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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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13
Set13

Edith Piaf morreu há 50 anos e França promete desfazer os mitos da cantora

olhar para o mundo

Edith Piaf morreu há 50 anos e França promete desfazer os mitos da cantora


Edith Piaf morreu há 50 anos e França promete desfazer os mitos da cantora

A França prepara-se para relembrar o 50º aniversário da morte de Edith Piaf, em Outubro de 1963, com uma avalanche de filmes, shows e livros, incluindo uma biografia que se propõe clarificar alguns dos mitos que cercam a vida deste "mito francês".

 

Sempre se disse que Edith Piaf terá nascido junto a uma candeeiro de iluminação pública,  numa rua do bairro de Belleville, em Paris. 


Mas segundo o livro "Piaf, um mito francês", publicado pela editora Fayard, parece que não terá sido realmente assim.

 

A mulher de voz fenomenal, que veio a ser conhecida como Edith Piaf,  terá nascido a 19 de Dezembro de 1915, no hospital Tenon, no 20º distrito de Paris, segundo a biografia de Robert Belleret, jornalista do jornal Le Monde, elaborada após investigação minuciosa.

 

Belleret baseou-se sobretudo numa centena de cartas enviadas por Piaf ao seu confidente, Jacques Bourgeat,  e que até agora não haviam sido publicadas.

 

O autor descobriu ainda centenas de arquivos, que lhe permitiram esclarecer muitas das inverdades e outras meias-verdades que têm rodeado de mistério a vida de Piaf, filha de um acrobata e de uma cantora de rua.

 

"Por que se terá mascarado,  exagerado e inventado tanto sobre Piaf?", pergunta-se Belleret no prefácio de seu livro, de 700 páginas, que investiga o nascimento, a infância e a vida amorosa da cantora, além de alguns episódios obscuros da trajectória de Piaf, no que se refere ao seu comportamento durante a ocupação nazi em Paris.

 

"Tratam-se de verdades e meias-verdades que foram transmitidas por seus parentes, mas que Piaf também ajudava a circular para autoalimentar o mito", destacou Belleret.

 

"Piaf mentia muito sobre sua vida, a começar pelo seu próprio nascimento", escreveu Belleret, que também é o autor de uma excelente biografia do cantor Léo Ferré.

 

O livro rejeita as alegações de Piaf de que terá dado documentos de identificação falsos a prisioneiros franceses, durante duas apresentações que ela dizia ter sido obrigada a fazer na Alemanha nazi.

 

"Piaf levou uma vida de extravagância durante a guerra", assinala o escritor, que também fez um relato detalhado dos amores desta `Don Juan feminina´.

 

A cantora de voz marcante foi uma "sedutora insaciável, uma destruídora de lares que multiplicava as suas conquistas", como Marcel Cerdan, Yves Montand, Georges Moustaki e Eddie Constantine, disse.

 

Apesar de não esconder seus lados obscuros, como  caprichos, vícios, mesquinhez, a biografia não compromete em nada o mito, destacando o talento imenso da artista, vontade de trabalhar, energia, magnetismo em palco, carisma e tenacidade.

 

Belleret lembrou também o extraordinário dom de Piaf para a escrita, o que a levou a compor cerca de 90 músicas, que correram o mundo, como "La Vie en Rose" e "Hymne à l´Amour".

 

A artista e compositora lendária - cuja dimensão internacional foi consolidada pelo filme "Piaf" (2007), que garantiu um Oscar à sua intérprete, Marion Cotillard - será relembrada em Outubro em França e em Nova York, cidade-fetiche da artista, que lhe oferecerá um tributo.

 

Piaf, que morreu em 1963, aos 47 anos, depois de uma vida atormentada mas cheia de amor, paixão e homenagens, continua a ser a cantora mais amada em França.

 

Retirado do HardMúsica

14
Jul13

O mundo mudou há 224 anos com a Revolução Francesa

olhar para o mundo

O mundo mudou há 224 anos com a Revolução Francesa


O mundo mudou há 224 anos com a Revolução Francesa

A França nesse ano de 1789 estava em quase derrocada económica. Como país agrícola os camponeses viram os seus rendimentos cairem com a entrada da indústria. Os impostos e os encargos estavam todos em cima dos ombros das classes menos favorecidas socialmente. Grassava a fome e o descontentamento e a frase de Maria Antonieta, “se não têm pão comam croissants” foi por demais infeliz.


O Povo começou a guardar armas, a conspirar e na manhã de 14 de Julho, depois da demissão de Necker um ministro muito popular que tentava chamar Luis XVI à razão, o povo de Paris pega em armas nos Invalides e dirige-se para a Bastilha, uma fortaleza real onde eram guardados os prisioneiros políticos.


Depois de um tiroteio pleno de violência, a Bastilha é tomada e os poucos prisioneiros que ali se encontravam retomam a liberdade.

 

Deste modo a tomada da Bastilha representa uma primeira vitória do povo de Paris contra um símbolo do Antigo Regime, e uma primeira forma de pôr em prática os ideais do Iluminismo: Liberdade, Igualdade Fraeternidade

Em termos históricos pode afirmar-se que Revolução Francesa iniciou a Era das Revoluções Burguesas, fez parte do movimento revolucionário global, atlântico e ocidental que começou nos Estados Unidos em 1776 passando por Inglaterra, Irlanda, Holanda, Bélgica, Itália, Alemanha, Suíça e termina na França em 1789. Teve repercussão em outros países, mas retorna a França em 1830 e 1848.

 

A Revolução Francesa significou o fim do absolutismo e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou direitos sociais e passou a ser respeitado.

 

Com o voto favorável da proposta de lei do deputado Benjamin Raspail, o dia 14 de Julho torna-se feriado nacional da República. Ainda hoje, o 14 de Julho é celebrado com pompa e circunstância.

Em Paris, não deixará de haver o desfile militar nos Champs Elysées e por toda a França são organizados bailes, iluminações especiais ou fogos de artifício.

 

A Revolução Francesa representa para a Humanidade a revolta e o derrube da tirania da opressão e da desigualdade social.

 

Retirado do HArdMúsica

29
Jan13

France Fooball denuncia "Qatargate" envolvendo Sarkozy e Platini

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France Fooball denuncia

Revista francesa acusa o ex-Presidente francês e o líder da UEFA de terem negociado o voto no Qatar para a organização do Mundial de 2022, em troca de investimentos do emirado em França, nomeadamente no PSG.

O semanário France Football lançou esta terça-feira uma série de interrogações sobre a atribuição do Mundial de futebol de 2022 ao Qatar, numa reportagem em que denuncia negociatas envolvendo Michel Platini e o ex-chefe de Estado francês Nicolas Sarkozy.

 

A publicação justifica o título da reportagem, Mundial 2022 – Qatargate, com aquilo que considera ser “um cheiro a escândalo que obriga a colocar a única questão que conta nesta altura: deve a escolha do Qatar ser anulada?”

 

France Football ressuscita um email trocado no seio da FIFA, no qual o seu secretário-geral, Jerome Valcke, escreve: “Eles compraram o Mundial de 2022”. Valcke assumiu posteriormente o “erro” e sublinhou que o tom usado no correio electrónico até foi ligeiro.

 

O caso mais “picante” avançado na edição desta terça-feira diz respeito a uma “reunião secreta” no Palácio do Eliseu, em 23 de Novembro de 2010, dez dias antes da votação da FIFA para escolher o país organizador do Mundial de 2022, entre Nicolas Sarkozy, o príncipe do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, o presidente da UEFA, Michel Platini, e Sébastien Bazin, representante da Colony Capital e proprietário do clube de futebol Paris Saint-Germain (PSG), que enfrentava sérias dificuldades financeiras.

 

Durante a reunião, continua o jornal, discutiu-se a compra do Paris Saint-Germain pelo Qatar, um aumento da participação de empresas do emirado no grupo francês Lagardère e a criação de um canal televisivo de desporto para competir com o Canal +, que o ex-Presidente francês pretendia fragilizar.

 

Em troca, Platini comprometia-se a trocar a opção pelos Estados Unidos, que ele estaria a ponderar, pelo voto no Qatar.

 

Michel Platini reagiu num comunicado enviado à agência AFP, classificando a reportagem de “chorrilho de mentiras” e negando qualquer pedido de Sarkozy para que a UEFA votasse no Qatar.

 

“Repito aquilo que já disse: o Presidente Sarkozy jamais se permitiria pedir-me para votar no Qatar 2022, quando ele sabe que eu sou um homem livre”, acentuou Platini, afirmando ter feito a sua escolha “de forma independente”. Numa “lógica simples”, e “com toda a transparência”, optou por um país que nunca organizou um grande evento desportivo.

 

Numa investigação de 16 páginas, o semanário também cita Guido Tognoni, um ex-director de comunicação da FIFA excluído em 2003, que terá admitido “existir uma forte suspeita de compromisso” em torno dos membros da federação que votaram em 2 de Dezembro de 2010 no Qatar, cuja candidatura foi apresentada com um orçamento recorde de 33,7 milhões de euros.

 

O Qatar contou com apoios poderosos, como o do presidente da federação asiática, Mohammed Bin Hammam, irradiado em Dezembro passado, o do presidente da federação argentina e vice-presidente da FIFA, Julio Grondona, ou o do ex-presidente da federação brasileira, Ricardo Teixeira, que renunciou ao cargo em Março, após acusações de corrupção.

 

O jornal aponta também o caso do presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o paraguaio Nicolas Leoz, que, há duas semanas, negou acusações de compra de votos publicadas na imprensa alemã.

 

O jornal francês recorda que o Mundial de 2022 poderá ser transferido para os Estados Unidos, se o Qatar perder a organização.

 

Interrogada pelo France Football, a organização declarou: “Ganhámos a organização do Mundial 2022 respeitando, do princípio ao fim, os mais altos padrões de ética e da moral, tal como estão definidos nos regulamentos e nos cadernos de encargos”. 

 

Noticias do Público

24
Nov12

Barcelona pode jogar no campeonato francês em caso de independência da Catalunha

olhar para o mundo
Barcelona pode jogar no campeonato francês em caso de independência da Catalunha
Barcelona pode jogar no campeonato francês em caso de independência da Catalunha

Numa altura em que a independência da Catalunha está na ordem do dia devido às eleições regionais deste domingo, o presidente da Câmara de Barcelona diz que o principal clube da cidade catalã até pode jogar no campeonato francês, caso a região consiga a independência de Espanha.

«Nós, na Catalunha, não temos a possibilidade de ter uma liga competitiva, que seja interessante do ponto de vista do espetáculo. Haveria muito poucas equipas. O Barcelona teria de aderir a um outro campeonato. Ao campeonato espanhol ou mesmo ao campeonato francês», afirmou Xavier Trias, em declarações à agência de noticias AFP.
Notica de A Bola
20
Jul12

SALÁRIO «INDECENTE» DE IBRAHIMOVIC VIROU ASSUNTO DE ESTADO

olhar para o mundo

SALÁRIO «INDECENTE» DE IBRAHIMOVIC VIROU ASSUNTO DE ESTADO

14 milhões de euros, livres de impostos. A informação sobre o salário de Zlatan Ibrahimovic no Paris Saint-Germain tornou-se assunto de Estado em França. Do presidente François Hollande ao ministro das finanças, os políticos insurgiram-se contra aquilo que chamam valores «indecentes», mais ainda num contexto de crise. Irá o avançado sueco contratado ao Milan ser usado como exemplo da medida política que é bandeira de Hollande, o imposto de 75 por cento para quem ganha mais de um milhão de euros por ano?

Dificilmente, parece ser a resposta. Já lá vamos. Seja como for, o debate está lançado desde que veio a público o valor que Ibra iria receber no contrato agora assinado com o PSG, depois de ter deixado o Milan. Foi noticiado pelos jornais e não confirmado pelo clube, como nunca são confirmados pelos clubes estes valores. O sueco tornar-se-á assim o terceiro jogador mais bem pago do mundo, a seguir a Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

«São valores indecentes numa altura em que no mundo inteiro todos temos de fazer esforços, conhecer as consequências terríveis de uma crise que a financeirização do mundo da economia provocou. Essa mesma financeirização parece estar a ter cada vez mais influência no futebol», afirmou Jérome Cahuzac, ministro francês do Orçamento: «Podemos recear consequências desastrosas, porque sabemos que muitos clubes, nomeadamente na Europa do sul, estão endividados para lá do razoável.»

Políticos franceses, incluindo o presidente, contestam valores. Vai o sueco ser cobaia da caça aos ricos?Antes, François Hollande tinha comentado o assunto também em tom reprovador, mas menos crítico. «Há regras fiscais sobre salários mirabolantes e aplicar-se-ão em todo o lado, mesmo nos clubes. Além disso o Montpellier, que não tem o maior orçamento da Liga, foi campeão de França», observou o presidente recém-eleito, que no entanto tinha deixado durante a campanha eleitoral a ideia de que os desportistas podiam ter algumas facilidades fiscais, respondendo à pressão do futebol de que um regime tão exigente representaria a fuga de talentos de França.

A porta-voz do Governo, Najat Vallaud-Belkacem, também não deu uma resposta muito clara. «Não há razão para que os desportistas escapem ao novo imposto de 75 por cento. O rendimento do jogador em causa chocou muita gente e parece-me natural que possa contribuir para o esforço coletivo», afirmou ao Nouver Observateur, para depois admitir que «a questão não está totalmente regulada, mas em todo o caso os futebolistas participarão no esforço coletivo.»

O caso tem várias nuances. O «livre de impostos», para começar, uma informação avançada pelo jornal L¿Équipe. A informação gerou enorme confusão. Queria dizer que a Qatar Sports Investment, dona do clube, lhe ia pagar à volta de 80 milhões, para ele ficar com os tais 14? Mais uma vez não há explicações oficiais. O presidente do PSG, Nasser Al Khelaifi, limtou-se a afirmar que o clube «vai respeitar as leis francesas».

Isso pode querer dizer várias coisas. O jornal «Le Monde» fez um artigo com diferentes cenários possíveis para Ibra escapar aos 75 por cento de imposto. Vão de uma medida mais radical, fazer o pagamento do salário através de um país estrangeiro, à hipótese de Ibra beneficiar de não ter sido nos últimos anos residente em França, e por isso ter um regime excecional que limita o imposto a 30 por cento.

Além do momento político em que surge, o assunto levanta também questões sobre os clubes, numa altura em que a UEFA está a aplicar o modelo de fair play financeiro que tem como princípio geral a ideia de que os clubes não devem gastar mais do que ganham. É nesse sentido que vai a opinião da ministra dos desportos francesa, que defende um teto salarial no futebol. «Se não aplicamos este fair play financeiro, ou seja, uma regulação no sentido de um plafond para a massa salarial, vamos assistir a este tipo de situações e a estes salários mirabolantes», disse.

 

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