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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

05
Out12

Alimentos e hábitos que melhoram o seu desempenho na cama

olhar para o mundo

alimentos e hábitos que melhoram seu rendimento na cama

Estresse, cansaço físico, desgaste emocional, monotonia e doenças são apenas alguns dos motivos para uma possível queda de libido ou de rendimento sexual, mas alguns alimentos e hábitos podem ajudar a solucionar esse problema 

Culturalmente se espera que o homem sempre esteja pronto para pular na cama e desejando sexo o tempo todo. Porém, sabemos que nem sempre é assim que funciona. Estresse, cansaço físico, desgaste emocional, monotonia e doenças são apenas alguns dos motivos para uma possível queda de libido ou de rendimento sexual. “Podemos dizer que o cotidiano conspira contra o sexo, pois conciliar família, amigos, trabalho e interesses pessoais é muito difícil”, defende o urologista, sexólogo e terapeuta sexual Celso Marzano. Com o passar do tempo e o envelhecimento inevitável do corpo a situação fica ainda mais complicada. Porém, alguns alimentos e hábitos podem ajudar e muito a melhorar sua performance sexual. Confira 15 dicas de especialistas:

 

Confie no zinco


O que você come pode aumentar ou diminuir sua libido. “Uma má alimentação pode gerar uma baixa produção de alguns neurotransmissores relacionados ao bem-estar e prazer. Essas alterações podem prejudicar o desempenho sexual e até a fertilidade”, afirma Flávia Morais, coordenadora de nutrição da rede Mundo Verde. Alguns alimentos podem melhorar sua vida sexual. Esse é o caso das ostras que, segundo a especialista, são boas fontes de zinco, mineral necessário para a maturação o esperma e fertilização. “Na falta de zinco temos diminuição na produção de testosterona, diminuindo a libido. A recomendação diária de zinco para homens é de 11 mg, em 100 g (quatro unidades) de ostra temos 90 mg desse mineral”, diz Flávia. Outro alimento rico em zinco é o fígado de boi, porém pode conter algumas toxinas.

 

Explore seu corpo


O autoconhecimento e a masturbação estão sempre em foco quando o assunto é sexualidade feminina. Porém, isso também vale para melhorar a vida sexual dos homens. “A masturbação deve ser encarada como uma forma alternativa de exprimir a própria sexualidade, Ela é usada há muito tempo pelos terapeutas sexuais como parte das técnicas de tratamento para disfunções”, diz Celso. Apesar de quase todos os homens praticarem a masturbação ao longo da vida, em muitos casos, essa prática ainda vem acompanhada de alguns sentimentos negativos. No entanto, essa é uma ótima forma de despertar o corpo para a sexualidade e conhecer os toques e movimentos que proporcionam mais prazer.

 

Evite bebida em excesso


Uma boa taça de vinho pode ajuda-lo a relaxar e criar um clima, mas fique atento para não exagerar. De acordo com Flávia, o álcool favorece o relaxamento, prejudicando a circulação e, em consequência, a ereção. “A bebida em excesso bloqueia a resposta sexual e prejudica o efeito de medicamentos para ereção. A medida certa é individual”, complementa Celso. De acordo com o sexólogo, o alcoolismo destrói as respostas nervosas e vasculares, do que depende o desempenho sexual.

 

Não se entregue ao sedentarismo


A atividade física é ótima para o corpo, mente e para sua vida sexual também. “Os exercícios promovem uma resposta física melhor a tudo que fazemos”, defende Celso. Pesquisas demonstram até que a prática de atividades físicas pode estar relacionada a um aumento da produção de testosterona, hormônio responsável pelo desejo sexual, além de melhorar o rendimento na cama. E quando se trata de homens acima dos 40 anos a atividade física faz ainda mais diferença. Um estudo feito por médicos de Dublin mostrou que a perda de peso e aumento de massa magra reduz em 50% o risco de queda nos níveis de testosterona nessa fase. A pesquisa também indicou uma contagem mais alta de espermatozoides e ereções mais vigorosas nos homens mais ativos.

 

Consuma alimentos afrodisíacos


Alguns alimentos conhecidos por serem afrodisíacos como pimenta, ginseng e canela são temperos que melhoram a circulação, afetando positivamente a ereção. O amendoim e o ovo de codorna também são boas apostas. “O amendoim é fonte de vitamina B3, que colabora para a vasodilatação sanguínea, melhorando a circulação na região do órgão sexual masculino. Já o ovo, contém vitamina E, que participa da produção de hormônios sexuais, estando relacionado ao aumento da libido e do apetite sexual”, explica Flávia. Alimentos com tirosina como leguminosas, nozes, castanhas, tofu, cereais integrais e leite aumentam a produção de dopamina e noradrenalina, que também melhorar o rendimento sexual.

 

Esqueça o cigarro


Segundo um estudo da Universidade do Texas, em Austin, EUA, homens que pararam de fumar conseguem ficar excitados cinco vezes mais rápido do que aqueles que não abandonaram o vício. Outras pesquisas também apontam que a nicotina atrapalha a ereção. Por isso, se você quer manter uma boa potência sexual é melhor evitar o cigarro. “O cigarro afeta a microcirculação arterial e venoso dos corpos cavernosos do pênis e a bomba cardiovascular, que prejudica a chegada do sangue no órgão sexual”, afirma Celso Marzano. Segundo o especialista, parar de fumar pode ser um passo importante até para a redução ou mesmo eliminação total da impotência sexual.

 

Invista na acupuntura


Para a medicina oriental a função sexual é um reflexo da saúde geral. Por isso, quando a energia do corpo não vai bem isso pode causar impacto na cama. “Para os chineses a potência sexual está ligada aos rins, enquanto a libido tem relação com o funcionamento do fígado”, explica o fisioterapeuta e acupunturista Márcio Luna, presidente regional da Associação Brasileira de Acupuntura. Segundo o especialista, a relação é uma via de duas mãos, a saúde dos órgãos afeta o estado emocional e vice e versa.

 

A acupuntura pode ajudar a melhorar a performance sexual, aumentar a libido e tratar problemas como ejaculação precoce e impotência. “O primeiro passo é uma avaliação profunda do pulso e da língua para detectar qualquer alteração, mesmo que sutil, da energia do corpo”, afirma Luna. A partir daí começa a intervenção com o estimulo de pontos ligados aos órgãos que serão trabalhados. Em casos de distúrbios o ideal, segundo o especialista é trabalhar em conjunto com um urologista. “Costumo recomendar sessões duas vezes por semana no início. Depois de 10 sessões já há uma melhora significativa. Em geral, 30 sessões são suficientes, mas o tratamento vai depender muito de cada caso”, conta Luna.

 

Tome suco de romã


Um estudo da Queen Margaret University, em Edinburgo, mostrou que o consumo de um copo de suco de romã pode melhorar a libido. “O estudo mostrou que os voluntários que beberam um copo por dia durante duas semanas tiveram um aumento entre 16 e 30% dos níveis de testosterona”, conta Flávia. A pesquisa, realizada com 58 homens entre 21 e 64 anos, ainda indicou que a fruta é rica em antioxidantes e ajuda a melhorar a circulação sanguínea. 

 

Não pule as preliminares


“As preliminares são importantes porque desencadeiam a resposta sexual, a química do sexo se inicia e a excitação vai aumentando. Qualquer toque, visão ou odor tem uma interpretação no cérebro, que processa as informações direcionando a resposta sexual pela liberação de neurotransmissores, que agem nos diferentes receptores periféricos”, explica Celso. Então, esse momento para entrar no clima é necessário não apenas para as mulheres, que normalmente precisam de mais tempo para excitação, mas também para que o corpo masculino possa experimentar diferentes sensações, levando a uma relação mais prazerosa.

 

Fique de olho na andropausa

 

A idade também influencia os hormônios masculino levando os homens à andropausa após os 50 anos. “Ela é uma síndrome clínica caracterizada pelo declínio dos níveis de vários hormônios no sangue, principalmente a testosterona”, explica Celso. Com a andropausa podem surgir fadiga muscular, insônia, alterações do humor e raciocínio, perda de memória, depressão, diminuição de massa corpórea e força muscular, osteoporose, perda de pelos, alterações na pele, aumento de gordura na barriga, perda de libido e disfunção erétil (impotência sexual). Segundo o especialista, nessa fase da vida geralmente é necessário mais tempo para ereção, sendo está menos rígida, e para a ejaculação e há uma maior dificuldade para recuperar a ereção quando perdida.

 

“Hoje podemos pensar em reposição hormonal, mas antes o urologista deve avaliar outras possibilidades clínicas”, afirma Celso. Para melhorar a sexualidade depois dos 50 anos é preciso cuidar do estado geral de saúde, conhecer seu corpo e se adaptar às mudanças fisiológicas e manter uma prática sexual contínua e equilibrada durante a vida. Segundo o urologista, o homem deve dar mais valor às carícias antes e durante o sexo, variar posições e fugir da monotonia na cama e usar a imaginação ao seu favor, investindo em fantasias sexuais etc.

 

Recorra a medicamentos só em casos de necessidade


Existem diversos tratamentos para problemas de ereção e falta de libido como medicamentos hormonais, terapia sexual, dispositivos de vácuo, injeções, prótese peniana e remédios orais. “Além do Viagra temos no Brasil outros medicamentos como o Cialis e o Levitra. Porém, um acompanhamento da terapia sexual também é necessário para ter um resultado mais completo”, afirma Celso. O uso desse tipo de medicamento sem prescrição e acompanhamento médico oferece riscos sérios à saúde.

 

Aposte nas ervas medicinais


Segundo o fitoterapeuta e naturopata, André Resende, autor do livro Sexo mais Caliente, algumas ervas naturais podem dar uma forcinha melhorando o desempenho sexual. Confira algumas sugestões de receitas do especialista:

 

Pasta afrodisíaca

 

Ingredientes


2 colheres (sopa) de tribulus terrestres em pó

2 colheres (sopa) de maca em pé

2 colheres (sopa) de catuaba em pó

2 colheres (sopa) de noz de cola em pó

2 colheres (sopa) de gengibre em pó

2 colheres (sopa) de guaraná em pó

500 g de mel

 

Modo de fazer


Em uma vasilha, coloque as ervas e o mel e misture bem até virar uma pasta. Coloque em um vidro com tampa e tome uma colher de sopa duas vezes ao dia. Evite tomar a noite. Não utilize o guaraná em caso de hipertensão

Chá afrodisíaco masculino

 

Ingredientes


Nó de cachorro

Marapuama

Casca de catuaba

Raiz de ginseng

Noz-de-cola

Hortelã

1 litro de água

Mel

 

Modo de fazer


Coloque a água para ferver. Depois, coloque um punhado de cada erva e deixe ferver. Desligue o fogo e deixe esfriar. Em seguida coe e adoce com mel. Tome uma xícara (chá) cinco vezes ao dia.

Suco ‘levanta moral’

 

Ingredientes


2 xícaras (chá) de melancia (parte branca)

2 rodela de gengibre

1 colher (café) de guaraná em pó

1 colher (café) de ginseng em pó

1 colher (sopa) de mel

1 copo de água

 

Modo de fazer


Bata todos os ingredientes no liquidificador e beba em seguida.

 

Retirado de ExpressoMT

14
Set12

Também no sexo os sportinguistas têm poucas razões para sorrir

olhar para o mundo

Derrotas do Sporting (na foto, Boulahrouz e Sá Pinto depois do desaire com o Rio Ave) podem ter um efeito negativo na líbido dos seus adeptos

Vinte por cento dos adeptos do Sporting têm pouco ou nenhum desejo sexual e só 2% têm sexo mais de quatro vezes por semana. Estarão os resultados desportivos a invadir a esfera íntima dos portugueses? Saiba mais amanhã na Revista do Expresso.

 

 

O exercício oferece pouco mais do que algumas curiosidades, mas aceitámos o desafio: pegámos nos resultados do inquérito sobre a vida sexual dos portuguesesque o Expresso começa a publicar amanhã, na Revista, e analisámo-los em função das preferências dos inquiridos. E se, fora do campo, a vida também parece sorrir aos simpatizantes do FC Porto, os do Sporting têm poucas razões para festejar nesta espécie de campeonato sexual.

Mas comecemos... pelo princípio. Os portistas são quem mais cedo inicia a sua vida sexual. Um décimo dos inquiridos que são adeptos do FC Porto disseram ter perdido a virgindade antes dos 13 anos. A seguir aparecem os adeptos do Sporting (4,8%) e depois os do Benfica (3,1%). No extremo oposto é o Sporting que tem maior percentagem de simpatizantes que se iniciaram depois dos 30 anos (3%). Os portistas são não só os mais precoces, como aqueles que mais facilmente vestem a pele de Casanovas: 7% dizem ter tido mais de 30 parceiros sexuais até hoje, superando os do Benfica (6%) e os do Sporting (3%).

Analisando a vida sexual à lupa, os sportinguistas também têm poucos motivos para se gabar... mas fazem-no. Senão vejamos: estão atrás dos adeptos do FC Porto e dos do Benfica na frequência (só 2% têm sexo, em média, mais de quatro vezes por semana, contra 10% dos portistas e contra 5% dos benfiquistas), no desejo sexual (20% admitem ter pouco ou nenhum desejo) e na frequência com que atingem o orgasmo (25% raramente ou nunca o consegue). Curiosamente, os leoninos são os que se dizem mais satisfeitos com a sua vida sexual - 3,8 de média numa escala de 1 a 5, à frente dos portistas (3,7) e dos benfiquistas (3,6) -, os que melhor avaliam o seu desempenho sexual e os que mais respondem que o desempenho do(a) parceiro(a) é "excelente"Perante estas contradições, é caso para dizer que no mundo do sexo e do desejo há mesmo mistérios insondáveis...

Um inquérito inédito

 

Para a elaboração das 100 perguntas do inquérito foi pedida a colaboração de quatro especialistas: o psiquiatra Júlio Machado Vaz, a psicóloga Ana Carvalheira, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, e os sociólogos Pedro Moura Ferreira e Sofia Aboim, do Instituto de Ciências Socais (ICS) da Universidade de Lisboa - estes dois últimos participaram em 2007 num grande inquérito sobre o comportamento sexual dos portugueses. Cada um dos quatro consultores reviu o esboço inicial do questionário, preparado pela equipa da Revista e pela empresa de estudos de mercado GfK, sugeriu retificações, propôs a inclusão de novas perguntas e colaborou na interpretação dos resultados.

 

O inquérito foi estruturado em quatro grandes áreas. A primeira, que dissecamos nesta edição, mais centrada na prática sexual, em termos de frequência, iniciação, número de parceiros, satisfação, desempenho e orientação sexual, etc. A segunda (dia 22) relaciona a sexualidade com a saúde e o bem-estar do indivíduo, e propõe uma incursão no mundo das fantasias eróticas. A terceira parte aborda o fenómeno da infidelidade (dia 29) e a quarta as intrincadas relações entre o sexo e a internet (dia 5 de outubro).

 

O inquérito foi realizado pela GfK a uma amostra representativa da população portuguesa. Foram inquiridos 1220 indivíduos com 18 anos ou mais, residentes em Portugal continental. Além das 100 questões sobre a vida sexual, foram colocadas outras que permitiram traçar o perfil dos inquiridos segundo diversos indicadores demográficos (sexo, idade, região, estatuto social); elementos de caracterização como a orientação sexual; e outros elementos como o consumo de bebidas alcoólicas, hábitos tabágicos ou orientação política. A informação foi recolhida através de um questionário de autopreenchimento, depositado numa urna fechada. Os trabalhos de campo decorreram entre os dias 10 e 21 de agosto, com recolha entre as 18 e as 21h durante a semana, e durante todo o dia nos fins de semana. A taxa de participação foi de 56,2%.



Noticia do Expresso

13
Set12

Se o sexo fosse um campeonato, ganhava o Porto

olhar para o mundo

O que é que o Grande Porto tem? Tem os portugueses mais ativos sexualmente, os que mais tempo dedicam a cada relação sexual e os que têm um desejo mais elevado. Mas, a acreditar nos números, não tem nem gays, nem bissexuais. O que vale a estatística?

 

Sabia que, em regra, são os algarvios que se iniciam sexualmente mais cedo, que melhor avaliam o seu desempenho sexual e do(a) parceiro(a), e que mais frequentemente atingem o orgasmo? Que os residentes da Grande Lisboa estão entre os que mais se queixam da sua vida sexual, mas são os que mais sexo têm com colegas de trabalho? Que os alentejanos são os que menos praticam sexo oral? E que no interior do país é onde há menos adeptos da posição de missionário?

 

Estas são apenas algumas leituras do inquérito à sexualidade dos portugueses encomendado pelo Expresso, cujos resultados começam a ser divulgados este sábado. As respostas surpreendem em alguns casos, preocupam noutros, mas denunciam, muitas vezes, significativas diferenças regionais. Se houvesse um campeonato para a atividade sexual, o Grande Porto seria um sério candidato ao título. Senão vejamos: é onde estão os portugueses mais ativos (30% dizem ter sexo mais de 3 vezes por semana, bem acima da média nacional, que é de 18%); os que mais tempo dedicam a cada relação sexual (mais de meia hora em 22% dos casos); e os que mais admitem ter um desejo sexual "muito elevado". Apesar disso, não estão satisfeitos: estão entre os que pior avaliam a sua satisfação sexual (3,5 de média, numa escala de 1 a 5), um pouco acima da Grande Lisboa (3,4), a região mais insatisfeita sexualmente do país. Curiosamente, é no Norte Litoral que estão os portugueses mais satisfeitos com a sua vida sexual.

Porto: ilha hetero ou um grande armário?

 

É um dos dados mais curiosos do inquérito que o Expresso encomendou sobre a vida sexual dos portugueses: apesar de 12% dos inquiridos preferirem não dizer qual é a sua orientação sexual - o que prova que este é, ainda, em muitos casos, um grande tabu - há pelo menos uma zona do país onde ninguém tem dúvidas: o Porto. Todos os participantes disseram ser "exclusivamente heterossexuais". Nem uma excepção à regra. 100%. Número redondo.

 

A percentagem destaca-se da média da população nacional (78% elegeram essa resposta), mas não pode ser vista como mais do que uma mera curiosidade, alertam os especialistas, já que a amostra relativa à cidade nortenha é demasiado reduzida para se tirarem conclusões. "Se responderam 100, não há nada de estranho nisso, mas se fosse numa amostra de 10.000, teria havido muitos que não disseram a verdade", garante a psicóloga Ana Carvalheira.

 

O sociólogo Pedro Moura Ferreira, do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, alerta que, mais do que olhar os resultados isoladamente, estes têm que ser vistos no contexto da região. E ainda que o Grande Porto, uma região tradicionalmente mais conservadora do que as regiões do sul (à exceção do Alentejo), tenha uma percentagem de população exclusivamente heterossexual superior à média nacional (84%), fica, por exemplo, atrás da Grande Lisboa (88%).

 

Um inquérito inédito

 

Para a elaboração das 100 perguntas do inquérito foi pedida a colaboração de quatro especialistas: o psiquiatra Júlio Machado Vaz, a psicóloga Ana Carvalheira, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, e os sociólogos Pedro Moura Ferreira e Sofia Aboim, do Instituto de Ciências Socais (ICS) da Universidade de Lisboa - estes dois últimos participaram em 2007 num grande inquérito sobre o comportamento sexual dos portugueses. Cada um dos quatro consultores reviu o esboço inicial do questionário, preparado pela equipa da Revista e pela empresa de estudos de mercado GfK, sugeriu retificações, propôs a inclusão de novas perguntas e colaborou na interpretação dos resultados.

 

O inquérito foi estruturado em quatro grandes áreas. A primeira, que dissecamos nesta edição, mais centrada na prática sexual, em termos de frequência, iniciação, número de parceiros, satisfação, desempenho e orientação sexual, etc. A segunda (dia 22) relaciona a sexualidade com a saúde e o bem-estar do indivíduo, e propõe uma incursão no mundo das fantasias eróticas. A terceira parte aborda o fenómeno da infidelidade (dia 29) e a quarta as intrincadas relações entre o sexo e a internet (dia 5 de outubro).

 

O inquérito foi realizado pela GfK a uma amostra representativa da população portuguesa. Foram inquiridos 1220 indivíduos com 18 anos ou mais, residentes em Portugal continental. Além das 100 questões sobre a vida sexual, foram colocadas outras que permitiram traçar o perfil dos inquiridos segundo diversos indicadores demográficos (sexo, idade, região, estatuto social); elementos de caracterização como a orientação sexual; e outros elementos como o consumo de bebidas alcoólicas, hábitos tabágicos ou orientação política. A informação foi recolhida através de um questionário de autopreenchimento, depositado numa urna fechada. Os trabalhos de campo decorreram entre os dias 10 e 21 de agosto, com recolha entre as 18 e as 21h durante a semana, e durante todo o dia nos fins de semana. A taxa de participação foi de 56,2%.

 


Retirado do Expresso

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