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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

05
Set13

As mães não se medem às mamadas

olhar para o mundo
As mães não se medem às mamadas

Dei de amamentar três meses. Isso coloca-me num meio-termo, não sou boa nem má, fico ali em purgatório matriarcal.

 

A Organização Mundial de Saúde, a pediatra, as mamãs do Google, a minha sogra, o pai e até a minha melhor amiga estão de olhos postos nas minhas mamas a ver se alimento responsavelmente a criança. Nunca me olharam tanto para as mamas e nunca antes me apeteceu tanto usar o tamanho 34.

 

Estava a dar biberão quando a empregada entra na sala e sussurra de olhos arregalados: "Já não dá de mamar?" - Não, Albertina. Apeteceu-me acrescentar, desculpe lá qualquer coisinha, as mamas são minhas. Calei-me e pedi-lhe antes que fosse lavar os biberões.

 

Só de ouvir a palavra ‘amamentar’ imagino logo uma sala cheia de recém-mamãs com as mamas ao léu a ver quem tem mais leite. É como se fosse um concurso, ganha quem esguichar mais. E elas a roerem-se todinhas para perguntar às outras: "durante quanto tempo deste?".

 

Estão-se nas tintas se o bebé da outra vai ter todos os nutrientes, querem é saber se se portaram melhor que as outras. E se sim, então ‘eu sou melhor mãe que tu’ e se calhar vou conseguir dar mesmo conta do recado. Como se as mães se medissem às mamadas. 

 

Dei de amamentar três meses. Isso coloca-me num meio-termo, não sou boa nem má, fico ali em purgatório matriarcal até decidirem que juízo dar a esta média. Contas feitas, quem amamenta seis meses é uma boa mamã, quem amamenta dois meses é uma mamã menos boazinha. As que ultrapassam os seis meses são profissionais e as que ultrapassam um ano são as minhas preferidas, são as mamãs prodígio.

 

Sou a favor da amamentação para quem o queira fazer, mas dá-me algum formigueiro toda a panóplia de dissertações que colocam a amamentação num pedestal como se isso definisse o tipo de mamã que vais ser. 

 

Nunca vi nenhum cartaz a publicitar o Dia da Mãe com uma mulher de mamas de fora.

 

Há simplesmente mulheres que não estão para isso. Não gostam, não querem e têm de se justificar tanto que até dói os ouvidos. O filho é delas mas lá têm de ir com o papelinho da justificação para não levar falta. Até se podem safar com masmites e falta de leite, mas o não-quero-ponto-final é tão válido como as gretas nos mamilos. Não amamentar é um direito, tal como não pedir desculpas, embora não caia bem a muita gente. 

 

De qualquer forma, a amamentação para lá dos 6 meses é para mulheres cujos empregos têm boas casas de banho. 

 

- Sofia, estás aí trancada há 20 minutos e estão todos à tua espera para começar a reunião.

 

- Desculpa, estava só a tirar leite. Vou ali à copa guardá-lo no frigorífico.

 

Nas empresas, ao ritmo a que todos mamam os iogurtes uns dos outros, está-se mesmo a ver que o leitinho do bebé ia acabar no bucho do Bruno da informática.

 

Gostava de ver as mamãs portuguesas a entrarem nos gabinetes dos seus chefes e explicarem que vão amamentar até a criança ter sete anos. Não vão, pois não? Então porque é que são tão picuinhas umas com as outras só por dá cá aquele mês? Mamem e deixem mamar.

 

Muitos adultos que conheço cujas mães eram trabalhadoras foram amamentados pouco mais que um mês - o tempo da licença à época -, não havia bombas de tirar leite como agora, e nem todas as mulheres gostavam de ver os seus bebés pendurados noutras tetas. Será por isso que há tantos filhos adultos ainda a mamar em casa dos pais? Mãezinha, amamenta-me aí 20 euros se faz favor.

 

Os benefícios são irrefutáveis - sinto a consciência mais levezinha por a minha bebé ter recebido o meu leite. Só que a questão da alimentação não se resume a amamentar seis meses um bebé com leite materno exclusivo para depois andarem toda a infância a anafá-lo a bolos. Cá as minhas mamas não vão ser bolas de Berlim. A verdade é que, passado o tempo dos fundamentalismos com o leite materno, os bebés tornam-se crianças pupilas da fila dos menus do McDonald's.

 

Quanto aos pais, as mães pouco os deixam mamar nesta fase, não vá os senhores roubarem o leitinho aos próprios filhos. Os homens que se tornam pais descobrem todo um novo significado para a palavra mamada. Ah, tens sede? Bebe Coca-Cola zero.

 

Deixei pois de amamentar e estou contente. Vou celebrar irresponsavelmente com um bom vinho tinto de 14 graus, uma massa picante e terminar a noite a cantar: "As minhas maminhas têm dois bicos / têm dois bicos as minhas maminhas / se não tivessem dois bicos / as maminhas não eram minhas."

 

*Sofia Anjos, 38 anos, directora de contas numa agência de comunicação, foi mãe pela primeira vez há três meses. 


Retirado do Público

18
Mai13

Filhos de homossexuais são crianças como as outras

olhar para o mundo

crianças

APF diz que a adopção “é muito importante para as pessoas homossexuais, mas também para o funcionamento democrático, de cidadania e moral da sociedade portuguesa"

O secretário-geral da Associação para o Planeamento da Família (APF) apoia o direito dos homossexuais a adoptarem e a terem crianças e afirma que a ciência diz que os filhos de pais homossexuais são como os outros. “O que a ciência diz é que as crianças de pais homossexuais são crianças como as outras e não há nenhuma prova científica que possam sofrer” com isso, disse Duarte Vilar, em entrevista à agência Lusa.

 

A propósito da discussão de vários projectos de lei sobre as famílias de casais homossexuais - entre os quais a possibilidade destes adoptarem crianças e recorrerem à Procriação Medicamente Assistida (PMA) - Duarte Vilar afirmou que “hoje em dia há um consenso científico sobre esta matéria da parentalidade homossexual, a qual sempre existiu, embora não tão explícita”.

 

“A APF tem uma posição muito clara em relação à igualdade de oportunidades e à não discriminação de pessoas devido à sua orientação sexual e apoiámos, não só a possibilidade de casamento de pessoas do mesmo sexo, como também a possibilidade desses adotarem crianças e de recorrerem à PMA em nome da igualdade de direitos, da não discriminação e em nome do que a ciência diz”, adiantou.

 

Figuras de referência

Segundo Duarte Vilar, “há muito a ideia de que as crianças têm de ter um pai e uma mãe como modelos para fazerem a sua identidade de género e a sua identidade sexual, mas houve milhões de crianças que cresceram em famílias só de mulheres e algumas só de homens”. “Como nós formamos a nossa maneira de nos vermos como homens ou mulheres não tem a ver só com a nossa mãe ou pai, se eles existirem, e em muitos casos até não existem. Acabamos por ter figuras de referência que nos ajudam a formar a nossa identidade de género”, adiantou.

 

Duarte Vilar considera que a sociedade portuguesa está preparada para o debate, embora não imagine qual será o seu resultado. A este propósito, recordou que, em 2010, aquando da discussão da lei sobre os casamentos homossexuais, “o que esteve em causa era a discussão da palavra casamento”.

 

“Os que se opunham achavam que o casamento é, por definição, heterossexual. Este debate mostrou que houve um enorme avanço na sociedade portuguesa na maneira como vêem a homossexualidade”, contou. A este propósito, considerou que “as pessoas aceitaram de uma forma muito clara que existem pessoas do mesmo sexo que vivem umas com as outras, que se amam, que têm relações de casal, relações sexuais, e não podem ser discriminadas por causa disso”.

 

“Esta aceitação que existiu da conjugalidade homossexual e das relações homossexuais talvez se estenda à questão da adopção, embora nós saibamos que existem pessoas que aceitam o casamento, mas têm algumas dúvidas em relação à adopção”, adiantou. Duarte Vilar não duvida da importância do debate: “É muito importante para as pessoas homossexuais, mas também para o funcionamento democrático, de cidadania e moral da sociedade portuguesa. Vai-nos ajudar a compreender as questões dos direitos humanos, da não discriminação e da cidadania”.

 

Retirado do P3

25
Nov12

Há barrigas de aluguer em Portugal

olhar para o mundo
Há barrigas de Aluguer em Portugal
Há mulheres que são “barrigas de aluguer” em Portugal, apesar de ser um crime que dá prisão. Cobram até 100 mil euros para conseguir uma casa ou apenas para tirar “o pé da lama”. E tentam não pensar na criança, conta a agência Lusa, numa grande reportagem.

 

O aluguer do útero é desde 2006 “punido com pena de prisão até dois anos ou pena de multa até 240 dias”, segundo a lei da Procriação Medicamente Assistida.

 

A proibição não impede que mulheres em Portugal aluguem o útero por montantes que vão até aos 100 mil euros, segundo testemunharam à agência Lusa “barrigas de aluguer”.

 

Amélia (nome fictício) tem 24 anos e foi a “situação financeira” que a levou a fazê-lo. O emprego “mal dava para pagar as contas” e perseguia o sonho de ter casa própria.

 

Viu no aluguer do útero uma “forma rápida de ganhar um bom dinheiro” e vai no segundo contrato que em breve deverá resultar em mais uma gravidez.

 

Quem a procura, nomeadamente pela internet, são “casais impossibilitados de ter filhos, mulheres com medo de modificar o corpo, casais homossexuais, homens que não querem responsabilidades com a mãe dos filhos ou pessoas sozinhas que precisam de companhia”.

 

Era português o casal a quem entregou a primeira criança. Sem especificar quanto recebeu, diz que normalmente os preços vão de 30 a 100 mil euros, “para casais com uma vida financeira resolvida”.

 

O resto pouco interessa. “Não me interessa saber quem é, até porque não os vou ver mais na vida. Desde que respeitem as cláusulas do contrato e não maltratem a criança, não queremos saber nada da sua vida. Quanto mais soubermos, pior”.

 

A inseminação que conduziu à gravidez foi feita numa clínica em Portugal, o que a lei proíbe: “O dinheiro compra essas coisas”, afirma.

 

O casal acompanhou a gestação. “Sentem-se realizados”, diz Amélia, que reconhece que, para este “trabalho”, é preciso preparação mental. “É normal trabalharmos a nossa cabeça, sempre em negação de ter uma criança”.

 

Nem todas o conseguem. Alice (nome fictício), 22 anos, decidiu ser “barriga de aluguer” porque, por um problema de saúde, precisou de dinheiro.

 

Um amigo disse-lhe que um casal homossexual num país europeu procurava uma “barriga de aluguer”. Aceitou “sem pensar” e hoje garante que não foi por ganância, mas por “necessidade”.

 

 

 

27
Ago12

Crónicas de uma desempregada: Bebé low cost

olhar para o mundo

Não compre brinquedos. Os bebés não brincam com nada

Não vale a pena comprar brinquedos

Podem gastar-se fortunas com um filho. Verdade. Mas eu, estando desempregada, decidi ter um filho. E garanto: ter um bebé pode não custar nada ou muito pouco. E não falo de dores de parto, falo mesmo de euros.

 

Aviso: as linhas que se seguem têm a saúde como premissa fundamental - filho saudável e mãe saudável.

 

Se ainda está em treinos ligue para o seu seguro de saúde. Confirme o que a sua apólice inclui e os períodos de carência. Junte coberturas se for caso disso. Perante o facto consumado, lembre-se que, mesmo que o seu seguro não preveja gravidez tem sempre as análises incluídas.

 

Se quiser começar a poupar no teste de gravidez vá direta ao centro de saúde. Se não aguenta a curiosidade vá à farmácia. Um teste de gravidez custa entre 6,50 euros e 15 euros. Desde que cumpra as indicações qualquer um deles é eficaz.

 

Gravidez confirmada (muitos parabéns!), tem uma decisão a tomar: ou é seguida num médico particular para consultas e ecografias e gasta mais; ou vai ao médico particular e ao centro de saúde para que as ecografias sejam feitas no SNS; ou faz tudo no seu centro de saúde ou hospital e não gasta nada.

 

Lembre-se que, felizmente, se há coisa que ainda funciona no país, são os serviços de obstetrícia e neonatologia dos hospitais públicos. E se quer mordomias: quartos com apenas duas camas, televisão, horários de visitas mais alargados e instalações com ares de hotel, então tem os hospitais remodelados e os hospitais em parceria público-privada (como é o caso do HPP de Cascais). O recém recuperado hospital São Francisco Xavier tem umas das melhores vistas para o rio Tejo que conheço.

 

Eu sou uma fã assumida da MAC: é central, tem comida saborosa, instalações cuidadas… e o que realmente interessa: uma equipa médica excecional.

 

Terá que tomar algumas vitaminas e suplementos.  Mas antes de ir à farmácia junte-se a um dos grupos de mães existentes na rede social Facebook ou num dos fóruns disponíveis na internet. Muitas mães oferecem (ou trocam) vitaminas e suplementos que sobraram das suas gravidezes. Se alguma das suas amigas foi mãe recentemente também pode perguntar.

 

Seguimos para esse mundo de tentação consumista: preparar a chegada do bebé. Se já tem filhos, vá procurar o que guardou antes de fazer a lista. Lista feita, deixe-se de vergonhas e peça emprestado. Entre as suas amigas ou nos grupos de mães no Facebook será o mais fácil.

 

Quando recebi os sacos de roupa das minhas amigas, separei pijamas e roupa interior (não se vê, tudo é ótimo) e escolhi as peças que mais gostava como se estivesse na loja.

 

Se algumas pessoas mais próximas insistem em oferecer uma prenda ao bebé que aí vem, faça o mesmo: peça. Peça aquilo que, de facto, lhe faz mais falta, ou aquilo que gostava mesmo de ter novo, a estrear. Não deixe é que inventem prendas, sabemos que na maioria dos casos dá asneira.

 

A mim, quando me perguntam o que preciso (Natal e aniversário) digo a verdade: o creme que o miúdo usa, roupa interior para a estação seguinte ou simplesmente: fraldas.

 

Se não resiste ao apelo consumista (como eu entendo...), antes de comprar seja o que for compare preços na internet. E lembre-se que as marcas têm armazéns com as coleções antigas e  descontos consideráveis, e que os modelos ou cores descontinuados de carrinhos ou berços chegam a custar menos de metade.

 

Não compre brinquedos. Os bebés não brincam com nada. Quando começarem a brincar, tupperwares bastam. E em relação a objetos com som e música garanto que mesmo que cante tão mal como eu, o seu bebé vai adorar. O rádio ou o seu CD preferido produzem imensos sons encantadores. E pode ler alto o livro que você está a ler, o que interessa é o som da sua voz.

 

Outro foco de gastos são os cursos de preparação para o parto. Atenção: os hospitais públicos tem estas aulas gratuitas. Alternativa: junte amigas que já tiveram filhos, dê prioridade às histórias de partos daqueles que não doeram nada e ouça-as. Vão juntas fazer uma caminhada e assim também poupa no ginásio.

 

Ainda sobre beleza: creme gordo custa muito pouco e azeite há sempre em casa. Besunte-se de manhã e à noite. E esteja feliz. Basta para ser a grávida mais bonita do mundo.

 

Nasce o bebé low cost (uma vez mais parabéns!). Guardo para o fim o meu mais valioso conselho: amamente. A mama é o melhor dos alimentos. Poupa em biberões, em esterilizações, em leite artificial.

 

Coisas realmente importantes: poupa nos tratamentos estéticos que desejará fazer a seguir. Dar mama emagrece.

 

Retirado de Dinheiro Vivo

03
Ago12

10 dicas para falar de sexo com os seus filhos

olhar para o mundo

10 dicas para falar de sexo com seu filho

Vergonha de quê? Responda às dúvidas de seu filho de forma natural

Fazer isso com os filhos hoje é mais fácil do que se imagina. Nunca deixe a criança sem resposta, fale a verdade e responda só ao que foi perguntado

 

Sábado à noite, a família toda reunida na sala, vendo TV, até que seu filho de 3 anos pergunta: “mãe, o que é camisinha?”. Silêncio total. Você não sabe o que dizer, seu marido logo se levanta do sofá e vai até a cozinha. E o pequeno ali, esperando a resposta. “Os pais precisam dizer a verdade sem se estender sobre o assunto. Nunca deixe a criança sem resposta, porque isso pode prejudicar seu desenvolvimento. Ela pode imaginar que o sexo é um bicho de sete cabeças”, recomenda a sexóloga Laura Muller. Por mais delicado que isso possa parecer, converse com seu filho. Só assim ele se tornará um adolescente seguro e um adulto bem-resolvido nas relações de amor e no sexo.

 

Confira 10 dicas e responda às dúvidas de seu filho com naturalidade:

 

1. Só o necessário


Quando a criança fizer a primeira pergunta (com 2, 3 anos), os pais devem responder só ao que foi perguntado. “Não precisa dar uma aula completa sobre o assunto”, diz Laura Muller.

 

2. Tempo certo


Não existe hora certa para começar a falar de sexo. “Quem define isso é sempre a criança, quando ela começa a fazer perguntas”, conta Laura.

 

3. Conselheiro ideal


É preciso perceber com quem seu filho se sente mais à vontade para falar de sexo. Ele mesmo vai eleger uma pessoa naturalmente, que pode ser a mãe, o pai, um tio ou até um primo mais velho. É importante se certificar de que é uma pessoa com responsabilidade para informar seu filho corretamente.

 

4. A primeira consulta


Procure um médico. A mãe se preocupa quando a menina está perto de ter a menstruação e a leva ao ginecologista. É bom para ver como está seu desenvolvimento e tirar dúvidas sobre iniciação sexual e doenças sexualmente transmissíveis. Mas é importante os pais ficarem atentos ao menino também. Por volta dos 11, 12 anos, ele tem sua primeira ejaculação espontânea. E fica nervoso, com dúvidas. Leve seu filho a um urologista para verificar se está tudo bem.

 

5. Individualidade


Fale sobre o corpo de seu filho com ele. “Oriente que o corpo dele é só dele. Ninguém pode tocá-lo por baixo da roupa. Essa é uma forma de evitar abusos com as crianças”, afirma a especialista.

 

6. Masturbação


Não fique horrorizada se ele perguntar sobre masturbação. “Quando ele é pré-adolescente, já começa a entender as sensações corporais. Mas, quando é mais novinho, tocar na parte genital é o mesmo que tocar no pé ou na orelha. Não tem caráter sexual”, afirma Laura. E se a criança estiver se tocando na sala, por exemplo? “Diga em tom de amizade que ela deve fazer isso quando estiver sozinha, em seu quarto, no banheiro, mas nunca na frente de todo mundo”, diz.Laura.

 

7. Conversa aberta


Não se cobre para ter respostas para tudo na ponta da língua. Às vezes, só de estar disposta ao diálogo já ajuda! Seu filho quer encontrar um ambiente em que se sinta acolhido e que possa tirar dúvidas sem se sentir “criminoso”.

 

8. Ato de amor


Fale de sexo mencionando sempre o amor. Deixe claro para seu filho que a escolha do parceiro - e o afeto por ele - são importantes para a felicidade.

 

9. De onde vem o bebê?


Muitas crianças perguntam isso, outras ficam mais caladas. Cada caso é um caso. Os pais é que devem tentar vários caminhos para informar os filhos sobre sexo. “Conversar é preciso, porque a iniciação sexual é um marco na vida de uma pessoa e é vital que ela saiba que pode contar com a cumplicidade dos pais”, diz Laura.

 

10. Homossexualismo


Colocar o dedo na ferida, muitas vezes, é fundamental. Ao perceber, por exemplo, que o filho (ou a filha) tem tendências homossexuais, muitos pais entram em pânico. “Os pais costumam ficar muito ansiosos com isso e a conversa é bastante delicada. Mas homossexualidade não é doença! É apenas sentir desejo erótico por outra pessoa do mesmo sexo. E cada família precisa respeitar o jeito de ser de cada pessoa”, orienta Laura.

 

Retirado de M de Mulher

29
Jun12

Mãe, o meu namorado pode dormir cá em casa?

olhar para o mundo

Mãe, o meu namorado pode dormir cá em casa

 

O tempo dos pais não é igual ao tempo dos filhos. Há três gerações, o namoro era fiscalizado no sofá da sala; há menos tempo ainda, o amor acontecia dentro de um carro, às escondidas dos adultos. Hoje os miúdos pedem aos papás para os namorados dormirem em casa. Perante o dilema, há dois grupos de pais. Os que estão preparados. E os que não estão. Ana Maria, mãe divorciada de 44 anos, sabia que esse momento iria chegar: "E chegou até mais tarde do eu esperava." Muito antes de o namorado de Sofia "fazer parte da família", mãe e filha conversaram muitas vezes sobre os assuntos do coração. 


Comunicar com os filhos é a primeira regra para os pais não serem apanhados desprevenidos, avisam os especialistas. "Falar desde cedo sobre as questões da sexualidade, afectos e cuidados a ter é uma preparação básica para esse momento", diz Maria João Moura, psicóloga da adolescência. A pergunta de Sofia chegou aos 18 anos, portanto, como mais uma etapa na vida da adolescente. E conhecer o rapaz foi um trunfo para a publicitária. O namorado aparecia para almoçar e jantar e, um dia, ficou até mais tarde: "Foi aí que surgiu o pedido, mas a minha filha já sabia que eu iria aceitar." Desde essa noite, na casa de Ana Maria, há lugar para mais uma escova de dentes e no frigorífico há também os iogurtes preferidos do namorado da filha. 

Houve fases em que Sérgio passou demasiado tempo em casa da namorada e fases em que o lugar da mãe no sofá da sala esteve seriamente ameaçado. As fronteiras foram redefinidas e agora há tempo para tudo: fins-de-semana para a filha passar com o namorado; fins-de-semana para a mãe passar com a filha e até saídas a três - a mãe, a filha e o namorado da filha.

Catarina, 18 anos, não fez nenhum pedido. Aos poucos foi mostrando à mãe que a mudança estava prestes a acontecer. Rute abriu a porta da sua casa aos amigos da filha. Catarina pedia para o namorado passar a noite quando ficava tarde: "O rapaz ficava no quarto dela e a minha filha comigo", conta a mãe de 53 anos. Uma noite, Rute acordou e a filha não dormia ao lado dela. Foi ao quarto ao lado e os dois dormiam juntos: "Foi o choque da minha vida!"A zanga saltou cá para fora no mesmo segundo: "Catarina!", gritou a mãe. Os adolescentes acordaram em sobressalto: "Nem sequer pediste a minha permissão", ralhou Rute. 

Catarina desfez-se em desculpas e, na manhã seguinte, foi a vez de a mãe também se desculpar: "Deveria ter esperado pelo dia seguinte para termos uma conversa." Mas, o arrependimento esconde mais razões. A mamã confrontou-se com uma imagem sua que desconhecia: "Eu, que sempre fui liberal, tive uma reacção intempestiva", confidencia Rute, assegurando que hoje "lida melhor" com o hóspede e as dormidas acontecem sempre com a sua autorização.

À distância de cinco anos, Rosarinho Correia, funcionária de um ginásio em Lisboa, nem se lembra "muito bem" do dia em que Carlota pediu para o namorado dormir "lá em casa". O namoro da filha durava há três anos e esse momento surgiu quando a adolescente completou 19 anos. "Muito antes disso, já o rapaz era da família", conta a mãe de 43 anos. Conhecer quem é que vai partilhar o mesmo tecto é condição para deixar qualquer mamã tranquila, mas não resolve todos os problemas: "Há sempre um desconforto, que tem a ver com a invasão do nosso espaço." A "estranheza" de encontrar o namorado da filha a tomar o pequeno-almoço na cozinha é um sentimento que nunca desapareceu: "O único pedido que fiz à minha filha foi que o convidasse nas noites em que estava a trabalhar." 

Gabriela Paiva, empresária de 56 anos, não teve de abrir a porta aos namorados das filhas. "Vou dormir em casa dele, mas não digas nada ao pai", pediram Mariana e Inês quando completaram 18 anos. A mãe não fez perguntas: "Senti-me privilegiada por me contarem." Gabriela é mãe de quatro filhos, logo passou quatro vezes pela mesma situação. 

Com os rapazes, foi diferente: "Nunca me disseram nada, mas sabia que dormiam em casa das namoradas. A única recomendação que fiz foi para terem os cuidados necessários." No caso das raparigas, as conversas sobre sexualidade começaram mais cedo: "Antes de tomarem a decisão, já tínhamos tido muitas conversas." Foi o suficiente para as filhas saberem que a mãe não iria julgá-las. E bastou para a mãe perceber que as filhas "sabiam o que estavam a fazer".

 

Via Ionline

 

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