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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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23
Mar13

O que acontece com o corpo da adolescente grávida

olhar para o mundo

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A seguir, explicações para entender o que acontece quando o corpo de uma garota de 10 a 19 anos, que ainda está em desenvolvimento, recebe a tarefa de gerar uma criança

 

1. O número de adolescentes grávidas diminuiu no Brasil?

“Sim, a quantidade de adolescentes grávidas tem diminuído, mas, ainda assim, o número de partos é muito alto. No Amparo Maternal, fazemos 800 partos por mês e um terço deles é em adolescentes. Ou seja, todos os meses, cerca de 250 meninas com menos de 19 anos dão à luz aqui”, observa Eder Viana de Souza, obstetra do hospital Santa Catarina, de São Paulo. Eliane Terezinha Rocha Mendes, ginecologista e coordenadora médica do Hospital Estadual Mário Covas de Santo André (SP), completa: “A gravidez na adolescência está relacionada a fatores como baixa autoestima, dificuldade escolar, abuso de álcool e drogas, comunicação familiar escassa, conflitos familiares, pai ausente ou rejeitador, violência física, psicológica e sexual e rejeição familiar pela atividade sexual”.

 

2. Existe alguma vantagem na gestação de uma adolescente?

“Considerando que a adolescência vai até os 19 anos, não há nenhuma vantagem do ponto de vista médico. Os ossos da bacia não estão bem formados, o que dificulta a passagem do bebê. Além disso, existe a imaturidade comportamental. É difícil que as mães adolescentes façam o pré-natal de maneira correta e responsável. Em resumo, podemos apontar principalmente desvantagens em uma gravidez tão precoce. A única vantagem seria o fato de a adolescente ser muito fértil”, explica Alexandre Pupo, ginecologista do hospital Sírio Libanês, de São Paulo. “Alguns autores sustentam a ideia de que a gravidez pode ser bem tolerada pelas adolescentes desde que elas recebam assistência pré-natal adequada, ou seja, precocemente e de forma regular, durante todo o período gestacional. Isso nem sempre acontece, devido a vários fatores, que vão desde a dificuldade de reconhecimento e aceitação da gestação pela jovem até a dificuldade para o agendamento da consulta inicial do pré-natal. A meu ver, não existe vantagem da gestação na adolescência”, completa Eliane.

 

3. Quais são os perigos de uma gravidez na adolescência? Elas têm mais chance de ter um parto prematuro?

“A gravidez na adolescência gera impacto físico, emocional, familiar e social. Do ponto de vista médico, existe maior chance de parto prematuro, além de baixo peso ao nascer. Comparada a uma adulta, a adolescente tem maior incidência de anemia e infecção urinária ao longo da gestação”, alerta Eduardo Zlotnik, obstetra do hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Além desses, Eliane Terezinha Rocha Mendes, ginecologista do Hospital Estadual Mário Covas, conta que essas meninas podem ter problemas relacionados a pressão arterial, complicações no parto, como lesões no canal do parto e hemorragias, o bebê pode ter sofrimento fetal e elas costumam ter ainda dificuldade para amamentar e maior incidência de infecções, especialmente no endométrio.

 

Para Alexandre Pupo, ginecologista do hospital Sírio Libanês, de São Paulo, a dificuldade está em conseguir o comprometimento das pacientes: “São mulheres ainda meninas. É difícil que assumam o compromisso de fazer o pré-natal direitinho. A maioria não tem responsabilidade. Pedimos exames e elas não fazem, tentamos controlar a alimentação e elas engordam muito além do planejado, faltam às consultas. Além disso, outro problema grave é quanto à imaturidade do corpo, que ainda não está pronto – o fato de a menina menstruar não significa que o corpo esteja preparado para uma gravidez. Existem órgãos que ainda estão em desenvolvimento, como o útero. Uma das consequências dessa imaturidade é que o parto normalmente precisa ser cesariano porque os ossos são muito estreitos”.

 

4. Adolescentes grávidas precisam de cuidados especiais ou são os mesmos de qualquer gravidez?

“A gravidez na adolescência deve ser considerada uma gravidez de risco. Deve ser atendida por uma equipe multidisciplinar, composta de obstetra, psicóloga, assistente social e outras especialidades quando se faz necessário”, indica a ginecologista Eliane Terezinha Rocha Mendes, do hospital Mário Covas. Alexandre Pupo, ginecologista do hospital Sírio Libanês, enfatiza a importância de a adolescente ter acompanhamento psicológico, “principalmente para manter a paciente na linha”.

 

5. O que muda no corpo de uma menina que teve uma gravidez aos 16 anos?

“As mudanças no corpo são as mesmas de uma mulher adulta, porém as marcas que ficam costumam ter maior impacto na adolescente. Marcas como espinhas, estrias e dificuldade de voltar ao peso habitual. Existe o impacto de sobrecarregar um corpo ainda em crescimento, o que poderia justificar, por exemplo, menor peso do recém-nascido. Porém ainda não se mostrou a relação entre causa e efeito em todas as gestantes”, alerta Eduardo Zlotnik, obstetra do hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. O aparecimento de estrias é realmente preocupante, como explica Alexandre Pupo, ginecologista do hospital Sírio Libanês: “A pele da adolescente é mais firme do que a de uma mulher de 30 anos, por exemplo, por isso a pele rasga mesmo enquanto a barriga e as mamas crescem. Além das estrias, que são para sempre, muda também a distribuição de gordura no corpo e os mamilos escurecem e não voltam ao que eram”.

 

6. Quem cuida da criança quando ela nasce?

“Na grande maioria dos casos, depois que o bebê nasce, quem cuida são os pais da menina (a mãe)”, informa o obstetra Eder Viana de Souza, do hospital Santa Catarina, de São Paulo.

 

7. As meninas que engravidam durante a adolescência param de estudar?

“Posso falar sobre a minha impressão pessoal graças ao contato com essas adolescentes no Amparo Maternal e no consultório particular. As pacientes do consultório, que são das classes A e B, continuam estudando porque a família normalmente apoia. As meninas de classes mais baixas param de estudar e muitas já nem estudam mais quando engravidam”, conta Eder Viana de Souza, obstetra do hospital Santa Catarina, de São Paulo.

 

8. Hoje em dia os adolescentes – meninos e meninas – têm acesso à informação. Por que continuam tendo filhos tão cedo?

“Existem fatores próprios da idade, como enfrentamento e rebeldia, que são normais na adolescência. Além disso, eles têm mais informações sobre prevenção, mas, na mesma medida, têm mais informações sobre sexo. Eu diria que o adolescente de hoje é mais precoce na atividade sexual e isso desencadeia outros fatores”, diagnostica o obstetra Eder Viana de Souza, do hospital Santa Catarina. Para Alexandre Pupo, ginecologista do hospital Sírio Libanês, a gravidez na adolescência está, muitas vezes, ligada a questões sociais: “Para algumas meninas, engravidar é uma fuga, pois elas saem da casa dos pais. Para outras, dá status. Ela é promovida de menina a mulher, ganha responsabilidades de dona e casa e, consequentemente, mais respeito”.

 

9. Adolescente grávida precisa de acompanhamento psicológico?

“O acompanhamento psicológico é importante para qualquer gestante, mas no caso da adolescente é necessário, pois a gravidez muda o destino dela. É uma gravidez indesejada – na maioria dos casos – e traz muitas sequelas, como punição dentro de casa, o grupo de amigos se afasta, elas correm mais risco de ter doenças sexualmente transmissíveis e o pré-natal já começa tarde porque elas escondem enquanto podem. Já tive, inclusive, uma paciente que deu à luz e a mãe dela nem sabia que a menina estava grávida”, relata o obstetra Eder Viana de Souza, do hospital Santa Catarina, de São Paulo.

 

10. O que o governo, as escolas e a sociedade deveriam fazer para diminuir o número de grávidas adolescentes?

“Muito. A sociedade tem de trabalhar juntamente com as escolas e educar, buscando novas formas de atingir o jovem. Não apenas fazê-los receber as mensagens ou ter conhecimento, mas assumir as responsabilidades próprias da expressão da sexualidade de cada um, em cada idade. O governo tem estimulado os programas de saúde da família a enfrentar esse problema como uma de suas prioridades”, analisa Eduardo Zlotnik, obstetra do hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Eder Viana de Souza, obstetra do hospital Santa Catarina, de São Paulo, diz que a orientação nas escolas é feita, normalmente, por meio de palestras, mas isso não é suficiente. “É muito pouco. As escolas deveriam ter um médico lá dentro, orientando no dia a dia, falando sobre como se prevenir, o que fazer, o que não fazer”, completa.

 

Retirado de Bebe.com

13
Dez12

EUA mudam orientações sobre a pílula do dia seguinte a adolescentes

olhar para o mundo

EUA mudam orientações sobre a pílula do dia seguinte a adolescentes

Mudança foi motivada por pesquisas que mostraram que o acesso ao medicamento não aumentava a propensão a fazer sexo sem proteção

Quando uma adolescente faz um check-up , o pediatra geralmente pede aos pais que saiam da sala para ele poder conversar em particular com a jovem sobre assuntos delicados. É o momento para perguntar, por exemplo, se ela está usando drogas ou se é sexualmente ativa.

 

Agora, numa iniciativa polêmica, a organização pediátrica mais importante dos Estados Unidos está incentivando os médicos a também conversarem com as adolescentes sobre a pílula do dia seguinte – e prescreverem os contraceptivos de emergência caso elas precisem.

 

Anunciada na semana passada pela Academia Americana de Pediatria, a recomendação é a ação mais recente em um debate controverso sobre o acesso à contracepção de emergência. Desde que o FDA (órgão que fiscaliza alimentos e medicamentos nos Estados Unidos) aprovou o levonorgestrel (a pílula do dia seguinte), os que defendem seu uso têm se esforçado para torná-lo mais acessível.

 

Diversas associações médicas, inclusive as que representam ginecologistas e pediatras, apoiam a venda desses contraceptivos sem receita médica, uma vez que, para fazerem efeito, eles precisam ser tomados até cinco dias após o sexo desprotegido. O levonorgestrel começou a ser vendido sem receita médica para mulheres com mais de 18 anos em 2006. Em 2009, após uma disputa judicial, a idade mínima passou a ser 17 anos.

 

A revisão de políticas da academia foi motivada, em parte, por novas pesquisas que demonstraram que as jovens que receberam receitas médicas para o medicamento como precaução estavam mais propensas a usá-lo em tempo hábil após o sexo desprotegido que aquelas que não tinham receita.

 

“Quando uma adolescente chega à clínica, é preciso conversar com ela sobre atividade sexual, mesmo que esse não seja necessariamente o motivo da visita”, diz Cora Breuner, pediatra e membro da comissão de adolescência da organização.

 

“A contracepção de emergência não é suficientemente conhecida e isso inclui mulheres na faixa dos 30 e 40 anos.”

Por exemplo, um estudo recente sobre estudantes universitários descobriu que apenas 16% sabiam que os centros médicos da universidade distribuíam contraceptivos de emergência.

 

Na realidade, os adolescentes americanos têm adiado sua vida sexual em comparação com alguns anos atrás. A idade média do início da atividade sexual é 17 anos. Aos 19 anos, aproximadamente 70% dos adolescentes são sexualmente ativos. Mas, embora as taxas de gravidez entre adolescentes tenham diminuído nos últimos 50 anos, o índice de natalidade entre as adolescentes americanas é um dos mais altos do mundo desenvolvido, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

 

Muitas adolescentes usam camisinha para controle de natalidade, que protege contra doenças sexualmente transmissíveis, mas ela pode se romper ou deslizar. A adolescente pode se esquecer de tomar a pílula anticoncepcional vez ou outra e um número significativo de jovens são estupradas.

 

Apenas no mês passado o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas também recomendou a disponibilização de anticoncepcionais sem receita médica. Ele sancionou recentemente o uso de métodos de controle de natalidade reversíveis de longa duração por adolescentes, como dispositivos intrauterinos e implantes. Em alguns estados, é necessária a autorização dos pais para que o médico possa prescrever anticoncepcionais para menores de idade.

 

Os contraceptivos de emergência evitam a fertilização do óvulo por meio do atraso ou da inibição da ovulação e tornando o muco cervical mais espesso, o que impede a passagem dos espermatozoides. Embora alguns críticos tenham sugerido que elas sejam abortivas, essas pílulas e seu modo de ação são, na realidade, diferentes dos de uma pílula abortiva.

 

Curiosamente, porém, nenhum estudo descobriu taxas de gravidez significativamente mais baixas entre as jovens que receberam prescrições médicas para o contraceptivo de emergência como precaução.

 

Alguns estudos talvez fossem pequenos demais para detectar uma redução estatisticamente significativa, afirma Catherine L. Haggerty, professora adjunta de epidemiologia reprodutiva da Universidade de Pittsburgh e uma das autoras da análise recente da literatura. Um estudo de 2006 descobriu que, mesmo que possuam contraceptivos de emergência à mão, muitas jovens não os utilizam.

 

É possível que a contracepção de emergência também seja menos eficiente do que se pensa, de acordo com uma revisão atualizada de estudos publicada no ano passado. Os pesquisadores geralmente precisam que as participantes do estudo avaliem o risco de gravidez no dia em que fizeram sexo desprotegido, mas muitas não controlam o ciclo menstrual, o que altera os resultados, observou a análise.

Os contraceptivos de levonorgestrel são eficientes em ao menos metade das vezes em que são utilizados, de acordo com a análise. Contudo, alguns estudos descobriram que os medicamentos são tão eficazes se tomados de 2 a 4 dias depois do sexo desprotegido quanto se tomados na manhã seguinte.

 

As objeções ao aumento de sua disponibilidade provêm de diversos grupos. Os defensores da educação sexual pró-abstinência afirmam que os médicos devem incentivar os adolescentes a retardar o início da vida sexual.

 

“Por que não elaborar uma lei que incentive os médicos a usar sua influência para orientar os adolescentes a evitar todos os riscos relacionados ao sexo?”, sustenta Valerie Huber, presidente da Associação Nacional de Educação para a Abstinência.

 

John B. Jemmott III, professor da Universidade da Pensilvânia que desenvolveu um programa de educação sexual pró-abstinência, sustenta: “O problema é que essa ação não faz nada em relação às doenças sexualmente transmissíveis e ao HIV”. Se os adolescentes fizerem sexo, “queremos que usem camisinha”.

Os pesquisadores descobriram que o fato de possuir uma prescrição médica para o contraceptivo de emergência não faz com que as jovens passem a ter um comportamento sexual mais arriscado. Mas muitos desses estudos não incluem muitas garotas menores de 18 anos.

 

Dois estudos que incluíram garotas mais jovens – um relatório de 2000, que incluiu muitas adolescentes de alto risco de São Francisco, e um estudo de 2005 de mães adolescentes – descobriram que as que receberam prescrições médicas como precaução afirmaram terem sido mais negligentes em relação ao controle de natalidade e mais propensas a terem feito sexo sem proteção.

 

Elizabeth Miller, do Hospital Infantil de Pittsburgh do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, admite que fornece prescrições médicas como precaução regularmente, mas fica atenta às pistas que recebe da paciente, não pressionando-as a aceitá-las. Ela lembra que cuidou recentemente de uma garota de 16 anos, que afirmou que planejava ter relações sexuais após o casamento, mas estava confusa em relação a um começo de desejo sexual.

 

“Tivemos uma conversa maravilhosa sobre o início da libido, a masturbação e o orgasmo, e eu apoiei totalmente seu desejo de esperar para ter intimidade com alguém após o casamento”, lembra Miller.

 

Ao mesmo tempo, ela salienta que a pílula do dia seguinte também pode ser usada quando há falha de outro método ou após um estupro. Para aqueles que se preocupam, acreditando que conversar com jovens sobre sexo e contracepção seja o mesmo que aceitar a atividade sexual, os defensores dessa ação afirmam que pesquisas mostram o oposto.

 

“Informações de qualidade têm um efeito que é, na realidade, protetor”, acredita Sarah Brown, da Campanha Nacional de Prevenção da Gravidez Não Planejada na Adolescência, iniciativa sem fins lucrativos.

 

“Aprendemos com as pesquisas de boa qualidade que conversar sobre esses assuntos ajuda os jovens a se planejar, entender o ocorre e saber o que fazer quando for necessário.”

 

Retirado de IG

25
Nov12

Sexo durante a gravidez

olhar para o mundo

Sexo durante a gravidez: desvendando mitos 

É possível manter uma vida sexual ativa durante a gravidez? Esse assunto envolve mitos e dúvidas tanto da parte das futuras mamães quanto de seus parceiros. Enquanto a mulher vive um período de grandes mudanças físicas e psicológicas, além das oscilações dos hormônios, o parceiro acaba assumindo uma posição de maior proteção e deixa o sexo de lado com medo de prejudicar o desenvolvimento do feto.

 

Quando a gravidez transcorre normalmente, sem complicações, o sexo é sempre bem-vindo. Nos três primeiros meses de gestação é normal que o desejo sexual da mulher esteja diminuído, em função das adequações pelas quais o corpo está passando. Os seios ficam doloridos, vem os enjoos e o cansaço é mais visível, mas isso não significa que exista restrição. Desde que a mulher sinta-se disposta à relação sexual, não há contraindicação. 
Segundo o ginecologista Malcolm Montgomery, o receio mais comum dos homens é machucar o feto durante a penetração. “O feto está muito bem protegido dentro do útero e não existe a mínima possibilidade de ser atingido pelo pênis”, explica.
Outro mito é de que as contrações provocadas pelo orgasmo podem acelerar o trabalho de parto. Ao contrário de acelerarem o trabalho de parto, essas contrações auxiliam no fortalecimento dos músculos do períneo, favorecendo o parto normal. 
A atividade sexual só vai sofrer restrições nos casos em que a mulher enfrenta problemas de saúde como hipertensão, insuficiência do colo do útero, bolsa rota ou placenta prévia. Em qualquer um desses casos, é preciso o aconselhamento de um ginecologista.
Retirado de Cenário Mt
02
Out12

Posso fazer amor grávida?

olhar para o mundo
Posso fazer amor grávida?

 

Magoa o bebé? Acelera o trabalho de parto? Tire as suas dúvidas para que não deixe de ter prazer

Quando descobrem que vão ter um bebé, mais da metade dos casais que procuram o médico quer saber se sexo e gravidez combinam. A orientação geral é que, caso não existam problemas diagnosticados, como sangramentos e risco de parto prematuro, os momentos de intimidade só fazem bem. “Não há limites estabelecidos ou práticas não aceites. Aconselha-se, apenas, que ambos mantenham a mesma sintonia em relação aos seus desejos e que respeitem o corpo e a mente um do outro, sempre prevalecendo o bom senso”, explica Mariana Torres, ginecologista e obstetra. “A mulher está a passar por mudanças físicas, emocionais e hormonais e espera-se que o parceiro tente compreendê-las, sendo cúmplice.”

Bebé protegido

Durante a gravidez, o bebé fica isolado dentro das membranas da placenta e da bolsa, além de estar entre as paredes do útero, que são formadas por músculo. “E o colo do útero, que é a parte mais baixa do órgão e está em contacto com a vagina, permanece fechado, como um estreito canal que deve abrir-se apenas no momento do parto”, diz a médica.

No fim da gestação

As mudanças do corpo neste período preparam o útero para iniciar as contrações. No fim da gestação, o sexo é benéfico. O sémen possui prostaglandina, substância que, quando a mãe e o bebé estão prontos para o parto, favorece as contrações e o relaxamento do colo do útero.

As 3 melhores posições

No início da gravidez, não existem restrições. Mas, conforme a gestação vai evoluindo, o crescimento do útero e o aumento de peso pedem posições mais confortáveis e seguras. “São aquelas que não forçam a barriga nem a coluna da mulher”, esclarece a médica.

Eis algumas ideias de posições:

  1. Ela fica por cima, controlando a profundidade da penetração.
  2. Ele coloca-se por cima, na posição de missionário, mas não deixa cair  o peso sobre ela.
  3. Ela deita-se de lado, na posição “conchinha”, e ele fica atrás, também de lado.
Noticia de Actíva
05
Jul12

Sexo na gravidez?

olhar para o mundo

Sexo na gravidez: o que pode e o que não pode?

Machuca o bebê? Acelera o trabalho de parto? Esclarece suas dúvidas para você não deixar de ter prazer

 

Quando descobrem que terão um bebê, mais da metade dos casais que procuram o médico quer saber se sexo e gravidez combinam. A orientação geral é que, caso não existam problemas diagnosticados, como sangramentos e risco de parto prematuro, os momentos de intimidade só fazem bem. “Não há limites estabelecidos ou práticas não aceitas. Aconselha-se, apenas,


que ambos mantenham a mesma sintonia em relação aos seus desejos e que respeitem o corpo e a mente um do outro, sempre prevalecendo o bom-senso”, explica Mariano Tamura, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. “A mulher está passando por mudanças físicas, emocionais e hormonais e espera-se que o parceiro tente compreendê-las,
sendo cúmplice.”

 

Bebê protegido


Durante a gravidez, o bebê fica isolado dentro das membranas da placenta e da bolsa, além de estar entre as paredes do útero, que são formadas por músculo. “E o colo do útero, que é a parte mais baixa do órgão e está em contato com a vagina, permanece fechado, como um estreito canal que deve se abrir apenas no momento do parto”, esclarece.

 

No fim da gestação


Em condições normais, as mudanças do corpo nesse período preparam o útero para iniciar as contrações. No fim da gestação, o sexo pode até ser benéfico. “O sêmen possui prostaglandina, substância que, quando a mãe e o bebê estão prontos para o parto, favorece o começo das contrações e o relaxamento do colo uterino”, diz o médico.

 

As 3 melhores posições


No início da gravidez, não existem restrições. Mas, conforme a gestação vai evoluindo, o crescimento do útero e o aumento do peso pedem posições mais confortáveis e seguras. “São aquelas que não forçam a barriga nem a coluna da mulher”, detalha Tamura. Veja algumas ideias de posições:

1. Você fica por cima, controlando a profundidade da penetração.
2. Ele se coloca por cima, na clássica papai e mamãe, mas não deixa cair o peso sobre você.
3. Você se deita de lado, na posição “conchinha”, e ele fica atrás, de lado também.

 

retirado de  M de mulher

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