codificação e descodificação da informação. No caso dos clientes desta operadora, o atraso na recepção do sinal é de cerca de cinco segundos. Mas aumenta quando o espectador opta por ver o jogo na SportTV, chegando aos oito.

 

«Temos consciência de que há uma diferença entre quem vê um jogo do Euro numa generalista e quem o vê na SportTV, mas não contabilizamos o tempo. Isso não tem relevância para nós, porque tecnicamente estamos a enviar um sinal de qualidade muitíssimo superior», explica Pedro Magalhães, coordenador técnico do conjunto de canais desportivos. O sinal original emitido por estes canais é sempre em HD, por isso, «três vezes mais pesado do que o sinal standard», acrescenta.

 

Sem justificação técnica


Mesmo quem não assiste à competição europeia através destes canais premium, nota diferença entre a emissão da RTP1, SIC e TVI, por subscrição – em que a transmissão é feita por sinal analógico –, e o sinal emitido pelos mesmos canais via TDT. E este delay pode chegar aos segundos verificados com a transmissão de um sinal de alta definição.

 

«É normal existir algum atraso, mas de seis ou oito segundos é um exagero», afirma Eliseu Macedo, engenheiro de telecomunicações, para quem não existe justificação técnica para o problema.

 

Segundo este especialista, a passagem do sistema analógico para o digital – que se deu com a introdução da TDT em Portugal – levaria necessariamente a uma diferença de dois segundos entre emissões, que correspondem ao tempo «da digitalização e, depois, da descompressão do sinal, para que as pessoas o possam ver em imagem, no televisor». Isto, tendo em conta alguma «tolerância».

 

Os restantes segundos poderiam ser explicados com o ‘caminho’ que é percorrido pelo sinal desde a sua digitalização até aos transmissores, mas esse percurso é feito pela mesma rede «que todos os dias leva milhares e milhares de chamadas telefónicas no país e durante as quais não existem oito segundos de atraso», aponta um especialista em TDT, ao SOL.

 

Fonte oficial da ZON lembra, no entanto, que ao serem introduzidas etapas no percurso do sinal desde a sua emissão até à casa do cliente «mais segundos leva o processo de descodificação».

 

Só que, em Portugal, mesmo na simples passagem do sinal analógico para o digital, verifica-se um atraso muito maior, por exemplo, ao de Espanha – cerca de três vezes superior. «Isto é televisão em diferido, não em directo», lamenta Eliseu Macedo.

 

O SOL sabe que esta questão dos atrasos é levantada há pelo menos três anos junto da Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações) por empresas do sector, em consultas públicas. Mas fonte oficial do regulador diz que, das queixas recebidas durante o Euro 2012 e já analisadas, «não houve reclamações sobre delays na emissão». A Anacom diz ainda que não está definido qualquer limite máximo para os atrasos das emissões em directo.

 

Quem ouve e vê primeiro?


1.º Rádio

 

2.º Televisão analógica (canais generalistas por subscrição ou todos os canais da ZON, de quem não tem box)

 

3.º Televisão digital sem HD

 

4.º Televisão digital com HD

 

5.º Tecnologias de IPTV (que incluem os mecanismos utilizados para se ter funcionalidades, como maior velocidade no zapping, na televisão paga)

 

Noticia do Sol

publicado por olhar para o mundo às 09:53 | link do post | comentar
Sexta-feira, 29.06.12

Pedro Proença apita final do Europeu

Pedro Proença apita final do Europeu 

Pedro Proença arbitrou a final da Liga dos Campeões

Árbitro português foi o escolhido pela UEFA para dirigir o derradeiro jogo do Campeonato da Europa entre a Espanha e a Itália.


Depois de ter arbitrado a final da Liga dos Campeões entre o Bayern e o Chelsea esta temporada, Pedro Proença foi agora nomeado pela UEFA para arbitrar a final do Campeonato da Europa, entre a Espanha e a Itália, no próximo domingo, avança a edição da noite da SIC Notícias.

O português era um dos três candidatos a arbitrar a final do Euro 2012, juntamente com o inglês Howard Webb, que apitara a final do Mundial 2010, e o italiano Nicola Rizzoli, todos colocados de prevenção para o jogo decisivo, marcado para 1 de Julho, em Kiev.

Habitualmente, a UEFA retira de prova os árbitros dos países que se apuram para as meias-finais do torneio, o que não sucedeu agora com Pedro Proença e Nicola Rizzoli, naturais de dois países que vão discutir a presença na final. Mas o português ganhou a corrida ao italiano depois de Portugal ter sido eliminado (perdeu com a Espanha) e Rizzoli ter visto a Itália garantir um lugar na final ao afastar a Alemanha, na quinta-feira, na outra meia-final.

Pedro Proença já dirigiu três jogos da fase final, o último no domingo, entre a Itália e a Inglaterra, dos quartos-de-final, que os italianos venceram no desempate por grandes penalidades.

O árbitro português, de 41 anos, estreou-se na fase final do Euro 2012 a 14 de Junho, na goleada por 4-0 da Espanha, campeã europeia e mundial, sobre a República da Irlanda, na segunda jornada do Grupo C. 

A 19 de Julho, orientou o encontro entre a França e a Suécia, jogo da terceira e última jornada do Grupo D, que os escandinavos, já eliminados na altura, venceram por 2-0.

O lisboeta tem cumprido a melhor época desde que recebeu as insígnias da FIFA, em 1993, num percurso coroado, até ao momento, com a final da Liga dos Campeões, ganha pelo Chelsea ao Bayern de Munique, nas grandes penalidades.

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 10:12 | link do post | comentar
Quarta-feira, 27.06.12

Portugal perde (2-4) meia-final nos penáltis

Cristiano Ronaldo à espera do resultado dos penalties

Portugal perdeu (2-4) com a Espanha nas grandes penalidades e falha a final do Euro 2012.


Em Donetsk, na Ucrânia, depois de 120 minutos sem golos, a formação espanhola acabou por vencer nas grandes penalidades, enquanto Portugal caiu pela quinta vez em seis meias-finais de grandes competições, depois dos desaires nos Europeus de 1984 e 2000 e nos Mundiais de 1966 e 2006.

Na final, marcada para domingo, a Espanha, campeã europeia e mundial em título, vai defrontar o vencedor do encontro entre a Alemanha e a Itália, que jogam na quinta-feira, em Varsóvia, na Polónia.

Ficha de jogo

Donbass Arena, em Donetsk
Assistência: 50 mil espectadores

Portugal 0 - Espanha 0 (após prolongamento)
2-4 no desempate por grandes penalidades

Penáltis
0-0, Xabi Alonso (defesa de Rui Patrício)
0-0, João Moutinho (defesa de Casillas)
0-1, Iniesta
1-1, Pepe 
1-2, Piqué
2-2, Nani
2-3, Sergio Ramos
2-3, Bruno Alves (remate à trave)
2-4, Cesc Fàbregas

Portugal Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Miguel Veloso (Custódio, 106'), Raul Meireles (Varela, 113'), João Moutinho, Nani, Hugo Almeida (Nelson Oliveira, 81') e Cristiano Ronaldo

Espanha Iker Casillas, Álvaro Arbeloa, Sergio Ramos, Gerard Piqué, Jordi Alba, Xabi Alonso, Sergio Busquets, Xavi Hernández (Pedro Rodríguez, 87'), Andrés Iniesta, David Silva (Jesús Navas, 60') e Álvaro Negredo (Cesc Fàbregas, 54')

Árbitro: Cuneyt Çakir (Turquia)
Acção disciplinar: cartão amarelo para Sergio Ramos (40'), Fábio Coentrão (45'+1'), Busquets (60'), Pepe (61'), João Pereira (64'), Arbeloa (84'), Bruno Alves (86'), Miguel Veloso (90'+3'), Xabi Alonso (113')

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 23:42 | link do post | comentar

RONALDO TEM MAIS UM RECORDE PARA BATER

Cristiano Ronaldo com a selecção

 

Cristiano Ronaldo tem mais uma marca para alcançar nesta quarta-feira, quando jogar as meias-finais do Euro 2012 por Portugal. O capitão da seleção nacional já bateu alguns registos pessoais na prova da Polónia e Ucrânia, mas tem agora o desafio de fazer pela equipa das quinas aquilo que nunca fez: marcar em três jogos seguidos.


Esse é o repto para esta noite. Cristiano Ronaldo nunca tinha bisado em fases finais, mundiais ou europeus, e conseguiu-o frente à Holanda, no último jogo da fase de grupos do Campeonato da Europa. 

Também nunca tinha sido considerado o melhor em campo em duas ocasiões consecutivas. Mas os jogos com a Holanda e Rep. Checa trouxeram o melhor Cristiano de volta e, por isso, o 7 nacional foi o «MVP» nas duas partidas, um feito que neste Euro 2012 só foi conseguido por dois outros jogadores: Andrés Iniesta, da Espanha, e Andrea Pirlo, de Itália.

O capitão da seleção nacional nunca faturou em três jogos seguidos por Portugal, algo que pode fazer nesta quarta-feiraRefira-se que contra a Rep. Checa Ronaldo tornou-se no jogador com mais remates num só Europeu. O russo Pavlyuchenko tinha 28, conseguidos durante o Euro 2008, o capitão português tem agora 29. 

Esta noite, Cristiano Ronaldo vai também isolar-se no terceiro lugar do pódio das internacionalizações pela seleção nacional. 

Neste momento, o capitão já ocupa esse lugar, que divide com Rui Costa. Ambos têm 94 internacionalizações. Nesta meia-final Ronaldo somará a 95ª e ficará apenas com dois jogadores pela frente: as 110 internacionalizações de Fernando Couto e as 127 de Luís Figo, o recordista português.

Cristiano Ronaldo estreou-se pela seleção em agosto de 2003, num particular em Chaves, frente ao Cazaquistão. O primeiro golo surgiu na abertura do Euro 2004, quando Ronaldo reduziu para 1-2, na derrota com a Grécia

 

Noticia do Push

publicado por olhar para o mundo às 09:08 | link do post | comentar
Terça-feira, 26.06.12

Portugal desconfia de escolha de árbitro turco para jogo com Espanha

Portugal desconfia de escolha de árbitro turco para jogo com Espanha 

 

A UEFA escolheu o árbitro turco Cuneyt Çakir para a meia-final do Euro 2012 entre Portugal e Espanha. Uma escolha que caiu mal entre os responsáveis portugueses, porque as relações entre espanhóis e turcos causam suspeitas de falta de imparcialidade.


O pomo da discórdia, segundo os jornais desportivos A Bola e Record, é o facto de esta nomeação ser encarada do lado luso como reflexo da proximidade entre Angel Villar, presidente da federação espanhola de futebol e do Comité de Árbitros da UEFA, e Senes Erzik, turco e vice-presidente desse mesmo comité. Com base nesta relação próxima, acendeu-se a desconfiança entre responsáveis federativos que, a coberto do anonimato, fizeram passar para a praça pública as suas dúvidas sobre a justeza desta escolha.

O jornal A Bola vai mais longe na análise à nomeação de um árbitro turco, acrescentando que Senes Erzik é director de marketing da Unicef, tendo sido ele a estabelecer o acordo de patrocínio que liga esta entidade a um dos principais emblemas espanhóis, o Barcelona, que fornece de resto diversos jogadores à selecção espanhola.

Neste Euro 2012, o árbitro turco apitou até agora dois encontros: o Ucrânia-Suécia (2-1) e o Itália-Rep. Irlanda (2-0), ambos da fase de grupos. Foi criticado após esta última partida, pelo menos do lado irlandês, que não gostou da actuação de Çakir. Nos quartos-de-final ficou apenas como quarto árbitro do Inglaterra-Itália, que os italianos ganharam no desempate por pontapés da marca de grande penalidade.

Cuneyt Çakir, 35 anos, apitou na última época a meia-final da Liga dos Campeões entre Barcelona e Chelsea, que terminou com um empate a dois golos. O turco mostrou nessa partida um cartão amarelo a Raúl Meireles, que assim falhou a final, ganha pela equipa inglesa. 

O jornal Record recorda outras participações de Çakir em encontros que envolveram portugueses, como o FC Porto-Manchester City, da Liga dos Campeões, que os "dragões" perderam em casa por 2-1; o Manchester United-Benfica, que terminou com um empate (2-2), e o Portugal-Noruega, em 2011, no estádio da Luz, em Lisboa, que terminou com um triunfo português, por 1-0.

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 19:44 | link do post | comentar | ver comentários (1)

mais sobre mim

pesquisar neste blog

 

posts recentes

últ. comentários

  • Comigo acontece do mesmo jeito mas quem dorme sou ...
  • Minha esposa dorme durante a relacao eu viro chego...
  • Minha esposa as vezes dorme , aí eu paro viro de l...
  • hmmm fixe! Será uma daquelas edições para colecion...
  • Interessante
  • gosto do suave tom da sua voz :)
  • Vou procurar para ouvir =)Beijinhos
  • Neste Natal só te desejo duas coisas: TUDO e NADA!...
  • Recomendadíssimo!!Para quem não conhece a sonorida...

Posts mais comentados

arquivos

tags

favoritos

subscrever feeds

blogs SAPO