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As Coisas da Cultura

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22
Set13

Quando Calouste é Kaloust a sua vida romanesca dá um romance

olhar para o mundo

Quando Calouste é Kaloust a sua vida romanesca dá um romance


José Rodrigues dos Santos editou o seu 11.º romance sobre Gulbenkian

 

O Homem de Constantinopla é o primeiro romance sobre Gulbenkian. José Rodrigues dos Santos imaginou a vida do filantropo e mostra como era um dos homens mais ricos do mundo. Mas é ficção

 

Quando Calouste Sarkis Gulbenkian morreu, em 1955, a revista norte-americana Time, no obituário a que deu o título Oil: Mr. 5%, atribuía-lhe uma frase que se poderia constituir como o traço de uma personalidade: "Tenho apenas um amigo e o seu nome é solidão." A história do homem que, com a fundação criada no ano seguinte teria um papel decisivo na cultura e na ciência em Portugal, foi agora romanceada por um dos autores portugueses que mais vendem, o jornalista José Rodrigues dos Santos.

 

A história de Gulbenkian não é completamente desconhecida, nem os detalhes sobre um perfil de excentricidade são uma novidade, mas o romance, que se apresenta dividido em dois volumes - O Homem de Constantinopla, lançado ontem em Lisboa e que segue o "rapaz mais esperto de Trebidonza", na velha Turquia, até se transformar no "senhor 5%", já em Londres; o segundo, Um Milionário em Lisboa, que dá mais atenção à criação da fundação, só sairá em Novembro - é a tentativa de "usar a ficção para nos ajudar a compreender Calouste", diz Rodrigues dos Santos ao PÚBLICO. "Mas o veículo que corporiza essa compreensão não é Calouste, é Kaloust", sublinha, antecipando eventuais críticas dos que venham a ler este romance como um relato factual da vida do maior filantropo do país. Os dois volumes são obra de "um romancista e não de um biógrafo", insistiu, e o seu protagonista é apenas "uma figura de ficção inspirada em Calouste Gulbenkian [1869-1955]".

 

Por isso, explica, não consultou arquivos, baseando a investigação, "sobretudo, em matéria biográfica já publicada e numa conversa que [teve] com o filho de Azeredo Perdigão". Falar com os descendentes do milionário arménio nascido em Istambul que escolheu deixar a Portugal boa parte da sua fortuna e da sua riquíssima colecção de arte foi uma hipótese que pôs de lado depois de "contactos indirectos através dos quais [foi] informado de que a família Gulbenkian desencoraja[va] qualquer investigação em torno de Calouste".

 

Contactada pelo PÚBLICO a Fundação informou, contudo, que os dois membros da família que pertenceram ao conselho de administração, Mikhael Essayan, o filho, e Martin Essayan, neto, não foram contactados. Na apresentação de ontem, na Sociedade de Geografia, esteve um sobrinho-neto, Mikaël Gulbenkian, que Rodrigues dos Santos contactou há dias e que leu no livro "uma homenagem extraordinária ao filho de Gulbenkian, Nubar, uma figura muito injustiçada neste país, e também um homem brilhante".

 

Nubar, que no livro dá pelo nome de Krikor, é chamado a Lisboa quando o pai está quase moribundo e encontra nos seus papéis dois volumes intitulados Um Homem em Constantinopla Um Milionário em Lisboa, que lhe dão conta da vida e do modo como Kaloust construiu o seu império.

 

De certa forma, Rodrigues dos Santos emula assim o gesto que Nubar teve ao passar a Ralph Hewins as memórias do pai, até agora inéditas, que estariam na base de O Senhor Cinco Por Cento, uma biografia que a fundação não reconhece como oficial e que foi editada em 1957 em Inglaterra (em português existe apenas desde 2009, com a chancela da Texto). É fácil reconhecer no primeiro volume do romance, que termina com o início da Primeira Guerra Mundial, quando o filantropo que enriqueceu com o comércio mundial de petróleo tinha 45 anos, muita da informação que Hewins avança, no que toca à vida particular de Gulbenkian, mas também aos negócios.

 

No lançamento de ontem o autor falou da forma como a fundação foi criada, tema que aparece no segundo volume, explicando que "a razão pela qual Gulbenkian trouxe a fundação para Portugal foi para não pagar impostos", acrescentando que vivia num hotel, o Aviz, "também para fugir ao fisco". De fora da apresentação ficaram, compreensivelmente, temas que se adivinham polémicos, como "o problema da corrupção" e o facto de, como disse ao PÚBLICO o escritor, "Gulbenkian ter sempre uma menina menor à sua disposição". Estas e outras questões são também abordadas pelo autor britânico Ralph Hewins, que teve acesso às memórias de Gulbenkian e a Nubar para escrever O Senhor Cinco por Cento, mas em cuja obra o académico Jonathan Conlin não confia: "[É uma biografia] inexacta, até nos elementos mais básicos", garantiu por email.

 

Conlin, da Universidade de Southahampton, dirige uma equipa de investigadores que entre 2018 e 2019 lançará, nos 150 anos do nascimento de Gulbenkian, uma biografia que, diz, "será a primeira baseada nas fontes em arquivo".

 

Os interesses de Gulbenkian, explica o coordenador, "espalharam-se pelo mundo e qualquer biógrafo que lhe queira fazer justiça necessita, naturalmente, de consultar os arquivos, tanto os privados como os públicos, os das empresas e os de Estado, numa diversidade de países, dos Estados Unidos a Inglaterra, de França e Portugal à Turquia e Rússia". O material a ter em consideração é vasto, sublinha, acrescentando que não seria possível trabalhá-lo sem a ajuda de uma equipa ou o apoio da universidade e da Fundação, que financiou a iniciativa da universidade em 300 mil libras (355 mil euros) e abriu os seus arquivos, não tendo contudo, salientou o autor e confirmou a Fundação, qualquer controlo sobre o resultado final.

 

Definitivamente ficção?

 

Mas a questão que o romance de Rodrigues dos Santos coloca é de outra ordem, porque, não se cansa de sublinhar, o autor não tem nenhum compromisso com o rigor, embora reconheça partir de factos. A ficção serve-lhe sobretudo, explica, para dar vida a acontecimentos históricos e "preencher as lacunas" de discurso não ficcional, "muito espartilhado por hipóteses e documentação". "O poder da ficção", entre outros, é o de permitir "partilhar experiências": "De repente não estamos no comboio a ir para o trabalho, estamos a ver Kaloust Sarkisian a viajar no Expresso do Oriente, a atravessar o Bósforo, a seduzir a filha do banqueiro ou a fechar o negócio que fará dele o homem mais rico do mundo."

 

Com 50 mil exemplares lançados ontem no mercado, O Homem de Constantinopla apresenta-se como um fresco sobre um milionário que até ao fim da vida quis responder a uma pergunta: "O que é a beleza?"

 

Kaloust dirá a Madame Duprés, o que o autor imagina (e escreve) que Calouste terá dito a Elize, sua secretária: "A menina que actualmente ocupa a minha suite já completou 18 anos. O seu prazo de validade está esgotado. Quando eu regressar de Londres, faça o favor de a dispensar." Duprés oferecer-lhe-á dez mil francos, "o habitual", até Kaloust lhe dizer: "Esta manhã fui tomar o pequeno-almoço ao Procope e reparei numa empregada novinha que eles agora lá têm. [...] Fale com ela e prepare-a como de costume... Flores, jóias da Cartier e tudo o resto!"

Ralph Hewins escreve que "um dos deveres [de Elize Soulas] era tratar do embelezamento da matéria prima de Gulbenkian. Por vezes, ele avistava uma rapariga simples num café, ou até na rua, e decidia imediatamente que ela tinha estofo de obra de arte". E Francisco Corrêa Guedes, autor de outra biografia do filantropo arménio (Calouste Gulbenkian, Uma Reconstituição, Gradiva, 1992) descreve que Gulbenkian "exigia que entre as recrutadas estivessem obrigatória e permanentemente jovens com idade inferior a 17-18 anos".

 

No romance episódios como este são frequentes e Rodrigues dos Santos diz que teve "o cuidado de os inserir no contexto da época e da mentalidade então dominante". São, acrescenta, "coisas moral e eticamente complicadas", porém, "naquele tempo eram encaradas como normais". Basta dizer que, em 1892, Calouste se casou, aos 23 anos, com Nevarte, então com 17, depois de vários anos de corte.

 

A mesma distância de época é precisa para lidar com o modo Gulbenkian aprendeu a negociar, baseando-se no pagamento de subornos, prática que Rodrigues dos Santos diz ter sido "corrente no Império Otomano", sem "a carga negativa que hoje lhe é associada".

 

Não seria preciso que o autor escrevesse que "a vontade de negociar era, em Kaloust, um instinto". "Ele tinha o espírito mais fascinante e mais poderoso também que alguma vez tinha encontrado. Era uma experiência mágica vê-lo trabalhar num problema e vê-lo chegar à solução", disse a Corrêa Guedes o curador Kenneth Clark, a propósito de Calouste Gulbenkian. Clark, que foi director da National Gallery entre 1933 e 1945, é uma personagem no romance e apresentado como o homem que explicará a Kaloust "o que é a beleza". Num diálogo decorrido em frente à pintura Os Embaixadores, de Holbein, Rodrigues dos Santos sugere que uma conversa com o curador terá ajudado à definição: "A arte é uma forma complexa de cultura." Em Uma Reconstituição é o próprio Kenneth Clark que responde ao biógrafo Corrêa Guedes "que costumava conversar horas a fio" com Gulbenkian.

 

Para Rodrigues dos Santos, "há pormenores da vida pessoal, e em particular da vida sexual, que fazem parte da dimensão humana mas que estão naturalmente ausentes da documentação. [...] Quase tudo teve de ser romanceado: diálogos, situações, negócios. Claro que sei que essas situações e esses negócios ocorreram, há registo deles, mas a ficção tem de lhes dar vida."

 

Retirado do Público

29
Mai13

Nova orquestra para jovens e obras no auditório são as novidades da temporada da Gulbenkian

olhar para o mundo

Uma renovação tecnológica, uma equipa de quatro maestros com um titular estreante, e mais uma orquestra, desta vez só com jovens músicos, marcam a próxima temporada Gulbenkian, que vai ocupar salas e igrejas em Lisboa e arredores.

 

Às 22h do próximo domingo o Grande Auditório da Fundação Gulbenkian entra em obras – sete meses para pôr de pé uma “revolução tecnológica” que, depois de concluída, deverá ser quase invisível. O regresso a casa está marcado para 15 de Fevereiro. Em palco, e sob a direcção de Joana Carneiro, os músicos da Orquestra Gulbenkian e os do mais recente projecto educativo da fundação vão encontrar-se para a Sinfonia Fantástica, de Hector Berlioz. Bem a propósito, sublinha a maestrina num pequeno filme que passou ontem em Lisboa, na conferência de imprensa de apresentação da temporada 2013/14, já que a peça do compositor francês retrata a vida de um artista qua ainda tem muito por descobrir.

 

O regresso a casa está marcado para 15 de Fevereiro. Em palco, e sob a direcção de Joana Carneiro, os músicos da Orquestra Gulbenkian e os do mais recente projecto educativo da fundação vão encontrar-se para a Sinfonia Fantástica, de Hector Berlioz. Bem a propósito, sublinha a maestrina num pequeno filme que passou na quarta-feira em Lisboa, na conferência de imprensa de apresentação da temporada 2013/14, já que a peça do compositor francês retrata a vida de um artista que ainda tem muito por descobrir.

 

A renovação do auditório, inaugurado como todo o edifício sede da fundação em 1969, é uma das grandes novidades do programa que começa com a 30.ª edição do Jazz em Agosto (dia 2) e que, devido às obras, terá metade do seu calendário de actividades disperso por diversas salas, do Centro Cultural de Belém (concertos sinfónicos) à Igreja de São Roque (concertos corais), passando pela Culturgest, a Academia de Ciências de Lisboa, o Mosteiro dos Jerónimos e até a Basílica de Mafra, onde o Coro Gulbenkian cantará pela primeira vez, num festival que reúne várias formações juvenis.

 

O coro receberá do novo maestro titular da orquestra, que se estreia a 3 de Outubro com A Criação, de Joseph Haydn, nos Jerónimos, uma atenção especial. Depois de 11 temporadas sob a direcção de Lawrence Foster, que na próxima segunda-feira passa a maestro emérito, a Orquestra Gulbenkian entra numa nova fase, liderada por Paul McCreesh. “Quando cheguei fiquei impressionado com a flexibilidade e a paixão destes músicos”, disse o maestro inglês de 53 anos a Risto Nieminen, quando o finlandês que dirige o serviço de música, regressado por momentos o papel de jornalista que desempenhou no passado, o chamou ao palco durante a conferência. “E com a especialização crescente das orquestras, é muito bom poder contar com uma equipa.”

 

McCreesh, que conduzirá a orquestra em dez concertos e numa digressão à China (Outubro), com Beethoven e compositores portugueses na bagagem, vai ocupar-se sobretudo da música coral e do reportório do século XIX, “mesmo nas suas zonas mais obscuras”. Aos três maestros convidados da sua equipa caberão outros períodos: a finlandesa Susanna Mälkki, antiga directora do Ensemble Intercontemporain, ficará com os clássicos do século XX e com o XXI; o português Pedro Neves, maestro titular das orquestras do Algarve e Clássica de Espinho, vai ocupar-se dos autores nacionais; e Carneiro será sobretudo a directora artística do Estágio Gulbenkian para Orquestra, o novo projecto pedagógico da fundação, dirigido aos estudantes de música de todo o país, entre os 17 e os 25 anos, cujas audições estão agora a decorrer.

É preciso reavaliar o papel das orquestras hoje porque elas são, também, valiosos recursos educativos

Paul McCreesh, maestro titular

McCreesh, que começou a sua carreira a dar aulas, gosta de trabalhar com jovens e ter um ensemble cujo objectivo é dar a intérpretes que estão a fazer formação superior em música uma “experiência de orquestra” pareceu-lhe a melhor forma de o fazer: “É preciso reavaliar o papel das orquestras hoje porque elas são, também, valiosos recursos educativos. É preciso pô-las a trabalhar em vários ambientes e não só com diferentes gerações de músicos profissionais, mas com diferentes gerações de amantes da música.”

 

McCreesh e Nieminen querem que esta formação, que começa o seu primeiro estágio já em Julho, depois de audições em Lisboa, Porto, Évora, Castelo Branco, Braga e Aveiro, funcione como um espaço de experimentação em estreita ligação com os músicos profissionais da casa. Isto significa que a fundação vai ter uma nova orquestra, uma espécie de ensemble-júnior de onde poderão sair músicos para a formação principal? “Não se trata de uma nova orquestra”, disse ao PÚBLICO o director do serviço de música. “O que vamos desenvolver é um projecto de educação que dá aos estudantes de música uma experiência séria essencial à sua formação.”

 

Todos os anos vão realizar-se vários estágios e, no final, a Gulbenkian conta poder reunir uma nova orquestra sinfónica, com 90 a 95 músicos. “Este é um projecto de continuidade”, assegura Nieminen, “mas não sabemos quando vai acabar”. Este modelo de formação inspirou-se no praticado pela Orquestra Gustav Mahler e pela de Jovens do Mediterrâneo, que têm dois estágios musicais por ano e onde cada músico seleccionado permanece por três ou quatro. “Aqui vai ser o mesmo. E contamos também que os músicos da nossa orquestra estejam muito presentes, como mentores dos mais novos.”

 

Joana Carneiro será a directora artística, com a colaboração de McCreesh, mas terá ainda tempo para se apresentar com regularidade ao longo de uma temporada que Risto Nieminen quis altamente diversificada e que inclui os concertos do costume, com solistas como Artur Pizarro, Grigory Sokolov, e as irmãs Labèque; as transmissões em directo e em HD da Metropolitan Opera de Nova Iorque (até Fevereiro, na Culturgest), um ciclo de Grandes Intérpretes (que terá, por exemplo, o maestro-estrela Gustavo Dudamel a dirigir A Sagração da Primavera a 6 de Abril) e encomendas a jovens compositores como Ana Seara e Daan Janssens.

 

Ainda no capítulo das encomendas, e integrado no programa em que a Gulbenkian se associa, como é já hábito, ao Teatro Municipal Maria Matos, há que destacar Two maybe more, obra que parte do universo criativo dos coreógrafos Sofia Dias e Vítor Roriz. Neste projecto que conta com música original de Pedro Moreira e em que estará envolvido o coro da fundação, o realizador e encenador Marco Martins volta a trabalhar com o escritor Gonçalo M. Tavares (6 de Setembro).

 

É também neste programa Teatro/Música que se apresenta a já muito elogiada colaboração entre os coreógrafos Anne Teresa de Keersmaeker e Boris Charmatz (Partita 2, 13 de Maio);The House Taken Over, a nova obra do compositor português Vasco Mendonça com encenação da inglesa Katie Mitchell (Maria Matos, 21 de Fevereiro), e Quartett, do italiano Luca Francesconi, uma produção do Teatro alla Scala com proposta cénica dos catalães La Fura dels Baus (1 Abril) e direcção musical de Susanna Mälkki.

 

Quartett, garante Nieminen, será “o primeiro grande teste” ao ambicioso projecto de renovação do auditório. Um projecto “praticamente invisível”, diz a administradora Teresa Gouveia. “Invisível” porque, “respeitando em absoluto o projecto arquitectónico original”, vai insidir sobretudo em aspectos técnicos. Na conferência, Celso Matias, director do programa de intervenção, e a arquitecta Teresa Nunes da Ponte fizeram referência a algumas das alterações, que passam pela melhoria da acústica e do ar-condicionado, pelo alargamento dos corredores de evacuação da sala, pela construção de novos camarotes e de um foyer multiusos no piso superior (por cima da zona do actual bar), pela instalação de cabines para filmagens e retransmissões dos concertos mais importantes e pela introdução de novos dispositivos que permitirão usar cenários mais sofisticados. Objectivo: aumentar a versatilidade do palco para permitir que a sala receba espectáculos pluridisciplinares, como a ópera.

 

“O grande auditório tem 45 anos e precisa de um rejuvenescimento técnico”, explicou Celso Matias, “os seus equipamentos estão gastos e descontinuados”. O maior desafio, admitiu, será concluir a obra em sete meses (deverá estar pronta a 31 de Dezembro). Tempo recorde para um projecto cujos custos a fundação não quer, por hora, divulgar.

 

A arquitecta salientou, por sua vez, o carácter “conservador” desta intervenção, sublinhando que não se trata de uma reconstrução, mas de um restauro, já que mexer na sede da Gulbenkian implica mexer em património nacional (o edifício dos arquitectos Ruy Jervis d'AthouguiaPedro Cid e Alberto Pessoa foi classificado em 2010).

 

Toda a equipa da fundação aguarda com expectativa o resultado dos trabalhos, admite o director do serviço de música. Risto Nieminen sabe que este é um auditório que diz muito a muita gente. “O público vai sentir que alguma coisa mudou.”

 

Retirado do Público

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