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14
Set12

Também no sexo os sportinguistas têm poucas razões para sorrir

olhar para o mundo

Derrotas do Sporting (na foto, Boulahrouz e Sá Pinto depois do desaire com o Rio Ave) podem ter um efeito negativo na líbido dos seus adeptos

Vinte por cento dos adeptos do Sporting têm pouco ou nenhum desejo sexual e só 2% têm sexo mais de quatro vezes por semana. Estarão os resultados desportivos a invadir a esfera íntima dos portugueses? Saiba mais amanhã na Revista do Expresso.

 

 

O exercício oferece pouco mais do que algumas curiosidades, mas aceitámos o desafio: pegámos nos resultados do inquérito sobre a vida sexual dos portuguesesque o Expresso começa a publicar amanhã, na Revista, e analisámo-los em função das preferências dos inquiridos. E se, fora do campo, a vida também parece sorrir aos simpatizantes do FC Porto, os do Sporting têm poucas razões para festejar nesta espécie de campeonato sexual.

Mas comecemos... pelo princípio. Os portistas são quem mais cedo inicia a sua vida sexual. Um décimo dos inquiridos que são adeptos do FC Porto disseram ter perdido a virgindade antes dos 13 anos. A seguir aparecem os adeptos do Sporting (4,8%) e depois os do Benfica (3,1%). No extremo oposto é o Sporting que tem maior percentagem de simpatizantes que se iniciaram depois dos 30 anos (3%). Os portistas são não só os mais precoces, como aqueles que mais facilmente vestem a pele de Casanovas: 7% dizem ter tido mais de 30 parceiros sexuais até hoje, superando os do Benfica (6%) e os do Sporting (3%).

Analisando a vida sexual à lupa, os sportinguistas também têm poucos motivos para se gabar... mas fazem-no. Senão vejamos: estão atrás dos adeptos do FC Porto e dos do Benfica na frequência (só 2% têm sexo, em média, mais de quatro vezes por semana, contra 10% dos portistas e contra 5% dos benfiquistas), no desejo sexual (20% admitem ter pouco ou nenhum desejo) e na frequência com que atingem o orgasmo (25% raramente ou nunca o consegue). Curiosamente, os leoninos são os que se dizem mais satisfeitos com a sua vida sexual - 3,8 de média numa escala de 1 a 5, à frente dos portistas (3,7) e dos benfiquistas (3,6) -, os que melhor avaliam o seu desempenho sexual e os que mais respondem que o desempenho do(a) parceiro(a) é "excelente"Perante estas contradições, é caso para dizer que no mundo do sexo e do desejo há mesmo mistérios insondáveis...

Um inquérito inédito

 

Para a elaboração das 100 perguntas do inquérito foi pedida a colaboração de quatro especialistas: o psiquiatra Júlio Machado Vaz, a psicóloga Ana Carvalheira, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, e os sociólogos Pedro Moura Ferreira e Sofia Aboim, do Instituto de Ciências Socais (ICS) da Universidade de Lisboa - estes dois últimos participaram em 2007 num grande inquérito sobre o comportamento sexual dos portugueses. Cada um dos quatro consultores reviu o esboço inicial do questionário, preparado pela equipa da Revista e pela empresa de estudos de mercado GfK, sugeriu retificações, propôs a inclusão de novas perguntas e colaborou na interpretação dos resultados.

 

O inquérito foi estruturado em quatro grandes áreas. A primeira, que dissecamos nesta edição, mais centrada na prática sexual, em termos de frequência, iniciação, número de parceiros, satisfação, desempenho e orientação sexual, etc. A segunda (dia 22) relaciona a sexualidade com a saúde e o bem-estar do indivíduo, e propõe uma incursão no mundo das fantasias eróticas. A terceira parte aborda o fenómeno da infidelidade (dia 29) e a quarta as intrincadas relações entre o sexo e a internet (dia 5 de outubro).

 

O inquérito foi realizado pela GfK a uma amostra representativa da população portuguesa. Foram inquiridos 1220 indivíduos com 18 anos ou mais, residentes em Portugal continental. Além das 100 questões sobre a vida sexual, foram colocadas outras que permitiram traçar o perfil dos inquiridos segundo diversos indicadores demográficos (sexo, idade, região, estatuto social); elementos de caracterização como a orientação sexual; e outros elementos como o consumo de bebidas alcoólicas, hábitos tabágicos ou orientação política. A informação foi recolhida através de um questionário de autopreenchimento, depositado numa urna fechada. Os trabalhos de campo decorreram entre os dias 10 e 21 de agosto, com recolha entre as 18 e as 21h durante a semana, e durante todo o dia nos fins de semana. A taxa de participação foi de 56,2%.



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