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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

10
Fev14

Os escândalos de Bieber, num video igual ao que o Facebook criou para os seus utilizadores

olhar para o mundo

Os escândalos de Bieber, num video igual ao que o Facebook criou para os seus utilizadores

Aproveitando o video que o Facebook criou, numa retrospectiva da sua vida ao longo dos anos, alguns utilizadores criaram a "Versão de Bieber", onde mostra episódios como a prisão do cantor em Miami. Veja o video.

 

Aproveitando o sucesso do "Look Back", uma espécie de retrospectiva em vídeo do Facebook que mostra momentos marcantes dos utilizadores na rede social, como as fotos mais "curtidas" e as primeiros partilhas feitas no site, os utilizadores criaram paródias retratando a vida do cantor pop Justin Bieber, dando bastante ênfase às polémicas em que o artista canadense se envolveu.

 

Num dos vídeos mais vistos, a gravação mostra Bieber numa foto antiga e como se tivesse entrado na maior rede social do mundo em 2009, data que marca o início de sua carreira profissional, seguido de imagens quando começou a ter sucesso.

 

No entanto, em vez de o vídeo mostrar as "publicações mais curtidas", como acontece com a ferramenta do Facebook, a gravação coloca a mensagem "os erros que tu cometeste", e dá destaque a uma série de episódios controversos envolvendo o jovem cantor.

 

Entre as imagens, há flagrantes como o cantor a vomitar durante uma apresentação, quando foi filmado a urinar num balde nas trazeiras de um restaurante, além de quando foi filmado por uma fã com quem teria dormido e ao ser preso após falhar em um teste de alcool em Miami, na Flórida (EUA).

 

No fim do vídeo, feito para parecer exactamente com a retrospectiva do Facebook, aparece um símbolo de "curtir" ao contrário, demonstrando desaprovação pelos episódios de Justin Bieber.

Vídeo:

 

Retirado do HardMúsica
09
Dez13

Do Papa a Miley Cyrus, 2013 pelas conversas do Facebook

olhar para o mundo

Papa Francisco

A rede social compilou os assuntos mais populares entre os utilizadores ao longo do ano.

 

Não é novidade que no Facebook se fala de gatos, dos grandes e pequenos acontecimentos mundiais, e de assuntos que há alguns anos eram considerados da esfera privada. Os temas mais populares entre os utilizadores ilustram a miscelânea de conversas que nos ocuparam ao longo de 2013. Do Papa Francisco a Mandela, passando por Miley Cyrus e pelos inevitáveis fenómenos de absurdo viral.

 

O Papa argentino, eleito em Março após a renúncia ao cargo por parte de Bento XVI, encabeça a lista dos dez assuntos mais populares no Facebook, uma compilação feita tendo em conta o número de vezes que cada termo e palavras-chave relacionadas foram mencionados nos muito milhões de publicações.

 

Para além da atenção com que é sempre seguida a escolha de um novo Papa, Francisco protagonizou vários episódios que deram que falar: lavou os pés a duas raparigas, uma das quais muçulmana; abraçou um homem com o rosto deformado, numa fotografia que circulou pela Internet; deslocou-se ao Brasil,ignorando algumas das regras de segurança e aproximando-se dos muitos fiéis que o esperavam na rua.

 

O segundo tema mais referido pelos utilizadores foi “eleições”. Aqui, porém, não há uma leitura global. Eleições nacionais em vários países (entre os quais Índia, Quénia, Irão e Itália) foram responsáveis pela proeminência do termo, explica o Facebook.

 

Seguem-se na lista “bebé real” (em Julho nasceu o filho do príncipe William, herdeiro do trono britânico, e de Kate Middleton, num evento que foi amplamente mediatizado em todo o mundo) e “tufão” (no mês passado, oHayan devastou várias cidades das Filipinas e matou quase seis mil pessoas).

 

A meio da tabela, os responsáveis do Facebook parecem confundir-se. A lista apresentada num comunicado à imprensa difere da que é mostrada numgráfico na página que agrega os dados sobre 2013. O PÚBLICO contactou a empresa, mas não obteve esclarecimentos em tempo útil.

 

Numa das listas, o quinto lugar é de Margaret Tatcher. A antiga primeira-ministra britânica foi responsável por uma revolução ideológica no Reino Unido, transformando-o numa economia liberal, numa mudança cujas consequências ultrapassaram as fronteiras do país. Morreu em Março, aos 87 anos, na sequência de um acidente vascular cerebral.

 

Um tema viral na Internet e replicado em inúmeros vídeos surge em quinto ou em sexto lugar, consoante a lista consultada. Chama-se Harlem Shake e os incontáveis vídeos publicados online são todos variantes do mesmo conceito: alguém começa a dançar ao som da música Harlem Shake, do DJ e produtor americano Baauer, enquanto todos os que o rodeiam parecem completamente desinteressados. Num dado ponto da música, há um corte e toda a gente aparece a dançar freneticamente.

 

O outro sexto lugar é da palavra “inundação”. Houve várias ao longo do ano, em vários pontos do mundo. Algumas causaram dezenas de mortos.

Na sétima posição está a agora polémica Miley Cyrus. Ser uma celebridade entre adolescentes, por si, não seria suficiente para o lugar de destaque na conversação global (Cyrus é a única artista na lista dos temas mais populares). Em Agosto, a cantora, outrora artista infanto-juvenil, fez uma actuação sexualmente sugestiva nos prémios MTV, que incluiu uma dança conhecida como twerk. Em transição para a idade adulta, Cyrus protagonizou outros episódios polémicos, como o vídeo em que aparece quase nua em cima de uma bola de metal e uma acesa troca de mensagens com Sinead O’connor.

 

A maratona de Boston foi o oitavo assunto mais falado no Facebook. O evento anual daquela cidade foi marcado por um atentado bombista, em que morreram três pessoas e ficaram feridas cerca de 260. Entre os feridos, vários tiveram de ser amputados.

 

Em nono está a Volta a França, que teve este ano a 100.ª edição. Mas o assunto foi provavelmente mais discutido depois de o antigo ícone do ciclismo Lance Armstrong ter admitido, em Janeiro, que tinha recorrido a doping nas sete voltas que vencera. As suspeitas recaíam há muito sobre o americano e a confissão foi feita numa entrevista à popular apresentadora Oprah Winfrey.

 

No final da lista surge Nelson Mandela. O ícone da luta contra o apartheid, e primeiro Presidente negro sul-africano, morreu no dia 5 de Dezembro, aos 95 anos, em Joanesburgo. Mandela, que esteve preso durante 27 anos, foi recordado no mundo inteiro. “Não enterraremos nas nossas vidas um homem mais incrível e marcante do que Nelson Mandela. O verbo é intencionalmente no plural. Mandela não é da África do Sul, é do mundo. No século XX, ninguém como ele simbolizou o ‘homem bom’”, escreveu o PÚBLICO, em editorial.

 

JOÃO PEDRO PEREIRA 

 

Retirado do Público

11
Out13

Privacidade Facebook já não deixa esconder perfil

olhar para o mundo
Facebook já não deixa esconder perfil
O Facebook voltou a mexer na política de privacidade e ontem revelou que vai eliminar a opção que permite ao utilizador ocultar o seu perfil dos resultados de pesquisa na rede social. Assim sendo, escreve a Exame, todos os utilizadores do Facebook passam a ser ‘encontráveis’.
De acordo com a Exame, mesmo os utilizadores que tinham escolhido a opção de ocultar/bloquear o seu perfil das opções de busca, agora passam a ter as suas informações disponíveis para quem tiver interesse em saber.

Para o Facebook, “a melhor maneira de controlar o que as pessoas podem encontrar nos perfis é escolher a audiência e aquilo que se partilha”. Deste modo, a rede social desmarca-se de eventuais problemas com privacidade colocando nos utilizadores a responsabilidade de manusear aquilo que querem que seja público ou privado.

14
Mar13

Como o Facebook devassa as nossas vidas... e porque vai continuar

olhar para o mundo

Uma notícia do Financial Times revela que um algoritmo utilizado por uma equipa da Universidade de Cambridge consegue extrair das contas de Facebook dos cidadãos dados que estes não revelam na rede social. A orientação sexual, por exemplo, consegue um grau de precisão de 88%. Na origem étnica, 95% e nas preferências religiosas e políticas, 80%.

 

Os meus colegas da Exame Informática  disseram-me que plataformas para traçar os perfis de clientes de marcas através dos likes deixados no FB já nem sequer são ficção como, pelo contrário, existem e são utilizadas por empresas.

 

Tudo isto significa duas coisas: primeiro, que a nossa vida é devassada a partir de nós próprios, do nosso comportamento; depois, que não é necessariamente o Estado ou a polícia a provocar a devassa, mas empresas, plataformas, algoritmos.

 

Voltando à notícia do FT, cita-se Michal Kosinksi, um dos autores do relatório, que afirma que os algoritmos podem ser facilmente utilizados pelas empresas para aferir certos dados da vida dos seus colaboradores e empregados ou futuros contratados, poupando assim muito tempo e embaraços.

 

Claro que tudo isto me causa estranheza. E, se bem conheço as autoridades europeias, em breve teremos façanhuda legislação para tentar evitar esta tendência. Porém, ocorre-me que historicamente a privacidade é um conceito recente. Há uns séculos (e em certos países e meios há umas décadas), um quarto por pessoa (ou casal) era algo de gente rica. Todos, na aldeia ou no bairro, sabiam da vida de todos. Ora, a aldeia global que o velho Marshall McLuhan previu tem, provavelmente este custo. A privacidade. E por isso as tensões criadas pelos algoritmos no Facebook vão continuar. Por muito que se legisle, por muito que - com razão! - nos indignemos.


Retirado do Expresso

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