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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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02
Jun17

GAP YEAR - Conversas ACERT

olhar para o mundo

gap year.jpg

 

 

GAP YEAR
Conversas ACERT

Local:  Auditório 2
Data/Hora:  Sáb. 3 de junho de 2017 às 16:00


Preço: 0 €

Descobrir e saber mais sobre a Associação Gap Year Portugal
 
Inovar o Sistema Educativo Português, promovendo o Gap Year como forma de desenvolvimento pessoal, académico e profissional.
Será que um(a) estudante do Concelho de Tondela não irá partir para a aventura internacional proximamente?
Para acompanharem Gonçalo Azevedo Silva (Fundador da Associação) na conversa estarão: André Alves e Diogo Pedrosa
E outros estudantes de Tondela que querem viver este desafio…

André Alves

Com o João e o Tomás, optou por fazer uma pausa de um ano nos estudos, adiando assim a entrada na universidade. Ao longo do seu Gap Year, viveram inúmeras experiências: ir à boleia até Marrocos, viver no deserto do Sahara, passar o Natal com uma família desconhecida na África do Sul, tomar banho no Oceano Índico, viver sem água canalizada e eletricidade em Moçambique, contactar com o luxo do Qatar, viajar de comboio pela Europa, entre muitas outras.

Entrada Gratuita

Diogo Pedrosa

Durante este Gap Year percorremos 5 ilhas do arquipélago dos Açores, 5 países da América do Sul e 5 Cidades dos Estados Unidos da América, tudo isto durante 215 dias. Fizemos ainda 5 trabalhos voluntários e visitámos duas maravilhas do mundo, entre muitas outras coisas.





Ficha Técnica


Como se formou
Em 2011, o Gonçalo, com 17 anos, foi convidado para palestrar sobre Educação na Fundação Lapa do Lobo. Sem ter definido um tema até ao dia da apresentação, decidiu falar sobre o Gap Year. Em jeito de remate, no final da apresentação, o Gonçalo perguntou aos pais: «e agora, mãe, pai, deixam-me fazer um Gap Year?». Passado um mês, o Gonçalo recebia um telefonema do Presidente da Fundação Lapa do Lobo, Dr. Carlos Torres, dizendo que queria dar a oportunidade ao Gonçalo e a um amigo de fazer o Gap Year, patrocinado pela mesma Fundação.
Foi durante o Gap Year, com o amigo Tiago Marques, em 2012, num programa de voluntariado na Índia, que o Gonçalo se confrontou com a forma como a sua vida estava a mudar com a viagem. Era assim que surgia a ideia de criar uma organização que promovesse o Gap Year em Portugal. Após a apresentação do projeto ao Dr. Carlos Torres, ficou decidido que os três iriam constituir a agyp - Associação Gap Year Portugal, de forma a que todos os estudantes pudessem ponderar a realização de um Gap Year após a conclusão do Ensino Secundário.

O que é e o que faz?
A Associação Gap Year Portugal (agyp) é uma organização portuguesa, sem fins lucrativos, responsável pela promoção do Gap Year em Portugal e, em simultâneo, pelo apoio a todos os jovens viajantes.
O nosso objetivo principal é despertar os jovens para as vantagens da prática do Gap Year, usualmente feito imediatamente após o Ensino Secundário ou o Ensino Superior. Sair da zona de conforto, conhecer outras realidades, visitar outros países, aprender uma língua, abraçar projetos de voluntariado, estudar ou trabalhar, para explorar opções.
É para inovar o sistema educativo português que a Gap Year Portugal trabalha. Porquê? Porque acreditamos que um Gap Year transforma os jovens em cidadãos mais tolerantes, ativos e participativos, tornando-os futuros profissionais mais completos. E competitivos.
O nosso público-alvo são os jovens, dos 16 aos 25 anos. Todas as nossas atividades são direcionadas para esta faixa etária.
Em relação a dados estatísticos, 90% dos jovens escolhem o Sudeste Asiático, seguido da América do Sul para realizarem o seu Gap Year.
A agyp tem como estimativa que, em 2017, haja 500 jovens a partirem à descoberta no seu ano sabático.

15
Jan13

Fundação paga volta ao mundo a estudantes

olhar para o mundo
Fundação paga volta ao mundo a estudantes
Durante o Gap Year, Tiago e Gonçalo, então com 18 anos, visitaram 25 países.
Pagar a estudantes de concelhos do interior do país viagens pelo mundo quando acabam o ensino secundário. É esta a aposta, inédita no país, de um empresário que há seis anos doou metade do património para erguer uma fundação para dinamizar a aldeia dos avós, Lapa do Lobo, na Beira Alta.

A fundação – financiada pelo empresário Carlos Torres para dinamizar e apoiar iniciativas culturais e de educação nos concelhos de Carregal do Sal e Nelas – levou, pela primeira vez em 2011, dois jovens a visitar 25 países e ganharem experiência de vida, antes de entrarem para a universidade. E outros quatro estão actualmente a viajar pelo mundo com o apoio desta Fundação Lapa dos Lobos: dois pela Guatemala e outros dois estão nos Açores, prestes a partir para o Brasil.

 

Uma iniciativa única entre as cerca de 500 fundações portuguesas, das quais cerca de 200 de iniciativa privada. «É certamente um projecto inédito, que é muito útil numa altura em que a maioria das Fundações se debate com falta de dinheiro para este tipo de apoios», diz ao SOL o presidente da assembleia geral do Centro Português de Fundações, Carlos Monjardino.

 

O também presidente da Fundação Oriente lembra que a «maioria das bolsas concedidas pelas principais fundações, como a Gulbenkian, são dadas já a estudantes universitários ou de mestrado e doutoramentos como forma de os ajudar a prosseguir os estudos em Portugal ou no estrangeiro». Muito mais raros são os apoios para os alunos que acabam de terminar o ensino secundário.

 

A ideia surgiu ao empresário Carlos Torres por acaso durante um encontro com estudantes do ensino secundário organizado pela fundação que criou em 2007 para dinamizar a Lapa do Lobo, aldeia com apenas 700 habitantes. «Ouvi uma palestra de um aluno do 12º ano da secundária de Carregal do Sal, o Gonçalo, que dizia que o seu maior sonho era poder fazer um gap year – uma pausa de um ano nos estudos para viajar antes de entrar na universidade», explica. E decidiu pagar-lhe a viagem. Gonçalo Azevedo Silva e o colega Tiago Marques, então com 18 anos, iniciaram um gap year. Entre Dezembro de 2011 e Junho de 2012 percorreram a Austrália, Nova Zelândia, Brasil, China, Nepal Índia, Indonésia e Timor e vários países europeus. «Quis dar a alguns estudantes com 18 anos a oportunidade de fazer a viagem que eu adoraria ter feito», conta o administrador da Resul, empresa de equipamentos e soluções de energia.

 

‘Viagem inesquecível’


Cada viagem custou seis mil euros, com a maioria dos percursos a ser feito de camioneta ou comboio. Os jovens tinham como missão participar em acções de voluntariado e acções nas comunidades nos vários locais por onde passavam. Ficavam alojados em casas de famílias, organizações não governamentais ou hostels. Eram também ‘obrigados’ a documentar com imagens e a relatar a experiência num blogue da viagem, que será agora editado em livro.

 

Para Gonçalo Azevedo Silva, agora no primeiro ano da Economia do Instituto Superior de Economia e gestão (ISEG), a experiência foi «inesquecível»: «Nunca pensei ter esta oportunidade, que me abriu horizontes, deu-me maturidade fez-me ultrapassar muitas barreiras».

 

Foi a Índia, o país que mais o marcou. Ali, ele e Tiago deram aulas em inglês a crianças de aldeias que ficavam a 10 horas da cidade mais próxima, tendo chegado a fazer viagens de comboio durante quase um dia. «Ficamos a conhecer melhor o mundo e sobretudo a conhecer melhor as nossas capacidades», diz.

 

Apoio a 42 alunos com bolsas


Os jovens quiseram partilhar a experiência e criaram, por sua iniciativa, a Associação Gap Year Portugal para divulgar as vantagens deste ano de intervalo nos estudos. Na página na internet (gapyear.pt) dão informação e dicas sobre o assunto. «Em Portugal não havia nada semelhante e neste momento já temos 50 inscritos a pedir informação para viajarem», remata Gonçalo.

 

Além de promover o gap year outra grande aposta da Fundação Lapa do Lobo é apoiar com bolsas 42 estudantes de licenciatura, doutoramento e mestrado em dois concelhos da Beira Alta: Carregal do Sal e Nelas. Também dinamiza acções educativas abrangendo cerca de dois mil alunos. Ha cursos de inglês ou guitarra, ateliers, espectáculos de música e palestras onde os estudantes podem participar.

 

Retirado do Sol

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